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19 de agosto de 2012

Estudo indica que injeções de testosterona podem ajudar homens a perder peso.


Estudo indica que injeções de testosterona podem ajudar homens a perder peso

France Presse
PARIS, 9 Mai 2012 (AFP) -Homens mais velhos com níveis baixos de testosterona podem perder peso tomando suplementos de hormônio masculino, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira.
Injeções de testosterona aplicadas ao longo de cinco anos em um grupo de teste formado por 115 homens de 61 anos, com produção insuficiente de testosterona, permitiram uma perda média de 16 quilos, revelou o estudo apresentado durante o Congresso Europeu de Obesidade em Lyon, França.
Em média, a circunferência abdominal caiu de 107 para 98 centímetros.
"Aumentar a testosterona para níveis normais reduziu o peso corporal, a circunferência abdominal e a pressão sanguínea, além de melhorar os perfis metabólicos", ressaltou um comunicado sobre a pesquisa, chefiada por Farid Saad, da gigante farmacêutica alemã, Bayer Pharma.
As melhorias foram progressivas ao longo dos cinco anos de realização do estudo.
"Níveis de testosterona aumentados melhoram a energia e a motivação para se fazer exercícios físicos e movimentos em geral; a testosterona também aumenta a massa corporal magra, dando mais energia aos pacientes", destacou o comunicado.
Ao comentar o estudo, Sanjay Kinra, especialista em obesidade e pesquisador da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, pediu cautela.
"É bem possível que um medicamento que melhora o humor de pessoas de meia idade ao longo de um período de tempo provavelmente as torne mais ativas e as ajude a perder um pouco de peso, mas a testosterona é uma droga séria e traz sérios efeitos para a saúde", afirmou à AFP.
A testosterona, hormônio esteróide secretado pelos testículos do homem e, em menor quantidade, pelos ovários da mulher, afeta o desenvolvimento cerebral e o comportamento sexual, e tem sido vinculado por alguns pesquisadores ao câncer de próstata e a doenças cardíacas.
Kinra explicou haver "centenas de coisas lá fora" que poderiam fazer as pessoas perderem peso em curto prazo, mas apenas uma mudança no estilo de vida asseguraria que se mantenham magras.
"Como tratamento em massa para a obesidade, ela (a testosterona) não é significativa porque não se trocaria o risco de desenvolver câncer de próstata ou doença cardíaca por um pouco de perda de peso, que não será duradoura de qualquer forma, e só se manterá no período em que se estiver tomando testosterona", acrescentou.

10 de agosto de 2012

Executivos nos EUA tentam retardar envelhecimento com hormônios.


Segundo médicos, terapia hormonal está cada vez mais popular entre homens de 30 a 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.

Executivos e profissionais nos Estados Unidos vêm procurando um polêmico e caro tratamento de reposição hormonal para combater efeitos normalmente associados ao estresse e ao envelhecimento.

Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.
"O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles", conta o executivo, que pediu para não ter seu nome divulgado.
"Isso acabava com o desejo e ambição de ser bem sucedido", disse.
Depois de tentar tratamentos com antidepressivos e ansiolíticos, J.G. aceitou o conselho de um colega de academia e começou a fazer reposição hormonal por conta própria.
Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde.
"Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus", disse o executivo à BBC Brasil.
Desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico. Após alguns exames, ele receitou uma terapia de reposição hormonal.
Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.
"Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos", brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.
Apesar dos elogios ao tratamento, alguns médicos têm dúvidas quanto à eficácia e eventuais danos colaterais do uso de hormônios, que poderiam incluir câncer e problemas no coração.
Hormônios
A deficiência de testosterona entre homens pode estar ligada a problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos.
Além disso, a partir dos 30 anos de idade, inicia-se um declínio gradual da produção do hormônio no organismo.
A maior parte da testosterona utilizada em terapias de reposição hormonal é produzida em laboratório a partir de vegetais como soja e inhame.
Embora o tratamento mais comum para a deficiência de testosterona causada por problemas de saúde seja a reposição hormonal, não há estudos conclusivos sobre a eficácia da injeção do hormônio no combate a sintomas normalmente associados à idade.
Mesmo assim, um grande número de médicos defende os benefícios do tratamento no combate ao envelhecimento. Eles vêm oferecendo terapias de reposição hormonal a pacientes que se queixam de fadiga, de dificuldades para perder peso, de concentração e de redução da libido.
Entre eles está Lionel Bissoon, que ficou conhecido por desenvolver um tratamento para celulite e atualmente administra um programa de reposição hormonal para homens e mulheres em sua clínica em Nova York.
Segundo ele, até meados da década passada, a maior parte de seus pacientes era formada por mulheres entre 45 e 69 anos. Mas a situação se inverteu. Atualmente, cerca de 85% é de homens entre 30 e 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.
"As maiores queixas dos homens são fadiga, cansaço e dificuldades de concentração. Alguns reclamam de dores musculares. Muitos não têm interesse em sexo. Alguns sentem que não são mais quem costumavam ser", disse Bissoon à BBC Brasil.
O médico conta que, após uma bateria de exames, o paciente pode iniciar o tratamento. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral. O próprio paciente aplica suas doses de testosterona.
"Eu ensino meus pacientes a se aplicarem, é bem fácil. Não é possível para um executivo ocupado ter que ir a um consultório para tomar uma injeção duas ou três vezes ao mês, não é prático", diz.
Custos
O grande interesse dos homens por tratamentos de reposição hormonal não se restringe a Nova York.
Na filial que serve os Estados americanos da Carolina do Sul e da Carolina do Norte da rede de clínicas Cenegenics, por exemplo, 68% dos pacientes são homens entre 35 e 70 anos.
"Está se tornando mais comum homens mais jovens, com pouco mais de 30 anos (procurarem o tratamento)", diz Michale Barber, médica e diretora-executiva da Cenegenics Carolinas.
Embora a aplicação dos hormônios possa ser feita pelo próprio paciente, é necessário que ele passe por um acompanhamento periódico por médicos e seja submetido a exames regularmente, o que pode aumentar os custos do tratamento.
Para realizar um tratamento hormonal de combate aos efeitos do envelhecimento na Cenegenics, é preciso desembolsar em média US$ 1 mil por mês.
"Os nossos pacientes estão pagando pelo acesso a médicos, fisiologistas, nutricionistas e acompanhamento de laboratório", diz Barber.
Com 20 centros médicos espalhados pelos Estados Unidos e mais de 20 mil pacientes, a Cenegenics usa como garoto-propaganda o médico Jeffry Life, que atua na empresa e é paciente do programa de combate aos efeitos do envelhecimento.
Para mostrar os resultados do tratamento, a empresa usa fotos e vídeos ao estilo "antes e depois" de Life. Na primeira foto, o médico aparece com um corpo comum para um homem de meia-idade. A outra é uma dessas imagens que à primeira vista parecem montagens (a empresa garante que não é) e mostra a mesma pessoa com um corpo de fisiculturista.
Câncer
Apesar dos efeitos aparentemente milagrosos, ainda restam dúvidas sobre a segurança dos tratamentos de reposição hormonal para combater os efeitos do envelhecimento em homens saudáveis.
Embora os médicos adeptos da terapia garantam que ela é segura e pode prevenir doenças, outros apontam que ela pode estimular o desenvolvimento de câncer de próstata e causar problemas cardíacos.
Além disso, pesquisas apontam entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento atrofia dos testículos e infertilidade, problemas hepáticos, retenção de líquidos, acne e reações de pele, ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) e apneia do sono.
Embora tratamentos do tipo estejam sendo utilizados nos EUA desde a década de 1990, há poucos estudos amplos sobre seus efeitos e riscos.
Em 2009, o National Institute of Health dos Estados Unidos deu início a um amplo estudo sobre os efeitos do tratamento de reposição de testosterona em homens acima de 65 anos. Os primeiros resultados, no entanto, devem ser divulgados só em junho de 2015.
Enquanto isso, um relatório publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, órgão de consultoria do governo americano, alerta para a falta de pesquisas conclusivas sobre o tema.
"Apesar da crescente popularidade do tratamento com testosterona, não há uma quantidade considerável de dados que sugiram a eficácia da terapia de testosterona em homens mais velhos que não se encaixam na definição clínica de hipogonadismo. Além disso, os efeitos da testosterona na próstata e suas implicações para o câncer inspiram cuidados no uso não terapêutico extensivo", diz o documento.

