Natalia Cuminale - Veja 18/06/10
Uma boa notícia para quem sofre de disfunção erétil: o Viagra está 50% mais barato. Uma má notícia para as autoridades de saúde: a redução do preço pode levar a uma corrida desnecessária - e perigosa - aos comprimidos azuis por parte de uma parcela da população que não precisa, nem deve, consumi-los. Segundo especialistas consultados por VEJA.com, ao mesmo tempo em que os preços baixos beneficiarão pacientes das classes C e D, eles deverão estimular o uso indevido da droga por jovens que procuram apenas diversão - e não tratamento. "Minha preocupação é a vulgarização do uso. O preço reduzido vai facilitar o acesso do jovem que deseja ser o super-homem", afirma Oswaldo Sabaki Júnior, chefe do serviço de urologia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O uso recreativo desse tipo de medicamento já é uma prática comum entre os jovens. "Com o preço mais baixo, a tendência é que eles utilizem mais do que já estão acostumados", diz Sami Arap, coordenador do núcleo avançado de Urologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Desde este domingo, data em que começou a valer a quebra de patente do medicamento, uma caixa com quatro comprimidos de Viagra que custava cerca de 120 reais já pode ser encontrada pela metade do valor nas farmácias brasileiras. Além disso, para não perder completamente o mercado para os genéricos, a Pfizer, gigante famarcêutica que fabrica do produto, passou a vender uma caixa com apenas um comprimido, por 16,92 reais, pouco mais de 3% do salário mínimo. "O preço baixo também poderá atrair os jovens das classes que antes não tinham acesso ao remédio", prevê Otto Henrique Torres Chaves, chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Lançado no Brasil em 1998, o Viagra é indicado para pessoas com problemas para obter e manter uma ereção, condição mais frequente em pessoas de idade avançada (a disfunção erétil atinge 50% dos homens acima dos 40, de acordo com dados da SBU). "Depois dessa idade, o problema aumenta progressivamente. E a ereção passa a ser prejudicada quando combinada com doenças mais comuns no envelhecimento como hipertensão, diabetes e obesidade", explica Chaves.
Os médicos concordam que os jovens, no auge da disposição sexual, estão bem longe de ser o público-alvo do comprimido mágico. Em geral, a justificativa dada pelos homens mais novos é o uso com objetivo de aumentar o tempo da diversão.
O analista de projetos André M., 23, já utilizou o remédio três vezes e a última foi há um mês. "A ereção é quase imediata e o tempo até a ejaculação parece estendido", conta André, que pretende utilizar o medicamento mais vezes e não teme possíveis efeitos colaterais. "É um atrativo para quem quiser se divertir um pouco mais", diz.
Já o estudante de economia Tomaz A., 22 usa o remédio com mais frequência. Nos últimos dois meses, foram cinco vezes. "Depois de uma longa semana de relações sexuais, resolvi experimentar e gostei muito do resultado", afirma. "Não pretendo aumentar o número de vezes que utilizo, mas quanto mais barato com certeza é melhor", diz.
Dependência psicológica -
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os remédios para disfunção erétil possuem tarja vermelha, ou seja, deveriam ser vendidos apenas com prescrição médica. Na prática, no entanto, o comprimido pode ser adquirido livremente nas farmácias. "Como ninguém exige receita, o remédio pode ser comprado sem dificuldades por um jovem - que certamente não precisa dele. A receita deveria ser exigida agora que o número de consumidores deve crescer. Os médicos precisam ter o controle", afirma Archimedes Nardozza Filho, urologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O grande problema, segundo os médicos, é que os efeitos colaterais do remédio para os jovens não são químicos, mas psicológicos. "Os jovens tomam o medicamento para incrementar o desempenho. Mas isso pode criar uma dependência psicológica: quando ele fizer sexo sem o Viagra, não vai se sentir totalmente satisfeito", explica Arap.
Os médicos não sabem nem a parcela dos jovens que tomam Viagra sem necessidade. Sem o controle sobre as vendas, não existem dados a respeito. Mas a psiquiatra Carmita Abdo, fundadora e coordenadora geral do ProSex - Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), está desenvolvendo um estudo sobre o uso desse tipo de remédio por jovens que não apresentam problemas de disfunção sexual.
A partir de entrevistas com 112 jovens, ela definiu três tipos de perfis que são mais suscetíveis a criar uma dependência psicopatológica do remédio. "O uso constante pode trazer dependência química, depressão ou compulsão sexual. Alguns usam só para experimentar, mas pode ser o contrário, algum problema pode ter os levado a usar. É importante que se questionem em relação a isso."
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28 de junho de 2010
13 de junho de 2010
Jovem usa droga para disfunção erétil sem necessidade
26/10/2007 - 17h21
Uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo mostrou que é comum o uso de medicamentos contra disfunção erétil por jovens que não têm nenhum problema nessa área. Foram pesquisados 167 estudantes universitários, dos quais 15 disseram ter utilizado o remédio de forma recreacional.
A principal razão para a atitude foi curiosidade, seguida pela crença de que o remédio ajude a melhorar o desempenho sexual e, em terceiro lugar, pela busca por uma solução para a ejaculação precoce.
Além disso, uma resposta freqüente entre os entrevistados associava o remédio ao uso de preservativo -para eles, a camisinha dificultava a ereção e o medicamento os ajudava a "driblar o constrangimento".
Embora esses remédios devam ser vendidos com prescrição médica, 53% dos jovens que o utilizaram disseram tê-lo adquirido em farmácias, sem receita. Ainda segundo o estudo, 20% obtiveram o produto por meio de amigos e outros 20%, por intermediários.
Na maioria das vezes (71%), o produto foi consumido com álcool.
Os pesquisadores pretendem agora avaliar a conseqüência do uso recreacional desses medicamentos a longo prazo. O remédio pode baixar a pressão arterial, causar sangramento no nariz e dar dor de cabeça.
Uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo mostrou que é comum o uso de medicamentos contra disfunção erétil por jovens que não têm nenhum problema nessa área. Foram pesquisados 167 estudantes universitários, dos quais 15 disseram ter utilizado o remédio de forma recreacional.
A principal razão para a atitude foi curiosidade, seguida pela crença de que o remédio ajude a melhorar o desempenho sexual e, em terceiro lugar, pela busca por uma solução para a ejaculação precoce.
Além disso, uma resposta freqüente entre os entrevistados associava o remédio ao uso de preservativo -para eles, a camisinha dificultava a ereção e o medicamento os ajudava a "driblar o constrangimento".
Embora esses remédios devam ser vendidos com prescrição médica, 53% dos jovens que o utilizaram disseram tê-lo adquirido em farmácias, sem receita. Ainda segundo o estudo, 20% obtiveram o produto por meio de amigos e outros 20%, por intermediários.
Na maioria das vezes (71%), o produto foi consumido com álcool.
Os pesquisadores pretendem agora avaliar a conseqüência do uso recreacional desses medicamentos a longo prazo. O remédio pode baixar a pressão arterial, causar sangramento no nariz e dar dor de cabeça.
Cresce consumo de Viagra entre menores argentinos, diz pesquisa.
25/03/2009 - 18h14
Um novo estudo realizado na Argentina indica que três de cada dez "medicamentos para ereção" vendidos no país durante o ano passado foram consumidos por menores de idade.
O estudo foi realizado por especialistas da Escola de Farmácia e Bioquímica da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, que se basearam em uma pesquisa do Colégio Oficial de Farmacêuticos e Bioquímicos da capital argentina.
