12 de junho de 2010

Homens também envelhecem.

Mas a batalha deles contra o tempo não é a da aparência.

É comum ouvir mulheres reclamando sobre o que seria uma injustiça básica da natureza, aquela que faz com que os homens “envelheçam melhor”.

Elas olham para os nossos cabelos brancos, para as rugas ao redor dos nossos olhos, e concluem que essas coisas nos caem bem – as mesmas coisas que, nelas, são percebidas como sinais detestáveis da passagem do tempo.

Na condição de um sujeito que começa a ficar grisalho e que só enxerga as rugas ao redor dos próprios olhos quando põe óculos de leitura, eu gostaria de dizer algumas coisas sobre esse assunto.

A primeira é: obrigado. Obrigado às mulheres por serem generosas e encontrarem charme nos sinais de decadência que nos assustam.

A gente olha no espelho e fica contrariado com o que vê, mas o olhar de vocês, de alguma maneira, sinaliza que está tudo bem – que ainda somos desejáveis, embora já não sejamos jovens.

Acontece que envelhecer não tem apenas dimensão social e tampouco se trata de uma mudança apenas de aparência. É uma experiência pessoal e íntima.

Cada um sabe a idade que tem, embora os outros possam não perceber ou não se incomodar. Ter 40 anos e aparência de 30 não é o mesmo que ter 30 anos. Interiormente é diferente – e ainda bem que é. Nem imagino como seria ter 30 anos para sempre. Ou ter qualquer idade para sempre. Ou viver para sempre. A palavra “sempre” é contrária ao que nos faz humanos.
Lidar com a passagem do tempo, portanto, é algo que cada um de nós tem de fazer sozinho - e os homens fazem isso muito mal.

A imprensa nos conta e a experiência confirma que há muitas mulheres obcecadas em manter uma aparência juvenil depois que a juventude ficou para trás. Mas os homens, embora mais relaxados com a própria aparência, também travam a seu modo uma batalha perdida contra o tempo. Uma batalha subjetiva.

Boa parte dos homens insiste em resistir aos efeitos da idade. Quer sentir-se jovem e agir como jovem até o fim. Há uma recusa obstinada em aceitar o limite do tempo e a declinar dos papéis de protagonista. O sujeito quer ser o galã eterno da novela da vida dele. Não aceita o papel de pai ou de avô.

Saiba mais

»Leia outras colunas de Ivan MartinsLembro de um amigo mais velho, recém-passado dos 70, me dizendo, na mesa de um almoço de jornalistas, que às vezes sonhava em recomeçar com uma nova mulher. Uma mulher de uns 30 anos... O que me espantou (penalizou, na verdade) é que ele imaginasse a sua felicidade ligada a uma situação tão improvável. Era óbvio que se recusava a aceitar a idade que tinha.
Outro dia, folheando o jornal, deparei com a foto de duas crianças novinhas, filhas de um sujeito rico e famoso que já bateu nos 60 anos. As imagens eram incongruentes: de um lado, um homem meio caído; de outro, o frescor das crianças. Fiquei me perguntando o que levara o sujeito a repetir, às portas da terceira idade, uma experiência que a natureza recomenda ter mais cedo. E concluí que ele não tinha ideia melhor do que fazer com a própria existência. Talvez tenha tido razões sentimentais, mas, como programa de vida, a reprodução tardia me parece uma droga. A vida deveria ser invenção, não repetição.

A verdade é que os homens, a despeito dessas bravatas biológicas, são tão inseguros quanto as mulheres quando se trata de envelhecer. E provavelmente mais perdidos. Se a aparência enlouquece as mulheres, a vitalidade é a obsessão masculina. Sobretudo aquela vitalidade... Com o agravante de que o cara não pode sair por aí anunciando que está com problemas. Os homens não falam disso abertamente. Ou melhor, falam, para mentir uns aos outros. Este é o país dos Romários e dos Ziraldos, gente que, sabidamente, nunca broxou. A angústia masculina é solitária, enquanto a da mulher é pública.

O medo da impotência masculino não é apenas físico, ele é também simbólico. É o medo de ser superado. Se o pesadelo feminino é a mulher de 20 anos, bonita e sedutora, o do homem é o jovem rebelde e audaz. Ele ameaça o lugar do cidadão maduro, que reage ao risco com rabugice, amargura, preconceito contra os que chegam. Ele se torna sentencioso e professoral, agressivo em defesa do seu status deslizante: eles são bárbaros, não sabem nada, não estudam nada, não se preocupam. Desde a Grécia antiga os velhos se queixam da ignorância, da incompetência e da insensibilidade dos jovens – mas nos últimos 3000 anos o mundo avançou, não retrocedeu.

Nelson Rodrigues, numa demonstração desavergonhada de suas aflições íntimas, aconselhou aos jovens, “envelheçam”. Poderia ter completando: “uma vez que eu não posso rejuvenescer”. Ele terminou a vida envolvido com mulheres muito mais jovens e tinha alucinações de ciúme dignas dos seus personagens mais grotescos.

No mundo perecível dos homens, excessivamente material e físico em relação ao mundo das mulheres, a perda da vitalidade equivale à perda de poder – nos sentimos ameaçados pela força e pela violência dos mais jovens. E isso angustia.

Há uma passagem num romance do sul-africano J.M. Coetzee, acho que em Desonra, na qual um personagem comenta que, até os 50 anos, ele tinha facilidade em se aproximar das mulheres e obter sexo. Elas eram atraídas por ele naturalmente. Depois dos 50 algo começou a mudar até que o seu poder de sedução quase se extinguiu.

É isso. Não acontece apenas com as mulheres. Não dói menos nos homens. Não é mais fácil para eles. Talvez demore um pouco mais, mas chega da mesma forma – e os homens, acreditem, não estão preparados. Embora não pareça. Embora a generosidade das mulheres nos proteja.

Vasectomia - Uma decisão de homem.

Em dois anos deverão ser feitas mais vasectomias que laqueaduras de trompas no Brasil. Por que isso representa uma revolução no planejamento familiar
Andres Vera

SEM TABU
O casal Allison e Fernanda, com seus cinco filhos. Ele optou pela vasectomia para poupar a mulher de uma laqueaduraOs irmãos Webert, Roger, Gustavo e Daniel já se espremiam em um dos dois quartos da casa quando Daniela nasceu. Com a chegada da caçula, 11 meses atrás, o imóvel ficou ainda mais apertado, assim como as contas da família. Allison Pereira Prata, de 36 anos, e a mulher, Fernanda, optaram por não ter mais filhos. Coube ao marido assumir a responsabilidade pelo planejamento familiar. Allison decidiu submeter-se à vasectomia, a cirurgia de esterilização masculina. “Se tivesse mais filhos, poderia até construir mais quartos e ampliar a casa”, diz ele. “Mas como iria pagar a escola de todos quando crescerem?”

Allison é assistente de produção numa fábrica de massas alimentícias em Belo Horizonte. Ao fazer a cirurgia, que é rápida e segura, ele poupou a mulher de uma laquea- dura, procedimento de esterilização feminina mais complexo, caro e traumático. A decisão tomada em família retrata uma transformação no planejamento familiar do brasileiro. Entre 2002 e 2007, o número de vasectomias cresceu seis vezes no país. O de laqueaduras, 2,5 vezes (leia o quadro abaixo). Nesse ritmo, dentro de dois anos haverá mais vasectomias que laqueaduras. “Os homens estão encarando uma pressão da sociedade e de suas próprias mulheres”, diz José Carlos de Almeida, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia.