8 de agosto de 2012

Injeções de testosterona podem ajudar homens mais velhos a emagrecer, diz estudo.


Do UOL

Em São Paulo
  • Getty Images
    Especialistas advertem, no entanto, que a suplementação pode não ser uma alternativa <br>ao emagrecimento pelo fato de aumentar o risco <br>de câncer de próstata e doenças do coração
    Especialistas advertem, no entanto, que a suplementação pode não ser uma alternativa
    ao emagrecimento pelo fato de aumentar o risco
    de câncer de próstata e doenças do coração
Homens obesos com mais idade podem perder peso com suplementos de testosterona, sugere resultados de um estudo apresentado no Congresso Europeu de Obesidade
Na pesquisa, homens com baixo nível do hormônio receberam a suplementação, similar à reposição hormonal das mulheres na menopausa.
Com os níveis de testosterona normalizados, os homens perderam uma média de 16 kg após cinco anos.
Especialistas advertem, no entanto, que a suplementação pode não ser uma alternativa ao emagrecimento pelo fato de aumentar o risco de câncer de próstata e doenças do coração.
O professor Richard Sharpe, da Universidade de Edinburgh, afirmou que é simplista achar que existe uma solução fácil para a obesidade. Para ele, é mais sensato e seguro que homens diminuam o consumo de calorias para emagrecer e, com isso, elevem seus níveis de testosterona.
Os resultados anunciados na conferência também sugerem que o aumento dos níveis de testosterona também ajudam a diminuir a circunferência da cintura e a pressão arterial.
Andropausa
Para o medico Farid Saad, principal autor do estudo, essa descoberta ocorreu por acaso. Os homens estudados receberam o hormônio devido a deficiências, que causavam sintomas como disfunção erétil, fadiga e falta de energia.
“Quando analisamos os dados, descobrimos que eles perdiam peso a cada ano. Isso pode ter ocorrido porque a reposição de testosterona aumentou os níveis de energia e gerou uma mudança de comportamento, tornando-os mais ativos”, relata Saad.
De qualquer forma, enquanto alguns especialistas associam a queda na testosterona ao que se chama de menopausa masculina, com sintomas como alterações de sono, falta de concentração, baixa autoestima e ansiedade, outros não acreditam nessa relação.
O endocrinologista Ashley Grossman, professor da Universidade de Oxford, afirma que os resultados são interessantes, mas estão longe de ser convincentes. Para ele, não é possível dizer com certeza se o emagrecimento foi impulsionado pela suplementação em si.
Grossman diz que vai continuar cético até que estudos mais completos e controlados sejam feitos, comparando o efeito de injeções de testosterona com placebo.
A pesquisa contou com 115 homens obesos de 38 a 83 anos com baixo nível de testosterona. Eles receberam injeções de hormônio a cada 12 semanas. O estudo foi patrocinado pela Bayer, fabricante de produtos para reposição de testosterona e não detectou nenhum risco aumentado de câncer de próstata, efeito colateral que já foi identificado em outros trabalhos.
A relação entre obesidade e testosterona parece ser um círculo vicioso. Há inúmeros estudos mostrando que a obesidade, em particular o acúmulo de gordura no abdome, está associada à redução dos níveis de hormônio e à perda de massa muscular.
Com a idade, especialmente entre 40 e 50 anos, os níveis de testosterona caem lentamente, o que pode predispor os homens à gordura abdominal e, consequentemente, baixar os níveis de testosterona ainda mais.

Estudo indica que injeções de testosterona podem ajudar homens a perder peso.


PARIS, 9 Mai 2012 (AFP) -Homens mais velhos com níveis baixos de testosterona podem perder peso tomando suplementos de hormônio masculino, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira.


Injeções de testosterona aplicadas ao longo de cinco anos em um grupo de teste formado por 115 homens de 61 anos, com produção insuficiente de testosterona, permitiram uma perda média de 16 quilos, revelou o estudo apresentado durante o Congresso Europeu de Obesidade em Lyon, França.

Em média, a circunferência abdominal caiu de 107 para 98 centímetros.

"Aumentar a testosterona para níveis normais reduziu o peso corporal, a circunferência abdominal e a pressão sanguínea, além de melhorar os perfis metabólicos", ressaltou um comunicado sobre a pesquisa, chefiada por Farid Saad, da gigante farmacêutica alemã, Bayer Pharma.

As melhorias foram progressivas ao longo dos cinco anos de realização do estudo.

"Níveis de testosterona aumentados melhoram a energia e a motivação para se fazer exercícios físicos e movimentos em geral; a testosterona também aumenta a massa corporal magra, dando mais energia aos pacientes", destacou o comunicado.

Ao comentar o estudo, Sanjay Kinra, especialista em obesidade e pesquisador da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, pediu cautela.

"É bem possível que um medicamento que melhora o humor de pessoas de meia idade ao longo de um período de tempo provavelmente as torne mais ativas e as ajude a perder um pouco de peso, mas a testosterona é uma droga séria e traz sérios efeitos para a saúde", afirmou à AFP.

A testosterona, hormônio esteróide secretado pelos testículos do homem e, em menor quantidade, pelos ovários da mulher, afeta o desenvolvimento cerebral e o comportamento sexual, e tem sido vinculado por alguns pesquisadores ao câncer de próstata e a doenças cardíacas.

Kinra explicou haver "centenas de coisas lá fora" que poderiam fazer as pessoas perderem peso em curto prazo, mas apenas uma mudança no estilo de vida asseguraria que se mantenham magras.

"Como tratamento em massa para a obesidade, ela (a testosterona) não é significativa porque não se trocaria o risco de desenvolver câncer de próstata ou doença cardíaca por um pouco de perda de peso, que não será duradoura de qualquer forma, e só se manterá no período em que se estiver tomando testosterona", acrescentou.

Queda no nível de testosterona pode diminuir a libido dos homens.