Comprimidos de Viagra, voltados à disfunção erétil, são consumidos por adolescentes na Argentina para bom desempenho em relações
O levantamento recolheu dados de 379 farmácias de Buenos Aires. Os resultados foram publicados na terça-feira (24), em uma reportagem do jornal "Clarín".
Pesquisa semelhante realizada dois anos antes, em 2006, indicava que, na ocasião, o consumo entre os jovens era menor, já que dois de cada dez medicamentos eram vendidos a pessoas com menos de 18 anos de idade.
Em 2006, os medicamentos que contêm o mesmo princípio ativo do Viagra ocupavam o 75º lugar entre os remédios mais vendidos do país. Em 2008, eles pularam para a 22ª posição, de acordo com a Universidade Maimónides.
Virgindade
O baixo preço de alguns destes medicamentos --que podem chegar a custar apenas 5 pesos (R$ 3) por comprimido-- e a não exigência de receita estaria facilitando o aumento do consumo entre os jovens, segundo os pesquisadores.
"O consumo de Viagra está crescendo entre adolescentes de 15 e 16 anos de idade, de todas as classes sociais", disse a pediatra Mirta Garategaray, do Comitê da Adolescência da Sociedade Argentina de Pediatria, ao Clarín.
"Alguns deles contaram que tomaram quando perderam a virgindade para garantir um bom desempenho", acrescentou. "Se eles só têm cinco pesos no bolso, preferem comprar Viagra em vez de preservativos."
No hospital público Fernández, na capital argentina, adolescentes têm sido atendidos com reações adversas causadas pelo Viagra.
"Tivemos aqui pacientes que contaram que tomaram o Viagra na primeira noite de sexo", contou Carlos Damin, chefe de toxicologia do hospital, ao jornal. "Estamos surpresos com a facilidade com que eles conseguem comprar esse remédio."
Ao mesmo tempo, de acordo com uma pediatra do hospital infantil Ricardo Gutiérrez, os telefonemas de jovens que querem saber os efeitos adversos do Viagra na saúde são frequentes.
"Uns tomam porque têm medo de falhar na hora H, e outros porque tomaram alguma bebida alcoólica para perder a inibição e optam pelo Viagra para garantir a ereção", afirmou Marta Braschi ao Clarín.
O risco, ressaltam os especialistas, é que estes adolescentes tornem-se "dependentes" do Viagra desde cedo.
Um novo estudo realizado na Argentina indica que três de cada dez "medicamentos para ereção" vendidos no país durante o ano passado foram consumidos por menores de idade.
O estudo foi realizado por especialistas da Escola de Farmácia e Bioquímica da Universidade Maimónides, de Buenos Aires, que se basearam em uma pesquisa do Colégio Oficial de Farmacêuticos e Bioquímicos da capital argentina.
Comprimidos de Viagra, voltados à disfunção erétil, são consumidos por adolescentes na Argentina para bom desempenho em relações
O levantamento recolheu dados de 379 farmácias de Buenos Aires. Os resultados foram publicados na terça-feira (24), em uma reportagem do jornal "Clarín".
Pesquisa semelhante realizada dois anos antes, em 2006, indicava que, na ocasião, o consumo entre os jovens era menor, já que dois de cada dez medicamentos eram vendidos a pessoas com menos de 18 anos de idade.
Em 2006, os medicamentos que contêm o mesmo princípio ativo do Viagra ocupavam o 75º lugar entre os remédios mais vendidos do país. Em 2008, eles pularam para a 22ª posição, de acordo com a Universidade Maimónides.
Virgindade
O baixo preço de alguns destes medicamentos --que podem chegar a custar apenas 5 pesos (R$ 3) por comprimido-- e a não exigência de receita estaria facilitando o aumento do consumo entre os jovens, segundo os pesquisadores.
"O consumo de Viagra está crescendo entre adolescentes de 15 e 16 anos de idade, de todas as classes sociais", disse a pediatra Mirta Garategaray, do Comitê da Adolescência da Sociedade Argentina de Pediatria, ao Clarín.
"Alguns deles contaram que tomaram quando perderam a virgindade para garantir um bom desempenho", acrescentou. "Se eles só têm cinco pesos no bolso, preferem comprar Viagra em vez de preservativos."
No hospital público Fernández, na capital argentina, adolescentes têm sido atendidos com reações adversas causadas pelo Viagra.
"Tivemos aqui pacientes que contaram que tomaram o Viagra na primeira noite de sexo", contou Carlos Damin, chefe de toxicologia do hospital, ao jornal. "Estamos surpresos com a facilidade com que eles conseguem comprar esse remédio."
Ao mesmo tempo, de acordo com uma pediatra do hospital infantil Ricardo Gutiérrez, os telefonemas de jovens que querem saber os efeitos adversos do Viagra na saúde são frequentes.
"Uns tomam porque têm medo de falhar na hora H, e outros porque tomaram alguma bebida alcoólica para perder a inibição e optam pelo Viagra para garantir a ereção", afirmou Marta Braschi ao Clarín.
O risco, ressaltam os especialistas, é que estes adolescentes tornem-se "dependentes" do Viagra desde cedo.
6 de março de 2009
Mecânico russo morre após maratona sexual com Viagra.
Homem de 28 anos tomou Viagra e participou de orgia com duas mulheres. Ele havia apostado US$ 6 mil de que conseguiria dar conta do recado.
Um mecânico russo de 28 anos morreu após tomar pílulas de Viagra e participar de uma orgia sexual com duas mulheres por 12 horas.
As mulheres haviam apostado US$ 6 mil (cerca de R$ 14 mil) com Sergey Tuganov e disseram que ele não seria capaz de participar de uma ‘maratona sexual’ de meio dia com elas.
Tuganov, porém, deu conta do recado, mas um minuto após terminar a sessão, ele teria morrido de ataque cardíaco, segundo informações da imprensa russa.
“Chamamos o serviço de emergência, mas era tarde. Não havia mais nada que pudesse ser feito”, afirmou uma das mulheres, que teve apenas o primeiro nome revelado, Alina.
Um mecânico russo de 28 anos morreu após tomar pílulas de Viagra e participar de uma orgia sexual com duas mulheres por 12 horas.
As mulheres haviam apostado US$ 6 mil (cerca de R$ 14 mil) com Sergey Tuganov e disseram que ele não seria capaz de participar de uma ‘maratona sexual’ de meio dia com elas.
Tuganov, porém, deu conta do recado, mas um minuto após terminar a sessão, ele teria morrido de ataque cardíaco, segundo informações da imprensa russa.
“Chamamos o serviço de emergência, mas era tarde. Não havia mais nada que pudesse ser feito”, afirmou uma das mulheres, que teve apenas o primeiro nome revelado, Alina.
14 de junho de 2008
A Revolução Azul
Dez anos depois do lançamento do Viagra, a impotência deixou de ser um fantasma masculino
Anna Paula Buchalla - VEJA - 19-03-2008
N
Na história da sexualidade humana, ocorreram duas grandes revoluções químicas. A primeira delas foi o surgimento da pílula anticoncepcional, na década de 60, que liberou as mulheres do risco de uma gravidez indesejada. A segunda, a entrada do Viagra no mercado farmacêutico. Lançada há dez anos, a pílula azul livrou milhões de homens do fantasma da impotência e, com isso, promoveu mudanças radicais no comportamento sexual masculino – e feminino. Casais que davam por encerrados os prazeres do sexo reencontraram a felicidade das noites de amor. Além disso, a disfunção erétil deixou de ser um tabu nas conversas íntimas, entre amigos e nos consultórios médicos. Em sua edição de 1º de abril de 1998, sobre a aprovação do Viagra, VEJA estampou na capa a chamada "A pílula milagrosa". O adjetivo não foi um exagero. "Nós sempre esperamos pela pílula mágica contra a impotência e, com o Viagra, chegamos bem perto disso", disse o urologista David Ralph, do University College London, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.
