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19 de agosto de 2012

Tipo de arritmia cardíaca é maior causa de AVC.


Tipo de arritmia cardíaca é maior causa de AVC

Pesquisa mostra que população está desinformada e acredita que pressão alta e obesidade são as principais responsáveis pelas doenças cardíacas


SÃO PAULO - Você já apalpou o seu pulso para saber como estão os seus batimentos cardíacos? Esta simples medida, recomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pode ajudar a identificar sinais de que algo vai errado quando as batidas do coração estão irregulares ou até prevenir um derrame cerebral. A fibrilação atrial — tipo de arritmia que acontece quando o átrio deixa de contrair, acumula sangue e forma coágulos — é uma das principais causas do acidente vascular cerebral (AVC), mas a população não sabe disso. É o que revela uma pesquisa, feita em abril, em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, com 7 mil brasileiros, com o apoio da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
O estudo revelou que 33% acreditam que a principal causa de AVC é a pressão alta. A obesidade também foi apontada como causa por 26% dos entrevistados, seguida pelo colesterol alto, com 16%.
— A pesquisa nos mostra o quanto a população está desinformada sobre as doenças do coração — afirmou o cardiologista Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
A fibrilação atrial atinge cerca de 1,5 milhão de homens e mulheres no país. Os tratamentos vão desde o uso de anticoagulante até a intervenção cirúrgica. E a prevenção pode ser feita com idas regulares ao médico.
Os AVCs causados pela fibrilação atrial são mais graves porque este tipo de arritmia atinge grandes áreas do cérebro.
— É praticamente um chuveiro de coágulos — alerta, Jadelson Andrade, que diz que pacientes com este tipo de arritmia cardíaca têm cinco vezes mais probabilidade de ter um AVC.
A pesquisa revelou ainda que 71% não sabem o que é uma fibrilação atrial e apenas 16% souberam relacioná-la a um tipo de alteração do ritmo do batimento do coração.
Entre os fatores de risco para desenvolver a arritmia, 32% não souberam apontar nenhuma causa específica enquanto 16% relacionam à obesidade. E 15% acreditam que o fato está ligado ao sedentarismo.
O levantamento, realizado pela Bayer HealthCare, ouviu homens e mulheres em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Distrito Federal.
- O que chama a atenção é o fato de 72% afirmarem que é possível prevenir doenças cardiovasculares, mas não sabem como tratar - comentou o médico Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia clínica do Hospital do Coração de São Paulo.Houve quem respondesse repouso, transfusão de sangue e até transplante de coração como tratamentos dessa arritmia.
Anticoagulantes
Apesar das diferentes estratégias de tratamento para controlar este tipo de arritmia cardíaca, um posicionamento recente da Sociedade Europeia de Cardiologia (European Society of Cardiology) mostra que a terapia com o uso de anticoagulante é ainda a mais eficaz na redução da mortalidade relacionada à fibrilação atrial. Hoje, existem os medicamentos como a varfarina e a rivaroxabana - aprovada recentemente no Brasil pela Anvisa
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Cresce casos de derrame em adultos com menos de 40.


Cresce casos de derrame em adultos com menos de 40

Neurologista alerta que fatores de risco estão se manifestando cada vez mais cedo; modo de vida urbano favorece o aparecimento de pessoas mais estressadas e sedentárias

03 de setembro de 2011 | 16h 44
Agência Estado
O número de pessoas vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou Acidente Vascular Encefálico (AVE) atendidas nas rede pública de hospitais do estado de São Paulo aumentou, passando de 36,1 mil internações, em 2009, para 38,9 mil, em 2010. O levantamento da Secretaria de Estado da Saúde apontou que 14% dos pacientes estão na faixa entre 30 e 49 anos.
Técnico do Vasco, Ricardo Gomes, de 46 anos, sofreu um AVC durante jogo do Campeonato Brasileiro
O total de internações nessa faixa etária somou 5,5 mil. A maioria dos casos ainda ocorre entre a população com idade acima de 70 anos, com 15,9 mil internações seguida pelos pacientes entre 50 e 59 anos, com o registro de 7,3 mil atendimentos.
No entanto, por meio de nota, o neurologista Reinaldo Teixeira Ribeiro alertou que "os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo".
Na avaliação dele, o modo de vida urbano tem favorecido o aparecimento de pessoas mais estressadas, sedentárias, com o consumo de alimentos ricos em gorduras, o que faz com que elas fiquem acima do peso e sujeitas a sofrerem pressão alta e diabetes.
De acordo com o médico, as principais causas dos derrames são hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.
Ele recomenda que para evitar esses fatores de riscos, as pessoas devem se dedicar a prática regular de atividades físicas e ter uma alimentação balanceada. O neurologista salientou que o socorro imediato é importante. Para ajudar a identificar se a pessoa está sofrendo um AVC, ele citou que, normalmente, são situações em que de repente a vítima fica com a boca torta para um lado, tem o braço e pernas dormentes, pesados e com dificuldade para mover-se ou falar.

AVC: mais de 100 pessoas são internadas por dia em SP.


AVC: mais de 100 pessoas são internadas por dia em SP

Durante todo o ano de 2010, 38,9 mil pessoas foram internadas devido a acidentes vasculares cerebrais no SUS do Estado

06 de setembro de 2011 | 10h 08
Agência Fapesp
SÃO PAULO - Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos do Estado de São Paulo com acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE).
Em 2010, houve 38,9 mil internações por AVC no Sistema Único de Saúde (SUS) paulista, número acima das 36,1 mil registradas no ano anterior.
De acordo com a Secretaria, pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença no estado, com 15,9 mil internações em 2010. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7,3 mil registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5,5 mil internações em 2010.
Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da capital paulista, as principais causas para a ocorrência de derrames são hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.
Além disso, o especialista ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo.
"O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente", disse Ribeiro.
Para o neurologista, um estilo de vida mais saudável com a redução do estresse, prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada podem evitar que fatores de risco como a pressão alta e o diabetes apareçam.
O médico afirma ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, favorecendo o tratamento.
"Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boa torta para um lado; com um braço e/ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar", disse Ribeiro.