Queda do hormônio testosterona em homens, principalmente depois dos 50 anos, gera distúrbio que leva à depressão, ansiedade, sonolência e falta de apetite sexual

Humberto Siqueira - Estado de Minas
A vida sexual é importantíssima para grande parte das pessoas e na manutenção das relações amorosas. O que poucos homens sabem é que a queda no desempenho pode ser revertida. Ao chegar aos 50 anos, já há um descréscimo de 10% a 20% nos níveis de testosterona, – principal hormônio masculino – e isso se reflete não só no desempenho na cama, mas também em outros aspectos da saúde. Além da diminuição do desejo sexual e da capacidade de ereção, há redução do crescimento da barba e de pelos, perda de força muscular e desenvolvimento de gordura, principalmente na região abdominal, e até menor atividade no cérebro. Esses são alguns sintomas que podem estar todos relacionados com uma mesma causa: o distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM). Depressão, ansiedade, sonolência e irritabilidade são outras características relacionadas.

A queda na produção da testosterona ocorre, em geral, a partir dos 40 anos, com perda entre 1% e 2% do hormônio total disponível por ano. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com estresse profissional ou pessoal. Cerca de 20% dos homens apresentam esse problema. Quando notar que algo não vai bem, deve procurar um médico o quanto antes, pois, assim, pode se tratar e evitar perda de qualidade de vida. É muito comum encontrar pacientes infelizes com o quadro provocado pela DAEM.

Os sintomas não necessariamente aparecem todos juntos e a intensidade pode variar. A queda nos níveis de testosterona, a longo prazo, pode estar associada ao desenvolvimento de níveis anormais de colesterol e à síndrome metabólica, o que aumenta inevitavelmente a probabilidade de manifestação de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e ataque cardíaco.

Como tratar 
O tratamento se dá com a reposição do hormônio. "O único princípio ativo por via oral que considero seguro é o undecilato de testosterona, mas ele não é vendido no Brasil. A mesterolona e outros disponíveis no mercado não devem ser usados, pois são tóxicos para o fígado", afirma Eduardo Bertero, urologista especialista em disfunção social. "O problema do comprimido é que não temos a certeza de que o paciente vai absorver a quantidade que prescrevemos. O organismo de cada um tem diferentes taxas de absorção. Além disso, são necessários muitos comprimidos ao dia, de seis a oito, o que também onera o tratamento", pondera o médico.

Há adesivos subcutâneos e gel que precisam ser importados. Algumas farmácias de manipulação oferecem o gel e outra opção são as versões injetáveis. Há uma de curta duração, que o paciente recebe doses a cada duas ou três semanas. Mas essa modalidade tem um importante inconveniente: ela ocasiona picos supra e subfisiológicos. Ou seja, quando recebe a injeção, os níveis de testosterona vão acima do normal e chega a picos de 1,6 mil nanogramas por decilitro de sangue (ng/dl), quando o máximo são 800ng/dl. E entre sete e 12 dias cai para 200ng/dl. Essa variação não é boa para o organismo", comenta o urologista.

A outra opção, e preferida de Eduardo Bertero, é a injeção de longa duração. "O medicamento é administrado em aplicações trimestrais, via injeção intramuscular. Seu mecanismo de ação libera gradualmente o hormônio, mantendo os níveis de testosterona normais por mais tempo", relata. Cada aplicação custa cerca de R$ 300.

Curiosidades
  • Os termos andropausa ou menopausa masculina são frequentemente usados para definir o distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (Daem). Mas são inapropriados e biologicamente incorretos, já que o decréscimo da produção de testosterona não é um fenômeno isolado, ocorrendo em conjunto com outras alterações fisiológicas relevantes. Além disso, o declínio hormonal da mulher é bem mais acentuado e há falência funcional dos ovários, o que não ocorre com os testículos.
  • Estudo clínico alemão divulgado em 2008 com 117 pacientes diagnosticados com o distúrbio e acompanhados durante 15 meses revelou queda na taxa média da proteína C-reativa de 3,5 para 2 miligramas por decilitro de sangue depois de realizarem terapia hormonal com undecilato de testosterona. A normalização dos níveis hormonais se mostrou benéfica, já que a proteína C-reativa favorece o desencadeamento de um processo inflamatório ligado ao aumento do risco cardiovascular.
  • Diferentes estudos têm evidenciado que a queda das taxas de testosterona não está relacionada isoladamente ao avanço da idade. Essa diminuição está ligada a males crônicos, especialmente aqueles que representam alto risco para o desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares: diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e dislipidemia (colesterol alto).
  • Aproximadamente, 20% dos homens com idade entre 60 e 80 anos e mais de 35% daqueles com mais de 80 anos apresentarão sintomas da baixa hormonal.
  • A diminuição no consumo dos açúcares, o equilíbrio entre os lipídios ingeridos, controle do peso, exercícios físicos regulares e o monitoramento dos índices hormonais, com ou sem a reposição, contribuem para o restabelecimento de um padrão de vida. Vários alimentos auxiliam e equilibram a produção dos hormônios e aumentam a resistência imunológica. Portanto, é preciso atenção aos hábitos alimentares, mas, no geral, não existe uma dieta única para todos, pois cada indivíduo tem necessidades específicas.
  • Há uma oscilação natural nos níveis de testosterona no organismo. Por isso, o ideal é sempre, ao buscar fechar o diagnóstico, fazer dois exames intervalados para medir os níveis do hormônio. Há de se verificar, ainda, o nível da testosterona livre, pois os níveis de testosterona total podem estar na faixa normal e a testosterona livre em baixa. Isto ocorre porque, com a idade, há uma elevação da proteína ligadora dos esteroides sexuais (SHBG), que imobiliza o hormônio masculino e não permite sua ação nos tecidos. Somente de 2% a 3% da testosterona plasmática é livre de ligação proteica.

Personagem a notícia

Qualidade de vida resgatada - José Silva (nome fictício)
Aos 52 anos, o mineiro José Silva (nome fictício) faz tratamento há dois e diz que recuperou sua qualidade de vida. "Estava com muita gordura abdominal, pouco apetite sexual e motivação. Sentindo coisas que nunca senti e com frequentes lesões musculares. Foi difícil descobrir que se tratava do distúrbio androgênico do envelhecimento masculino. Quando comecei o tratamento, todos esses sintomas foram melhorando. Foi um espetáculo. Voltei a me sentir muito bem. Fico pensando em quantos homens não sabem que têm a doença e ficam tristes, deprimidos, sendo que poderiam reaver sua qualidade de vida, a saúde física, mental e até de um relacionamento", enfatiza.

Reposição precisa de controle regular

Os pacientes que se submetem à terapia de reposição hormonal (TRH) têm que fazer controle regularmente. Devem retornar ao médico a cada seis ou nove meses. “Os efeitos colaterais mais comuns são inchaço das pernas e aumento na produção de glóbulos vermelhos. O que demanda a suspensão do tratamento. Mas são muito raros. Em caso de suspeita de câncer de próstata, a reposição hormonal também não deve ser feita. Mas está liberada para pacientes que tiveram o câncer e já estão curados”, explica Bertero.

A deficiência de testosterona não tratada pode causar osteoporose. O que é agravado pelo fato de que a deficiência hormonal também leva ao enfraquecimento dos músculos, que sustentam o esqueleto. O perigo de fraturas é particularmente maior entre os homens que apresentam outros fatores de risco de osteoporose. Os homens precisam estar atentos, pois algumas doenças e o próprio envelhecimento mimetizam os sinais da DAEM.

Entre tantos sinais e sintomas da DAEM, um dos maiores é a ausência de ereções espontâneas pela manhã. Como a produção de espermatozoides é controlada pela testosterona, a infertilidade também pode ser um dos sinais. Naqueles que apresentam maior produção de glóbulos vermelhos (hemácias), a anemia pode ser um indício

Baixo nível de testosterona aumenta diabetes em homens.