Há outros motivos. Um deles é o reajuste no valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos médicos que operam pacientes pela rede pública. Até junho de 2007, pagavam-se R$ 28 ao cirurgião por uma vasectomia feita em ambulatório. Agora, são R$ 113. Com isso, mais cirurgiões se dispõem a atender os pacientes que tinham interesse, mas não tinham recursos para recorrer a uma clínica particular. Dependendo do médico e do hospital escolhido, uma vasectomia custa entre R$ 1.000 e R$ 3 mil. No SUS, sai de graça.

Outra explicação para o aumento no número de vasectomias é uma mudança de mentalidade. “Os casais passaram a ter acesso a informações importantes sobre os métodos contraceptivos”, diz Lena Peres, diretora-adjunta do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde. Mesmo assim, o próprio ministério admite que ainda falta informação aos profissionais da rede pública de saúde. Para Silvia Camurça, educadora da ONG Articulação de Mulheres Brasileiras, algumas regiões ainda têm dificuldade para assimilar a esterilização masculina. Em sete Estados brasileiros, não foi realizada nenhuma vasectomia pela rede pública em 2007. “É difícil combater a cultura da laqueadura que surgiu na década de 70”, afirma Silvia. “As mulheres optavam pela cirurgia porque a pílula provocava muitos efeitos colaterais. O homem só entrou nessa discussão há pouco tempo.”

Belo Horizonte é a única cidade brasileira onde a rede pública realizou mais vasectomias que laqueaduras. Foram 2 mil esterilizações masculinas em comparação a 1.800 femininas.

O número mostra que, quando bem orientados, os homens tendem a abandonar a crença em tabus, como o que associava a vasectomia à impotência. O urologista Jorge Hallak, do Hospital das Clínicas de São Paulo, coordenou uma pesquisa que mostra como a cirurgia pode até melhorar a vida sexual do homem. Os resultados obtidos mostram que a ereção e a ejaculação continuam normais. “E os homens perdem a preocupação durante o ato sexual”, diz Hallak.

A vasectomia não é mais associada à impotência – até ao contrário, segundo um estudo recente
A vasectomia não requer internação, exige apenas anestesia local e dura cerca de 20 minutos. O paciente volta para casa no mesmo dia. Em três semanas, recebe o resultado de um espermograma que comprova o sucesso do procedimento (a taxa de insucesso é inferior a 5%). A laqueadura de trompas exige anestesia geral ou parcial, custa R$ 293 para os cofres do governo e pode trazer complicações para a mulher, como infecções e hemorragias. Apesar das vantagens, ainda são poucos os países em que os números da vasectomia superam os da laqueadura. O Canadá é o líder em esterilização masculina, com duas vasectomias por laqueadura realizada.

Pela legislação brasileira, a vasectomia só pode ser feita por homens a partir de 25 anos. Quem tem dois filhos vivos pode ser operado com qualquer idade. “Essa é uma falha da legislação. Um paciente de 20 anos pode se arrepender depois de algum tempo”, diz o urologista Jorge Hallak. A reversão da vasectomia é possível, mas nem todas as unidades do SUS estão habilitadas a realizá-la. A taxa de sucesso desse procedimento começa em 75% e cai com o passar do tempo. No Hospital das Clínicas, cerca de 6% dos pacientes operados procuram a cirurgia de reversão. A decisão, também nesses casos, não cabe só à mulher.

Exame de próstata: fazer ou não fazer?

Novos estudos questionam os benefícios do teste anual de PSA, que mede os níveis de uma proteína produzida pela próstata
Cristiane Segatto

É difícil encontrar alguém que não conheça um homem que enfrenta o câncer de próstata. As histórias de luta estão por todos os lados: é o pai, o avô, o irmão, o marido, o chefe ou o vizinho. Esse tipo de câncer é o segundo mais comum na população masculina brasileira (atrás apenas dos tumores de pele). As chances de cura cresceram expressivamente nas últimas décadas. Hoje mais de 80% dos homens que descobrem o tumor de próstata precocemente são curados. E o tratamento provoca menos sofrimento. Esse retrato otimista é o que se pode depreender da análise fria das estatísticas.

Mas há um outro lado, mais subjetivo, que só quem enfrenta a doença pode saber o que é: o peso da impotência sexual e da incontinência urinária – possíveis efeitos colaterais do tratamento. A impotência pode castigar mais da metade dos pacientes acima de 55 anos. A incontinência urinária é menos frequente – depende da habilidade do cirurgião.

Li há alguns meses um romance que me fez perceber um pouco da fragilidade masculina diante disso. O livro é O fantasma sai de cena, do americano Philip Roth. A próstata do protagonista Nathan Zuckerman é extraída por causa de um câncer. A partir daí, ele enfrenta, sem sucesso, intervenções cirúrgicas para tentar resolver a impotência e a incontinência urinária. Ele se apaixona por uma mulher quarenta anos mais jovem, ao mesmo tempo em que se acostuma a usar fraldas geriátricas e é incapaz de ter uma ereção. Sente toda a vulnerabilidade em que está metido e percebe a finitude da vida.

Lembrei desse livro nesta semana ao ler duas importantes pesquisas médicas (uma americana e outra europeia) publicadas no The New England Journal of Medicine. Elas questionam os benefícios do teste PSA, sigla de antígeno prostático específico. Esse exame de sangue mede os níveis de uma proteína produzida exclusivamente pela próstata. Quando a quantidade dessa substância no sangue aumenta demais, pode ser sinal de que há um câncer em formação. O exame é muito útil porque permite a detecção precoce do tumor. Mas há controvérsia sobre os benefícios do exame anual recomendado aos homens saudáveis (que nunca tiveram nenhum sinal de câncer) a partir dos 50 anos.



Saiba mais

»Leia as colunas anteriores de Cristiane SegattoO estudo europeu demonstra que o PSA reduz a mortalidade por câncer em 20%. Mas também detectou um fenômeno indesejado: quando os níveis de PSA estão elevados, muitos homens são submetidos a biópsias e cirurgias desnecessárias. O PSA não é infalível. Quando ele está alterado, muitos pacientes acabam sendo submetidos a biópsias que não revelam câncer nenhum.

Há outro problema. Tumores de próstata se desenvolvem lentamente (15 anos, em média). Ou seja: muitos idosos podem estar sendo tratados agressivamente de cânceres que jamais teriam tempo de se desenvolver e de matá-los. Esses pacientes morreriam por qualquer outra razão (infarto, por exemplo) antes que o câncer de próstata se tornasse um problema. É o que em inglês os médicos chamam de "overtreatment".

Para salvar uma única vida, os médicos europeus tiveram de aplicar o PSA em mil homens e depois tratar cerca de 50 deles. Com gastos e sofrimento desnecessários. Por esse ponto de vista, o custo-benefício não compensa. Para o sortudo que escapou da morte, no entanto, o PSA e todo o tratamento subsequente representam a salvação que vale qualquer esforço.

Esse exemplo nos ajuda a perceber como as coisas são complicadas quando os pesquisadores tentam definir o verdadeiro valor de tratamentos de saúde. E como as pesquisas são fundamentais para distinguir o que é avanço do que é falsa promessa.

Os dois estudos vão prosseguir. Muitos especialistas acreditam que num tempo maior os benefícios do PSA se tornarão inegáveis. "Esses resultados foram publicados precocemente", diz o urologista Miguel Srougi, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. "O grupo que fez o PSA e o grupo que não fez precisam ser acompanhados por 15 anos (o tempo médio de desenvolvimento do tumor). Só aí poderemos saber se o PSA fez diferença ou não", afirma Srougi.

Por enquanto, as recomendações não mudam. Homens a partir de 50 anos devem fazer o PSA anualmente. E também o exame de toque retal, o que para muitos ainda é um tabu, mas é a forma mais simples e barata de detecção do câncer.

