Manter relações sexuais frequentes pode trazer inúmeros benefícios para a saúde. Diversos estudos indicam que o sexo pode ajudar a aliviar o estresse, melhora a qualidade do sono, protege o sistema imunológico e afasta o risco de certos tipos de câncer. Confira abaixo os dez maiores benefícios da vida sexual ativa para a saúde:
Diminui o estresse - Um dos grandes benefícios do sexo é seu efeito na pressão arterial e na diminuição do hormônio cortisol, que fica elevado em situações estressantes, indica um estudo escocês publicado na revista 'Biological Psychology'. O levantamento mostrou que aqueles que fazem sexo antes de algum evento importante, como uma apresentação no trabalho, têm um desempenho melhor.
Aumenta a imunidade - Uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo conhecido como IgA, que protege o corpo de infecções como as gripes e os resfriados. Basta fazer sexo uma ou duas vezes na semana para ter o benefício, mostra um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos.
Queima calorias - Faltou a academia? Opte pelo plano B. Trinta minutos de sexo queimam 85 calorias, em média. Para a sexóloga Patti Britton, presidente da Associação Americana de Educadores e Terapeutas Sexuais, as relações sexuais podem ser uma ótima forma de gastar calorias extras.
Aumenta a intimidade no relacionamento - Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh mostraram que os casais que têm mais contato físico são também os mais felizes. O motivo é a ocitocina, também conhecido como o hormônio do amor, que aumenta a empatia e a generosidade.
Melhora o sono - A ocitocina, que é liberada durante o orgasmo, também é um excelente sonífero.
Diminui a dor - Os hormônios liberados durante o sexo, entre eles as endorfinas, podem aliviar as dores de cabeça, da artrite e da TPM, indica um estudo publicado no 'Bulletin of Experimental Biology and Medicine'. Após a relação sexual, podemos ficar até 50% mais resistentes à dor.
Protege o coração - Pessoas mais velhas podem achar que uma sessão mais quente pode aumentar o risco de derrames, mas isto raramente é o caso, comprovaram pesquisadores na Inglaterra. O estudo, publicado no 'Journal of Epidemiology and Community Health', mostrou que não há relação entre os dois. Eles comprovaram também que manter relações uma ou das vezes por semana pode diminuir o risco de infartos pela metade.
Fortalece os músculos pélvicos - Um benefício inesperado do sexo é que ele pode evitar a incontinência na terceira idade, principalmente entre as mulheres.
Reduz o risco de câncer de próstata - Ejaculações frequentes, principalmente nos homens mais jovens, podem proteger contra os tumores na glândula após os 50 anos. Neste caso, o ideal é fazer sexo ao menos cinco vezes por semana para reduzir o risco de câncer por um terço. O estudo foi publicado no 'Journal of the American Medical Association'.
Melhora a autoestima - A autoconfiança aumenta naqueles que praticam sexo pelo menos uma vez por semana, mostra um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, publicado no 'Archives of Sexual Behavior'.
30 de julho de 2010
27 de julho de 2010
Homens com câncer de próstata de baixo risco passam por tratamentos agressivos sem necessidade.
Mais de 40% dos que estavam abaixo do padrão para biópsia tiveram a próstata removida, mostra pesquisa.
27 de julho de 2010 | 18h 45
CHICAGO - Muitos homens com câncer de próstata de baixo risco passam por tratamentos agressivos, aumentando o risco de efeitos colaterais graves, segundo pesquisadores americanos.
Os cientistas disseram que mais de 40% dos homens que estavam abaixo do padrão atual para fazer uma biópsia tiveram a próstata removida por meio de cirurgia, e um terço fazia radioterapia.
Eles argumentam que esforços para reduzir o limite do que é considerado anormal em testes de câncer de próstata aumentariam significativamente o número de homens com tumores que nunca iriam prejudicá-los e são tratados além do necessário.
"O enorme avanço na sobrevida tem sido atribuído à detecção precoce e ao tratamento", segundo escreveram Yu-Hsuan Shao, do Instituto de Câncer de Nova Jersey, e colegas na revista Archives of Internal Medicine. "No entanto, tem havido preocupações sobre um potencial diagnóstico exacerbado de câncer de próstata localizado."
Um estudo americano publicado no ano passado constatou que exames de próstata de rotina resultaram em mais de 1 milhão de homens diagnosticados com tumores que poderiam não sofrer efeitos adversos por causa disso.
O teste de câncer da próstata é mais frequentemente feito com exame de sangue que mede as concentrações sanguíneas de antígeno prostático específico ou PSA, uma proteína produzida na próstata que se torna elevada em homens com câncer. Geralmente, uma leitura de 4 nanogramas por mililitro é considerada normal. Mas em um grande estudo, o câncer de próstata foi diagnosticada em 15,2% dos homens com nível de PSA igual ou inferior a 4 nanogramas por mililitro, ou cerca de 2,4% do total.
Shao e seus colegas estudaram as práticas de tratamento entre 124 mil homens no grupo de baixo risco que foram diagnosticados com câncer de próstata entre 2004 e 2006. Nos homens com valores de PSA de 4 nanogramas por mililitro ou menores - o limite atual para obter uma biópsia -, 44% tiveram a próstata removida e 33% recebiam tratamento de radiação.
"Apesar do menor risco de uma doença clinicamente significativa, as taxas de tratamento para homens com valores de PSA de 4 nanogramas por mililitro ou menores foram comparáveis aos dos homens que apresentam valores de PSA entre 4 e 20 nanogramas por mililitro", escreveram Shao e os colegas. Eles estimam que a redução do limiar de tratamento de 4 para 2,5 nanogramas por mililitro dobraria o número de homens considerados com níveis anormais de PSA, o que chegaria 6 milhões de pessoas.
E eles estimam que 82,5%, ou 1,9 milhão desses homens receberiam um tratamento agressivo, apesar de apenas 2,4% terem câncer de alto grau.
"Esses resultados destacam o fato de que o nível de PSA, atual biomarcador, não é uma base suficiente para as decisões de tratamento". Os pesquisadores disseram que, sem uma tecnologia que permita aos médicos distinguir um câncer agressivo de um leve, reduzindo o limiar da biópsia, "pode haver o aumento do risco de diagnóstico e tratamento excessivos".
O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens depois do câncer de pulmão, matando cerca de 254 mil homens por ano em todo o mundo. O diagnóstico em excesso pode levar a tratamentos como cirurgia, radioterapia e terapia hormonal que causam sérios efeitos colaterais, como impotência e incontinência urinária.
27 de julho de 2010 | 18h 45
CHICAGO - Muitos homens com câncer de próstata de baixo risco passam por tratamentos agressivos, aumentando o risco de efeitos colaterais graves, segundo pesquisadores americanos.
Os cientistas disseram que mais de 40% dos homens que estavam abaixo do padrão atual para fazer uma biópsia tiveram a próstata removida por meio de cirurgia, e um terço fazia radioterapia.
Eles argumentam que esforços para reduzir o limite do que é considerado anormal em testes de câncer de próstata aumentariam significativamente o número de homens com tumores que nunca iriam prejudicá-los e são tratados além do necessário.
"O enorme avanço na sobrevida tem sido atribuído à detecção precoce e ao tratamento", segundo escreveram Yu-Hsuan Shao, do Instituto de Câncer de Nova Jersey, e colegas na revista Archives of Internal Medicine. "No entanto, tem havido preocupações sobre um potencial diagnóstico exacerbado de câncer de próstata localizado."
Um estudo americano publicado no ano passado constatou que exames de próstata de rotina resultaram em mais de 1 milhão de homens diagnosticados com tumores que poderiam não sofrer efeitos adversos por causa disso.
O teste de câncer da próstata é mais frequentemente feito com exame de sangue que mede as concentrações sanguíneas de antígeno prostático específico ou PSA, uma proteína produzida na próstata que se torna elevada em homens com câncer. Geralmente, uma leitura de 4 nanogramas por mililitro é considerada normal. Mas em um grande estudo, o câncer de próstata foi diagnosticada em 15,2% dos homens com nível de PSA igual ou inferior a 4 nanogramas por mililitro, ou cerca de 2,4% do total.
Shao e seus colegas estudaram as práticas de tratamento entre 124 mil homens no grupo de baixo risco que foram diagnosticados com câncer de próstata entre 2004 e 2006. Nos homens com valores de PSA de 4 nanogramas por mililitro ou menores - o limite atual para obter uma biópsia -, 44% tiveram a próstata removida e 33% recebiam tratamento de radiação.
"Apesar do menor risco de uma doença clinicamente significativa, as taxas de tratamento para homens com valores de PSA de 4 nanogramas por mililitro ou menores foram comparáveis aos dos homens que apresentam valores de PSA entre 4 e 20 nanogramas por mililitro", escreveram Shao e os colegas. Eles estimam que a redução do limiar de tratamento de 4 para 2,5 nanogramas por mililitro dobraria o número de homens considerados com níveis anormais de PSA, o que chegaria 6 milhões de pessoas.
E eles estimam que 82,5%, ou 1,9 milhão desses homens receberiam um tratamento agressivo, apesar de apenas 2,4% terem câncer de alto grau.
"Esses resultados destacam o fato de que o nível de PSA, atual biomarcador, não é uma base suficiente para as decisões de tratamento". Os pesquisadores disseram que, sem uma tecnologia que permita aos médicos distinguir um câncer agressivo de um leve, reduzindo o limiar da biópsia, "pode haver o aumento do risco de diagnóstico e tratamento excessivos".
O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens depois do câncer de pulmão, matando cerca de 254 mil homens por ano em todo o mundo. O diagnóstico em excesso pode levar a tratamentos como cirurgia, radioterapia e terapia hormonal que causam sérios efeitos colaterais, como impotência e incontinência urinária.
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câncer de próstata
26 de julho de 2010
Mulheres usam gritos e sussuros para controlar o parceiro durante o sexo, mostra estudo.
Publicada em 26/07/2010 às 17h48m
O Globo
Estudo publicado na "Archives of Sexual Behavior" revela que os aparentemente incontroláveis gritos e sussurros das mulheres durante o orgasmo são, na verdade, um jogo de cena para manipular os homens.
Os cientistas Gayle Brewer, da Universidade de Central Lancashire, e Colin Hendrie, da Universidade de Leeds, fizeram um estudo sobre o tema com 71 mulheres (com idades que variavam dos 18 aos 48 anos). Eles separaram as vocalizações de prazer sexual em diversas categorias, que incluiam "silêncio", "gemidos", "gritos", "palavras e expressões" (como o nome do parceiro) ou "comandos" (como "não para". Eles também perguntaram as mulheres envolvidas no estudo por que elas emitiam determinados sons, em que ponto chegavam ao orgasmo, se chegavam mesmo ao orgasmo, e, se não chegavam, por que todos os ruidos.
A conclusão, segundo Brewer, é que as mulheres fazem as vocalizações de forma consciente com o objetivo de influenciar seu parceiro, e não como uma expressão direta de grande excitação sexual. Não se trata necessariamente de algo interesseiro ou ruim, explicam os especialistas.
Por exemplo, "mulheres dizem usar essas vocalizações para apressar a ejaculação do parceiro quando estão entediadas, cansadas, com algum desconforto ou sem tempo", diz Brewer. Na maioria das vezes, elas estão tentando ser legais.
"É importante notar que 92% das participantes sentiam que tais vocalizações aumentavam a auto-estima do parceiro", sustenta o estudo. "E 87% delas diziam lançar mão do expediente com esse propósito."Em outras palavras, os sons emitidos não se tratam da expressão vocal de uma excitação fora de controle. Na verdade, quando as mulheres estão muito excitadas, durante o sexo oral, por exemplo, ou quando estão realmente perto de ter um orgasmo, os gritos não são comuns.