Descoberta explica como homens mais velhos desenvolvem a doença


EDIMBURGO. O baixo nível de testosterona está relacionado a uma resistência à insulina, hormônio que regula os níveis de açúcar do organismo, segundo estudo da Universidade de Edimburgo. A testosterona age sobre as células de gordura através de moléculas conhecidas como receptores de andrógenos, que permitem que a testosterona ative genes ligados à obesidade e diabetes. A descoberta pode explicar ainda porque homens mais velhos têm mais risco de desenvolver diabetes, já que os níveis de testosterona diminuem com a idade.
— Sabemos que homens com baixos níveis de testosterona são mais vulneráveis à obesidade, o que também pode desencadear o diabetes. Este estudo mostra que a baixa do hormônio é um fator de risco para o diabetes não importa o quanto a pessoa engorde: conforme os homens envelhecem a testosterona diminui. E isto, com o aumento da obesidade, aumentará a incidência de diabetes — explica o endocrinologista Kerry McInnes, da Universidade de Edimburgo.
No estudo, camundongos que não tinham os receptores de andrógenos nos tecidos gordos mostraram mais sinais de resistência à insulina que outros camundongos e também se tornavam mais gordos e desenvolviam total resistência à insulina quando os dois tipos de camundongos eram alimentados em um regime de muitas calorias.
Os pesquisadores acreditam que a proteína RBP4 tem papel crucial para regular a resistência à insulina quando a testosterona está comprometida. Para eles, a descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos que regulem a produção dessa proteína e reduzam o diabetes em homens com baixa de testosterona
.

Perda de peso aumenta níveis de testosterona em homens, diz estudo.



JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Perder peso pode aumentar os níveis do hormônio testosterona em homens de meia-idade, segundo estudo feito pela Hospital Universitário St. Vincent, em Dublin, Irlanda.
A pesquisa envolveu cerca de 900 homens com 54 anos em média, sobrepeso e pré-diabetes. Cerca de um quarto desses homens tinham baixos níveis de testosterona (abaixo de 300 nanogramas por decilitro) quando começou o estudo. Foram excluídos aqueles que já tinham diagnóstico de hipogonadismo (deficiência funcional nas glândulas) ou tomavam medicamentos que poderiam influenciar nos níveis do hormônio.
Baixos níveis de testosterona são relacionados à redução do desejo sexual e do número de espermatozóides e ao aumento das mamas.
"Os médicos devem encorajar os homens com sobrepeso e com baixos níveis de testosterona a tentar perder peso antes de recorrer à reposição hormonal", disse Frances Hayes, médico e coautor do trabalho, ao site de divulgação científica "Science Daily".
Para fazer o estudo, que durou um ano, os pesquisadores dividiram os voluntários em três grupos: o primeiro participou de um programa de exercícios (150 minutos de atividade por semana) e dieta, o segundo recebeu drogas para diabetes e o terceiro tomou placebos.
O grupo que modificou o estilo de vida perdeu em média 7,8 quilos em um ano e teve um aumento nos níveis de testosterona proporcional à diminuição do peso corporal e da circunferência da cintura. A incidência de homens com baixos níveis do hormônio caiu de 20% para 11% --uma redução de 50%. Não houve alterações significativas nos grupos que tomaram medicamentos ou placebos.
O trabalho foi apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, em Houston (EUA).

20 de maio de 2012

Efeitos Cardiovasculares da Testosterona.

Com o envelhecimento há um incremento na prevalência de doenças cardiovasculares 1. Paralelamente, ocorre redução progressiva na concentração sérica dos hormônios sexuais masculinos, sendo que nas faixas etárias mais avançadas a testosterona é reduzida em, aproximadamente, 15 a 20% 2 dos indivíduos. Os receptores de androgênios distribuem-se amplamente nos tecidos vasculares, como a aorta, vasculatura periférica e células atriais e ventriculares 3. Dessa forma, é possível supor que os hormônios sexuais no homem exerçam influência no desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Fisiologia e farmacologia da testosterona - A testosterona, principal andrógeno da circulação, é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características sexuais masculina e do estado anabólico de tecidos.

Biosíntese - A testosterona é sintetizada a partir do colesterol (fig. 1) por uma seqüência de cadeias enzimáticas dentro das células de Leydig, localizadas no interstício do testículo maduro 4. O colesterol utilizado para a síntese de testosterona pode ser obtido pelas células de Leydig por síntese "DE NOVO", predominantemente, através de esteres de colesterol armazenados na matriz intracelular ou a partir de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) colesterol extracelular 4. A secreção testicular de testosterona é modulada, principalmente, pelo hormônio luteinizante e a conversão de colesterol em pregnolona na mitocôndria das células de Leydig são feitas pelo complexo enzimático de clivagem da cadeia de colesterol do citocromo P450, localizado na membrana mitocondrial 5. A alta concentração testicular promove uma elevada concentração local e um rápido turnover intracelular de testosterona 5.

Secreção - A testosterona é secretada durante três épocas da vida: 1) no primeiro trimestre da vida intra-uterina, transitoriamente; 2) na vida neonatal e 3) continuamente após a puberdade. O nível de testosterona produzido pode ser calculado pela depuração metabólica, pela média dos níveis de testosterona circulante, por diferença arteriovenosa testicular ou pela taxa de fluxo testicular.

Metabolismo - Uma pequena porcentagem da testosterona é convertida em metabólitos, biologicamente ativos, em determinados tecidos; entretanto, a maioria é convertida em metabólitos inativos, excretados pelos rins e vias biliares. A testosterona é convertida, pela 5-alfa-redutase, em dihidroepiandrosterona na próstata, mais efetivamente, e em menor extensão na pele e no fígado 6. A dihidroepiandrosterona é o mais ativo agonista dos receptores de testosterona, que por aromatização, é também convertida em estradiol em menor proporção. No cérebro, a aromatização da testosterona em estradiol tem um importante efeito na regulação da secreção de gonadotrofina e na função sexual e, nos demais tecidos, a importância da aromatização na mediação do efeito da testosterona ainda não esta claro.

A inativação da testosterona ocorre predominantemente no fígado. A rápida metabolização hepática da testosterona leva a baixa biodisponibilidade oral e a curta duração, quando injetada por via venosa.

Regulação - A secreção testicular de testosterona é regulada, primariamente, pela secreção de hormônio luteinizante pela pituitária, a qual estimula a esteroidogênese nas células de Leydig, aumentando o substrato para sua formação e regulando o fluxo sangüíneo testicular. O hormônio do crescimento (GnRH) hipotalâmico é secretado episodicamente, controlando a secreção de hormônio luteinizante, e a testosterona, por sua vez, exerce retro-alimentação (feed-back) negativa, inibindo a secreção de GnRH 6.

Envelhecimento e hormônios sexuais masculinos - Os níveis de hormônios sexuais masculinos sofrem alterações com o envelhecimento, independentemente da presença de doenças específicas 7. É ainda controverso se essas alterações hormonais correlacionam-se ao processo de formação de placas de aterosclerose. Embora a maioria dos hormônios sofra alterações com o processo de envelhecimento masculino, alguns, como estradiol, cortisol/corticosteróides e a dihidrotestosterona não mostram qualquer oscilação 7. Entretanto, os metabólitos do dihidrotestosterona (androstanediol e androstenediona) apresentam-se reduzidos nos pacientes idosos 7.