Na segunda-feira (30), o urologista Miguel Srougi vai inaugurar o primeiro centro especializado em próstata da América Latina. Vai funcionar no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. O Instituto da Próstata foi criado para atender o paciente de forma integral: de seu corpo e de sua mente. Além dos oncologistas e cirurgiões terá psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas.

O novo instituto terá também um braço destinado às pesquisas científicas. Abrigá um Banco de Tumores de Próstata como nenhum outro disponível no Brasil. Serão 2 mil amostras de tumores de ex-pacientes de Srougi, coletadas desde 1997. Foram conservadas em nitrogênio líquido ao mesmo tempo em que a evolução clínica dos homens foi acompanhada. A análise desses tumores permitirá identificar genes que indicam um prognóstico favorável ou desfavorável.

No futuro, será possível analisar o perfil genético do paciente e determinar se ele precisa de um tratamento mais ou menos agressivo. Atualmente isso ainda é difícil de prever, assim como os homens que serão ou não beneficiados pelo PSA. Enquanto a ciência não nos dá uma resposta definitiva, os oncologistas recomendam que nenhum homem despreze os exames disponíveis atualmente. Nem o apoio emocional. Ele faz toda a diferença.

11 de junho de 2010

Japoneses celebram festival da fertilidade; veja vídeo

05/04/2010 - 15h51
da BBC Brasil

Milhares de pessoas acompanharam no domingo um festival da fertilidade no templo Kanayama, perto de Tóquio, cuja atração principal é o desfile de pênis gigantes.

Veja vídeo http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2010/04/emp/100405_festivaldopenis_video_rw.emp.xml

A divulgação pela internet ajudou a popularizar o evento, que vem atraindo um número crescente de turistas estrangeiros.

O evento começou a ser comemorado há três séculos, quando prostitutas que trabalhavam na região começaram a procurar o templo para pedir proteção contra uma epidemia de sífilis.

Atualmente, o festival celebra os fieis que desejam partos sem problemas, casamentos ou relacionamentos harmoniosos, mas também vem ganhando novos significados, como os pedidos de proteção contra a Aids.

Injeção de botox é usada para "esticar" pênis

23/04/2010 - 07h56

Uma nova técnica usa botox para amenizar o efeito de retração de um dos músculos do pênis. Essa retração encolhe o órgão sexual quando flácido e é comum em temperaturas mais baixas ou depois da prática de exercícios. Como a toxina botulínica relaxa o músculo, o pênis fica com uma aparência maior.

Um terço dos homens mente no consultório, estimam médicos
Impotência indica risco maior de infarto e derrame, aponta estudo
Estudo revela que insônia prejudica vida sexual dos americanos

O procedimento foi feito em dez homens que se queixavam do tamanho reduzido do pênis flácido, em pesquisa da Universidade do Cairo, no Egito. Nos participantes do estudo, a retração muscular não tinha efeitos negativos na ereção.

Foram feitas injeções de botox no músculo dartos, que recobre o pênis e é responsável pela retração. Sete entre os dez homens que passaram pelo procedimento se disseram satisfeitos. Eles relataram um aumento de até 2,4 cm do pênis flácido. Os cientistas também tomaram medidas, mas encontraram aumento de até 1,1 cm.

A diferença entre a régua do cientista e a dos pacientes pode estar tanto na percepção otimista dos participantes do teste quanto na "timidez" deles na hora de se submeter à medição, segundo os autores do estudo. O efeito durou seis meses.

De acordo com o urologista Geraldo Faria, da comissão editorial do "Journal of Sexual Medicine", onde a pesquisa foi publicada, o problema do pênis pequeno enquanto flácido é, na maioria das vezes, emocional. "A maioria dos que têm essas queixas tem o órgão de tamanho normal. Esses homens estão sempre à procura de procedimentos estéticos para aumentar o pênis e se submetem a cirurgias de alongamento que podem ter resultados desastrosos", diz Faria. Como a injeção de botox é um procedimento pouco invasivo, ela pode atender a essas necessidades. "É melhor, ainda que os ganhos sejam quase subjetivos", diz.

O urologista Sidney Glina, da Faculdade de Medicina do ABC, afirma que já havia considerado o botox como alternativa para esse problema, mas tinha dúvidas sobre as consequências para a ereção. "Você teria um paciente com esse problema por seis meses. Mas no estudo, ao menos, as injeções não tiveram efeitos colaterais", diz Glina. Mas ele ressalta que o reflexo de retração do pênis é algo normal. "O homem nasceu para andar sem roupa. Num momento de tensão, na presença de um predador, essa retração protege o pênis", diz. Mesmo com o resultado positivo, ele afirma que o tratamento não aumenta o órgão. "Se você esticar o pênis desse indivíduo, vai dar na mesma."

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Homens têm vida sexual 'melhor aos 50 do que aos 30'

Sexo fica melhor com a idade?
Aos 50 os homens parecem ter vidas sexuais mais felizes do que aos 30. A conclusão é de uma pesquisa feita na Noruega e nos Estados Unidos com mais de mil homens entre 20 e 79 anos.
Apesar de problemas como impotência e queda da líbido em homens mais velhos, os homens na faixa dos 50 anos afirmaram ter níveis tão altos de satisfação em suas vidas sexuais, quanto os de 20 anos.

A pesquisa foi publicada na revista especializada de urologia BJU International e foi feita por meio de um questionário enviado pelo correio, no qual os homens tinham que dar notas de zero a quatro para seu desempenho sexual – sendo quatro a nota máxima.

Os homens na faixa dos 20 disseram ter uma média de satisfação de 2,79 e foram os que se mostraram mais felizes. O segundo grupo foi os de cinquenta e poucos anos, que tiveram uma média de 2,77. O grupo de 30 a 39 atingiram 2,55 e os de 40 ficaram em média com 2,72.

Satisfação X Desempenho

Depois dos 59, a satisfação foi significativamente reduzida para 2,46 para homens aos 60 e para 2,14 para os homens na faixa dos 70.

Com relação à função sexual, as notas caíram em direção a zero à medida em que os entrevistados ficaram mais velhos.

Enquanto aos 20 anos, o desempenho sexual ficou em média de 2,79, aos 70 anos a média caiu para 1,54. A média geral foi de 2,19.

A média de satisfação com ereções ficou em 2,83, mas mostrou queda ao longo da vida. Enquanto os homens aos 20 tiveram 3,63, os homens de 50 anos tiveram 3,03.

De acordo com a pesquisadora Sophie Fossa, do Rikshospitalet-Radiumhospitalet Trust em Oslo, "os resultados mostram uma grande correlação entre os homens ficando mais velhos e a função sexual reduzida, mas não entre idade e satisfação sexual".

"A idade só foi responsável pela variação de 3% no total da satisfação sexual", disse a pesquisadora.

"Nossos resultados mostram que, apesar de homens experimentarem mais problemas e terem função sexual reduzida quando ficam mais velhos, isto não necessariamente reflete que eles experimentem menos satisfação na sua vida sexual", diz a médica.

De acordo com psicólogo Ronald Bracey, especializado em sexualidade masculina, "os homens aos 30 e aos 40 estão muito estressados com coisas como sucesso na carreira, para terem prazer no sexo."

Mas, segundo Bracey, quando chegam aos 50, os homens estão mais ajustados com o que querem na vida e se importam menos com o que as outras pessoas pensam deles, ficando menos propensos a ansiedade com a própria performance.

Cientistas usam choques no pênis para tratar impotência

.Atualizado em 25 de novembro, 2009 - 13:36 (Brasília) 15:36 GMT

Tratamento seria eficaz em casos associados à má circulação
Um estudo realizado em Israel e apresentado em um congresso de medicina sexual em Lyon, na França, indica que a impotência pode ser tratada com aplicação de choques elétricos no pênis.