E, é claro, como bem provou Meg Ryan na famosa cena do filme "Harry e Sally", as mulheres podem usar a voz para fingir um orgasmo. No levantamento, mais de 25% das mulheres admitiram usar as vocalizações para fingir um orgasmo. E elas fariam isso em 90% dos casos em que percebem que não vão chegar lá. Segundo os cientistas, elas fariam isso porque, muitos homens, esperam pelo orgasmo feminino.
O Globo
Estudo publicado na "Archives of Sexual Behavior" revela que os aparentemente incontroláveis gritos e sussurros das mulheres durante o orgasmo são, na verdade, um jogo de cena para manipular os homens.
Os cientistas Gayle Brewer, da Universidade de Central Lancashire, e Colin Hendrie, da Universidade de Leeds, fizeram um estudo sobre o tema com 71 mulheres (com idades que variavam dos 18 aos 48 anos). Eles separaram as vocalizações de prazer sexual em diversas categorias, que incluiam "silêncio", "gemidos", "gritos", "palavras e expressões" (como o nome do parceiro) ou "comandos" (como "não para". Eles também perguntaram as mulheres envolvidas no estudo por que elas emitiam determinados sons, em que ponto chegavam ao orgasmo, se chegavam mesmo ao orgasmo, e, se não chegavam, por que todos os ruidos.
A conclusão, segundo Brewer, é que as mulheres fazem as vocalizações de forma consciente com o objetivo de influenciar seu parceiro, e não como uma expressão direta de grande excitação sexual. Não se trata necessariamente de algo interesseiro ou ruim, explicam os especialistas.
Por exemplo, "mulheres dizem usar essas vocalizações para apressar a ejaculação do parceiro quando estão entediadas, cansadas, com algum desconforto ou sem tempo", diz Brewer. Na maioria das vezes, elas estão tentando ser legais.
"É importante notar que 92% das participantes sentiam que tais vocalizações aumentavam a auto-estima do parceiro", sustenta o estudo. "E 87% delas diziam lançar mão do expediente com esse propósito."Em outras palavras, os sons emitidos não se tratam da expressão vocal de uma excitação fora de controle. Na verdade, quando as mulheres estão muito excitadas, durante o sexo oral, por exemplo, ou quando estão realmente perto de ter um orgasmo, os gritos não são comuns.
E, é claro, como bem provou Meg Ryan na famosa cena do filme "Harry e Sally", as mulheres podem usar a voz para fingir um orgasmo. No levantamento, mais de 25% das mulheres admitiram usar as vocalizações para fingir um orgasmo. E elas fariam isso em 90% dos casos em que percebem que não vão chegar lá. Segundo os cientistas, elas fariam isso porque, muitos homens, esperam pelo orgasmo feminino.
18 de julho de 2010
O prazer delas ficou importante. Para eles.
Uma pesquisa sobre comportamento sexual masculino sugere que eles mudaram. Mas ainda mentem sobre seu desempenho.
Fernanda Colavitti
QUALIDADE
O empresário Evandro Gomes, em um shopping de São Paulo. Ele confirma: os homens já se importam menos com quantidade Para o empresário paulistano Evandro Gomes dos Santos, de 25 anos, satisfação sexual está ligada mais à qualidade da relação sexual do que à quantidade de parceiras. Para que uma transa seja boa, afirma, é fundamental que a mulher também fique satisfeita. “Não me importava com isso, mas, de tanto ouvir reclamações sobre homens egoístas na cama, percebi que precisava mudar.” O discurso de Evandro está afinado com o da maioria dos 3.026 homens ouvidos em uma pesquisa sobre comportamento sexual masculino realizada no mês passado em cinco capitais brasileiras pela Sociedade Brasileira de Urologia – em parceria com o laboratório Bayer Schering Pharma. Questionados sobre o que consideram mais importante em relação ao sexo, a qualidade da relação sexual e a satisfação da parceira ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares de uma lista com seis itens (leia o quadro). Em primeiro lugar, claro, ficou a própria satisfação.
Os especialistas dizem que o resultado desse levantamento aponta mudanças importantes no comportamento masculino. A sexóloga Carla Cecarello, que coordenou a pesquisa, diz que é nova essa preocupação com a satisfação da parceira. Mas que não se trata de altruísmo. “Se ele consegue satisfazer a mulher, isso contribuiu para reafirmar sua virilidade”, diz ela. Trata-se, também, de uma adaptação ao novo mercado sexual. Os especialistas são unânimes em apontar as exigências femininas como o principal motor da mudança na atitude dos homens. O sociólogo Dario Caldas, organizador do livro Homens – Comportamento, identidade, crise, vaidade, lembra que as transformações do papel feminino durante o século XX modificaram a relação das mulheres com seu corpo. Elas passaram a fazer sexo por prazer. E a exigir prazer. A experiência do cirurgião vascular Carlos Araújo, especialista em disfunção erétil, corrobora essa teoria. Ele diz que metade das consultas em seu consultório é marcada pelas parceiras dos pacientes, que acompanham de perto o tratamento. “As mulheres não se contentam mais em satisfazer o companheiro e ficar insatisfeitas”, diz ele.
Outra mudança de comportamento revelada pela pesquisa é a maior disposição masculina em discutir a própria vida sexual. Ao contrário das mulheres, os homens só falavam do assunto para contar vantagens. Agora, mais de 64% dos entrevistados dizem discutir abertamente sua intimidade. “Achei significativo tantos homens se dizerem dispostos a falar desse assunto com liberdade. Isso sinaliza que o tema está deixando de ser tabu”, afirma Dario Caldas. O sociólogo adverte, porém, que nem tudo o que os homens falam sobre sexo deve ser levado ao pé da letra. “Eles fantasiam”, afirma. Em outra palavra, mentem. A mentira mais comum é sobre a frequência das relações sexuais. “Eles dizem aquilo que acham que a sociedade espera deles”, afirma Caldas.
Esse tipo de atitude defensiva se insinua nos resultados da pesquisa: 61,7% dos entrevistados disseram transar de duas a quatro vezes por semana. E 31% acham que “o ideal” é transar mais de cinco vezes na semana. Exagero? Provavelmente. Numa pesquisa nacional realizada no ano passado pelo Instituto Datafolha, 23% dos entrevistados disseram não ter feito sexo entre janeiro e setembro de 2009...
O urologista Archimedes Nardozza Jr., presidente do braço paulista da Sociedade Brasileira de Urologia, descobriu outra informação dúbia. Mais de 81% dos entrevistados disseram nunca ter tido problemas de “disfunção erétil”. Mas os dados nacionais, segundo o médico, sugerem que metade da população masculina já teve dificuldade de ereção alguma vez na vida. “Isso eles não admitem nem para os médicos”, afirma Nardozza Jr.
Por que tamanha negação? É ainda o medo de parecer menos macho. A sexóloga Carla Cecarello diz que, para a maioria dos homens brasileiros, admitir alguma dificuldade relacionada à ereção ainda equivale a assumir que não é “homem o suficiente” – uma obsessão marcante entre os povos latinos. Carla diz que os americanos têm uma visão do prazer na qual homem e mulher são corresponsáveis pela satisfação na cama. Na cultura asiática – por comparação –, a responsabilidade recai sobre a mulher: ela tem a obrigação de satisfazer o parceiro. Para os latinos, porém, o homem é quem tem de se mostrar o tal. O paulistano Evandro concorda: “Temos de ser fortes e infalíveis. Quem sai dessas regras está fora do jogo”. E ele, já saiu alguma vez? “Se eu saísse, não teria problema em admitir.” A pesquisa sugere que a maioria não funciona assim.
Perguntas e respostas da pesquisa:
Frequencia sexual declarada:
Duas a quatro vezes por semana - 61,7%
Uma vez por semana - 19,43%
Cinco ou mais vezes por semana - 15,93%
Não responderam - 2,94%
Frequencia sexual desejada:
Duas a quatro vezes por semana - 59,09%
Cinco ou mais vezes por semana - 31,06%
Uma vez por semana - 7%
Não responderam - 2,85%
O que consideram importante:
A própria satisfação - 46,6%
Qualidade da relação sexual - 43,33%
Satisfação da parceira - 33,93%
Tempo de ereção - 20,52%
Quantidade de relações sexuais - 18,71%
Quantidade de parceiras - 13,49%
Com quem falam sobre sexo:
Amigos - 41,39%
Parceira - 31,09%
Médico - 9,36%
Família - 8,37%
Não falo sobre isso - 8,01%
Não responderam - 1,78%
Já tiveram problema de disfunção erétil:
Sim - 81,36%
Não - 13,22%
Não responderam - 5,42%
Satisfação com a vida sexual:
Satisfeitos - 86,95%
Insatisfeitos - 11,04%
Não responderam - 2,01%
Fernanda Colavitti
QUALIDADE
O empresário Evandro Gomes, em um shopping de São Paulo. Ele confirma: os homens já se importam menos com quantidade Para o empresário paulistano Evandro Gomes dos Santos, de 25 anos, satisfação sexual está ligada mais à qualidade da relação sexual do que à quantidade de parceiras. Para que uma transa seja boa, afirma, é fundamental que a mulher também fique satisfeita. “Não me importava com isso, mas, de tanto ouvir reclamações sobre homens egoístas na cama, percebi que precisava mudar.” O discurso de Evandro está afinado com o da maioria dos 3.026 homens ouvidos em uma pesquisa sobre comportamento sexual masculino realizada no mês passado em cinco capitais brasileiras pela Sociedade Brasileira de Urologia – em parceria com o laboratório Bayer Schering Pharma. Questionados sobre o que consideram mais importante em relação ao sexo, a qualidade da relação sexual e a satisfação da parceira ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares de uma lista com seis itens (leia o quadro). Em primeiro lugar, claro, ficou a própria satisfação.
Os especialistas dizem que o resultado desse levantamento aponta mudanças importantes no comportamento masculino. A sexóloga Carla Cecarello, que coordenou a pesquisa, diz que é nova essa preocupação com a satisfação da parceira. Mas que não se trata de altruísmo. “Se ele consegue satisfazer a mulher, isso contribuiu para reafirmar sua virilidade”, diz ela. Trata-se, também, de uma adaptação ao novo mercado sexual. Os especialistas são unânimes em apontar as exigências femininas como o principal motor da mudança na atitude dos homens. O sociólogo Dario Caldas, organizador do livro Homens – Comportamento, identidade, crise, vaidade, lembra que as transformações do papel feminino durante o século XX modificaram a relação das mulheres com seu corpo. Elas passaram a fazer sexo por prazer. E a exigir prazer. A experiência do cirurgião vascular Carlos Araújo, especialista em disfunção erétil, corrobora essa teoria. Ele diz que metade das consultas em seu consultório é marcada pelas parceiras dos pacientes, que acompanham de perto o tratamento. “As mulheres não se contentam mais em satisfazer o companheiro e ficar insatisfeitas”, diz ele.
Outra mudança de comportamento revelada pela pesquisa é a maior disposição masculina em discutir a própria vida sexual. Ao contrário das mulheres, os homens só falavam do assunto para contar vantagens. Agora, mais de 64% dos entrevistados dizem discutir abertamente sua intimidade. “Achei significativo tantos homens se dizerem dispostos a falar desse assunto com liberdade. Isso sinaliza que o tema está deixando de ser tabu”, afirma Dario Caldas. O sociólogo adverte, porém, que nem tudo o que os homens falam sobre sexo deve ser levado ao pé da letra. “Eles fantasiam”, afirma. Em outra palavra, mentem. A mentira mais comum é sobre a frequência das relações sexuais. “Eles dizem aquilo que acham que a sociedade espera deles”, afirma Caldas.