As concentrações séricas de hormônio luteinizante e hormônio folículo estimulante parecem se elevar com o avançar da idade 7. A prolactina, assim como, testosterona e dehidroepiandrosterona, apresentam-se reduzidas, desconhecendo-se o motivo 7.

Dentre os hormônios que sofrem alterações com o envelhecimento, deve-se enfatizar a diminuição das frações isoladas de testosterona livre e total. Após os 50 anos, a concentração sérica de testosterona apresenta queda de 1% ao ano (fig. 2) 2. Outros fatores como o genético, o tabagismo, a obesidade e o alcoolismo explicam também essa queda 2.

Deve ser ressaltado que com o processo do envelhecimento, o hipogonadismo é relatado em 7% em homens com menos de 60 anos e 20% após os 60 anos 2, mostrando, que as quedas de dihidroepiandrosterona e DHEAS no idoso são ainda mais importantes que o próprio hipogonadismo, podendo atingir níveis menores do que 30% dos valores basais após a quinta década de vida 2.

Nem todas as alterações metabólicas de envelhecimento decorrem isoladamente da redução dos níveis hormonais, mas também da diminuição do número de receptores, resultando em respostas inadequadas dos órgãos alvos. Além do mais, a concentração sérica de testosterona, por exemplo, pode se associar a outros hormônios não sexuais, como a leptina e a melatonina, responsáveis, respectivamente, pela distribuição de gordura pelo corpo e pelo sono 2.

Efeitos da testosterona no sistema cardiovascular

Função ventricular - O efeito anabólico do andrógeno no músculo esquelético é também evidente no coração. A relação da testosterona com a função ventricular foi sugerida em estudo experimental com ratos gonadectomizados 8. Após a orquiectomia, observou-se redução da massa corpórea e do peso cardíaco, além de uma significante redução do débito cardíaco, da pressão sistólica de pico, da fração de ejeção e do consumo de oxigênio miocárdio 8. A alteração da função cardíaca associou-se à redução da atividade da miosina ATP-ase atribuída a uma deficiência de testosterona 8. A resposta de cultura de miócitos em contato com testosterona foi a hipertrofia das células musculares mediada por um receptor específico de andrógeno 9. Outro estudo mostrou que a administração por três meses de decanoato de nandrolona em ratos, leva a uma diminuição da complacência ventricular esquerda sem induzir hipertrofia 10.

Anker e cols. 11 mostraram a importância das mudanças hormonais na caquexia cardíaca em portadores de insuficiência cardíaca, sugerindo que a síndrome da insuficiência cardíaca progride para caquexia cardíaca se o balanço normal entre o catabolismo e o anabolismo estiver alterado. Os portadores de caquexia cardíaca tinham baixos níveis séricos de dihidroepiandrosterona.

Em estudo feito em portadores de insuficiência cardíaca classe funcional III e IV da New York Heart Association (NYHA), hospitalizados, observou-se que após utilização do balão contrapulsor de aorta houve melhora da função cardiovascular acompanhada de melhora dos níveis séricos de testosterona, efeito esse abolido com a regressão na melhora da função ventricular após o uso prolongado do contrapulsor 12.

Função vascular - A diminuição da formação de placas ateroscleróticas na aorta devido à ação da testosterona já foi observada. Esse resultado sugeriu uma ação direta da testosterona no endotélio e em células musculares lisas de vasos, levando ainda a relaxamento dos vasos por mecanismos endotélio-dependentes ou independentes 9. Além disso, vasodilatação também causada pela testosterona foi comprovada em pequenas artérias humanas 13. Ademais, estudos recentes em humanos mostraram que altas doses de testosterona endovenosa promovem aumento do fluxo sangüíneo na artéria braquial de pacientes com doença coronariana com baixos níveis de testosterona sérica 14.

Recentemente, Rosano e cols.15 apresentaram redução da isquemia ao esforço após administração aguda de testosterona endovenosa em pacientes com doença coronariana e níveis baixos de testosterona (fig. 3). Em outro estudo, a administração de testosterona por via transdérmica, por período mais prolongado (12 semanas), manteve o efeito anti-isquêmico observado nos estudos agudos 16.

Lípides - Existe controvérsia na literatura sobre os efeitos dos hormônios sexuais masculinos nos níveis de lípides plasmáticos. A maior incidência de doença coronariana no sexo masculino e a diminuição dos níveis de HDL colesterol na puberdade masculina, induzem a classificação do andrógeno como um fator de risco para as doenças cardíacas. Entretanto, existe uma clara discrepância entre os resultados dos estudos de corte transversal e os estudos clínicos controlados, quanto à associação dos níveis de andrógenos e lípides. Dentre 30 estudos com corte transversal, 18 relataram redução na concentração de testosterona e/ou dihidroepiandrosterona(S) em pacientes coronariopatas, quando comparados com pessoas normais, 11 observaram níveis similares desses andrógenos em ambos os grupos e apenas um relatou níveis mais baixos de dihidroepiandrosterona(S) no grupo controle 17.

A associação positiva entre níveis de testosterona e HDL colesterol também já foi comprovada em diversos estudos clínicos 18-20. No entanto, é importante notar que tanto os níveis de HDL colesterol quanto os de testosterona podem ser influenciados por múltiplos fatores, tais como doenças associadas, estilo de vida, e fatores como, índice de massa corpórea, distribuição de gordura e relação cintura quadril 21. Geralmente, fatores que diminuem os níveis de HDL colesterol também diminuem os níveis de testosterona 21.

A terapia de reposição hormonal com andrógenos em idosos mostrou-se benéfica em relação ao metabolismo de lipídeos, devida à diminuição dos níveis de colesterol total e LDL colesterol 22. Porém, nesse estudo não foram observadas alterações significantes nos níveis de HDL colesterol. Recentemente, um estudo demonstrou aumento dos níveis de HDL colesterol após injeções endovenosa de testosterona em um grupo de pacientes 23.

Um possível efeito inibidor da oxidação do LDL colesterol, mediado por dihidroepiandrosterona, também pode representar um papel positivo do andrógeno na prevenção da aterosclerose 24.

Dessa forma, conclui-se que a maioria das evidências suporta um possível efeito benéfico da reposição de andrógenos sobre os lípides plasmáticos, com diminuição dos níveis de LDL colesterol e elevação de HDL colesterol.

Hemostasia - Há evidencias de que as doenças tromboembólicas e infarto do miocárdio em homens com hipogonadismo são mediados por baixa atividade fibrinolítica 25. A testosterona aumenta a atividade do sistema fibrinolítico e a atividade da antitrombina III 23. Baixos níveis de testosterona sérica estão associados a aumento nos níveis do inibidor do ativador tecidual do plasminogênio 1 (PAI-1) em diversos trabalhos 25-27. A terapia com andrógeno nesses pacientes foi responsável pela normalização da hemostasia 28. Estudo recente relatou uma ação pró-coagulante da testosterona devido ao aumento da atividade dos receptores de tromboxane A 23.

Embora a maioria dos trabalhos citados atribua à testosterona um efeito anti-trombótico, o abuso de anabolizantes esteróides pode levar a um predomínio do efeito trombogênico das plaquetas sobre o efeito fibrinolítico.