Cientistas do Centro Medical Rambam, da cidade de Haifa, realizaram experiências com 20 voluntários que sofriam do problema há pelos menos três anos e conseguiram melhora em pelo menos 15 deles.

Segundo Yoram Vardi, chefe do Departamento de Neurourologia da instituição, o resultado do tratamento seria melhor do que o obtido com o uso de medicamentos como o Viagra e o Cialis.

"Remédios não são uma cura - os pacientes deixam de ter atividade normal quando param de tomar. Mas, com os choques, podemos fazer algo biológico contra o problema, e os pacientes conseguem ter atividade normal mesmo depois de terminarem o tratamento", explicou o cientista.

Novos vasos sanguíneos

Em estudo com animais, já havia sido provado que choques de baixa intensidade estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir de outros já existentes. Foi a partir daí que Vardi e seus colegas tiveram a ideia de tentar ajudar homens cuja impotência decorre da redução de fluxo sanguíneo em seus pênis.

"Problemas cardiovasculares são responsáveis pela disfunção erétil em aproximadamente 80% dos pacientes", afirmou Vardi.

Segundo o cientista, na pesquisa, foram aplicados choques de "baixíssima intensidade", sentidos como uma pequena pressão no pênis.

Em cada sessão dos testes, os voluntários receberam cerca de 300 choques em cinco pontos do órgão sexual, ao longo de três minutos.

"Não tivemos registro de efeitos colaterais, nem mesmo dor", disse Vardi ao site LiveScience.

Os cientistas agora esperam realizar novos testes usando também um grupo de controle, que receberia um tratamento falso.

Apesar de otimista, Vardi alerta que o tratamento pode ser ineficaz nos casos de impotência causada por problemas musculares, de nervos ou outros.

10 de junho de 2010

Sexo todo dia vira moda entre casais que querem reacender a paixão

Publicada em 07/11/2008 às 15h47m
Maria Vianna


RIO - Um 'pacto sexual', no qual o casal não poderia passar mais de um dia sem sexo, foi a saída encontrada pelo jornalista Douglas Brown e sua mulher Annie para superarem a falta de desejo. A idéia inusitada surgiu depois que Brown descobriu uma pesquisa afirmando que quanto mais um casal tem relações sexuais, maior fica a paixão e o tesão pelo outro. A experiência virou o livro "Simplesmente faça - 101 dias consecutivos de sexo", recém-lançado no Brasil pela editora Prumo. (Faça o teste: Qual é o seu tipo de libido?)
- Eu e minha mulher, Annie, que não somos mais jovens, um dia percebemos que estávamos há meses sem sexo por causa do excesso de preocupações e obrigações. Cada um trabalhava em tempo integral, tínhamos que lidar com crianças, cachorros, contas... Estávamos esquecendo de incluir sexo na agenda. Decidimos recuperar nosso casamento de 14 anos desligando a televisão e dedicando nosso tempo livre ao namoro e ao sexo - explica Brown em seu livro. (Leia mais: Esquente a relação com receitas afrodisíacas)
" Decidimos recuperar nosso casamento de 14 anos desligando a televisão e dedicando nosso tempo livre ao namoro e ao sexo "
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Já a inglesa Charla Muller foi mais longe. Como presente de aniversário para o marido, ela lhe fez uma promessa inusitada: sexo todos os dias por um ano, mesmo se estivesse doente, com preguiça ou sem vontade. A história do casal britânico virou sensação dos programas de auditório do país e Charla garante que nunca se sentiu mais próxima do marido. No sul da Flórida, o pastor Paul Wirth pediu que os casais de sua igreja que estivessem insatisfeitos com a vida pessoal fizessem sexo por 30 dias seguidos. (Inspire-se com os produtos preferidos pelas mulheres nas sex shops)
- Às vezes a vida atrapalha. Acho que os números do divórcio seriam bem menores se as pessoas tirassem mais tempo do seu dia para se dedicar ao sexo - disse o pastor à rede de notícias CNN.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago indica que pessoas casadas fazem sexo, em média, 66 vezes por ano. Os recém-casados, mostra o estudo, têm cerca de 110 relações anuais. O número começa cair a medida que a "fase de lua-de-mel", período que dura até três anos após o casamento, acaba.
De fato, sexo todos os dias pode melhorar a qualidade do relacionamento amoroso. Os hormônios liberados durante a relação, entre eles a serotonina, as endorfinas e a oxitocina, melhoram a auto-estima e estreitam a intimidade entre os parceiros. Quem tem mais relações sexuais também se sente menos estressado e encara melhor os obstáculos do dia-a-dia, indica pesquisa feita pela Universidade do Texas.
Para engravidar, sexo todo dia não é o ideal
Se a intenção for esquentar a relação, sexo todo dia pode ser uma interessante opção. Mas se o objetivo for engravidar, os médicos aconselham esperar 48 horas entre uma relação e outra. Segundo o ginecologista e obstetra Luis Fernando Dale, especialista em fertilidade, a ejaculação freqüente diminui a qualidade do esperma, dificultando a concepção. (Leia mais: Dieta da fertilidade)
- O casal que estiver bem de saúde e que fizer sexo cerca de três vezes por semana, em dias intercalados, têm mais chances de engravidar - afirma Dale.

Estudo indica aumento em atividade sexual de idosos

Plantão | Publicada em 09/07/2008 às 07h35m
BBC
As pessoas com mais de 70 anos têm uma vida sexual mais ativa e sentem mais prazer com sua atividade sexual do que os idosos há 30 anos, sugere uma pesquisa realizada com idosos na Suécia.
A sondagem entrevistou cerca de 1,5 mil idosos de ambos os sexos, em períodos diferentes - entre 1971 e 1972, 1976 e 1977, 1992-3 e 2000-1. Os pesquisadores questionaram os participantes sobre vários aspectos da vida sexual como satisfação, atividade e problemas sexuais.
Segundo os resultados, publicados na revista científica British Medical Journal, no decorrer dos últimos 30 anos constatou-se um aumento no número de idosos que relataram ter uma vida sexual ativa.
Entre os homens casados, 52% dos entrevistados no início da década de 70 disseram ter vida sexual ativa. Em 2000, o índice nesse grupo foi de 68%.
No caso das mulheres casadas, o aumento foi de 38% para 56%. O aumento também foi observado entre os solteiros, de 30% para 54% e de 0,8 ponto percentual para 12% entre as solteiras.
Satisfação
O estudo ressalta ainda que houve um aumento na satisfação das mulheres com a vida sexual - mais idosas afirmaram que têm orgasmo durante a relação e menos mulheres relataram nunca terem tido um orgasmo.
Entre os homens, em contrapartida, os autores observaram uma redução no prazer. Segundo os autores, isso pode ser causado porque, com o tempo, se tornou mais aceitável admitir "fracasso" nas relações sexuais.
A pesquisa aponta também que o número de homens com problemas de ereção diminuiu, enquanto aumentou a quantidade de idosos com problemas de ejaculação. A proporção que sofre de ejaculação precoce não foi alterada.
De acordo com o estudo, tanto os homens quanto as mulheres culpam os homens quando o casal pára de ter relações sexuais, o que reforça análises feitas em estudos anteriores.
"Nosso estudo mostra que os mais velhos consideram a atividade sexual e seus prazeres como uma parte natural da vida idosa", dizem os autores, da Universidade de Gotemburgo.
Gerações
Para a professora Peggy Kleinplatz, da Universidade de Ottawa, no Canadá, o estudo reforça o papel positivo da vida sexual para as pessoas com mais de 70 anos e é uma contribuição bem-vinda para a limitada literatura sobre o comportamento sexual dos idosos.
Kleinplatz espera que a pesquisa ressalte a necessidade de os médicos serem treinados a perguntar a todos os pacientes, independente da idade, sobre questões relacionadas ao sexo.
Petra Boyton, especialista em psicologia do sexo e relacionamento da University College, em Londres, comenta os resultados da pesquisa e afirma que é importante lembrar que uma pessoa que fez 70 anos no ano 2000 teria sido influenciada pelas atitudes sexuais mais livres das décadas de 60 e 70.
Além disso, ela sugere que esses idosos poderiam ser mais saudáveis e em forma do que aqueles que completaram 70 anos em períodos anteriores a 2000.
"Ainda temos o estereótipo dos idosos com suas bengalas, que não poderiam ter uma vida sexual ativa. Mas este não é o caso", afirma a especialista.
Boyton faz ainda outra ressalva com relação aos resultados da pesquisa.
Segundo ela, o estudo não registrou a freqüência com que os entrevistados mantinham relação sexual, apenas se eles tinham uma vida sexual ativa. Além disso, os pesquisadores levaram em conta apenas o sexo que envolve penetração, ao invés de considerar também outras formas de sexo, que podem ser preferidos por pessoas mais velhas.
"Fico preocupada de que estes resultados possam ser interpretados de uma forma que possa sugerir que se você não está fazendo sexo aos 70 anos, você está fazendo algo errado", disse.
"Ainda há várias pessoas que optam por não ter relações sexuais", concluiu Boyton.