Anna Paula Buchalla - VEJA - 19-03-2008
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Na história da sexualidade humana, ocorreram duas grandes revoluções químicas. A primeira delas foi o surgimento da pílula anticoncepcional, na década de 60, que liberou as mulheres do risco de uma gravidez indesejada. A segunda, a entrada do Viagra no mercado farmacêutico. Lançada há dez anos, a pílula azul livrou milhões de homens do fantasma da impotência e, com isso, promoveu mudanças radicais no comportamento sexual masculino – e feminino. Casais que davam por encerrados os prazeres do sexo reencontraram a felicidade das noites de amor. Além disso, a disfunção erétil deixou de ser um tabu nas conversas íntimas, entre amigos e nos consultórios médicos. Em sua edição de 1º de abril de 1998, sobre a aprovação do Viagra, VEJA estampou na capa a chamada "A pílula milagrosa". O adjetivo não foi um exagero. "Nós sempre esperamos pela pílula mágica contra a impotência e, com o Viagra, chegamos bem perto disso", disse o urologista David Ralph, do University College London, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.
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O remédio possibilita que 80% dos pacientes recuperem a potência sexual. Antes, o arsenal da medicina contra a disfunção erétil era muito restrito. E, diga-se, bastante desconfortável e constrangedor – injeções na base do pênis na hora H, supositórios na uretra, próteses e bombas a vácuo. Com a drageazinha azul, basta um gole d’água meia hora antes de ir para a cama acompanhado. O sucesso não poderia ser menos do que instantâneo e absoluto. No dia do lançamento, um urologista de Atlanta, nos Estados Unidos, assinou 300 prescrições de Viagra. Calcula-se que o primeiro medicamento antiimpotência já tenha sido indicado a mais de 35 milhões de homens de 125 países. Hoje, existem quatro concorrentes da pílula azul. No Brasil, o Cialis é o líder de vendas. O motivo: seu efeito dura 36 horas, contra as seis do Viagra.
O remédio possibilita que 80% dos pacientes recuperem a potência sexual. Antes, o arsenal da medicina contra a disfunção erétil era muito restrito. E, diga-se, bastante desconfortável e constrangedor – injeções na base do pênis na hora H, supositórios na uretra, próteses e bombas a vácuo. Com a drageazinha azul, basta um gole d’água meia hora antes de ir para a cama acompanhado. O sucesso não poderia ser menos do que instantâneo e absoluto. No dia do lançamento, um urologista de Atlanta, nos Estados Unidos, assinou 300 prescrições de Viagra. Calcula-se que o primeiro medicamento antiimpotência já tenha sido indicado a mais de 35 milhões de homens de 125 países. Hoje, existem quatro concorrentes da pílula azul. No Brasil, o Cialis é o líder de vendas. O motivo: seu efeito dura 36 horas, contra as seis do Viagra.
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O Viagra salvou inúmeros casamentos, mas serviu de estopim para a dissolução de outros tantos. Homens mais velhos, animados com o novo fôlego sexual, passaram a buscar a companhia de mulheres mais jovens. "A coisa chegou a tal ponto que há mulheres que boicotam o uso do remédio por temer que o marido procure outra", diz o urologista Celso Gromatzky, do Hospital das Clínicas, de São Paulo. "Mas não são os remédios que acabam com um casamento. Se o relacionamento é saudável, o casal só tem a ganhar com eles." Há, por fim, o drama das mulheres que são, elas próprias, portadoras de alguma disfunção sexual e, por isso mesmo, não conseguem corresponder aos apetites renovados do companheiro.
O Viagra salvou inúmeros casamentos, mas serviu de estopim para a dissolução de outros tantos. Homens mais velhos, animados com o novo fôlego sexual, passaram a buscar a companhia de mulheres mais jovens. "A coisa chegou a tal ponto que há mulheres que boicotam o uso do remédio por temer que o marido procure outra", diz o urologista Celso Gromatzky, do Hospital das Clínicas, de São Paulo. "Mas não são os remédios que acabam com um casamento. Se o relacionamento é saudável, o casal só tem a ganhar com eles." Há, por fim, o drama das mulheres que são, elas próprias, portadoras de alguma disfunção sexual e, por isso mesmo, não conseguem corresponder aos apetites renovados do companheiro.
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O impacto do Viagra vai além dos limites da cama. "Com os homens mais abertos para falar sobre seus problemas sexuais, está mais fácil fazer o diagnóstico de diabetes e de hipertensão. Esses distúrbios podem ter a disfunção erétil como sintoma", diz Gromatzky. Além disso, movidos pelos lucros estratosféricos proporcionados pelas vendas dos medicamentos antiimpotência, os laboratórios passaram a investir pesado no estudo de outros problemas sexuais que atormentam homens e mulheres. O Viagra motivou até a corrida pela criação de seu equivalente feminino, contra a frigidez. O capitalismo é mesmo um ótimo afrodisíaco.
O impacto do Viagra vai além dos limites da cama. "Com os homens mais abertos para falar sobre seus problemas sexuais, está mais fácil fazer o diagnóstico de diabetes e de hipertensão. Esses distúrbios podem ter a disfunção erétil como sintoma", diz Gromatzky. Além disso, movidos pelos lucros estratosféricos proporcionados pelas vendas dos medicamentos antiimpotência, os laboratórios passaram a investir pesado no estudo de outros problemas sexuais que atormentam homens e mulheres. O Viagra motivou até a corrida pela criação de seu equivalente feminino, contra a frigidez. O capitalismo é mesmo um ótimo afrodisíaco.
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13 de junho de 2008
Idoso pega AIDS fora do casamento.
mmmmUm levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que 80% dos homens com mais de 60 anos de idade contraíram a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) em relacionamentos extraconjugais. A infidelidade ajudou a empurrar o HIV para dentro do casamento, infectando também as esposas.
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A pesquisa, feita com um grupo de cem pacientes do Ambulatório de Aids do Idoso do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, mostra que 75% das mulheres pegaram a doença do marido. Colaboram para o alto porcentual de contágios dentro do casamento na terceira idade a retomada das atividades profissionais, sociais e sexuais dos idosos. Some-se a isso remédios contra a impotência, falta de informação sobre como prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e preconceito. "É no 'inofensivo' baile da terceira idade que eles estão se infectando. Portanto, as campanhas de prevenção precisam mirar nesse público também", afirma o médico Jean Gorinchteyn, coordenador do ambulatório. Segundo Gorinchteyn, os idosos associam o uso da camisinha à prevenção apenas da gravidez. "Como isso não é mais preocupação, eles deixam o preservativo de lado", diz. "Além de faltar conhecimento, eles muitas vezes ignoram o risco de contrair HIV." Existe ainda uma visão de que é possível prever, pela aparência, quem tem a doença. "Quem vê cara não vê aids", disse o médico.