Esse tipo de atitude defensiva se insinua nos resultados da pesquisa: 61,7% dos entrevistados disseram transar de duas a quatro vezes por semana. E 31% acham que “o ideal” é transar mais de cinco vezes na semana. Exagero? Provavelmente. Numa pesquisa nacional realizada no ano passado pelo Instituto Datafolha, 23% dos entrevistados disseram não ter feito sexo entre janeiro e setembro de 2009...
O urologista Archimedes Nardozza Jr., presidente do braço paulista da Sociedade Brasileira de Urologia, descobriu outra informação dúbia. Mais de 81% dos entrevistados disseram nunca ter tido problemas de “disfunção erétil”. Mas os dados nacionais, segundo o médico, sugerem que metade da população masculina já teve dificuldade de ereção alguma vez na vida. “Isso eles não admitem nem para os médicos”, afirma Nardozza Jr.
Por que tamanha negação? É ainda o medo de parecer menos macho. A sexóloga Carla Cecarello diz que, para a maioria dos homens brasileiros, admitir alguma dificuldade relacionada à ereção ainda equivale a assumir que não é “homem o suficiente” – uma obsessão marcante entre os povos latinos. Carla diz que os americanos têm uma visão do prazer na qual homem e mulher são corresponsáveis pela satisfação na cama. Na cultura asiática – por comparação –, a responsabilidade recai sobre a mulher: ela tem a obrigação de satisfazer o parceiro. Para os latinos, porém, o homem é quem tem de se mostrar o tal. O paulistano Evandro concorda: “Temos de ser fortes e infalíveis. Quem sai dessas regras está fora do jogo”. E ele, já saiu alguma vez? “Se eu saísse, não teria problema em admitir.” A pesquisa sugere que a maioria não funciona assim.
Perguntas e respostas da pesquisa:
Frequencia sexual declarada:
Duas a quatro vezes por semana - 61,7%
Uma vez por semana - 19,43%
Cinco ou mais vezes por semana - 15,93%
Não responderam - 2,94%
Frequencia sexual desejada:
Duas a quatro vezes por semana - 59,09%
Cinco ou mais vezes por semana - 31,06%
Uma vez por semana - 7%
Não responderam - 2,85%
O que consideram importante:
A própria satisfação - 46,6%
Qualidade da relação sexual - 43,33%
Satisfação da parceira - 33,93%
Tempo de ereção - 20,52%
Quantidade de relações sexuais - 18,71%
Quantidade de parceiras - 13,49%
Com quem falam sobre sexo:
Amigos - 41,39%
Parceira - 31,09%
Médico - 9,36%
Família - 8,37%
Não falo sobre isso - 8,01%
Não responderam - 1,78%
Já tiveram problema de disfunção erétil:
Sim - 81,36%
Não - 13,22%
Não responderam - 5,42%
Satisfação com a vida sexual:
Satisfeitos - 86,95%
Insatisfeitos - 11,04%
Não responderam - 2,01%
Marcadores:
disfunção erétil - pesquisa
7 de julho de 2010
Senado aprova projeto de lei que pune quem difama pai e mãe para os filhos
07/07/2010 - 13h31
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que pune pais e mães separados que trabalham para desconstruir a imagem do ex-parceiro para os filhos --conhecida como alienação parental. Por unanimidade, os senadores aprovaram o projeto que tipifica a prática na legislação brasileira.
Projeto de lei pune quem difama pais para os filhos
Atualmente, não há na lei nenhuma referência à alienação parental. Com a mudança, pais e mães separados ficam proibidos de prejudicar a imagem que o filho tem do ex-parceiro ou mesmo difamar o seu ex-cônjuge.
"O projeto vai impedir que essas práticas continuem. Quando uma separação não é bem aceita, não pode se reverter em algo nocivo para os filhos", disse o presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
O projeto, além de criar a figura legal da alienação, descreve em detalhes as suas manifestações --como dificultar o acesso à criança e omitir informações do filho ao genitor. O texto também estabelece punições ao alienador que vão de multa e advertência à inversão da guarda da criança, passando pela determinação de acompanhamento psicológico .
Como o texto foi aprovado em caráter terminativo na comissão, sem a necessidade de ser votado em plenário, o texto segue para sanção presidencial --se nenhum parlamentar apresentar recurso no prazo de cinco dias para votação em plenário. O projeto já havia sido aprovado na Câmara.
Integrante da ONG Apase (Associação de Pais e Mães Separados), Analdino Paulino comemorou a aprovação da matéria ao lado da filha de 14 anos. "A gente viveu isso na pele, trabalhamos no andamento desse projeto. Sabemos que outros pais e crianças não vão sofrer o mesmo problema. Os casais vão ter responsabilidade para resolver os problemas com harmonia", disse.
+ Notícias em Cotidiano
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que pune pais e mães separados que trabalham para desconstruir a imagem do ex-parceiro para os filhos --conhecida como alienação parental. Por unanimidade, os senadores aprovaram o projeto que tipifica a prática na legislação brasileira.
Projeto de lei pune quem difama pais para os filhos
Atualmente, não há na lei nenhuma referência à alienação parental. Com a mudança, pais e mães separados ficam proibidos de prejudicar a imagem que o filho tem do ex-parceiro ou mesmo difamar o seu ex-cônjuge.
"O projeto vai impedir que essas práticas continuem. Quando uma separação não é bem aceita, não pode se reverter em algo nocivo para os filhos", disse o presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
O projeto, além de criar a figura legal da alienação, descreve em detalhes as suas manifestações --como dificultar o acesso à criança e omitir informações do filho ao genitor. O texto também estabelece punições ao alienador que vão de multa e advertência à inversão da guarda da criança, passando pela determinação de acompanhamento psicológico .
Como o texto foi aprovado em caráter terminativo na comissão, sem a necessidade de ser votado em plenário, o texto segue para sanção presidencial --se nenhum parlamentar apresentar recurso no prazo de cinco dias para votação em plenário. O projeto já havia sido aprovado na Câmara.
Integrante da ONG Apase (Associação de Pais e Mães Separados), Analdino Paulino comemorou a aprovação da matéria ao lado da filha de 14 anos. "A gente viveu isso na pele, trabalhamos no andamento desse projeto. Sabemos que outros pais e crianças não vão sofrer o mesmo problema. Os casais vão ter responsabilidade para resolver os problemas com harmonia", disse.
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Livro de homem que chegou a pesar 200kg ensina como emagrecer sem dieta ou rotina puxada de exercícios.
Publicada em 07/07/2010 às 09h27m
Maria Vianna
RIO - Com quase 200 quilos, o economista Jon Gabriel vivia sempre exausto e doente. Por causa dos quilos a mais, não conseguiu embarcar no voo 93 da American Airlines, um dos aviões que derrubaram as Torres Gêmeas, e teve uma nova oportunidade para viver. A experiência de quase morte foi o impulso para que ele, que tinha começado a fazer dietas na adolescência, gasto milhares de dólares em consultas com o Dr. Atkins e estava completamente viciado em açúcar, mudasse seus hábitos de vez.
Gabriel começou a estudar bioquímica e associou suas descobertas a outras técnicas, como a visualização e o autoconhecimento. Nascia assim o 'método Gabriel', programa que virou livro e que o ajudou a emagrecer mais de 100 quilos. Em entrevista ao site do Globo, ele explica a fórmula do sucesso.
O que difere seu método dos outros disponíveis no mercado?
Acho que a principal diferença é que quase todos os métodos de emagrecimento focam em comer menos e se exercitar mais, e param por aí. Existe aquela lógica de que gastar mais calorias do que você ingere automaticamente gera um emagrecimento. Isso é verdade, mas só até certo ponto. Por isso que acredito que dietas restritivas não funcionam. É difícil manter o peso perdido, e só contar calorias ou malhar um pouco mais não é a resposta. No 'método Gabriel', levamos em consideração todos os motivos que fizeram a pessoa engordar e que dificultam sua perda de peso. Quase sempre, uma pessoa não é gorda só porque ela come demais. Mas é muito difícil fazer a associação de outros problemas da vida com o ganho de peso.
Qual foi sua principal motivação para emagrecer?
Eu estava horrível, fisicamente e psicologicamente. Acho que o que me motivou mais foi o quanto eu me sentia mal. Aquele excesso de peso estava empacando a minha vida, me sentia completamente travado. Nada na minha vida - trabalho, relacionamentos, amizades - estava indo bem. Esse sentimento horrível, sem dúvida, foi o que mais me motivou.
Por que algumas pessoas conseguem manter a perda de peso e outras voltam a engordar?
Primeiro é preciso entender todos os motivos por que aquela pessoa não emagrece, e esses motivos costumam ser os mais variados. Se o motivo pelo qual a pessoa 'se apega' ao excesso de peso é forte, será difícil incentivá-la a emagrecer. Quando uma pessoa está emocionalmente pronta para perder peso, ela geralmente consegue se livrar dos quilos a mais.
Como chegar a este ponto?
No livro, ofereço várias dicas e questionamentos que levam a esta reflexão. São passos que ajudam a tornar o autoconhecimento mais fácil e, por consequência, facilitam a eliminação dos quilos extras. Pode parecer radical, mas acredito que se uma pessoa não está bem emocionalmente, não vai conseguir emagrecer.
É possível dizer que se uma pessoa engorda, ela está 'desconectada' de suas emoções?
Pelo contrário. Acho que a maioria das pessoas que luta contra o excesso de peso está excessivamente ligada a certos sentimentos. Por exemplo, ela pode se sentir fracassada em alguns aspectos da vida, até mesmo no aspecto do emagrecimento, e se rotular de perdedora. Só que ela tem que entender que o problema está na estratégia, não nela mesma. Os relacionamentos costumam se refletir na balança. Muitas pessoas com problemas sérios de relacionamento acabam obesas. Inconscientemente, elas ganham um novo problema, o peso, para esquecer do outro temporariamente.
Os exercícios são importantes?
Claro. Seu organismo não quer ser gordo, ele quer se mexer e ter saúde. No livro, ensino as pessoas a se exercitarem com mais eficiência. De nada adianta ficar andando por horas, em um ritmo super lento, ou se matando na esteira. Algumas mudanças durante a prática de exercícios, como intercalar velocidades ou pesos, estimulam respostas fisiológicas que fazem seu corpo gastar mais calorias em menos tempo. Depois de um tempo, você vai ver que o corpo vai pedir mais exercícios para se sentir melhor.
Muitas pessoas reclamam que malham e nunca veem resultados. Por quê?
Bom, primeiro é preciso estar psicologicamente preparado para emagrecer. Poucas pessoas, quando se matriculam em uma academia ou começam a correr na praia, estão com essa mentalidade. E se a mente não estiver pronta, os resultados físicos serão limitados. Se a mente não está pronta, a malhação será apenas mais uma forma de estresse. O estresse é um dos grandes vilões do ganho de peso. Ou seja, a atividade física será um tiro no pé. Outras vezes, a pessoa exagera e acaba malhando demais. O overtraining gera outro tipo de estresse no organismo e provavelmente vai estancar a perda de peso.
Maria Vianna
RIO - Com quase 200 quilos, o economista Jon Gabriel vivia sempre exausto e doente. Por causa dos quilos a mais, não conseguiu embarcar no voo 93 da American Airlines, um dos aviões que derrubaram as Torres Gêmeas, e teve uma nova oportunidade para viver. A experiência de quase morte foi o impulso para que ele, que tinha começado a fazer dietas na adolescência, gasto milhares de dólares em consultas com o Dr. Atkins e estava completamente viciado em açúcar, mudasse seus hábitos de vez.
Gabriel começou a estudar bioquímica e associou suas descobertas a outras técnicas, como a visualização e o autoconhecimento. Nascia assim o 'método Gabriel', programa que virou livro e que o ajudou a emagrecer mais de 100 quilos. Em entrevista ao site do Globo, ele explica a fórmula do sucesso.