Spray pode aumentar em seis vezes tempo de ereção

Publicada em 07/04/2009 às 13h02m
BBC

Um spray criado por pesquisadores do Hospital Royal Victoria de Belfast, Irlanda do Norte, pode ajudar homens que sofrem de ejaculação precoce a prolongar o tempo da relação sexual em até seis vezes.
Os homens que usaram o medicamento em testes cinco minutos antes do sexo estenderam o tempo da relação entre 30 segundos e quatro minutos.
" Especialistas afirmam que até 40% dos homens sofrem de ejaculação precoce em algum momento da vida "
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O spray tem anestésicos que agem localmente, no pênis. O estudo, publicado na revista especializada British Journal of Urology, afirma que o produto poderá estar no mercado nos próximos anos.
Especialistas afirmam que até 40% dos homens sofrem de ejaculação precoce em algum momento da vida, mas é difícil ter uma estatística exata, pois ainda existe constrangimento para uma discussão da vida sexual entre homens e a definição de uma ejaculação precoce varia de homem para homem.
Para alguns dez minutos de relação pode ser o bastante, mas para outros, uma relação que dure menos de 20 minutos pode ser insatisfatória.
Mais de um minuto
No estudo os pesquisadores analisaram 300 homens que regularmente tinham dificuldades em manter uma relação de mais de um minuto.
A maioria destes homens tinha tentado outros tratamentos, o mais comum sendo antidepressivos via oral.
Cada vez que eles mantinham uma relação durante o período de três meses do estudo, casa casal usava um cronômetro para marcar o tempo até a ejaculação.
Os homens que testaram o spray, chamado de PSD502, conseguiram durar 6,3 vezes mais em média. O PSD502 ajudou 90% dos homens a ter relações sexuais de até quatro minutos, sendo que anteriormente eles mantinham relações por apenas alguns segundos.
Em comparação, homens que testaram um spray placebo duraram apenas 1,7 vezes mais.
"Ejaculação precoce pode ser um problema muito aflitivo para os homens e pode causar frustração e fazer com que eles evitem relações sexuais", afirmou o professor Wallace Dinsmore, líder da pesquisa.
"Nossa pesquisa mostra que quando o spray PSD502 foi aplicado ao pênis do homem cinco minutos antes da relação, houve melhora na relação e na satisfação sexual, que são fatores chave para o tratamento da ejaculação precoce."
"Isto pode ajudar particularmente os homens que têm problemas de ejaculação precoce relacionados com ansiedade", disse Paula Hall, da organização britânica de terapia sexual Relate.
"Pode ajudar a aumentar a confiança deles, mas a causa da ansiedade ainda precisa ser tratada", acrescentou.

Novo medicamento combate a ejaculação precoce

O mercado europeu acaba de aprovar o primeiro medicamento criado exclusivamente para combater a ejaculação precoce. Até hoje, o problema era tratado com antidepressivos. Cinco países já comercializam a dapoxetina (Priligy). Nos próximos dias, a novidade será lançada na Alemanha. Mas não há previsão para sua chegada no Brasil.

A pílula é usada de forma semelhante aos remédios que existem para tratar impotência sexual: é preciso tomá-la um pouco antes da relação sexual para o homem ter mais controle sobre sua ejaculação. O efeito dura cerca de seis horas, sendo que não há restrições de idade para usar a medicação.

“A dapoxetina é um inibidor da recaptação de serotonina”, explica o urologista Celso Gromatzky, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), seccional São Paulo. Essa é uma classe de medicamentos usados contra depressão, como o Prozac. “A área do cérebro que controla o orgasmo também depende de serotonina, assim como a área ligada à depressão”, esclarece.

Nos estudos do novo medicamento, produzido pela Janssen-Cilag, de 3% a 10% dos pacientes reclamaram de enjoo, boca seca e dor de cabeça.

Ejaculação precoce é hereditária

Plantão | Publicada em 07/10/2008 às 20h01m
O Globo

HAIA - Pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, concluíram que a velocidade na hora de ejacular não é um problema psíquico, e sim de fatores hereditários.
A responsável pela ejaculação precoce é a serotonina, substância que nos homens com este problema é menos ativa no cérebro. A disfunção em relação a essa substância tem uma raiz hereditária, publicou nesta terça-feira a agência holandesa "ANP".
Os resultados da pesquisa somente são aplicáveis aos homens que tenham tido este problema desde os primeiros contatos sexuais, mas não para os que sofrem ejaculação precoce tardia, afirmaram os autores da pesquisa, o neuropsiquiatra Marcel Waldinger e o farmacólogo Paddy Janssen.
Os resultados do estudo serão publicados esta semana na revista científica "Journal of Sexual Medicine".

Mulher é peça-chave no sucesso do tratamento do homem com ejaculação precoce

Publicada em 13/06/2008 às 18h11m
Maria Vianna - O Globo
RIO - O homem só supera o fantasma da ejaculação precoce quando encontra a mulher ideal. É o que acredita o ginecologista especializado em terapia sexual Amaury Mendes Junior, que conduziu uma pesquisa com seus pacientes e percebeu que os homens que tinham parceiras preparadas para lidar com o problema tinham uma taxa mais alta de cura. Estatísticas do Projeto Sexualidade (ProSex) do Hospital das Clínicas em São Paulo indicam que 30% dos brasileiros sofrem com a ejaculação precoce. Para Mendes Junior, a maioria lida com a situação em silêncio e só procura tratamento quando inicia um relacionamento sério. Em entrevista ao GLOBO ONLINE, ele ensina como as mulheres devem abordar o tema com o parceiro. (Leia mais: Ejaculação precoce angustia homens, mas tem solução)
" A mulher que tem um parceiro com ejaculação precoce acaba saindo com outros homens só para provar que é capaz "
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Por que a ejaculação precoce não é um problema exclusivo dos homens?
Tanto o homem quanto a mulher ficam frustrados quando a ejaculação acontece nos primeiros segundos da relação ou até mesmo antes da penetração. E, ao mesmo tempo que um homem que sofre do problema e lida com fantasmas como a insegurança e o medo de criar vínculos, a mulher pode intensificar o distúrbio se adotar uma postura castradora, mandona ou autoritária. O homem pode se tratar sozinho, mas só vai ter sucesso mesmo quando encontrar o apoio de uma mulher que realmente entende e quer ajudá-lo a superar a situação. (Tempo é maior inimigo do prazer feminino)
Como a mulher pode ajudar o parceiro?
Antes de tudo, sugiro a prática de exercícios eróticos que desvinculem o sexo da penetração. O casal pode treinar o 'start stop', aquele joguinho de começar e parar carícias sem chegar ao orgasmo para ir aumentando cada vez mais a excitação. Outra dica é iniciar uma relação sem a pretensão de chegar ao final, ou seja, um dia o casal pode ficar só no sexo oral, no outro pode investir em banhos ou massagens sensuais. A idéia é tirar o foco do pênis e estimular o homem a reconhecer outras sensações. Muitas vezes, o homem com ejaculação precoce não repara que gozou ou não sente nenhum prazer com a ejaculação.