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Para a ginecologista Carolina Ambrogini, do Ambulatório do Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os homens idosos temem perder a ereção ao usar camisinha, enquanto as mulheres sentem vergonha de pedir o uso ao parceiro. "Não fez parte da criação deles. Eles se sentem imunes ao risco", afirma Carolina. "Se já é difícil conscientizar o adolescente, que cresceu ouvindo que deve usar camisinha, imagine a terceira idade. Remédios, como o popular Viagra, aumentam a possibilidade de sexo na terceira idade, principalmente para os homens. "Os medicamentos encorajam os idosos a terem mais relações", afirma Gorinchteyn. "Quanto mais relações desprotegidas, maior a chance de se contaminar." Para o médico, a vinculação, apesar de indireta, merece atenção. "Se usar Viagra e preservativo, não tem problema nenhum, mas se dissociar um do outro, a chance de se infectar é muito maior."Na mesma idade em que os homens recuperam o vigor para o sexo com auxílio da indústria farmacêutica, as mulheres sofrem com os efeitos da menopausa.
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Segundo a ginecologista da Unifesp, pode haver um descompasso de desejos sexuais entre marido e mulher. "Por questões hormonais, muitas mulheres sentem menos vontade de fazer sexo na menopausa", diz. "Isso torna menos freqüentes as relações sexuais com o marido, o que pode servir de motivo para a infidelidade masculina.""Os homens não são tão impactados pela idade e continuam com desejo sexual", diz Gorinchteyn. "Se não encontram no ambiente doméstico, procuram uma parceira na rua." Segundo o médico, homens com mais de 60 anos relatam estar há até dez anos sem sexo em casa, mas transam uma ou duas vezes por mês fora do casamento. "As relações extraconjugais são desprotegidas", afirma o médico. "Quando eles, eventualmente, fazem sexo com as esposas, as contagiam com o HIV."
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Aumento em dez anos (de 1996 a 2006), dobrou a incidência de AIDS entre pessoas com mais de 60 anos. Segundo dados do Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, passou de 441 para 1.113 o número de idosos infectados a cada ano - um aumento de 152%. Em 2007, já havia 11.110 idosos soropositivos. Entre as mulheres da faixa etária, os casos registrados a cada ano quase quadruplicaram (289%) no período, pulando de 114 para 444. Hoje já são 3.702 idosas infectadas. As ocorrências entre os homens aumentaram 105%, de 327 para 669, em um total de 7.408 casos.
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28 de abril de 2008
"Homens são muito focados no pênis", diz professor de Harvard.
FELIPE MAIA da Folha Online - 23-04-2008
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Ao contrário do que prega a indústria de medicamentos, o uso de remédios como o Viagra, sozinho, não traz felicidade a homens e mulheres. Remédio eficiente para a disfunção erétil, o medicamento não pode ser utilizado para consertar relacionamentos ou atitudes, que também interferem, e muito, na vida sexual. A avaliação é do médico Abraham Morgentaler, professor associado de urologia da Universidade Harvard (EUA) e autor do livro "O Mito do Viagra" (Ediouro).
Ao contrário do que prega a indústria de medicamentos, o uso de remédios como o Viagra, sozinho, não traz felicidade a homens e mulheres. Remédio eficiente para a disfunção erétil, o medicamento não pode ser utilizado para consertar relacionamentos ou atitudes, que também interferem, e muito, na vida sexual. A avaliação é do médico Abraham Morgentaler, professor associado de urologia da Universidade Harvard (EUA) e autor do livro "O Mito do Viagra" (Ediouro).
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Para Morgentaler, os homens "são muito focados no pênis" e têm o mito de que manter o órgão ereto vai "resolver todos os problemas no relacionamento deles". Para ele, essa é uma visão errada do problema. "O que os homens precisam saber é que o remédio não os torna mais atraentes para as mulheres. Isso tem a ver com quem eles são e como tratam as pessoas", afirmou o especialista, em entrevista à Folha Online, por telefone, de Boston, nos Estados Unidos.
Para Morgentaler, os homens "são muito focados no pênis" e têm o mito de que manter o órgão ereto vai "resolver todos os problemas no relacionamento deles". Para ele, essa é uma visão errada do problema. "O que os homens precisam saber é que o remédio não os torna mais atraentes para as mulheres. Isso tem a ver com quem eles são e como tratam as pessoas", afirmou o especialista, em entrevista à Folha Online, por telefone, de Boston, nos Estados Unidos.
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De acordo com o professor de Harvard, as mulheres estão mais interessadas em "carícias, mais beijos, palavras legais, atenção a outras partes do corpo delas".
Morgentaler reconhece que o remédio é eficiente para homens acima dos 40 anos, mas critica o uso por parte de jovens que não enfrentam esse tipo de problema. Apesar de não haver indícios de que o Viagra cause dependência, o médico afirma que o uso pode gerar danos psicológicos aos adolescentes. "Eu temo especialmente que os jovens fiquem viciados no Viagra do ponto de vista emocional, psicológico. Algo que eles sintam que precisam para "estarem bem". Confira abaixo a íntegra da entrevista.
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Folha Online - Na sua opinião, qual é o maior mito existente sobre o Viagra?
Abraham Morgentaler - Os homens têm o mito de que ter um pênis ereto vai resolver todos os problemas no relacionamento deles. De um modo geral, o Viagra é um bom remédio, mas alguns homens o tomam, ou querem tomá-lo, por terem algum problema com a mulher ou a namorada. E se eles têm algum problema desse tipo, é comum que haja reflexos na cama, sexualmente. Aí eles pensam que, se o sexo ficar melhor, a relação vai melhorar também. Mas se o homem vai para casa bêbado toda noite, ou a mulher está brava porque ele não é legal com ela, o Viagra não vai ser a solução.
De acordo com o professor de Harvard, as mulheres estão mais interessadas em "carícias, mais beijos, palavras legais, atenção a outras partes do corpo delas".
Morgentaler reconhece que o remédio é eficiente para homens acima dos 40 anos, mas critica o uso por parte de jovens que não enfrentam esse tipo de problema. Apesar de não haver indícios de que o Viagra cause dependência, o médico afirma que o uso pode gerar danos psicológicos aos adolescentes. "Eu temo especialmente que os jovens fiquem viciados no Viagra do ponto de vista emocional, psicológico. Algo que eles sintam que precisam para "estarem bem". Confira abaixo a íntegra da entrevista.
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Folha Online - Na sua opinião, qual é o maior mito existente sobre o Viagra?
Abraham Morgentaler - Os homens têm o mito de que ter um pênis ereto vai resolver todos os problemas no relacionamento deles. De um modo geral, o Viagra é um bom remédio, mas alguns homens o tomam, ou querem tomá-lo, por terem algum problema com a mulher ou a namorada. E se eles têm algum problema desse tipo, é comum que haja reflexos na cama, sexualmente. Aí eles pensam que, se o sexo ficar melhor, a relação vai melhorar também. Mas se o homem vai para casa bêbado toda noite, ou a mulher está brava porque ele não é legal com ela, o Viagra não vai ser a solução.
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Folha Online - Muitos homens que não têm qualquer tipo de disfunção erétil e até jovens usam o Viagra sem necessidade. Para quem esse remédio realmente funciona?