O que difere seu método dos outros disponíveis no mercado?
Acho que a principal diferença é que quase todos os métodos de emagrecimento focam em comer menos e se exercitar mais, e param por aí. Existe aquela lógica de que gastar mais calorias do que você ingere automaticamente gera um emagrecimento. Isso é verdade, mas só até certo ponto. Por isso que acredito que dietas restritivas não funcionam. É difícil manter o peso perdido, e só contar calorias ou malhar um pouco mais não é a resposta. No 'método Gabriel', levamos em consideração todos os motivos que fizeram a pessoa engordar e que dificultam sua perda de peso. Quase sempre, uma pessoa não é gorda só porque ela come demais. Mas é muito difícil fazer a associação de outros problemas da vida com o ganho de peso.
Qual foi sua principal motivação para emagrecer?
Eu estava horrível, fisicamente e psicologicamente. Acho que o que me motivou mais foi o quanto eu me sentia mal. Aquele excesso de peso estava empacando a minha vida, me sentia completamente travado. Nada na minha vida - trabalho, relacionamentos, amizades - estava indo bem. Esse sentimento horrível, sem dúvida, foi o que mais me motivou.
Por que algumas pessoas conseguem manter a perda de peso e outras voltam a engordar?
Primeiro é preciso entender todos os motivos por que aquela pessoa não emagrece, e esses motivos costumam ser os mais variados. Se o motivo pelo qual a pessoa 'se apega' ao excesso de peso é forte, será difícil incentivá-la a emagrecer. Quando uma pessoa está emocionalmente pronta para perder peso, ela geralmente consegue se livrar dos quilos a mais.
Como chegar a este ponto?
No livro, ofereço várias dicas e questionamentos que levam a esta reflexão. São passos que ajudam a tornar o autoconhecimento mais fácil e, por consequência, facilitam a eliminação dos quilos extras. Pode parecer radical, mas acredito que se uma pessoa não está bem emocionalmente, não vai conseguir emagrecer.
É possível dizer que se uma pessoa engorda, ela está 'desconectada' de suas emoções?
Pelo contrário. Acho que a maioria das pessoas que luta contra o excesso de peso está excessivamente ligada a certos sentimentos. Por exemplo, ela pode se sentir fracassada em alguns aspectos da vida, até mesmo no aspecto do emagrecimento, e se rotular de perdedora. Só que ela tem que entender que o problema está na estratégia, não nela mesma. Os relacionamentos costumam se refletir na balança. Muitas pessoas com problemas sérios de relacionamento acabam obesas. Inconscientemente, elas ganham um novo problema, o peso, para esquecer do outro temporariamente.
Os exercícios são importantes?
Claro. Seu organismo não quer ser gordo, ele quer se mexer e ter saúde. No livro, ensino as pessoas a se exercitarem com mais eficiência. De nada adianta ficar andando por horas, em um ritmo super lento, ou se matando na esteira. Algumas mudanças durante a prática de exercícios, como intercalar velocidades ou pesos, estimulam respostas fisiológicas que fazem seu corpo gastar mais calorias em menos tempo. Depois de um tempo, você vai ver que o corpo vai pedir mais exercícios para se sentir melhor.
Muitas pessoas reclamam que malham e nunca veem resultados. Por quê?
Bom, primeiro é preciso estar psicologicamente preparado para emagrecer. Poucas pessoas, quando se matriculam em uma academia ou começam a correr na praia, estão com essa mentalidade. E se a mente não estiver pronta, os resultados físicos serão limitados. Se a mente não está pronta, a malhação será apenas mais uma forma de estresse. O estresse é um dos grandes vilões do ganho de peso. Ou seja, a atividade física será um tiro no pé. Outras vezes, a pessoa exagera e acaba malhando demais. O overtraining gera outro tipo de estresse no organismo e provavelmente vai estancar a perda de peso.
6 de julho de 2010
Homens mais velhos que usam Viagra têm maior risco de contrair DSTs.
Crescimento de divórcios, melhoria da saúde masculina e sexo sem prevenção seriam as causas.
06 de julho de 2010 / 17h 05
Reuters
WASHINGTON - Estudo publicado no Annals of Internal Medicine mostra que homens mais velhos que usam remédios contra impotência sexual, como o Viagra, tem duas vezes mais risco de contrair Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) em comparação com os que não usam esses medicamentos.
Em ambos os grupos, porém, os números têm aumentado. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, havia mais de seis novos casos de DSTs a cada 10 mil homens acima de 40 anos em 2008, quase 50% a mais que em 1996.
"Adultos mais jovens têm mais doenças sexualmente transmissíveis que os mais velhos, mas as taxas estão crescendo muito entre os mais velhos", disse Anupam B. Jena, do Massachusetts General Hospital, em Boston, que conduziu o estudo.
Embora as razões para esse crescimento não estão bem compreendidas, o maior número de divórcios e a melhoria da saúde masculina podem ter ajudado a aumentar o vigor e a atividade sexual entre os homens mais velhos.
O problema, porém, é que os adultos mais velhos parecem abrir mão do sexo seguro. Por exemplo, segundo os pesquisadores, homens na faixa dos 50 anos têm seis vezes menos probabilidade de usar preservativo que os jovens de 20 anos.
"As pessoas normalmente estão desacostumadas a praticar sexo seguro acima dos 50, porque o risco de gravidez é eliminada", afirmou Jena.
Para testar se a introdução do Viagra, em 1998, pode explicar alguns dos picos de DST, Jena e os colegas examinaram registros de mais de 1,4 milhão de homens americanos acima dos 40 anos. A idade média no estudo foi de aproximadamente 60 anos.
A DST mais comum encontrada pelo estudo foi o vírus HIV, seguido por clamídia, sífilis e gonorreia.
Entre a baixa porcentagem de homens que tinham prescrições de medicamentos contra disfunção erétil, mais de dois a cada mil tinham sido tratados de alguma DST no ano anterior ao qual começaram a tomar o remédio.
Um ano depois, o número caiu pela metade, o que sugere que o Viagra e seus "primos" químicos não estimularam doenças sexualmente transmissíveis.
No entanto, o risco de contrair uma DST se revelou por ser mais que o dobro em homens que tomam medicamentos para disfunção erétil em comparação com aqueles que não o fizeram.
"Esses usuários têm um perfil de risco sexual diferente dos não-usuários", disse Jena, acrescentando que os dados não revelam uma boa explicação para isso.
Em um editorial, o dr. Thomas Fekete, da Temple University School of Medicine, na Filadélfia, constatou que teria sido útil saber mais sobre a frequência dos encontros sexuais, parceiros e orientação desses homens.
Ele acrescentou que estratégias de prevenção devem ainda ser dirigidas aos grupos etários mais jovens, cujo risco de DST é pelo menos 10 vezes superior do que em adultos de meia-idade e idosos.
Ainda assim, os autores da pesquisa lembram que "os homens com mais de 40 anos permanecem sexualmente ativos, mesmo se precisar de ajuda química para fazê-lo. Esse estudo também serve como um lembrete de que o sexo após os 40 anos não é necessariamente seguro".
Jena recomendou que os médicos tirem alguns minutos para discutir sexo seguro com homens mais velhos quando prescreverem o Viagra.
06 de julho de 2010 / 17h 05
Reuters
WASHINGTON - Estudo publicado no Annals of Internal Medicine mostra que homens mais velhos que usam remédios contra impotência sexual, como o Viagra, tem duas vezes mais risco de contrair Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) em comparação com os que não usam esses medicamentos.
Em ambos os grupos, porém, os números têm aumentado. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, havia mais de seis novos casos de DSTs a cada 10 mil homens acima de 40 anos em 2008, quase 50% a mais que em 1996.
"Adultos mais jovens têm mais doenças sexualmente transmissíveis que os mais velhos, mas as taxas estão crescendo muito entre os mais velhos", disse Anupam B. Jena, do Massachusetts General Hospital, em Boston, que conduziu o estudo.
Embora as razões para esse crescimento não estão bem compreendidas, o maior número de divórcios e a melhoria da saúde masculina podem ter ajudado a aumentar o vigor e a atividade sexual entre os homens mais velhos.
O problema, porém, é que os adultos mais velhos parecem abrir mão do sexo seguro. Por exemplo, segundo os pesquisadores, homens na faixa dos 50 anos têm seis vezes menos probabilidade de usar preservativo que os jovens de 20 anos.
"As pessoas normalmente estão desacostumadas a praticar sexo seguro acima dos 50, porque o risco de gravidez é eliminada", afirmou Jena.
Para testar se a introdução do Viagra, em 1998, pode explicar alguns dos picos de DST, Jena e os colegas examinaram registros de mais de 1,4 milhão de homens americanos acima dos 40 anos. A idade média no estudo foi de aproximadamente 60 anos.
A DST mais comum encontrada pelo estudo foi o vírus HIV, seguido por clamídia, sífilis e gonorreia.
Entre a baixa porcentagem de homens que tinham prescrições de medicamentos contra disfunção erétil, mais de dois a cada mil tinham sido tratados de alguma DST no ano anterior ao qual começaram a tomar o remédio.
Um ano depois, o número caiu pela metade, o que sugere que o Viagra e seus "primos" químicos não estimularam doenças sexualmente transmissíveis.
No entanto, o risco de contrair uma DST se revelou por ser mais que o dobro em homens que tomam medicamentos para disfunção erétil em comparação com aqueles que não o fizeram.
"Esses usuários têm um perfil de risco sexual diferente dos não-usuários", disse Jena, acrescentando que os dados não revelam uma boa explicação para isso.
Em um editorial, o dr. Thomas Fekete, da Temple University School of Medicine, na Filadélfia, constatou que teria sido útil saber mais sobre a frequência dos encontros sexuais, parceiros e orientação desses homens.
Ele acrescentou que estratégias de prevenção devem ainda ser dirigidas aos grupos etários mais jovens, cujo risco de DST é pelo menos 10 vezes superior do que em adultos de meia-idade e idosos.
Ainda assim, os autores da pesquisa lembram que "os homens com mais de 40 anos permanecem sexualmente ativos, mesmo se precisar de ajuda química para fazê-lo. Esse estudo também serve como um lembrete de que o sexo após os 40 anos não é necessariamente seguro".
Jena recomendou que os médicos tirem alguns minutos para discutir sexo seguro com homens mais velhos quando prescreverem o Viagra.
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Doenças Sexualmente Transmissíveis
ENTREVISTA DA VEJA COM O CIRURGIÃO CARDÍACO TURCO e CIDADÃO AMERICANO DR. MEHMET OZ.
São Paulo - 04.12.2007
A especialidade do cirurgião cardíaco turco e cidadão americano Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros desucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares.
Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel. Nos dois casos,
dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde. Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu a VEJA.
BREVE BIOGRAFIA DO DR.OZ
Dr. Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é
csado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.
Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller. Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen são:
ENTREVISTA DA VEJA
Veja
- Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz
- Sim. Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde. Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.
Veja
- O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz
- Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema. Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação.
Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.
Veja
- Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz
- Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas,
intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.
Veja
- O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz
- Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.
Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz
- Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.
Veja
- O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz
- A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado... Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.
Veja
- Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz
- A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.
Veja
- Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz
- Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Veja
- O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram
moda a cada seis meses?
Oz
- Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.
Veja
- Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?
Oz
- Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.
Veja
- O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve beber exatamente?
Oz
- Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.
Veja
- Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada.
Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz
- Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios. Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro.
Veja
- O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?
Oz
- Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto
calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.
Veja
- Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos
científicos. O que o senhor acha deles?
Oz
- Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.
Veja
- Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o
senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz
- Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos. Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.
Veja
- Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz
- Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados..
Veja
- O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz
- Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para
gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.