Como a ejaculação precoce do parceiro afeta a mulher?
Ela costuma ficar com a auto-estima péssima. A mulher sempre se sente culpada pelo problema, até porque é raro um homem chegar e falar que isso sempre aconteceu com ele. Ela começa a se achar pouco atraente, acha que não tem jeito para o sexo, que não sabe dar prazer ao homem de que ela gosta. Em muitos casos, a mulher que tem um parceiro com ejaculação precoce acaba saindo com outros homens só para provar que é capaz. É um problema que vai minando a relação. (Leia mais: Descubra seu tipo de libido e tenha mais prazer)
O que a mulher deve saber antes de discutir o assunto com o parceiro?
No inicio de uma nova relação, é comum o homem ejacular mais rápido ou ter uma ejaculação precoce sem necessariamente ter um problema. Isso acontece por causa da ansiedade, da novidade e mais uma série de fatores. Mulheres que fazem da cama um palco, que querem mostrar que entendem tudo do assunto ou que são mais desinibidas também assustam o parceiro. Muitas vezes, a ejaculação precoce é causada pela pressão que o homem sente para agradar a mulher. Além disso, a ejaculação precoce no sexo sem vínculos também é muito mais comum. Uma relação sem um mínimo de intimidade quase nunca é satisfatória tanto para o homem quanto para a mulher. Mas, se existe intimidade e envolvimento e ainda sim o problema está presente, é preciso conversar para arrumar soluções.
" A mulher pode intensificar o distúrbio (no homem) se adotar uma postura castradora, mandona ou autoritária "
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Como conversar sobre o assunto?
Em primeiro lugar, nunca fingir que nada está acontecendo. O homem sabe que tem um problema, mas muitas vezes não quer admitir. O ideal é sentar para conversar, sem oprimir, sem criticar. Muitas mulheres falam que têm vergonha de tocar no assunto. Mas se ela não tem vergonha de ir para cama com aquele homem, tem que ter coragem para ser franca e lidar com aquilo que está incomodando. Só não vale tapar o sol com a peneira e fingir que o sexo está ótimo. A mulher que só faz sexo para agradar o homem vai estar sempre insatisfeita.
A terapia de casal funciona nesses casos?
Sim, se os dois participarem de sessões individuais também. Quando o casal resolve encarar o problema de frente, a taxa de sucesso é de 93%. Só que a terapia também pode mostrar que o casal não deve ficar junto. O homem e a mulher devem estar preparados para expor ressentimentos e angústias e avaliar se vale a pena investir naquela relação.

Medicamentos para ejaculação precoce ajudam a tratar o problema, mas devem ser usados com cautela

Publicada em 14/12/2009 às 14h06m
Maria Vianna

RIO - Um em cada cinco homens sofre com a ejaculação precoce, principalmente os mais jovens, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia. Apesar de ser tratado com antidepressivos há anos, somente agora os médicos conseguiram criar um comprimido de curta duração que melhora o quadro. O medicamento, que chega no início do ano no Brasil, funciona como uma espécie de "anti-Viagra", retardando a ejaculação do paciente uma hora após sua ingestão. Mas médicos alertam que a dapoxetina (princípio ativo da droga), deve ser usado com cautela, já que não trata a raiz do problema.
Especialistas dos Estados Unidos, onde o remédio é permitido, afirmam que é cedo para trocar outros tratamentos por uma pílula mágica. Em matéria publicada nesta segunda-feira no "New York Times", eles criticam o investimento pesado da indústria farmacêutica, que logo transforma distúrbios secundários em doenças.
" O remédio pode ser uma muleta eficaz e aumentar a autoestima do homem "
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- Não existe uma única definição para ejaculação precoce, e é por isso que nem sempre é fácil tratá-la. Geralmente, o diagnóstico é feito de duas maneiras. Ou quando a ejaculação acontece em menos de dois minutos, ou se o homem sempre ejacula antes de satisfazer a mulher - explica o urologista Archimedes Nardozza, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia.
Ansiedade, estresse, uma nova parceira, expectativas exageradas em relação ao sexo, muito tempo em abstinência e insegurança são as causas mais comuns. Raramente, a ejaculação prematura é causada por algum problema físico, por isso os urologistas geralmente indicam um tratamento que tenha uma abordagem emocional.
- O remédio pode ser uma muleta eficaz e aumentar a autoestima do homem. Mas na maioria dos casos também é necessário tratar a ansiedade e a insegurança masculina - completa o médico.
Por enquanto, só estão disponíveis no mercado brasileiro os antidepressivos que atuam no sistema nervoso central, diminuindo a ansiedade, ou os cremes, preservativos e géis tópicos, vendidos em farmácias e sex shops.
- Não costumo recomendar esses cremes ou preservativos, pois eles contêm xilocaína, um tipo de anestésico que diminui a sensibilidade da pele. O tiro pode sair pela culatra, já que também diminui a sensibilidade da mulher.

Spray para ejaculação precoce é a grande promessa para tratar problema que atinge 30% dos homens no mundo

Publicada em 02/06/2010 às 10h40m
O Globo com agências internacionais

RIO - Um spray para tratar a ejaculação precoce, que deve ser aplicado cinco minutos antes da relação sexual, tornou-se o grande destaque do Congresso Americano de Urologia, em São Francisco, nesta semana, por apresentar ótimos resultados e prometer revolucionar o tratamento do problema, que atinge cerca de 30% dos homens no mundo todo. Segundo reportagem do El Mundo , novos dados de duas pesquisas indicam que o medicamento PSD502, composto de anestésicos de uso tópico (lidocaína e prilocaína), ajuda muito no controle da ejaculação.
" Spray aumentou tempo de ereção em mais de três minutos "
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Um dos ensaios envolveu 1.092 homens de EUA, Canadá e Europa. O estudo durou três meses e os participantes que usaram o PSD502 cinco minutos antes do ato sexual mantiveram a relação por mais tempo, em média 5,5 vezes mais que o grupo placebo. Num outro teste com 70 participantes, quem usou o spray manteve a ereção dentro da vagina por 3m30s, em média, enquanto o grupo com a droga inócua alcançou 90 segundos.
Ainda sem aprovação
O spray, porém, apresenta alguns efeitos adversos: entre aqueles que usaram o spray, 6,1% sentiram uma sensação de queimação no pênis. A mesma porcentagem de mulheres reclamou da ardência. No grupo que usou o placebo, apenas 0,6% relataram efeitos adversos. Ainda assim, os médicos consideraram as queixas se resumiram a um grupo muito pequeno.
- Esses resultados são realmente excitantes - disse a médica Ira D. Sharlip, pesquisadora de um dos estudos e professora de urologista da Universidade da Califórnia, em São Francisco.
O PSD502, que ainda está sob investigação e não foi aprovado pelo FDA, foi desenvolvido pela companhia japonesa Shionogi & Co a partir de dois produtos anestésicos que já têm a venda autorizada. A grande inovação do spray foi justamente combinar as duas substâncias.