Metabolismo de carboidratos - A associação entre andrógenos e níveis de insulina e glicose no plasma foi avaliada em diversos estudos. Dentre esses, três relataram uma associação inversa entre os níveis de testosterona total e a concentração de insulina 29-31. Entretanto, esses estudos apresentam limitações, pois os níveis de testosterona total não refletem sua atividade. Outro estudo relatou a associação negativa entre testosterona total, testosterona livre e dihidroepiandrosterona-SO (4) em relação à concentração de insulina em homens. A testosterona total e a livre também apresentaram relação inversa com a concentração de glicose 32.

A situação em modelos animais, usando ratos, é menos clara. Ratos castrados apresentam aumento da resistência à insulina, que pode ser melhorada através da administração de baixas doses de testosterona. Entretanto, o tratamento com doses altas de testosterona piorou a resistência a insulina 33.

Terapêuticas - O objetivo de terapia de reposição de andrógeno é reproduzir ações fisiológicas de testosterona endógena, geralmente para o tempo de vida restante do paciente, pois os distúrbios produzidos são na maioria irreversíveis. Esta terapia de reposição deve ser eficiente, segura, acessível e barata.

Indicações - A principal indicação da reposição hormonal é o tratamento de hipogonadismo, com o objetivo de restaurar libido, função sexual e bem-estar. O tratamento com andrógeno previne também osteoporose, melhora a acuidade mental e restaura a níveis normais os hormônios de crescimento, especialmente em idosos 34. Além disso, é utilizada para casos inespecíficos como tratamento de anemia causada por insuficiência renal ou medular, câncer de mama positivo para receptor de estrógeno, angioedema hereditário e doenças musculares 35. Porém, a utilização de testosterona para esses tratamentos inespecíficos é considerada obsoleta devido à existência de tratamentos mais específicos para aquelas doenças 35.

Preparações de testosterona comumente usadas

Injetável - As fórmulas injetáveis são feitas de base oleosa, permitindo assim liberação lenta de testosterona, e a base de éster, que permite rápida liberação de testosterona livre na circulação. Os andrógenos administrados por via parenteral não mostram padrões circadianos normais de testosterona sérica 34.

O cipionato de testosterona deve ser administrado a cada 10 a 21 dias para manter níveis adequados 34. Níveis suprafisiológicos são alcançados, aproximadamente, 72h após a administração dessas fórmulas 34. A queda de testosterona continua por 14 a 21 dias, alcançando o nível basal, aproximadamente, no dia 21 34: a) cipionato de testosterona - nome comercial: deposteron®, testiormina, dose: 50-400mg a cada 2 a 4 semanas; b) etanoato de testosterone - não é disponível no Brasil; c) associação - nome comercial: durateston®, dose: 1ml da solução a cada 3 semanas.

Oral - Estas fórmulas são rapidamente metabolizadas no fígado, podendo não atingir e manter níveis séricos satisfatórios de andrógeno. As fórmulas disponíveis no mercado são altamente hepatotóxicas. Além disso, esses andrógenos alquilados podem causar aumento de LDL e diminuição de HDL, reconhecidos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

O undecanoato de testosterona não é hepatotóxico e é eficaz para manter níveis sorológicos de testosterona dentro dos limites fisiológicos. Porém, tem curta duração e pode resultar em níveis suprafisiológicos de dihidrotestosterona e raramente efeitos colaterais gastrointestinais (náusea, vômito, diarréia), tornando-a uma medicação de segunda escolha, exceto nos casos em que as terapias parenterais devem ser evitadas.

A metiltestosterona, é uma medicação oral sintética não hepatotóxica, mas raramente usada devido à necessidade de múltiplas doses diárias, conhecimento farmacológico insuficiente e potência limitada 35. a) fluoximesterona: não é disponível no Brasil; b) metiltestosterona: não é disponível no Brasil; c) undecanoato de testosterona - nome comercial: androxon®, dose: 120-160mg diariamente, durante 2 a 3 semanas. A dose subsequente é de 40 a 120mg/dia.

Adesivo transdérmico de testosterona (ainda não está disponível no Brasil) - A terapia com adesivo é a mais cara, mas a mais próxima do nível fisiológico 34. Requer aplicação diária e aumenta desproporcionalmente níveis sangüíneos de dihidrotestosterona, devido à redução 5a de testosterona pelos folículos pilosos e fibroblastos durante a sua passagem transdérmica 35.

Os adesivos transdérmicos aplicados na pele escrotal devem ser grandes o suficiente para permitir a absorção, enquanto os adesivos menores na pele não escrotal necessitam de reforços na absorção, que podem ser potencialmente irritantes 35. Os adesivos são colocados antes de dormir com o seu pico no começo da manhã. Os adesivos escrotais mantêm níveis normais de testosterona e estradiol, mas alto nível de dihidrotestosterona, como resultado de alta concentração de 5-alfa-redutase na pele escrotal 34.

Testosterona gel (ainda não está disponível no Brasil) - O gel de testosterona é usado na Europa e, recentemente, aprovado para uso nos EUA. É eficiente, mas tem o risco de transferir andrógeno para as parceiras de pacientes. Reproduz variações fisiológicas diurnas de testosterona observadas em homens normais 35.

A absorção de testosterona para a corrente sangüínea continua durante todo o intervalo de 24h e se aproxima de concentração sérica estável em 2 a 3 dias de dose 36.

Quando o tratamento com o gel de testosterona é interrompido após atingir nível estável, a testosterona sorológica mantém-se nos níveis normais durante 24 a 48h, mas retorna a níveis pré-tratamento após 50 dias, contados a partir da última aplicação 36.

A dose inicial recomendada de gel de testosterona 1% é 5g (para liberar 50mg de testosterona) aplicada uma vez por dia na pele limpa e seca dos ombros, braços e/ou abdome, não devendo ser aplicada nos genitais. Se a resposta clínica for insatisfatória com essa concentração, a dose pode ser aumentada para 7,5 ou 10g 36.

Efeitos colaterais - Os efeitos indesejados da terapêutica de reposição androgênica se devem principalmente ao uso inadequado e/ou a hepatotoxicidade.

Uso inadequado - O abuso de andrógeno pode produzir distúrbios de comportamento por sua ação estimulante sobre a atividade mental e física. Foram relatados casos de aumento incontrolável de libido e de freqüência de ereção, além de seborréia, acne, ganho de peso por efeito anabolizante na massa muscular e retenção de fluido, ginecomastia, alopécia, aumento de pêlos no corpo, mudança de timbre de voz. Esses dois últimos são efeitos irreversíveis, enquanto os anteriores são reversíveis com a suspensão de tratamento 35.

Hepatotoxicidade - É um efeito colateral incomum produzido apenas por andrógeno 17-a-alquilados. As fórmulas orais, dérmicas e injetáveis sem metiltestosterona são seguras para o uso. Os tumores hepáticos relacionados ao uso de andrógeno incluem adenoma e carcinoma. Portanto, em tratamentos prolongados com andrógeno 17-a-alquilado, são recomendáveis exames clínicos regulares e monitoramento de função hepática 35.

Doenças cardiovasculares - Acredita-se que níveis baixos de testosterona estão associados a alterações desfavoráveis de triglicérides e colesterol HDL reconhecidos fatores de risco para doenças cardiovasculares ateroscleróticas.