A especialidade do cirurgião cardíaco turco e cidadão americano Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros desucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares.
Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel. Nos dois casos,
dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde. Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu a VEJA.
BREVE BIOGRAFIA DO DR.OZ
Dr. Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é
csado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.
Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller. Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen são:
ENTREVISTA DA VEJA
Veja
- Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz
- Sim. Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde. Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.
Veja
- O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz
- Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema. Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação.
Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.
Veja
- Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz
- Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas,
intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.
Veja
- O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz
- Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.
Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz
- Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.
Veja
- O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz
- A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado... Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.
Veja
- Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz
- A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.
Veja
- Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz
- Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Veja
- O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram
moda a cada seis meses?
Oz
- Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.
Veja
- Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?
Oz
- Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.
Veja
- O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve beber exatamente?
Oz
- Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.
Veja
- Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada.
Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz
- Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios. Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro.
Veja
- O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?
Oz
- Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto
calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.
Veja
- Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos
científicos. O que o senhor acha deles?
Oz
- Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.
Veja
- Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o
senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz
- Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos. Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.
Veja
- Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz
- Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados..
Veja
- O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz
- Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para
gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.
ENTREVISTA DA VEJA COM O CIRURGIÃO CARDÍACO TURCO e CIDADÃO AMERICANO DR. MEHMET OZ.
- São Paulo - 04.12.2007
A especialidade do cirurgião cardíaco turco e cidadão americano Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros desucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares.
Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel. Nos dois casos,
dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde. Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu a VEJA.
BREVE BIOGRAFIA DO DR.OZ
Dr. Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é
csado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.
Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller. Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen são:
ENTREVISTA DA VEJA
Veja
- Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz
- Sim.
Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete
retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade
de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde.
Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.
Veja
- O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz
- Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem
previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema..
Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação.
Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos
antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um
pouco menos do que tem vontade.
Veja
- Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz
- Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas,
intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.
Veja
- O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz
- Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem,
no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.
Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz
- Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é
preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo.
São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias
deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.
Veja
- O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz
- A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado... Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.
Veja
- Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz
- A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o
hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.
Veja
- Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz
- Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Veja
- O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram
moda a cada seis meses?
Oz
- Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde.
A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.
Veja
- Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?
Oz
- Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.
Veja
- O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve
beber exatamente?
Oz
- Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.
Veja
- Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada.
Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz
- Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios. Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde.. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses > resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro..
Veja
- O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor.
Exercícios leves são inúteis?
Oz
- Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa
finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto
calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.
Veja
- Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos
científicos. O que o senhor acha deles?
Oz
- Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não
são obtidas naturalmente com a alimentação.
Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente
nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.
Veja
- Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o
senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz
- Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos. Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar
com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente
exercitar-se.
Veja
- Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz
- Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia.
Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma
inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como
orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados..
Veja
- O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz
- Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de
medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também
fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova
York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para
gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.
A especialidade do cirurgião cardíaco turco e cidadão americano Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros desucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares.
Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel. Nos dois casos,
dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde. Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu a VEJA.
BREVE BIOGRAFIA DO DR.OZ
Dr. Mehmet Oz nasceu em Cleveland, Ohio (EUA), dos pais turcos. Ele é
csado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.
Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller. Alguns livros e publicações dele junto com o colega Michael F. Roizen são:
ENTREVISTA DA VEJA
Veja
- Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz
- Sim.
Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete
retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade
de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde.
Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.
Veja
- O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz
- Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem
previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema..
Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação.
Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos
antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um
pouco menos do que tem vontade.
Veja
- Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz
- Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas,
intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.
Veja
- O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz
- Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem,
no máximo, 500. Quem consome por volta de 2 000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.
Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz
- Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é
preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo.
São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias
deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.
Veja
- O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz
- A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado... Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.
Veja
- Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz
- A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o
hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.
Veja
- Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz
- Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Veja
- O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram
moda a cada seis meses?
Oz
- Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde.
A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.
Veja
- Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?
Oz
- Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.
Veja
- O senhor recomenda beber muita água durante o dia. Quanto se deve
beber exatamente?
Oz
- Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.
Veja
- Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada.
Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz
- Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios. Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde.. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses > resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro..
Veja
- O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor.
Exercícios leves são inúteis?
Oz
- Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa
finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto
calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.
Veja
- Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos
científicos. O que o senhor acha deles?
Oz
- Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não
são obtidas naturalmente com a alimentação.
Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente
nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.
Veja
- Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o
senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz
- Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos. Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar
com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente
exercitar-se.
Veja
- Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz
- Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia.
Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma
inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como
orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados..
Veja
- O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz
- Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de
medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também
fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o açaí, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova
York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para
gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.
4 de julho de 2010
Medicamento para ovulação é testado contra "menopausa masculina".
04/07/2010-10h33
FERNANDA BASSETTE
DE SÃO PAULO
Médicos urologistas estão testando um remédio feminino, usado para induzir a ovulação, no tratamento da andropausa, a chamada menopausa masculina. A andropausa é caracterizado pela queda drástica dos níveis de testosterona nos homens com mais de 40 anos, o que provoca, entre outros efeitos, queda na libido e dificuldades de ereção.
O tratamento padrão é feito com a reposição hormonal. Mas, segundo o urologista Celso Gromatzky, há dois anos estudos têm demonstrado benefícios no uso do medicamento feminino. "É uma boa opção de tratamento, especialmente para homens com histórico de doença cardíaca", diz. Leia abaixo trechos da entrevista que Gromatzky concedeu à Folha.
Folha - Há uma tendência de prescrever reposição hormonal para homens acima de 40 anos indiscriminadamente?
Celso Gromatzky - Há uma tendência forte de aumentar a indicação de reposição para homens com queda da testosterona. Não porque a doença tenha aumentado, mas porque hoje se conhece melhor o problema.
O que é andropausa?
Gromatzky - É uma deficiência hormonal que atinge cerca de 15% dos homens a partir dos 40 anos. A testosterona vai caindo lentamente com a idade, mas só 15% deles vão obter valores abaixo do normal. Ou seja, 85% dos homens terão níveis absolutamente normais durante a vida toda. Isso diferencia de forma muito clara a condição do homem e da mulher.
Então a andropausa é considerada uma doença? Gromatzky - Sim. A menopausa ocorre naturalmente em todas as mulheres. Mas a falta de hormônio não é parte do processo natural de envelhecimento masculino. Não sabemos por que esses 15% têm o problema.
E quais são os principais sintomas?
Gromatzky - Cai a libido, a qualidade da ereção piora e pode haver um prejuízo na intensidade do orgasmo.
Quais são os outros impactos na saúde?
Gromatzky - A falta de testosterona tende a causar pele seca e unhas quebradiças. Também causa a perda da massa muscular e pode favorecer o acúmulo de gordura na região abdominal. Já no sistema nervoso central, diminui memória, concentração, provoca perda da motivação e uma tendência à depressão. Aumenta o risco de osteoporose e fraturas.
Esses sintomas não se confundem com depressão?
Gromatzky - Sim. Para fazer o diagnóstico, o homem precisa ter o hormônio abaixo do nível normal associado a três ou mais sintomas.
Pode acontecer de o hormônio estar baixo e o homem não ter sintomas?
Gromatzky - Pode, e isso não caracteriza a andropausa. E, se ele tem sintomas, mas a dosagem do hormônio está normal, também não.
O diagnóstico é feito com um exame de sangue?
Gromatzky - Sim. A testosterona é uma molécula que percorre o sangue em três formas: uma delas é a testosterona livre, a fração que atua nos órgãos alvo. A outra é ligada à globulina SHBG, e a terceira, à albumina. O exame de sangue dosa a testosterona total, que é a soma dessas três formas, mas existe uma fórmula para calcular só a testosterona livre -que causa sintomas.
A reposição hormonal, então, é indicada apenas para esses homens?
Gromatzky - Exatamente. Expor um homem com os níveis normais à aplicação de testosterona sintética traz consequências. Uma delas é a diminuição da produção de espermatozoides. A outra é o aumento da viscosidade do sangue, que pode causar derrame ou infarto.
Existe um controle ou ainda há homens que fazem reposição sem necessidade?
Gromatzky - O uso indiscriminado de testosterona é um erro médico. Tanto que ela é um medicamento de controle especial.
Existe alguma novidade no tratamento?
Gromatzky - O tratamento é feito com hormônios sintéticos, aplicados por injeção intramuscular. Mas, nos últimos dois anos, alguns trabalhos demonstraram que o citrato de clomifênio, indicado para induzir a ovulação em mulheres, estimularia a fabricação de testosterona.
Essa medicação é usada aqui com essa finalidade?
Gromatzky - Sim, ainda na forma "off-label" [quando o médico recomenda um remédio para um uso não indicado na bula]. As experiências são positivas. É um caminho para pacientes que não podem receber hormônio.
Quem são esses pacientes?
Gromatzky - Aqueles que já sofreram um derrame ou infarto. Eles não podem correr o risco de aumentar a viscosidade do sangue. Mas deixo claro que é uma alternativa não consagrada.
A reposição é por tempo determinado?
Gromatzky - Não. Uma vez estabelecido o diagnóstico, é pouco provável que esse homem volte a fabricar testosterona naturalmente. Teoricamente, ele terá que fazer a reposição pelo resto da vida. Por isso é preciso muito critério para propor o tratamento.
===================================
COMO O REMEDIO FEMININO AGE NO CORPO MASCULINO:
A Testosterona é o hormonio masculino responsavel pelas caracteristicas sexuais do homem. É tambem responsavel pela produção de esperma pelos testículos. Seus niveis normais são: de 300 a 1000 ng/dl.
Sintomas da andropausa: diminuição da libido, dificuldade de ereção, menor volume da ejaculação, perda da massa muscular, aumento da gordura corporal, osteoporose, cansaço, indisposição e preguiça, diminuição da memória e da concentração, insônia, mau-humor e depressão.
1) o citrato de clomifeno atua na hipófise estimulando a produção dos hormonios LH e FSH.
2) na mulher o LH e o FSH atuam nos ovários estimulando a ovulação.
3) nos homens o LH e o FSH atuam nos testiculos sendo que o FSH aumenta a produção de espermatozóides e o LH aumenta a produção de testosterona fazendo com que ela volte aos níveis normais.
===============================================
A reposição hormonal com injeções de testosterona bloqueia a ação da hipofise pelo seu mecanismo de feed-back, diminuindo a liberação de LH e FSH pela hipofise.
Os beneficios da reposição hormonal com a testosterona são o aumento da massa muscular, melhora da libido e das ereções, melhora da disposição fisica, diminuição da preguiça e da irritabilidade, aumento da massa óssea.
Os riscos da reposição hormonal com a testosterona são: o aumento da viscosidade do sangue favorecendo risco de trombose e doenças cardiovasculares, aumento do volume das mamas, maior risco de doenças hepaticas, atrofia dos testiculos e infertilidade.
FERNANDA BASSETTE
DE SÃO PAULO
Médicos urologistas estão testando um remédio feminino, usado para induzir a ovulação, no tratamento da andropausa, a chamada menopausa masculina. A andropausa é caracterizado pela queda drástica dos níveis de testosterona nos homens com mais de 40 anos, o que provoca, entre outros efeitos, queda na libido e dificuldades de ereção.
O tratamento padrão é feito com a reposição hormonal. Mas, segundo o urologista Celso Gromatzky, há dois anos estudos têm demonstrado benefícios no uso do medicamento feminino. "É uma boa opção de tratamento, especialmente para homens com histórico de doença cardíaca", diz. Leia abaixo trechos da entrevista que Gromatzky concedeu à Folha.
Folha - Há uma tendência de prescrever reposição hormonal para homens acima de 40 anos indiscriminadamente?
Celso Gromatzky - Há uma tendência forte de aumentar a indicação de reposição para homens com queda da testosterona. Não porque a doença tenha aumentado, mas porque hoje se conhece melhor o problema.