Morgentaler - Diferentes grupos de pessoas tomam o Viagra. Para algumas pessoas, se elas têm realmente um problema físico com a ereção, mas estão em um relacionamento saudável, o Viagra pode ser muito efetivo e um remédio muito bom. Há um outro grupo que toma o remédio, mas não precisa. Muitos não tem nem certeza a respeito do que o Viagra pode fazer. Eles acham que o Viagra vai torná-los mais atraentes para as mulheres, amantes melhores, ou que a experiência do sexo vai ser melhor. Mas se o homem é saudável e tem menos de 40 anos de idade, há uma grande possibilidade de o Viagra não gerar praticamente nenhum efeito sobre ele, fisicamente. Mentalmente, pode tornar o homem mais confiante, se você [o homem que usa o remédio] acreditar que ele pode fazer isso.
Folha Online - Muitos homens que não têm qualquer tipo de disfunção erétil e até jovens usam o Viagra sem necessidade. Para quem esse remédio realmente funciona?
Morgentaler - Diferentes grupos de pessoas tomam o Viagra. Para algumas pessoas, se elas têm realmente um problema físico com a ereção, mas estão em um relacionamento saudável, o Viagra pode ser muito efetivo e um remédio muito bom. Há um outro grupo que toma o remédio, mas não precisa. Muitos não tem nem certeza a respeito do que o Viagra pode fazer. Eles acham que o Viagra vai torná-los mais atraentes para as mulheres, amantes melhores, ou que a experiência do sexo vai ser melhor. Mas se o homem é saudável e tem menos de 40 anos de idade, há uma grande possibilidade de o Viagra não gerar praticamente nenhum efeito sobre ele, fisicamente. Mentalmente, pode tornar o homem mais confiante, se você [o homem que usa o remédio] acreditar que ele pode fazer isso.
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Folha Online - Então, para o homem que não precisa, o Viagra não gera benefícios?
Morgentaler - Isso é verdade especialmente para os mais jovens. Para homens jovens, se tudo está normal, o Viagra não vai fazer nada. Eles podem ter uma ereção satisfatória, fazer sexo mais de uma vez [sem o remédio]. Mas para os mais velhos, depois dos 40 anos ou dos 60 anos, muitos vão notar que algo está diferente. Talvez [com o remédio] o pênis fique mais ereto, ou não exija tanto estímulo para isso. Muitos homens, mesmo os que não tem qualquer disfunção, dizem ter adquirido uma capacidade maior de ter uma segunda ereção. Há alguns pequenos benefícios para os mais velhos, mas quase nenhum para os jovens.
Folha Online - Então, para o homem que não precisa, o Viagra não gera benefícios?
Morgentaler - Isso é verdade especialmente para os mais jovens. Para homens jovens, se tudo está normal, o Viagra não vai fazer nada. Eles podem ter uma ereção satisfatória, fazer sexo mais de uma vez [sem o remédio]. Mas para os mais velhos, depois dos 40 anos ou dos 60 anos, muitos vão notar que algo está diferente. Talvez [com o remédio] o pênis fique mais ereto, ou não exija tanto estímulo para isso. Muitos homens, mesmo os que não tem qualquer disfunção, dizem ter adquirido uma capacidade maior de ter uma segunda ereção. Há alguns pequenos benefícios para os mais velhos, mas quase nenhum para os jovens.
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Folha Online - Então porque jovens e adolescentes se interessam por tomar o Viagra?
Morgentaler - Eles não sabem para que serve. A mitologia, a imagem do Viagra é que faz o homem melhor preparado para o sexo. Então se um garoto não tem muita experiência sexual, acaba achando que o remédio vai fazer com que ele tenha um desempenho melhor. Os caras se preocupam muito com sexo, de verdade, especialmente se eles não estão em um relacionamento longo, se estão apenas ficando com alguém. Eles sempre se preocupam se são bons o suficiente na cama, se o pênis é grande o suficiente, se eles estão fazendo a coisa certa. Honestamente, eu também já me preocupei com isso. É por isso que antigamente os homens queriam se casar com mulheres virgens: elas não tinham experiência e não podiam dizer 'Já tive melhores [relações sexuais] antes' [risos]. A realidade é que os homens sempre se preocuparam com isso e os mais jovens não sabem o que o Viagra pode fazer. Então eles tomam, acreditam que ele [o remédio] vai fazer com que eles fiquem melhores e têm esperança nisso.
Folha Online - Então porque jovens e adolescentes se interessam por tomar o Viagra?
Morgentaler - Eles não sabem para que serve. A mitologia, a imagem do Viagra é que faz o homem melhor preparado para o sexo. Então se um garoto não tem muita experiência sexual, acaba achando que o remédio vai fazer com que ele tenha um desempenho melhor. Os caras se preocupam muito com sexo, de verdade, especialmente se eles não estão em um relacionamento longo, se estão apenas ficando com alguém. Eles sempre se preocupam se são bons o suficiente na cama, se o pênis é grande o suficiente, se eles estão fazendo a coisa certa. Honestamente, eu também já me preocupei com isso. É por isso que antigamente os homens queriam se casar com mulheres virgens: elas não tinham experiência e não podiam dizer 'Já tive melhores [relações sexuais] antes' [risos]. A realidade é que os homens sempre se preocuparam com isso e os mais jovens não sabem o que o Viagra pode fazer. Então eles tomam, acreditam que ele [o remédio] vai fazer com que eles fiquem melhores e têm esperança nisso.
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Folha Online - Quais são os efeitos colaterais que esse tipo de remédio pode causar em um jovem que começa a fazer uso muito cedo?
Morgentaler - De uma forma geral, remédios como Viagra e o Cialis são muito seguros do ponto de vista físico. Mas o que é realmente preocupante é o fato de jovens estarem aprendendo a se relacionar sexualmente apenas quando estão sob o efeito do Viagra. Psicologicamente, eles podem acreditar que eles precisam tomar isso para sempre. Além disso, pode ser mais difícil no futuro, se eles encontrarem alguém que amem de verdade, que eles possam relaxar e ser eles mesmos sem o remédio.
Folha Online - Quais são os efeitos colaterais que esse tipo de remédio pode causar em um jovem que começa a fazer uso muito cedo?
Morgentaler - De uma forma geral, remédios como Viagra e o Cialis são muito seguros do ponto de vista físico. Mas o que é realmente preocupante é o fato de jovens estarem aprendendo a se relacionar sexualmente apenas quando estão sob o efeito do Viagra. Psicologicamente, eles podem acreditar que eles precisam tomar isso para sempre. Além disso, pode ser mais difícil no futuro, se eles encontrarem alguém que amem de verdade, que eles possam relaxar e ser eles mesmos sem o remédio.
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Folha Online - O Viagra pode levar ao vício?
Morgentaler - Não há nada viciante fisicamente falando, mas eu temo especialmente que os jovens fiquem viciados no Viagra do ponto de vista emocional, psicológico. Algo que eles sintam que precisam para estarem bem.
Folha Online - O Viagra pode levar ao vício?
Morgentaler - Não há nada viciante fisicamente falando, mas eu temo especialmente que os jovens fiquem viciados no Viagra do ponto de vista emocional, psicológico. Algo que eles sintam que precisam para estarem bem.
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Folha Online - Para mulheres, há algum efeito positivo?