Próstata: A testosterona promove crescimento de adenocarcinoma estabilizado. Porém não se sabe se a testosterona promove o desenvolvimento de câncer de próstata 34.

Contra-indicações e precauções:

Contra-indicação absoluta: câncer de próstata e de mama 35.

Precaução - Evitar andrógenos 17 alquilados orais por causa da sua absorção inadequada e toxicidade 35 em: homens idosos que são submetidos ao tratamento podem ter disfunções sexuais intoleráveis e aumento de obstrução prostática 35; mulheres na idade reprodutiva, principalmente aquelas que necessitam de voz profissionalmente, pois essa alteração é irreversível 35; pacientes epilépticos sensíveis a esteróides sexuais 35; pacientes com insuficiência renal, cardíaca ou hipertensão grave 35; homens com apnéia obstrutiva de sono, porque pode piorar com a reposição de andrógeno 35,37-38; pacientes idosos tratados com andrógeno apresentam maior risco de desenvolver hiperplasia e carcinoma de próstata 35.

Monitoramento - Os principais métodos bioquímicos disponíveis para monitorar o tratamento incluem hemoglobina (aumenta de 1,0 a 2,0g/l quando a dose de andrógeno é adequada), testosterona circulante e níveis de gonadotropina (em homens com hipogonadismo hipergonadotrópico), além de controle lipídico e pressão sangüínea para evitar doenças cardiovasculares ateroscleróticas 35.

Perspectivas futuras - Há várias evidências que levam a crer que a terapia de reposição androgênica possa ser efetivamente usada em várias condições para promover a saúde e o bem-estar.

As indicações clássicas para essa terapia relacionam-se a casos de homens com hipogonadismo primário ou secundário, puberdade tardia, anemia aplástica e aquela secundária a insuficiência renal crônica, trauma, queimaduras, tumores e doenças infecciosas.

Atualmente, as aplicações inéditas são voltadas ao combate de alterações provocadas por envelhecimento e obesidade visceral associadas à síndrome metabólica 38. Além disso, pode também ser empregado para contracepção masculina, em que se usa um composto progestacional (para suprimir a espermatogênese) e testosterona (é aplicada através de implantes ou injeções intramusculares), a fim de manter libido e função de glândulas sexuais acessórias. Porém, alguns efeitos colaterais, como ganho de peso, ginecomastia e complicações fisiológicas limitam a disseminação do seu uso 39.

Como os medicamentos atuais de testosterona produzem níveis de hormônio não fisiológicos, tem sido feito esforço para desenvolver novos métodos de tratamento, a fim de atingir níveis mais fisiológicos de hormônio e promover maior tolerabilidade e intensidade de ação nos tecidos-alvo. Em alguns países, esses novos métodos já estão disponíveis 38.

Há novos avanços na terapia com adesivos de testosterona. Com o objetivo de fornecer reposição fisiológica para mulheres com produção de testosterona diminuída, foi desenvolvido TMTDS (testosterone matrix transdermal system), que ainda continua em fase de aperfeiçoamento e avaliação clínica 40.

Outros exemplos de novas aplicações clínicas de testosterona são: androderm (adesivo) no tratamento de adolescentes masculinos com beta-talassemia; androderm no tratamento de homens HIV+; TMTDS no tratamento de mulheres HIV+ 40.

A utilização da terapêutica de reposição androgênica com o potencial de prevenção e tratamento de afecções cardiovasculares ainda está em fase inicial, com estudos mostrando resultados promissores quanto ao metabolismo lipídico e diminuição de isquemia miocárdica. Estudos clínicos controlados com número suficiente de pacientes são necessários para investigar sua promissora aplicação.

9 de maio de 2012

Um em cada cinco militares tem menos testosterona que o normal.

Pesquisa feita no Brasil revela que o nível de hormônio em homens acima de 70 anos é metade do encontrado em um jovem com menos de 40; dieta influencia na produção natural


A Escola de Saúde do Exército, no Rio, recrutou 1.623 militares masculinos com idades que variaram entre 24 e 87 anos. Todos cederam uma amostra de sangue, e a conclusão foi que em 20% desses homens há menos testosterona que o normal. Não se trata de um perigo para a segurança nacional, mas de um alerta para a saúde masculina, sobretudo a partir dos 40 anos, quando a tendência é de queda no nível do hormônio em 1% ao ano. O estudo da Sociedade Brasileira de Urologia chama o fenômeno de andropausa e associa a diminuição da testosterona a perda de libido, cansaço, irritabilidade, falhas de memória, sonolência e disfunção erétil.

— O número de militares com testosterona abaixo do normal está dentro da média encontrada em estudos semelhantes em outros países, mas me surpreendeu por ser um segmento da população que, geralmente, faz exercícios físicos — diz o diretor da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe da pesquisa, Archimedes Nardozza Júnior.

De acordo com Archimedes, ter uma taxa de testosterona abaixo do normal — menos de 300 nanogramas por 10 litros de sangue — não significa, necessariamente, que o homem vai apresentar os sintomas descritos. Outros efeitos, por sinal, são a mudança nos pelos pubianos e da barba e o ressecamento da pele. Certo mesmo é que, a partir dos 45 anos, é recomendável fazer exames periódicos do nível de testosterona, segundo prescrever o médico. A análise dos militares brasileiros trouxe também o seguinte dado: as amostras de homens acima de 70 anos tinham, em média, 50% menos testosterona que nos voluntários com menos de 40 anos. É uma redução que ganha mais valor para o estudo da saúde masculina, segundo a pesquisa, pois a expectativa é que, nas próximas décadas, o Brasil passe por um envelhecimento da população. Dados presentes no estudo informam que há 9 milhões de homens acima dos 60 anos no Brasil, ou a 9% da população. Em 2020, a estimativa é de 30 milhões dos homens com mais de 60.

Um bom meio de retardar a queda acentuada no hormônio da masculinidade é, explica o urologista, consumir menos açúcar, gorduras e colesterol e, em contrapartida, aumentar a ingestão de proteínas, a matéria-prima dos hormônios produzidos pelo corpo. A prática de exercícios regulares é outra recomendação. Para os casos em que o homem já se encontra na fase de redução natural da testosterona, mas a queda está maior que o normal, a prescrição de reposição hormonal.

— Havia, nos anos 90, um mito de que a aplicação de testosterona aumentava a probabilidade de câncer de próstata, o que foi superado por estudos mais recentes. A aplicação de testosterona, no entanto, não deve ser feita por conta própria, por jovens, que usam o hormônio como anabolizante. Neste caso, o uso de testosterona leva à redução da produção do hormônio pelo próprio corpo, o que chamamos de efeito rebote — esclarece o especialista.

4 de maio de 2012

Baixo nível de testosterona aumenta diabetes em homens.