Polêmica na prevenção do câncer de próstata

Publicada em 04/10/2009 às 09h54m
O Globo

Novos estudos divulgados na última semana reacenderam a polêmica sobre a prevenção e o diagnóstico de câncer de próstata, mostra reportagem de Antônio Marinho no GLOBO deste domingo. Segundo as pesquisas, duas delas publicadas na revista "British Medical Journal" (BMJ), não existem provas convincentes de que o rastreamento com dosagem de PSA no sangue (o antígeno específico da próstata, um marcador da doença) reduza o índice de mortes pelo câncer. Outro artigo, na revista "Arquivos de Medicina Interna", da Associação Americana de Medicina, afirma que os homens não participam das decisões a respeito desse assunto e são desinformados sobre os riscos e benefícios de exames como toque retal e PSA. Para os autores dos artigos, é preciso discutir mais com os pacientes os critérios para diagnosticar a doença.
" Exames não mostraram, até o momento, sucesso em reduzir a mortalidade "
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Já no ano passado, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) dissera não existir base sólida científica para recomendar o toque retal e o PSA. Para o instituto, esses exames não mostraram, até o momento, sucesso em reduzir a mortalidade, ou seja, não vale a pena recomendá-los como uma política de saúde pública para homens sem sintomas. E levam a muitas cirurgias desnecessárias, com prejuízos financeiros e à qualidade de vida. É o que pensa a maioria dos países. Isso porque o toque retal só detecta tumores em fase avançada e não se tem certeza do impacto do PSA na diminuição do número de óbitos. Diante dos novos estudos, o Inca mantém sua posição, a mesma da OMS.
Nos Estados Unidos, a maioria dos homens acima de 50 anos faz PSA. Porém, especialistas afirmam que esta prática é controversa, devido às incertezas dos benefícios e aos conhecidos riscos dos tratamentos. A decisão a respeito de submeter ao screening, dizem os pesquisadores, deveria levar em conta a opinião dos pacientes, algo que nem sempre acontece.
Nos estudos na "BMJ", os autores comentam que o teste de PSA não pode, por exemplo, identificar um tumor letal. Num deles, pesquisadores suecos da Universidade de Umea usaram os resultados dos testes de PSA de 540 homens diagnosticados com câncer de próstata investigados anos antes do diagnóstico e de um grupo de 1.034 saudáveis. Eles descobriram que o teste de PSA não foi decisivo como método de triagem. No outro, cientistas americanos de diversos centros, incluindo as universidades de Harvard e Boston, chegaram à mesma conclusão, e citam o excesso de falsos positivos. Nessa edição a revista britânica publicou um editorial que não aconselha o PSA.
" Nenhum país do mundo indica toque retal como método de triagem "
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Também um estudo, mês passado, na revista do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, confirmou que o rastreamento de rotina para câncer de próstata resultou em mais de um milhão de americanos diagnosticados com tumores que poderiam não ter evoluído. A conclusão é que é necessário investigar melhor biomarcadores para detectar a doença antes de indicá-los.
Na revisão de exames de PSA, pesquisadores americanos afirmam que os dados sobre danos e benefícios desses exames ainda são insuficientes para sustentar a triagem populacional. Acrescentam que os custos financeiros e psicológicos de resultados falso-positivos, o excesso de diagnósticos e de tratamentos de próstata devem ser avaliados com maior precisão. Todas as opções implicam algum dano, como incontinência e disfunção erétil.
O Inca segue o que recomendam os artigos indexados. O que não significa que o paciente deve deixar de discutir com o seu médico a necessidade dos testes.
- Uma coisa é a consulta com seu médico, no qual ele sugere ou não o PSA, o toque retal e biópsia. Outra é aplicar isso como política pública, como se faz com a mamografia e o exame de Papanicolau. Nenhum país do mundo indica toque retal como método de triagem populacional. Ele faz parte do exame físico - diz José Eduardo Couto Castro, coordenador geral de assistência do Inca.
No Brasil, o número de casos novos de câncer de próstata é de 49.530 (estimativa de 2008, segundo o Inca). Depois dos tumores de pele, ele é o mais comum em todas as regiões do país entre os homens.

Sexo com freqüência reduz risco de impotência

Publicada em 07/07/2008 às 17h23m
Reuters
Nova York - Médicos finlandeses têm uma nova e simples recomendação para prevenir a impotência: fazer sexo e fazer com freqüência. Um estudo com quase mil idosos, publicado no "American Journal of Medicine", durante cinco anos mostrou que aqueles que tinham atividade sexual regular apresentavam menos chances de ter disfunção erétil. Aliás, quanto mais eles faziam sexo, menor era o risco de terem o problema. Para os pesquisadores, isso significa que é importante incentivar os homens a fazerem sexo na terceira idade. (Vote: Com que freqüência você faz sexo? )
Leia mais: Dez anos de Viagra
Comer brócolis previne câncer de próstata
A pesquisa incluiu 989 homens com idades entre 55 e 75 anos. Em média, os que relataram fazer sexo menos que uma vez por semana tinham duas vezes mais chances de apresentar disfunção erétil nos cinco anos seguintes do que os que faziam sexo semanalmente. E mais: em comparação com os que faziam sexo três ou mais vezes por semana, o risco de impotência era quadruplicado.
Atividade física
Segundo Juha Koskimaki, coordenador do estudo, uma série de fatores contribuem para a disfunção erétil, como diabetes e doença cardíaca. Mas, mesmo levando essas limitações em conta, a atividade sexual em si está ligada ao problema.
- É o caso de usar ou perder - brinca o pesquisador, explicando que a atividade sexual regular pode até ser encarada como exercício físico.
Mas esta não é a única explicação. A disfunção erétil é provocada pela má vascularização do pênis. O sexo frequênte pode ajudar a manter os níveis normais de fluxo sangüíneo nos tecidos responsáveis pela ereção.