Morgentaler - As evidências nos estudos não mostraram grandes benefícios para as mulheres. Mas, na minha visão, pode melhorar algo especialmente se elas tiverem algum problema com lubrificação na vagina. Porque o Viagra melhora a circulação de sangue na região e a lubrificação vem do fluxo de sangue. Nós precisamos de mais estudos para analisar isso, mas eu acho que o remédio pode gerar benefícios para algumas mulheres. De qualquer forma, é preciso que homens e mulheres entendam que o Viagra não vai aumentar o desejo por sexo. Não vai fazer com que alguém fique mais excitado. O que os homens precisam saber é que o remédio não os tornam mais atraentes para as mulheres. Isso tem a ver com quem eles são e como tratam as pessoas.
Folha Online - Para mulheres, há algum efeito positivo?
Morgentaler - As evidências nos estudos não mostraram grandes benefícios para as mulheres. Mas, na minha visão, pode melhorar algo especialmente se elas tiverem algum problema com lubrificação na vagina. Porque o Viagra melhora a circulação de sangue na região e a lubrificação vem do fluxo de sangue. Nós precisamos de mais estudos para analisar isso, mas eu acho que o remédio pode gerar benefícios para algumas mulheres. De qualquer forma, é preciso que homens e mulheres entendam que o Viagra não vai aumentar o desejo por sexo. Não vai fazer com que alguém fique mais excitado. O que os homens precisam saber é que o remédio não os tornam mais atraentes para as mulheres. Isso tem a ver com quem eles são e como tratam as pessoas.
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Folha Online - A Pfizer vende o remédio como uma grande revolução nessa área. O que, de fato, o Viagra trouxe de mudanças?
Morgentaler - Algumas coisas. O primeiro é que, não sei se no Brasil é muito diferente, mas nos Estados Unidos o Viagra fez com que ficasse muito mais fácil falar sobre sexo. Antes, os homens tinham muita vergonha de falar sobre problemas de ereção, não iam até o médico. Isso mudou: hoje há anúncios na televisão, em que até políticos falam sobre Viagra. De repente, os homens começaram a falar sobre o que acontece se eles tomassem, se eles devem tomá-lo. Além disso, ficou mais fácil para as mulheres falarem sobre isso. A segunda grande mudança foi o fato de termos pela primeira vez um remédio efetivo para isso em forma de pílula, algo muito mais atraente. Antes do Viagra nós tínhamos cirurgias para colocação de próteses e substâncias aplicadas no pênis por meio de agulhas. Não é tão bacana quanto uma pílula. A terceira coisa que mudou foi a imaginação do homem sobre o assunto, como eles pensam no sexo para o futuro. O que eu quero dizer é que tem muitos homens que tem 40, 50, 60 anos que não precisam de Viagra, que não tomam Viagra, mas estão muito felizes em saber que esse remédio existe. Porque esses homens estão pensando que, quando eles tiverem 80, 90, cem anos, ainda vão poder fazer sexo.
Folha Online - A Pfizer vende o remédio como uma grande revolução nessa área. O que, de fato, o Viagra trouxe de mudanças?
Morgentaler - Algumas coisas. O primeiro é que, não sei se no Brasil é muito diferente, mas nos Estados Unidos o Viagra fez com que ficasse muito mais fácil falar sobre sexo. Antes, os homens tinham muita vergonha de falar sobre problemas de ereção, não iam até o médico. Isso mudou: hoje há anúncios na televisão, em que até políticos falam sobre Viagra. De repente, os homens começaram a falar sobre o que acontece se eles tomassem, se eles devem tomá-lo. Além disso, ficou mais fácil para as mulheres falarem sobre isso. A segunda grande mudança foi o fato de termos pela primeira vez um remédio efetivo para isso em forma de pílula, algo muito mais atraente. Antes do Viagra nós tínhamos cirurgias para colocação de próteses e substâncias aplicadas no pênis por meio de agulhas. Não é tão bacana quanto uma pílula. A terceira coisa que mudou foi a imaginação do homem sobre o assunto, como eles pensam no sexo para o futuro. O que eu quero dizer é que tem muitos homens que tem 40, 50, 60 anos que não precisam de Viagra, que não tomam Viagra, mas estão muito felizes em saber que esse remédio existe. Porque esses homens estão pensando que, quando eles tiverem 80, 90, cem anos, ainda vão poder fazer sexo.
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Folha Online - O sexo foi sempre tão importante na vida do homem? As pessoas pensam mais em sexo hoje?
Morgentaler - Sexo sempre foi importante. As pessoas compravam ervas, suplementos, para melhorar o desempenho, torná-las mais preparadas para o sexo. Mas agora nós vemos mais sexo na televisão, em revistas, na internet. Todos hoje têm acesso a todo tipo de informação sobre isso. E o Viagra ajudou nesse processo, a fazer com que o homem pense em sexo por mais tempo durante a vida.
Folha Online - O sexo foi sempre tão importante na vida do homem? As pessoas pensam mais em sexo hoje?
Morgentaler - Sexo sempre foi importante. As pessoas compravam ervas, suplementos, para melhorar o desempenho, torná-las mais preparadas para o sexo. Mas agora nós vemos mais sexo na televisão, em revistas, na internet. Todos hoje têm acesso a todo tipo de informação sobre isso. E o Viagra ajudou nesse processo, a fazer com que o homem pense em sexo por mais tempo durante a vida.
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Folha Online - Você acredita que hoje estejamos fazendo sexo melhor?
Morgentaler - Os homens provavelmente acham que estão mesmo fazendo sexo melhor [risos]. Para as mulheres, eu acho que elas querem que os homens prestem mais atenção a coisas que elas sempre quiseram, como mais atenção, carinho. O sexo não é só o pênis e esse é um dos problemas: os homens são muito focados nesse órgão e o Viagra faz com que eles pensem muito mais sobre ele, quando na verdade o que as mulheres querem são mais carícias, mais beijos, palavras legais, atenção a outras partes do corpo delas.
Folha Online - Você acredita que hoje estejamos fazendo sexo melhor?
Morgentaler - Os homens provavelmente acham que estão mesmo fazendo sexo melhor [risos]. Para as mulheres, eu acho que elas querem que os homens prestem mais atenção a coisas que elas sempre quiseram, como mais atenção, carinho. O sexo não é só o pênis e esse é um dos problemas: os homens são muito focados nesse órgão e o Viagra faz com que eles pensem muito mais sobre ele, quando na verdade o que as mulheres querem são mais carícias, mais beijos, palavras legais, atenção a outras partes do corpo delas.
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26 de abril de 2008
Sem necessidade, jovens tomam remédio para ereção.
LEANDRO FORTINOLETICIA DE CASTRO, da Folha de S.Paulo .
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O jovem estudante de comunicação Evandro (nome fictício), 21, gosta de viver perigosamente. Sempre que cai na balada, mistura tudo o que vê pela frente: álcool, ecstasy e maconha. Há pouco tempo, depois de uma dessas noitadas, saiu acompanhado de duas pessoas. Era uma manhã de domingo. Ele parou numa farmácia, onde comprou uma caixa de um dos remédios para disfunção erétil que existem no mercado.
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Apesar de trazer em sua caixa uma tarja em vermelho chamativo na qual está escrito "Venda sob prescrição médica", nada foi pedido a Evandro, cara de moleque, que pagou cerca de R$ 60 por dois comprimidos. "Decidi tomar porque tinha usado um monte de drogas e, para fazer o pipi funcionar, resolvi experimentar. Minha ereção permaneceu por pelo menos quatro horas", conta. m
Casos como o de Evandro, por mais assustadores que pareçam ser, têm aumentado nos últimos anos, conforme alertam psiquiatras e urologistas. "Um jovem que toma um remédio para disfunção erétil que não foi estudado nessa população está correndo riscos de efeitos adversos. A minha orientação é sempre de que os jovens não utilizem, porque não sabemos os riscos possíveis", afirma o urologista Fernando Almeida, da Unifesp. "No Brasil, o problema acontece porque nós não temos controle. Essa medicação só poderia ser vendida com receita."