O que é andropausa?
Gromatzky - É uma deficiência hormonal que atinge cerca de 15% dos homens a partir dos 40 anos. A testosterona vai caindo lentamente com a idade, mas só 15% deles vão obter valores abaixo do normal. Ou seja, 85% dos homens terão níveis absolutamente normais durante a vida toda. Isso diferencia de forma muito clara a condição do homem e da mulher.
Então a andropausa é considerada uma doença? Gromatzky - Sim. A menopausa ocorre naturalmente em todas as mulheres. Mas a falta de hormônio não é parte do processo natural de envelhecimento masculino. Não sabemos por que esses 15% têm o problema.
E quais são os principais sintomas?
Gromatzky - Cai a libido, a qualidade da ereção piora e pode haver um prejuízo na intensidade do orgasmo.
Quais são os outros impactos na saúde?
Gromatzky - A falta de testosterona tende a causar pele seca e unhas quebradiças. Também causa a perda da massa muscular e pode favorecer o acúmulo de gordura na região abdominal. Já no sistema nervoso central, diminui memória, concentração, provoca perda da motivação e uma tendência à depressão. Aumenta o risco de osteoporose e fraturas.
Esses sintomas não se confundem com depressão?
Gromatzky - Sim. Para fazer o diagnóstico, o homem precisa ter o hormônio abaixo do nível normal associado a três ou mais sintomas.
Pode acontecer de o hormônio estar baixo e o homem não ter sintomas?
Gromatzky - Pode, e isso não caracteriza a andropausa. E, se ele tem sintomas, mas a dosagem do hormônio está normal, também não.
O diagnóstico é feito com um exame de sangue?
Gromatzky - Sim. A testosterona é uma molécula que percorre o sangue em três formas: uma delas é a testosterona livre, a fração que atua nos órgãos alvo. A outra é ligada à globulina SHBG, e a terceira, à albumina. O exame de sangue dosa a testosterona total, que é a soma dessas três formas, mas existe uma fórmula para calcular só a testosterona livre -que causa sintomas.
A reposição hormonal, então, é indicada apenas para esses homens?
Gromatzky - Exatamente. Expor um homem com os níveis normais à aplicação de testosterona sintética traz consequências. Uma delas é a diminuição da produção de espermatozoides. A outra é o aumento da viscosidade do sangue, que pode causar derrame ou infarto.
Existe um controle ou ainda há homens que fazem reposição sem necessidade?
Gromatzky - O uso indiscriminado de testosterona é um erro médico. Tanto que ela é um medicamento de controle especial.
Existe alguma novidade no tratamento?
Gromatzky - O tratamento é feito com hormônios sintéticos, aplicados por injeção intramuscular. Mas, nos últimos dois anos, alguns trabalhos demonstraram que o citrato de clomifênio, indicado para induzir a ovulação em mulheres, estimularia a fabricação de testosterona.
Essa medicação é usada aqui com essa finalidade?
Gromatzky - Sim, ainda na forma "off-label" [quando o médico recomenda um remédio para um uso não indicado na bula]. As experiências são positivas. É um caminho para pacientes que não podem receber hormônio.
Quem são esses pacientes?
Gromatzky - Aqueles que já sofreram um derrame ou infarto. Eles não podem correr o risco de aumentar a viscosidade do sangue. Mas deixo claro que é uma alternativa não consagrada.
A reposição é por tempo determinado?
Gromatzky - Não. Uma vez estabelecido o diagnóstico, é pouco provável que esse homem volte a fabricar testosterona naturalmente. Teoricamente, ele terá que fazer a reposição pelo resto da vida. Por isso é preciso muito critério para propor o tratamento.
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COMO O REMEDIO FEMININO AGE NO CORPO MASCULINO:
A Testosterona é o hormonio masculino responsavel pelas caracteristicas sexuais do homem. É tambem responsavel pela produção de esperma pelos testículos. Seus niveis normais são: de 300 a 1000 ng/dl.
Sintomas da andropausa: diminuição da libido, dificuldade de ereção, menor volume da ejaculação, perda da massa muscular, aumento da gordura corporal, osteoporose, cansaço, indisposição e preguiça, diminuição da memória e da concentração, insônia, mau-humor e depressão.
1) o citrato de clomifeno atua na hipófise estimulando a produção dos hormonios LH e FSH.
2) na mulher o LH e o FSH atuam nos ovários estimulando a ovulação.
3) nos homens o LH e o FSH atuam nos testiculos sendo que o FSH aumenta a produção de espermatozóides e o LH aumenta a produção de testosterona fazendo com que ela volte aos níveis normais.
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A reposição hormonal com injeções de testosterona bloqueia a ação da hipofise pelo seu mecanismo de feed-back, diminuindo a liberação de LH e FSH pela hipofise.
Os beneficios da reposição hormonal com a testosterona são o aumento da massa muscular, melhora da libido e das ereções, melhora da disposição fisica, diminuição da preguiça e da irritabilidade, aumento da massa óssea.
Os riscos da reposição hormonal com a testosterona são: o aumento da viscosidade do sangue favorecendo risco de trombose e doenças cardiovasculares, aumento do volume das mamas, maior risco de doenças hepaticas, atrofia dos testiculos e infertilidade.
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testosterona - andropausa
Hipertensos não sabem relacionar sal e sódio nos rótulos dos alimentos.
Pesquisa realizada por um instituto de cardiologia com 1,3 mil pessoas mostra que 93% não conseguem calcular a quantidade de sal com base na de sódio. Consumo recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 6 g por dia, ou seja, uma colher de chá
04 de julho de 2010 | 0h 00
Karina Toledo - O Estado de S.Paulo
Reduzir o sal na dieta é a primeira recomendação que um portador de hipertensão recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder 6 gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para 5 g.
Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.
Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única."
O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal (mais informações nesta página).
"Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal", diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos - como o leite - contêm naturalmente sódio, mas não sal. "Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor", afirmou a agência em nota.
Orientação. Os pacientes não estão sendo adequadamente orientados, admite Magnoni. "O médico não tem tempo de falar sobre alimentação no hospital público. Ele atende a muitos pacientes e tem de falar de cura, de remédios. A porta de entrada do sistema de saúde tem de ter um nutricionista."
Outra saída para reduzir não apenas os índices de hipertensão, mas também de diabete e obesidade, seria incluir no currículo escolar informações sobre alimentação saudável. "Isso é um problema de saúde pública, custa bilhões ao sistema de saúde. Se eu fosse assessor do próximo presidente, criaria o programa Obesidade Zero."
Levantamento recente do Ministério da Saúde apontou que a hipertensão atinge um em cada quatro brasileiros. O número de casos cresceu 13,4% nos últimos três anos, passando de 21,5% para 24,4%. Entre as pessoas com mais de 65 anos a prevalência é de 63,2%. A pressão alta é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, o que explica porque a cada ano 315 mil brasileiros morrem de enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC). Isso corresponde a quase 30% das mortes.
E mesmo os hipertensos que sabem da doença e têm acompanhamento médico há mais de cinco anos abusam do sal. "Em vez de reduzirem o consumo, vão aumentando a quantidade de medicamentos", conta Magnoni. Quase 30% dos entrevistados afirmaram tomar dois ou até três medicamentos para a pressão. Os pesquisadores apontam como principais vilões da alimentação desses pacientes os temperos prontos, enlatados, conservas, queijos e embutidos.
04 de julho de 2010 | 0h 00
Karina Toledo - O Estado de S.Paulo
Reduzir o sal na dieta é a primeira recomendação que um portador de hipertensão recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder 6 gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para 5 g.
Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.
Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única."
O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal (mais informações nesta página).
"Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal", diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos - como o leite - contêm naturalmente sódio, mas não sal. "Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor", afirmou a agência em nota.
Orientação. Os pacientes não estão sendo adequadamente orientados, admite Magnoni. "O médico não tem tempo de falar sobre alimentação no hospital público. Ele atende a muitos pacientes e tem de falar de cura, de remédios. A porta de entrada do sistema de saúde tem de ter um nutricionista."
Outra saída para reduzir não apenas os índices de hipertensão, mas também de diabete e obesidade, seria incluir no currículo escolar informações sobre alimentação saudável. "Isso é um problema de saúde pública, custa bilhões ao sistema de saúde. Se eu fosse assessor do próximo presidente, criaria o programa Obesidade Zero."
Levantamento recente do Ministério da Saúde apontou que a hipertensão atinge um em cada quatro brasileiros. O número de casos cresceu 13,4% nos últimos três anos, passando de 21,5% para 24,4%. Entre as pessoas com mais de 65 anos a prevalência é de 63,2%. A pressão alta é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, o que explica porque a cada ano 315 mil brasileiros morrem de enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC). Isso corresponde a quase 30% das mortes.
E mesmo os hipertensos que sabem da doença e têm acompanhamento médico há mais de cinco anos abusam do sal. "Em vez de reduzirem o consumo, vão aumentando a quantidade de medicamentos", conta Magnoni. Quase 30% dos entrevistados afirmaram tomar dois ou até três medicamentos para a pressão. Os pesquisadores apontam como principais vilões da alimentação desses pacientes os temperos prontos, enlatados, conservas, queijos e embutidos.
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hipertensão arterial
29 de junho de 2010
Canadian and American Sex Therapists' Perceptions of Normal and Abnormal Ejaculatory Latencies: How Long Should Intercourse Last?
Eric W. Corty, PhD, and Jenay M. Guardiani, BS
School of Humanities and Social Sciences, Penn State Erie, The Behrend College, Erie, PA, USA
Correspondence to Eric Corty, Humanities & Social Sciences, Penn State Erie, The Behrend College, 4951 College Drive, Erie, PA 16563, USA. Tel: 814-898-6238; Fax: 814-898-6032; E-mail: ewcorty@gmail.com
Copyright © 2008 International Society for Sexual Medicine
KEYWORDS
Intravaginal Ejaculatory Latency • Male Orgasmic Disorder • Premature Ejaculation • Coitus • Intercourse • Prevention • Sexual Dysfunction • Sex Therapy
Introduction.
Lay public perceptions about how long intercourse should last are discrepant from objective data on ejaculatory latencies. This may be problematic as the subjective interpretation of latency is a factor related to perceived distress with length of intercourse.
Aim. Quantify the opinion of expert sex therapists as to what are "adequate,""desirable,""too short," and "too long" intravaginal ejaculatory latencies.
Method. A random sample of members of the Society for Sex Therapy and Research in the United States and Canada was surveyed.
Main Outcome Measure. Intravaginal ejaculatory latency, in minutes, for four different conditions: coitus that lasts an amount of time that is "adequate,""desirable,""too short," and "too long."
Results. The interquartile range for the sex therapists' opinions regarding an "adequate" length for ejaculatory latency was from 3 to 7 minutes; "desirable" from 7 to 13 minutes; "too short" from 1 to 2 minutes; "too long" from 10 to 30 minutes.
Conclusions. Therapists' beliefs about ejaculatory latencies were consistent with objective data on ejaculatory latency and were not affected by therapist demographic characteristics such as sex or experience. These results suggest that the average sex therapist believes that intercourse that lasts 3 to 13 minutes is normative and not prima facie worthy of clinical concern. Dissemination to the public of these results may change lay expectations for intravaginal ejaculatory latency and prevent distress. These results may also be beneficial to couples in treatment for sexual problems by normalizing expectations.
Corty EW, and Guardiani JM. Canadian and American sex therapists' perceptions of normal and abnormal ejaculatory latencies: How long should intercourse last? J Sex Med 2008;5:1251–1256.