EDIMBURGO. O baixo nível de testosterona está relacionado a uma resistência à insulina, hormônio que regula os níveis de açúcar do organismo, segundo estudo da Universidade de Edimburgo. A testosterona age sobre as células de gordura através de moléculas conhecidas como receptores de andrógenos, que permitem que a testosterona ative genes ligados à obesidade e diabetes. A descoberta pode explicar ainda porque homens mais velhos têm mais risco de desenvolver diabetes, já que os níveis de testosterona diminuem com a idade.
— Sabemos que homens com baixos níveis de testosterona são mais vulneráveis à obesidade, o que também pode desencadear o diabetes. Este estudo mostra que a baixa do hormônio é um fator de risco para o diabetes não importa o quanto a pessoa engorde: conforme os homens envelhecem a testosterona diminui. E isto, com o aumento da obesidade, aumentará a incidência de diabetes — explica o endocrinologista Kerry McInnes, da Universidade de Edimburgo. No estudo, camundongos que não tinham os receptores de andrógenos nos tecidos gordos mostraram mais sinais de resistência à insulina que outros camundongos e também se tornavam mais gordos e desenvolviam total resistência à insulina quando os dois tipos de camundongos eram alimentados em um regime de muitas calorias.

Os pesquisadores acreditam que a proteína RBP4 tem papel crucial para regular a resistência à insulina quando a testosterona está comprometida. Para eles, a descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos que regulem a produção dessa proteína e reduzam o diabetes em homens com baixa de testosterona.

Veja mais em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20126841

20 de abril de 2008

Estudo liga depressão a níveis baixos de testosterona em idosos.

Baixos níveis do hormônio masculino podem alterar transmissores no cérebro.
Da BBC Brasil - BBC
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- Baixos níveis do hormônio testosterona podem estar ligados à depressão em homens de idade avançada, apontou um estudo realizado por pesquisadores australianos. A equipe, da University of Western Austrália, avaliou cerca de 4 mil homens, com idade entre 71 e 89 anos. Durante o estudo, os especialistas colheram amostras de sangue - para avaliar a quantidade do hormônio - e aplicaram um questionário para investigar o estilo de vida e tendência para depressão entre os voluntários. Os pesquisadores concluíram que 203 participantes (5,1% do total) apresentaram baixos níveis de testosterona no sangue e acusaram um quadro de depressão.
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Na avaliação dos especialistas, esses voluntários apresentaram três vezes mais chances de desenvolver depressão do que os que tinham o hormônio em níveis mais elevados. Segundo o estudo, publicado na revista especializada Archives of General Psychiatry, mulheres têm mais chances de ter depressão do que os homens até os 65 anos, idade a partir da qual a diferença entre os gêneros "quase desaparece por completo" nesse aspecto. Os pesquisadores disseram que os níveis de testosterona diminuem com a idade mas não souberam explicar a ligação entre os baixos níveis do hormônio e a depressão em 5,1% dos participantes. Eles acreditam, no entanto, que a baixa produção do hormônio altera os níveis de neurotransmissores ou hormônios no cérebro. "Agora são necessários novos testes para determinar se a aplicação de um suplemento de testosterona em homens mais velhos será capaz de combater os sinais de depressão", afirmou Osvaldo P. Almeida, coordenador do estudo.
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A testosterona é um hormônio é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrado em ambos os sexos, a testosterona é produzida em grandes quantidades pelos homens.
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NOSSA OPINIÃO:
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As mulheres também produzem testosterona. Sabe-se que 5% da testosterona dos homens é produzida pela glandula supra-renal e as mulheres também produzem esse hormonio masculino na mesma proporção. Mulheres com tumor dessa glandula têm características mascullinas exacerbadas como voz mais grossa, maior quantidade de pêlos, agressividade e musculatura mais desenvolvida.
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15 de abril de 2008

Testosterona estimula ganho dos corretores na bolsa.

Hormônio masculino parece ajudar na hora de fazer boas apostas. Substância encorajaria auto-confiança e disposição para arriscar.
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Quando os corretores da bolsa têm um elevado nível de testosterona, principal hormônio sexual masculino, têm mais tendência a assumir riscos e obtêm maiores ganhos, revelaram pesquisadores britânicos cujo trabalho foi divulgado nesta segunda-feira (14-04-08) nos Estados Unidos.
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Os cientistas acompanharam 17 corretores da 'City' de Londres durante oito dias de trabalho consecutivos e mediram seus níveis de testosterona duas vezes por dia, às 11h da manhã, em plena atividade da bolsa, e às 16h, ao final da sessão, tomando amostras de sua saliva. A cada vez que mediam o nível de testosterona eram registradas também as perdas e os ganhos. Comparando os dados recolhidos, os pesquisadores determinaram que os ganhos obtidos eram muito maiores que a média diária quando os corretores tinham níveis de testosterona muito mais elevados.
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Baseando-se em estudos anteriores, estes cientistas acreditam que este fenômeno seria explicado pelo fato de que a testosterona aumenta a confiança em si mesmo e o gosto pelo risco. A testosterona é um hormônio determinante para o comportamento sexual e a competitividade, já que atua sobre a agressividade. Este hormônio aumenta em um atleta antes de uma competição e segue aumentando em caso de vitória, mas diminui em caso de derrota.
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"O aumento dos níveis de testosterona e de cortisol predispõem os corretores a tomar riscos", observou o doutor John Coates da Universidade de Cambridge, co-autor deste trabalho e ex-corretor de bolsa. "No entanto, se a testosterona se tornar excessiva no organismo, como pode ocorrer facilmente em situações de bolhas especulativas, o gosto pelo risco pode se tornar obsessivo", acrescentou.
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"Na atual crise do crédito, os investidores poderão sentir náuseas, produto de um excesso crônico de cortisol que os une em um estado psicológico de desesperança", segundo este pesquisador. "Quando ocorre uma situação deste tipo, os bancos centrais podem baixar as taxas de juros o máximo possível sem conseguir persuadir os corretores a comprar ativos de risco", explicaram os autores. Em uma situação econômica deste tipo, "é necessário levar em conta não somente a racionalidade dos atores, mas também seu estado fisiológico e psicológico” consideraram. O estudo foi divulgado nos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) de 14 de abril.
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4 de março de 2008

Estudo liga níveis baixos de testosterona a depressão em idosos

Baixos níveis do hormônio testosterona podem estar ligados à depressão em homens de idade avançada, apontou um estudo realizado por pesquisadores australianos. A equipe, da University of Western Austrália, avaliou cerca de 4 mil homens, com idade entre 71 e 89 anos. Durante o estudo, os especialistas colheram amostras de sangue - para avaliar a quantidade do hormônio - e aplicaram um questionário para investigar o estilo de vida e tendência para depressão entre os voluntários. Os pesquisadores concluíram que 203 participantes (5,1% do total) apresentaram baixos níveis de testosterona no sangue e acusaram um quadro de depressão.
Na avaliação dos especialistas, esses voluntários apresentaram três vezes mais chances de desenvolver depressão do que os que tinham o hormônio em níveis mais elevados. Segundo o estudo, publicado na revista especializada Archives of General Psychiatry, mulheres têm mais chances de ter depressão do que os homens até os 65 anos, idade a partir da qual a diferença entre os gêneros "quase desaparece por completo" nesse aspecto.
Os pesquisadores disseram que os níveis de testosterona diminuem com a idade mas não souberam explicar a ligação entre os baixos níveis do hormônio e a depressão em 5,1% dos participantes. Eles acreditam, no entanto, que a baixa produção do hormônio altera os níveis de neurotransmissores ou hormônios no cérebro. "Agora são necessários novos testes para determinar se a aplicação de um suplemento de testosterona em homens mais velhos será capaz de combater os sinais de depressão", afirmou Osvaldo P. Almeida, coordenador do estudo.
A testosterona é um hormônio é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrado em ambos os sexos, a testosterona é produzida em grandes quantidades pelos homens.