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Para a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do ProSex (Projeto Sexualidade) do Hospital das Clínicas, o principal risco para o jovem é o de dependência psicológica da droga. "Ele pode acreditar que não terá uma ereção sem o remédio." A médica observa três perfis de jovens usuários:
O jovem estudante de comunicação Evandro (nome fictício), 21, gosta de viver perigosamente. Sempre que cai na balada, mistura tudo o que vê pela frente: álcool, ecstasy e maconha. Há pouco tempo, depois de uma dessas noitadas, saiu acompanhado de duas pessoas. Era uma manhã de domingo. Ele parou numa farmácia, onde comprou uma caixa de um dos remédios para disfunção erétil que existem no mercado.
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Apesar de trazer em sua caixa uma tarja em vermelho chamativo na qual está escrito "Venda sob prescrição médica", nada foi pedido a Evandro, cara de moleque, que pagou cerca de R$ 60 por dois comprimidos. "Decidi tomar porque tinha usado um monte de drogas e, para fazer o pipi funcionar, resolvi experimentar. Minha ereção permaneceu por pelo menos quatro horas", conta. m
Casos como o de Evandro, por mais assustadores que pareçam ser, têm aumentado nos últimos anos, conforme alertam psiquiatras e urologistas. "Um jovem que toma um remédio para disfunção erétil que não foi estudado nessa população está correndo riscos de efeitos adversos. A minha orientação é sempre de que os jovens não utilizem, porque não sabemos os riscos possíveis", afirma o urologista Fernando Almeida, da Unifesp. "No Brasil, o problema acontece porque nós não temos controle. Essa medicação só poderia ser vendida com receita."
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Para a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do ProSex (Projeto Sexualidade) do Hospital das Clínicas, o principal risco para o jovem é o de dependência psicológica da droga. "Ele pode acreditar que não terá uma ereção sem o remédio." A médica observa três perfis de jovens usuários:
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1) Indivíduos que gostam de experimentar tudo, inclusive drogas (como o Evandro).
1) Indivíduos que gostam de experimentar tudo, inclusive drogas (como o Evandro).
2) Jovens competitivos que querem impressionar a parceira com a performance sexual.
3) Os inseguros e tímidos, com baixa auto-estima.
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"No fundo, os três precisam de um acompanhamento psicoterápico", afirma Abdo. Portanto, para jovens saudáveis, sem problemas de ereção, esse tipo de remédio não traz benefícios. O efeito é muito mais psicológico do que real. "Quando o indivíduo tem ereções normais, a melhora após a ingestão de Viagra se dá mais por efeito psicológico do que pela ação efetiva da droga", diz o urologista João Afif.
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O remédio é contra-indicado para quem sofre de doenças cardíacas. E muitos jovens não tem como saber isso, a menos que consultem um especialista. O jovem Marcelo se encaixa no perfil de quem usa para impressionar a parceira com uma heróica performance pós-balada. Carioca, tomou pela primeira vez no ano passado, por curiosidade. Ele ganhou metade de um comprimido de Viagra de um amigo. Hoje, toma "para dar conta de uma parceira diferente a cada dia da semana". Ele já leu a bula do remédio, sabe dos efeitos colaterais e não se preocupa com os riscos de dependência psicológica. "Não uso esse treco todo dia. É só para impressionar. Normalmente, nas duas ou três primeiras vezes com a menina."
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Uma das justificativas de Marcelo para tomar remédios para disfunção erétil quase todo fim de semana é a sua "vida sexual extremamente ativa". "Saio com várias mulheres. Conheço pessoas na noite que topam ir para o motel na hora." Por isso, ele não se preocupa em misturar o medicamento com álcool. "Normalmente, eu bebo cerveja quando saio. Se eu achar que devo, mesmo depois de beber, eu tomo."
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O uso do medicamento na balada, associado a altas doses de álcool de e outras drogas, como ecstasy e cocaína, também é comum e perigoso. "Há risco de interação medicamentosa, pois não se sabe exatamente a composição dessas drogas", diz a psiquiatra Sandra Scivoletto, chefe do Ambulatório de Adolescentes e Drogas da Fac. de Medicina da USP. Mas por trás de um garanhão como Marcelo se esconde um jovem tímido e inseguro. "O remédio dá uma segurança maior. Isso, de certa forma, mexe com a parceira, ela fica estimulada e quer você de novo. Aí começam as mentiras, né!?"
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"No fundo, os três precisam de um acompanhamento psicoterápico", afirma Abdo. Portanto, para jovens saudáveis, sem problemas de ereção, esse tipo de remédio não traz benefícios. O efeito é muito mais psicológico do que real. "Quando o indivíduo tem ereções normais, a melhora após a ingestão de Viagra se dá mais por efeito psicológico do que pela ação efetiva da droga", diz o urologista João Afif.
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O remédio é contra-indicado para quem sofre de doenças cardíacas. E muitos jovens não tem como saber isso, a menos que consultem um especialista. O jovem Marcelo se encaixa no perfil de quem usa para impressionar a parceira com uma heróica performance pós-balada. Carioca, tomou pela primeira vez no ano passado, por curiosidade. Ele ganhou metade de um comprimido de Viagra de um amigo. Hoje, toma "para dar conta de uma parceira diferente a cada dia da semana". Ele já leu a bula do remédio, sabe dos efeitos colaterais e não se preocupa com os riscos de dependência psicológica. "Não uso esse treco todo dia. É só para impressionar. Normalmente, nas duas ou três primeiras vezes com a menina."
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Uma das justificativas de Marcelo para tomar remédios para disfunção erétil quase todo fim de semana é a sua "vida sexual extremamente ativa". "Saio com várias mulheres. Conheço pessoas na noite que topam ir para o motel na hora." Por isso, ele não se preocupa em misturar o medicamento com álcool. "Normalmente, eu bebo cerveja quando saio. Se eu achar que devo, mesmo depois de beber, eu tomo."
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O uso do medicamento na balada, associado a altas doses de álcool de e outras drogas, como ecstasy e cocaína, também é comum e perigoso. "Há risco de interação medicamentosa, pois não se sabe exatamente a composição dessas drogas", diz a psiquiatra Sandra Scivoletto, chefe do Ambulatório de Adolescentes e Drogas da Fac. de Medicina da USP. Mas por trás de um garanhão como Marcelo se esconde um jovem tímido e inseguro. "O remédio dá uma segurança maior. Isso, de certa forma, mexe com a parceira, ela fica estimulada e quer você de novo. Aí começam as mentiras, né!?"
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NOSSA OPINIÃO:
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Os laboratórios farmacêuticos são empresas capitalistas e que precisam das doenças para vender as curas. Para os laboratórios, não interessa os motivos de quem compra os seus remédios, desde que comprem e cada vez mais. Algumas táticas são comumente usadas; a principal delas é publicar matérias em revistas e jornais, onde seus médicos, professores e palestrantes patrocinados divulgam estudos mostrando que o uso dos seus produtos garante a tranquilidade e a felicidade sexual dos seus usuários. Outra é patrocinar esses profissionais em congressos médicos para banalizarem o uso desses produtos, relatando benefícios quase sempre desnecessários e que desvirtuam a realidade dos fatos. Alguns trabalhos patrocinados já falam até mesmo no uso diário de medicamentos para ereção, seja para prevenir contra uma impotencia sexual, seja para tratar um prostatectomizado, seja para deixar os homens sempre prontos para ter uma ereção. Mais alguns anos se divulgará a idéia de que quem tiver uma ereção sem usar um medicamento, está doente e corre risco grave de saúde.