School of Humanities and Social Sciences, Penn State Erie, The Behrend College, Erie, PA, USA
Correspondence to Eric Corty, Humanities & Social Sciences, Penn State Erie, The Behrend College, 4951 College Drive, Erie, PA 16563, USA. Tel: 814-898-6238; Fax: 814-898-6032; E-mail: ewcorty@gmail.com
Copyright © 2008 International Society for Sexual Medicine
KEYWORDS
Intravaginal Ejaculatory Latency • Male Orgasmic Disorder • Premature Ejaculation • Coitus • Intercourse • Prevention • Sexual Dysfunction • Sex Therapy
Introduction.
Lay public perceptions about how long intercourse should last are discrepant from objective data on ejaculatory latencies. This may be problematic as the subjective interpretation of latency is a factor related to perceived distress with length of intercourse.
Aim. Quantify the opinion of expert sex therapists as to what are "adequate,""desirable,""too short," and "too long" intravaginal ejaculatory latencies.
Method. A random sample of members of the Society for Sex Therapy and Research in the United States and Canada was surveyed.
Main Outcome Measure. Intravaginal ejaculatory latency, in minutes, for four different conditions: coitus that lasts an amount of time that is "adequate,""desirable,""too short," and "too long."
Results. The interquartile range for the sex therapists' opinions regarding an "adequate" length for ejaculatory latency was from 3 to 7 minutes; "desirable" from 7 to 13 minutes; "too short" from 1 to 2 minutes; "too long" from 10 to 30 minutes.
Conclusions. Therapists' beliefs about ejaculatory latencies were consistent with objective data on ejaculatory latency and were not affected by therapist demographic characteristics such as sex or experience. These results suggest that the average sex therapist believes that intercourse that lasts 3 to 13 minutes is normative and not prima facie worthy of clinical concern. Dissemination to the public of these results may change lay expectations for intravaginal ejaculatory latency and prevent distress. These results may also be beneficial to couples in treatment for sexual problems by normalizing expectations.
Corty EW, and Guardiani JM. Canadian and American sex therapists' perceptions of normal and abnormal ejaculatory latencies: How long should intercourse last? J Sex Med 2008;5:1251–1256.
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ejaculação precoce
Próstata: exame de toque é opcional, dizem médicos.
08/03/2010 - 13:39 (atualizada em 08/03/2010 13:53)
American Cancer Society aponta novas diretrizes para a prevenção e tratamento do câncer de próstata.
A American Cancer Society revisou suas diretrizes para a identificação do câncer de próstata. A principal novidade é que o exame de toque retal não é mais uma obrigação para identificação da doença.
Para entender o câncer e o risco que os homens correm, veja um guia prático de perguntas e respostas sobre o assunto:
Saúde masculina é mais frágil, aponta publicação de Harvard
Qual é o conselho central?
A questão de fundo é a mesma: Exames de rotina não são recomendados para a maioria dos homens. Antes de qualquer teste, os médicos devem discutir os prós e contras do rastreio e tratamento. Pela primeira vez, a conversa com o médico entra como uma questão importante.
Quando é que os homens devem ter essa conversa com o médico?
A. A partir de 50 anos para os homens em situação de risco médio, de 45 para aqueles com maior risco, incluindo afro-americanos e os homens com um parente com câncer de próstata antes dos 65 e a partir dos 40 para aqueles com mais de um parente com câncer de próstata antes dos 65.
Como funciona o exame?
É geralmente feito com um exame de sangue e um exame físico. Não é perfeito e não há prova de que a detecção precoce salva vidas. Os testes podem levar ao excesso de diagnósticos e tratamento excessivo de tumores de crescimento lento que pode não causar problema algum.
O exame de sangue mede uma substância chamada de antígeno prostático específico ou PSA. Mas os níveis de PSA podem ser elevados, por muitas razões, incluindo um tumor benigno da próstata ou infecções, e uma biópsia é necessária para confirmar o tumor.
Mesmo se o câncer for encontrado, não há acordo sobre a melhor abordagem de tratamento - observação a cirurgia, terapia hormonal ou radioterapia. Os tratamentos podem levar à impotência e incontinência.
E se o meu médico não tem tempo para responder todas as minhas perguntas?
A sociedade contra o câncer sugere que os médicos usem "apoios de decisão do paciente", como folhetos, vídeos e sites, para explicar os prós e contras dos testes e do tratamento
OK, eu tenho considerado tudo isso. E se eu quiser ser testado?
A triagem deve incluir um exame de sangue PSA, diz a sociedade contra o câncer. Em uma mudança de suas orientações, o grupo de médicos diz que um exame de toque retal é hoje opcional e não uma parte padrão de qualquer exame.
=======================================================
NOSSA OPINIÃO:
Apesar de ser uma nova diretriz na conduta frente aos homens com necessidade de avaliar o seu cancer de prostata, nesse aspecto ainda preferimos "pecar" por excesso do que por falta. O exame prostático digital é simples, rápido e ainda bastante confiável para o diagnostico precoce do câncer de próstata.
American Cancer Society aponta novas diretrizes para a prevenção e tratamento do câncer de próstata.
A American Cancer Society revisou suas diretrizes para a identificação do câncer de próstata. A principal novidade é que o exame de toque retal não é mais uma obrigação para identificação da doença.
Para entender o câncer e o risco que os homens correm, veja um guia prático de perguntas e respostas sobre o assunto:
Saúde masculina é mais frágil, aponta publicação de Harvard
Qual é o conselho central?
A questão de fundo é a mesma: Exames de rotina não são recomendados para a maioria dos homens. Antes de qualquer teste, os médicos devem discutir os prós e contras do rastreio e tratamento. Pela primeira vez, a conversa com o médico entra como uma questão importante.
Quando é que os homens devem ter essa conversa com o médico?
A. A partir de 50 anos para os homens em situação de risco médio, de 45 para aqueles com maior risco, incluindo afro-americanos e os homens com um parente com câncer de próstata antes dos 65 e a partir dos 40 para aqueles com mais de um parente com câncer de próstata antes dos 65.
Como funciona o exame?
É geralmente feito com um exame de sangue e um exame físico. Não é perfeito e não há prova de que a detecção precoce salva vidas. Os testes podem levar ao excesso de diagnósticos e tratamento excessivo de tumores de crescimento lento que pode não causar problema algum.
O exame de sangue mede uma substância chamada de antígeno prostático específico ou PSA. Mas os níveis de PSA podem ser elevados, por muitas razões, incluindo um tumor benigno da próstata ou infecções, e uma biópsia é necessária para confirmar o tumor.
Mesmo se o câncer for encontrado, não há acordo sobre a melhor abordagem de tratamento - observação a cirurgia, terapia hormonal ou radioterapia. Os tratamentos podem levar à impotência e incontinência.
E se o meu médico não tem tempo para responder todas as minhas perguntas?
A sociedade contra o câncer sugere que os médicos usem "apoios de decisão do paciente", como folhetos, vídeos e sites, para explicar os prós e contras dos testes e do tratamento
OK, eu tenho considerado tudo isso. E se eu quiser ser testado?
A triagem deve incluir um exame de sangue PSA, diz a sociedade contra o câncer. Em uma mudança de suas orientações, o grupo de médicos diz que um exame de toque retal é hoje opcional e não uma parte padrão de qualquer exame.
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NOSSA OPINIÃO:
Apesar de ser uma nova diretriz na conduta frente aos homens com necessidade de avaliar o seu cancer de prostata, nesse aspecto ainda preferimos "pecar" por excesso do que por falta. O exame prostático digital é simples, rápido e ainda bastante confiável para o diagnostico precoce do câncer de próstata.
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câncer de próstata
28 de junho de 2010
Hormônio feminino pode ajudar no combate ao câncer de próstata.
Um estudo australiano revela que um hormônio feminino pode ser a chave para o sucesso no tratamento contra o câncer de próstata. De acordo com os pesquisadores, o segredo para combater a doença, muitas vezes resistente às terapias, é fazer com que uma molécula em particular do tumor responda ao estrógeno, o hormônio sexual feminino.
Segundo a pesquisa, o estrógeno se amarra a receptores específicos das células, que disparam um mecanismo biológico quando estimulados. Já os tumores na próstata são conhecidos por carregar dois receptores de estrógenos. Um deles, o receptor beta, faz com que as células cancerígenas cometam "suicídio" quando ativadas, diz o estudo. Os pesquisadores australianos trabalham agora no desenvolvimento de um medicamento que direcione corretamente os estrógenos aos receptores betas do tumor.
Atualmente, os tratamentos convencionais no combate ao câncer de próstata baseiam-se no bloqueio de hormônios andrógenos, como a testosterona, inibindo o crescimento da massa tumoral. No entanto, quando a doença deixa de responder a esse tratamento, a cura se torna mais difícil, já que a quimioterapia não é muito eficiente contra esse tipo de câncer.
Para Gail Risbridger, professor da Monash University e um dos coordenadores do estudo, o novo medicamento pode revolucionar os métodos de tratamento. "A droga não só inibe o crescimento do câncer de próstata como também mata as células cancerígenas que são resistentes ao tratamento convencional", afirmou o professor. "O que o nosso time descobriu é que os receptores beta atingem uma pequena, mas muito importante, população de células no tumor", adicionou.
As conclusões do estudo foram publicados na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Segundo a pesquisa, o estrógeno se amarra a receptores específicos das células, que disparam um mecanismo biológico quando estimulados. Já os tumores na próstata são conhecidos por carregar dois receptores de estrógenos. Um deles, o receptor beta, faz com que as células cancerígenas cometam "suicídio" quando ativadas, diz o estudo. Os pesquisadores australianos trabalham agora no desenvolvimento de um medicamento que direcione corretamente os estrógenos aos receptores betas do tumor.
Atualmente, os tratamentos convencionais no combate ao câncer de próstata baseiam-se no bloqueio de hormônios andrógenos, como a testosterona, inibindo o crescimento da massa tumoral. No entanto, quando a doença deixa de responder a esse tratamento, a cura se torna mais difícil, já que a quimioterapia não é muito eficiente contra esse tipo de câncer.
Para Gail Risbridger, professor da Monash University e um dos coordenadores do estudo, o novo medicamento pode revolucionar os métodos de tratamento. "A droga não só inibe o crescimento do câncer de próstata como também mata as células cancerígenas que são resistentes ao tratamento convencional", afirmou o professor. "O que o nosso time descobriu é que os receptores beta atingem uma pequena, mas muito importante, população de células no tumor", adicionou.
As conclusões do estudo foram publicados na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
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câncer de próstata
O perigo do Viagra barato: uso indevido.
Natalia Cuminale - Veja 18/06/10
Uma boa notícia para quem sofre de disfunção erétil: o Viagra está 50% mais barato. Uma má notícia para as autoridades de saúde: a redução do preço pode levar a uma corrida desnecessária - e perigosa - aos comprimidos azuis por parte de uma parcela da população que não precisa, nem deve, consumi-los. Segundo especialistas consultados por VEJA.com, ao mesmo tempo em que os preços baixos beneficiarão pacientes das classes C e D, eles deverão estimular o uso indevido da droga por jovens que procuram apenas diversão - e não tratamento. "Minha preocupação é a vulgarização do uso. O preço reduzido vai facilitar o acesso do jovem que deseja ser o super-homem", afirma Oswaldo Sabaki Júnior, chefe do serviço de urologia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O uso recreativo desse tipo de medicamento já é uma prática comum entre os jovens. "Com o preço mais baixo, a tendência é que eles utilizem mais do que já estão acostumados", diz Sami Arap, coordenador do núcleo avançado de Urologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Desde este domingo, data em que começou a valer a quebra de patente do medicamento, uma caixa com quatro comprimidos de Viagra que custava cerca de 120 reais já pode ser encontrada pela metade do valor nas farmácias brasileiras. Além disso, para não perder completamente o mercado para os genéricos, a Pfizer, gigante famarcêutica que fabrica do produto, passou a vender uma caixa com apenas um comprimido, por 16,92 reais, pouco mais de 3% do salário mínimo. "O preço baixo também poderá atrair os jovens das classes que antes não tinham acesso ao remédio", prevê Otto Henrique Torres Chaves, chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Lançado no Brasil em 1998, o Viagra é indicado para pessoas com problemas para obter e manter uma ereção, condição mais frequente em pessoas de idade avançada (a disfunção erétil atinge 50% dos homens acima dos 40, de acordo com dados da SBU). "Depois dessa idade, o problema aumenta progressivamente. E a ereção passa a ser prejudicada quando combinada com doenças mais comuns no envelhecimento como hipertensão, diabetes e obesidade", explica Chaves.