Caráter pesa mais do que sexo na definição de masculinidade, diz pesquisa

Plantão | Publicada em 27/08/2008 às 06h21m
BBC
O caráter é mais importante para definir a masculinidade do que atributos físicos e vida sexual, sugere uma pesquisa feita com 27 mil homens em oito países, inclusive o Brasil.
Publicada na edição desta semana da revista científica Journal of Sexual Medicine, a sondagem entrevistou homens entre 20 e 75 anos sobre os fatores que definem qualidade de vida e masculinidade. Entre os entrevistados, 16% sofriam de disfunção erétil.
Segundo os resultados, a maioria dos entrevistados (33%) considera que ser visto como um homem honrado e ter o controle da própria vida (28%) são os principais atributos da masculinidade. Em contrapartida, apenas uma minoria citou ser atraente (1%) e ter sucesso com as mulheres (1%) como fatores que definem a identidade masculina.
O estudo ressalta ainda que a percepção sobre a identidade masculina não é diferente para os homens impotentes entrevistados na pesquisa.
"As percepções dos homens sobre a masculinidade diferem de maneira significativa dos estereótipos da literatura", diz o estudo.
"Ao contrário dos estereótipos, em todos os países analisados, atributos envolvendo respeito social foram citados com muito mais freqüência como fatores que definem a masculinidade do que aqueles apenas concentrados na sexualidade", afirma o texto.
Brasil
No Brasil, os pesquisadores entrevistaram cerca de 5 mil homens de diferentes faixas etárias.
Entre os brasileiros entrevistados, ser visto como um homem honrado foi citado como o atributo mais importante da identidade masculina para a maioria (41%).
Além da honra, fatores como a manutenção do controle da própria vida (27%) e ter um bom trabalho (12%) também foram citados como importantes na construção da masculinidade.
No entanto, atributos mais sexuais como ser atraente (0%) e ter sucesso com as mulheres (1%) parecem ter menos importância na definição da identidade masculina, citados por uma minoria dos entrevistados.
Além do Brasil, os homens entrevistados na Espanha, México, Estados Unidos e França também definem a honra como o principal atributo da masculinidade. Já na Alemanha, Reino Unido e Itália, ter o controle da própria vida foi citado como fator mais importante.
"O conjunto de resultados dessa pesquisa ressalta a importância para os homens dos aspectos não-sexuais na construção da identidade masculina", diz o estudo.
Qualidade de vida
Além dos fatores que contribuem para a construção da identidade masculina, o estudo também analisou a percepção dos homens sobre os atributos que definem uma boa qualidade de vida.
A maioria dos entrevistados (29%) citou "ser saudável" como o principal atributo de uma boa qualidade de vida, seguido por "harmonia na vida familiar"(26%) e "bom relacionamento com a parceira" (22%).
No entanto, aspectos mais materiais foram considerados menos importantes para a definição de uma boa qualidade de vida pelos homens entrevistados. Fatores como "vida sexual satisfatória" e "ter uma boa casa" foram citados por apenas 3% dos participantes.
Contribuição
De acordo com Julia Heiman, principal autora do estudo, os resultados podem contribuir para uma melhor compreensão acerca da opinião dos homens sobre sua própria identidade.
"Perguntar a vários homens o que engloba seu senso de masculinidade é muito útil para a mídia e para a pesquisa. Esses resultados sugerem que devemos prestar atenção e perguntar, ao invés de assumir que sabemos", afirma Heiman.
Segundo a autora, os resultados também podem contribuir para uma melhor compreensão acerca da opinião dos homens que sofrem de impotência e ajudar os médicos a elaborar melhor suas táticas de tratamento.
Isso porque não houve diferença na percepção sobre masculinidade entre daqueles que sofriam de disfunção erétil e os que não apresentavam problemas sexuais.
"Os resultados sugerem com clareza que os médicos devem reconsiderar o conceito de que a disfunção erétil e outros problemas sexuais abalam o centro da identidade masculina", afirma o estudo.

Cientistas implantam tecido de pênis criado em laboratório

Publicada em 10/11/2009 às 13h44m
BBC

CAROLINA DO NORTE - Cientistas americanos criaram tecido erétil de pênis em laboratório, que foi implantado em coelhos com sucesso, segundo artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Os cientistas da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, acreditam que o estudo poderia trazer esperanças para homens com disfunções eréteis. Os coelhos que receberam o implante de tecido mantiveram relações sexuais normais e geraram filhos.
- Claro, são necessários mais estudos - disse o professor Anthony Atala, que liderou a pesquisa. - Mas nossos resultados são encorajadores e sugerem que a tecnologia tem considerável potencial para os pacientes que precisam de reconstrução do pênis. Nossa esperança é de que pacientes com anomalias congênitas, câncer de pênis, lesões traumáticas e alguns casos de disfunção erétil se beneficiem desta tecnologia no futuro.
Estudo americano mostra que apenas 0,8% dos homens tem micropênis
Desafio
A reconstrução do tecido erétil danificado é um desafio para os médicos, por causa de sua complexa estrutura e função.
Várias técnicas - inclusive o uso da prótese de silicone - já foram tentadas, mas todas com sucesso limitado.
A equipe de cientistas da Universidade Wake Forest já obteve considerável sucesso no campo da engenharia de tecidos, tendo desenvolvido bexigas humanas completas em laboratório, que foram implantadas em pacientes.
Em um estudo anterior, os pesquisadores conseguiram criar pequenos segmentos do tecido erétil dos coelhos, com 50% de funcionalidade.
Neste estudo, eles colheram células de músculo liso e células endoteliais do tecido erétil do animal. As células foram multiplicadas em laboratório e usadas para criar uma estrutura tridimensional, que depois foi implantada no pênis dos coelhos, que tiveram seu tecido erétil retirado cirurgicamente.
Um mês depois, os animais já haviam começado a formar tecido erétil organizado com estruturas de veias.
Para os pesquisadores, um fator chave foi o fato de as células terem sido injetadas na estrutura tridimensional em dois dias separados, permitindo que fossem injetadas quase seis vezes mais células de músculo liso do que em estudos anteriores.
A ereção ocorre quando o tecido de músculo liso relaxa, permitindo um aumento do fluxo sanguíneo, enrijecendo o pênis.
O relaxamento do tecido é provocado pela liberação de óxido nítrico das células endoteliais.
Testes mostraram que a pressão sanguínea no tecido criado em laboratório era normal, e que o fluxo sanguíneo aumentou durante a ereção e diminuiu normalmente depois.
Quando os animais com o tecido implantando cruzaram com as fêmeas, coletas vaginais demonstraram que havia esperma em oito delas, de um total de 12. Quatro das fêmeas ficaram grávidas.
Tim Terry, secretário honorário da Associação Britânica de Cirurgiões Urológicos, descreveu o estudo como "fascinante".
Segundo ele, até agora a única opção para o tratamento de pacientes com lesões no tecido erétil é uma cirurgia altamente invasiva, e o estudo oferece uma esperança de melhor alternativa a longo prazo.

Sexo faz bem ao coração, indica estudo publicado nos EUA

Publicada em 22/01/2010 às 08h51m
O Globo

MASSACHUSETTS - Um estudo publicado esta semana no "American Journal of Cardiology" garante que o sexo não faz bem apenas para o relacionamento. As relações sexuais também ajudam a proteger o coração. No levantamento feito por médicos do New England Research Institutes, homens com uma vida sexual menos ativa tinham uma incidência maior de distúrbios como a disfunção erétil, o colesterol alto e hipertensão. (Leia mais: Ginecologista ensina como lidar a perda de libido)
" Se o desejo diminuiu, o ideal é procurar um médico para descobrir a causa do problema e receber o tratamento adequado "
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Segundo a pesquisadora Susan A. Hall, coordenadora do estudo, fazer sexo de duas a três vezes por semana pode ter um efeito protetor para o coração por alguns motivos. Além de poder ser considerado um exercício de intensidade moderada, os hormônios liberados após a ejaculação ajudam a equilibrar uma série de funções metabólicas. Para os pesquisadores, homens com mais disposição para o sexo costumam ser menos sedentários e cuidam melhor da saúde.
Por outro lado, uma vida sexual pouco ativa pode sinalizar a fase inicial de problemas físicos, em especial os ligados ao sistema cardiovascular, como infartos, derrames e pressão alta. A capacidade de ter relações sexuais pode ser um marcador para a saúde em geral. E dizem que, provavelmente, os homes ativos sexualmente têm relacionamentos íntimos, com parceiros regulares, o que ajuda a reduzir o estresse.
O resultado do estudo mostrou que homens que fazem sexo em média uma vez ao mês têm o dobro dos problemas de saúde dos homens que fazem sexo duas ou mais vezes na semana, independente da idade. Estudos anteriores já demostraram que uma vida sexual pouco ativa pode indicar doenças silenciosas como a diabetes.
A pesquisa, parte do "Massachusetts Male Aging Study", foi feita com 1.165 homens com idade média de 50 anos, sem histórico de doenças no coração no início do estudo. Os participantes foram acompanhados por 16 anos, em média. Para Susan Hall, o estudo é um alerta para os homens.
"A perda da libido masculina e a disfunção erétil costumam estar associadas à fase inicial de algumas doenças crônicas perigosas. Por isso, se o desejo diminuiu, o ideal é procurar um médico para descobrir a causa do problema e receber o tratamento adequado", escreveu a pesquisadora no artigo.