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8 de abril de 2008
Viagra pode ajudar pós operatório de próstata, diz estudo.
mmmmUm estudo clínico, conduzido pelo urologista Harin Padma-Nathan, da Universidade da Califórnia, apontou a possibilidade de prevenção e cura de problemas de ereção. A pesquisa mostrou que o Viagra pode beneficiar pacientes que se submeteram à retirada total da próstata, possibilitando o retorno espontâneo das ereções, informou o laboratório Pfizer, que desenvolveu a molécula ativa Sildenafil.
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mmmmUm grupo recebeu doses diárias de Viagra por nove meses e outro, placebo. Todos haviam sido submetidos à prostatectomia radical com preservação bilateral dos feixes nervosos. Os autores concluíram que a utilização do medicamento resultou em retorno das ereções em 27% dos pacientes, mesmo após a interrupção do tratamento. "Apesar de o índice parecer pequeno, representa um avanço considerável, tanto pela falta de opção para esses pacientes, quanto pela possibilidade de que eles passem a ter ereções mesmo sem a medicação", afirma o diretor-médico da Pfizer, Valdair Pinto. Os casos pós-operatórios de próstata são considerados de difícil resposta, afirma o laboratório.
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mmmmOs resultados positivos do medicamento já foram verificados em mais de 130 estudos clínicos, que constam em cerca de 2 mil publicações científicas, o que o torna um dos produtos mais testados na história da indústria farmacêutica.
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NOSSA OPINIÃO:
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Estudos patrocinados por laboratórios tendem a divulgar com destaque apenas os aspectos positivos dos seus produtos. Na prática não acredito que alguém teria condições de gastar R$ 24,00 por dia, só com esse medicamento, fora as outras despesas, por meses a fio, para preservar a sua ereção. Mais barato e mais prático é usar a medicação injetável intra cavernosa quando quiser ter as suas relações sexuais, se precisar.
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1 de abril de 2008
O uso de Inibidores da PDE-5 (Viagra, etc) entre jovens saudáveis.
Fernando Korkes, André Costa Matos. Fac. Medicina da Santa Casa de São Paulo. Trabalho apresentado no 31° Congresso Brasileiro de Urologia, Salvador, BA, nov.2007.
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mmmmO uso recreacional de inibidores de fosfodiesterase 5 tem sido mencionado na literatura e na mídia
em geral. Estudos associam esta forma de abuso de medicação à prática homossexual e principalmente associados a outras drogas ilícitas. O presente estudo tem como objetivo avaliar o uso de inibidoresde fosfodiesterase-5 entre jovens saudáveis. Foram interrogados 167 estudantes de medicina e médicos (idade média de 21±2, variando de 17-31 anos) sobre questões referentes à sexualidade e uso desta classe de medicações. O anonimato dos participantes foi assegurado. Dos homens interrogados, 100% negaram qualquer tipo de disfunção erétil, porém 9% referiram já ter utilizado algum tipo de inibidor de fosfodiesterase. Os medicamentos mais comumente utilizados foram sildenafil (n=11), seguido de tadalafil (n=7) e vardenafil (n=5).
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mmmmO uso recreacional de inibidores de fosfodiesterase 5 tem sido mencionado na literatura e na mídia
em geral. Estudos associam esta forma de abuso de medicação à prática homossexual e principalmente associados a outras drogas ilícitas. O presente estudo tem como objetivo avaliar o uso de inibidoresde fosfodiesterase-5 entre jovens saudáveis. Foram interrogados 167 estudantes de medicina e médicos (idade média de 21±2, variando de 17-31 anos) sobre questões referentes à sexualidade e uso desta classe de medicações. O anonimato dos participantes foi assegurado. Dos homens interrogados, 100% negaram qualquer tipo de disfunção erétil, porém 9% referiram já ter utilizado algum tipo de inibidor de fosfodiesterase. Os medicamentos mais comumente utilizados foram sildenafil (n=11), seguido de tadalafil (n=7) e vardenafil (n=5).
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mmmmEm geral estes homens resolveram utilizá-los após comentários entre amigos e adquiriram a medicação em farmácias e sem receita médica. Em um terço dos casos, o medicamento foi fornecido por amigos ou representantes da indústria farmacêutica. Três quartos destes acreditam haver uma ação facilitadora destas medicações ao uso de preservativos, e em 65% dos casos a medicação foi utilizada em relações sexuais com parceiros ocasionais. O uso de bebida alcoólica concomitante foi mencionado por 71,4% dos entrevistados. Os inibidores de fosfodiesterase 5 são medicações inicialmente desenvolvidas para otratamento da disfunção erétil. No entanto, novas formas de uso têm se popularizado, e há um crescente conceito entre os jovens de utilização como um “otimizador de performance sexual”.
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26 de fevereiro de 2008
FDA afirma que Viagra pode causar surdez.
G1 - EFE 18/10/2007
Washington, 18 out (EFE). Medicamentos contra a disfunção erétil podem causar surdez temporária, informaram hoje autoridades da Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Entre os remédios que podem causar este efeito colateral estão o Viagra, o Levitra, o Cialis e o Revatio, que são os mais consumidos por homens com problemas de disfunção erétil nos EUA.
Embora não tenha feito um anúncio oficial, o FDA, que autoriza a venda de alimentos e remédios no território americano, publicou hoje em seu site algumas perguntas e respostas sobre a questão.
A entidade dos EUA também afirmou que decidiu lançar uma advertência sobre o problema nos rótulos dos produtos após a confirmação de 29 casos de perda repentina da audição em homens que tinham tomado os remédios.
"Embora não tenha apresentado uma relação causal, a FDA crê que a forte ligação temporária entre o uso (destes remédios) e a perda repentina da audição justificaria a revisão dos rótulos" que informam sobre os efeitos colaterais dos produtos, diz a entidade.
A FDA afirmou que, em aproximadamente um terço dos casos comprovados, a surdez - um problema comum entre homens de idade avançada - era somente temporária. EFE
Entre os remédios que podem causar este efeito colateral estão o Viagra, o Levitra, o Cialis e o Revatio, que são os mais consumidos por homens com problemas de disfunção erétil nos EUA.
Embora não tenha feito um anúncio oficial, o FDA, que autoriza a venda de alimentos e remédios no território americano, publicou hoje em seu site algumas perguntas e respostas sobre a questão.
A entidade dos EUA também afirmou que decidiu lançar uma advertência sobre o problema nos rótulos dos produtos após a confirmação de 29 casos de perda repentina da audição em homens que tinham tomado os remédios.
"Embora não tenha apresentado uma relação causal, a FDA crê que a forte ligação temporária entre o uso (destes remédios) e a perda repentina da audição justificaria a revisão dos rótulos" que informam sobre os efeitos colaterais dos produtos, diz a entidade.
A FDA afirmou que, em aproximadamente um terço dos casos comprovados, a surdez - um problema comum entre homens de idade avançada - era somente temporária. EFE
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