Os médicos concordam que os jovens, no auge da disposição sexual, estão bem longe de ser o público-alvo do comprimido mágico. Em geral, a justificativa dada pelos homens mais novos é o uso com objetivo de aumentar o tempo da diversão.
O analista de projetos André M., 23, já utilizou o remédio três vezes e a última foi há um mês. "A ereção é quase imediata e o tempo até a ejaculação parece estendido", conta André, que pretende utilizar o medicamento mais vezes e não teme possíveis efeitos colaterais. "É um atrativo para quem quiser se divertir um pouco mais", diz.
Já o estudante de economia Tomaz A., 22 usa o remédio com mais frequência. Nos últimos dois meses, foram cinco vezes. "Depois de uma longa semana de relações sexuais, resolvi experimentar e gostei muito do resultado", afirma. "Não pretendo aumentar o número de vezes que utilizo, mas quanto mais barato com certeza é melhor", diz.
Dependência psicológica -
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os remédios para disfunção erétil possuem tarja vermelha, ou seja, deveriam ser vendidos apenas com prescrição médica. Na prática, no entanto, o comprimido pode ser adquirido livremente nas farmácias. "Como ninguém exige receita, o remédio pode ser comprado sem dificuldades por um jovem - que certamente não precisa dele. A receita deveria ser exigida agora que o número de consumidores deve crescer. Os médicos precisam ter o controle", afirma Archimedes Nardozza Filho, urologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O grande problema, segundo os médicos, é que os efeitos colaterais do remédio para os jovens não são químicos, mas psicológicos. "Os jovens tomam o medicamento para incrementar o desempenho. Mas isso pode criar uma dependência psicológica: quando ele fizer sexo sem o Viagra, não vai se sentir totalmente satisfeito", explica Arap.
Os médicos não sabem nem a parcela dos jovens que tomam Viagra sem necessidade. Sem o controle sobre as vendas, não existem dados a respeito. Mas a psiquiatra Carmita Abdo, fundadora e coordenadora geral do ProSex - Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), está desenvolvendo um estudo sobre o uso desse tipo de remédio por jovens que não apresentam problemas de disfunção sexual.
A partir de entrevistas com 112 jovens, ela definiu três tipos de perfis que são mais suscetíveis a criar uma dependência psicopatológica do remédio. "O uso constante pode trazer dependência química, depressão ou compulsão sexual. Alguns usam só para experimentar, mas pode ser o contrário, algum problema pode ter os levado a usar. É importante que se questionem em relação a isso."
Uma boa notícia para quem sofre de disfunção erétil: o Viagra está 50% mais barato. Uma má notícia para as autoridades de saúde: a redução do preço pode levar a uma corrida desnecessária - e perigosa - aos comprimidos azuis por parte de uma parcela da população que não precisa, nem deve, consumi-los. Segundo especialistas consultados por VEJA.com, ao mesmo tempo em que os preços baixos beneficiarão pacientes das classes C e D, eles deverão estimular o uso indevido da droga por jovens que procuram apenas diversão - e não tratamento. "Minha preocupação é a vulgarização do uso. O preço reduzido vai facilitar o acesso do jovem que deseja ser o super-homem", afirma Oswaldo Sabaki Júnior, chefe do serviço de urologia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O uso recreativo desse tipo de medicamento já é uma prática comum entre os jovens. "Com o preço mais baixo, a tendência é que eles utilizem mais do que já estão acostumados", diz Sami Arap, coordenador do núcleo avançado de Urologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Desde este domingo, data em que começou a valer a quebra de patente do medicamento, uma caixa com quatro comprimidos de Viagra que custava cerca de 120 reais já pode ser encontrada pela metade do valor nas farmácias brasileiras. Além disso, para não perder completamente o mercado para os genéricos, a Pfizer, gigante famarcêutica que fabrica do produto, passou a vender uma caixa com apenas um comprimido, por 16,92 reais, pouco mais de 3% do salário mínimo. "O preço baixo também poderá atrair os jovens das classes que antes não tinham acesso ao remédio", prevê Otto Henrique Torres Chaves, chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Lançado no Brasil em 1998, o Viagra é indicado para pessoas com problemas para obter e manter uma ereção, condição mais frequente em pessoas de idade avançada (a disfunção erétil atinge 50% dos homens acima dos 40, de acordo com dados da SBU). "Depois dessa idade, o problema aumenta progressivamente. E a ereção passa a ser prejudicada quando combinada com doenças mais comuns no envelhecimento como hipertensão, diabetes e obesidade", explica Chaves.
Os médicos concordam que os jovens, no auge da disposição sexual, estão bem longe de ser o público-alvo do comprimido mágico. Em geral, a justificativa dada pelos homens mais novos é o uso com objetivo de aumentar o tempo da diversão.
O analista de projetos André M., 23, já utilizou o remédio três vezes e a última foi há um mês. "A ereção é quase imediata e o tempo até a ejaculação parece estendido", conta André, que pretende utilizar o medicamento mais vezes e não teme possíveis efeitos colaterais. "É um atrativo para quem quiser se divertir um pouco mais", diz.
Já o estudante de economia Tomaz A., 22 usa o remédio com mais frequência. Nos últimos dois meses, foram cinco vezes. "Depois de uma longa semana de relações sexuais, resolvi experimentar e gostei muito do resultado", afirma. "Não pretendo aumentar o número de vezes que utilizo, mas quanto mais barato com certeza é melhor", diz.
Dependência psicológica -
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os remédios para disfunção erétil possuem tarja vermelha, ou seja, deveriam ser vendidos apenas com prescrição médica. Na prática, no entanto, o comprimido pode ser adquirido livremente nas farmácias. "Como ninguém exige receita, o remédio pode ser comprado sem dificuldades por um jovem - que certamente não precisa dele. A receita deveria ser exigida agora que o número de consumidores deve crescer. Os médicos precisam ter o controle", afirma Archimedes Nardozza Filho, urologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O grande problema, segundo os médicos, é que os efeitos colaterais do remédio para os jovens não são químicos, mas psicológicos. "Os jovens tomam o medicamento para incrementar o desempenho. Mas isso pode criar uma dependência psicológica: quando ele fizer sexo sem o Viagra, não vai se sentir totalmente satisfeito", explica Arap.
Os médicos não sabem nem a parcela dos jovens que tomam Viagra sem necessidade. Sem o controle sobre as vendas, não existem dados a respeito. Mas a psiquiatra Carmita Abdo, fundadora e coordenadora geral do ProSex - Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), está desenvolvendo um estudo sobre o uso desse tipo de remédio por jovens que não apresentam problemas de disfunção sexual.
A partir de entrevistas com 112 jovens, ela definiu três tipos de perfis que são mais suscetíveis a criar uma dependência psicopatológica do remédio. "O uso constante pode trazer dependência química, depressão ou compulsão sexual. Alguns usam só para experimentar, mas pode ser o contrário, algum problema pode ter os levado a usar. É importante que se questionem em relação a isso."
13 de junho de 2010
Especialista em terceira idade, Alexandre Kalache defende envelhecimento ativo
Publicada em 28/07/2008 às 15h05m
Antônio Marinho - O Globo
RIO - Em menos de 20 anos, o Brasil terá 18 milhões de idosos. Em 2025 serão 32 milhões. Apesar de a expectativa de vida ter aumentado, ainda há muito a fazer. Responsável durante 12 anos por programas de envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS), o doutor em saúde pública Alexandre Kalache, fundador do Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da London School of Hygiene and Tropical Medicine e consultor sênior da Academia de Medicina de Nova York, diz o que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Ele está no Brasil para participar do 13º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e defende o investimento em atenção primária e em práticas que levem ao que chama de "envelhecimento ativo".
O brasileiro está envelhecendo com melhor qualidade de vida?
KALACHE - Se compararmos com o envelhecimento do meu avô a diferença é enorme. Primeiro porque a expectativa de vida é mais alta. Quando nasci em 1945, em Copacabana, a esperança de vida de um brasileiro era de 43 anos. Hoje é de 73 anos, quase 74 anos. Só no meu tempo de vida ganhamos 30 anos. Isso é um recorde. Poucos países conseguiram este salto num período tão curto. Eu nasci numa maternidade (a Arnaldo de Moraes) que não existe mais. O mesmo prédio se tornou virtualmente um hospital geriátrico. Copacabana é um exemplo excelente do que está acontecendo e acontecerá no país. Hoje temos mais idosos proporcionalmente neste bairro do que na Suécia e no Japão. Isso tem muito a ver com a urbanização do bairro. Por um lado, os idosos que têm acesso ou dinheiro hoje contam com facilidades que antes não sonhavam, como serviços de saúde e avanços tecnológicos que no meu tempo de estudante de medicina, no final da década de 60, eram ficção científica, mesmo um marcapasso ou a cirurgia aberta de coração, ou um tratamento catarata. E ainda as drogas para controlar diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares; a evolução do tratamento de câncer. Tudo isso melhorou a qualidade de vida. Idosos que antes seriam incapacitados, hoje convivem com problemas crônicos. Porém, o envelhecimento no Brasil ainda é um reflexo do que acontece no país. Há muita desigualdade. Por exemplo, decidir fazer dieta saudável não depende apenas de acesso à informação, mas também de poder aquisitivo. Mesmo em Copacabana isso fica evidente. De um lado idosos em comunidades carentes e do outro idosos de classe média. O primeiro grupo está envelhecendo pior, sem acesso ao sistema de saúde e sem vida social.
O Brasil envelheceu antes de enriquecer. Até que ponto isso foi ruim?
KALACHE - Um aspecto positivo é a aposentadoria não contributiva, de grande interesse internacional, que está tirando da miséria mais de oito milhões de beneficiários e cerca de quatro vezes esse número quando somamos seus familiares. São mais de dois mil municípios que têm hoje suas economias gravitando em torno dessas pensões. E esta política é viável e economicamente possível e difundida. São pessoas que trabalharam a vida toda e não contribuíram para o seguro social, como donas de casa, trabalhadores rurais etc. Pela primeira vez contam com uma renda regular todo mês. Se o Brasil não tivesse nos anos mais recentes experimentado um desenvolvimento econômico, isso talvez ficasse insustentável. E isso pesa muito menos para a economia do que a pensão de funcionários públicos que geralmente se aposentam cedo e com valores mais altos.
Os profissionais de saúde estão preparados para lidar com a terceira idade?
KALACHE - São absolutamente despreparados para lidar com idosos. Não vamos conseguir oferecer serviço geriátrico para 18 milhões de idosos. Primeiro, não é a resposta, não queremos tornar o envelhecimento um problema médico. Mas precisamos treinar todos os profissionais de saúde para lidar melhor com essa população. Geralmente eles sabem tudo de criança, de gestante, mas não sabem nada sobre terceira idade. E é a maioria de seus pacientes. Eles saem das faculdades sem adquirir conhecimentos para lidar com os idosos. A grande resposta para o envelhecimento é a atenção primária na saúde, para evitar a hospitalização e a institucionalização, opções muito mais caras. É preciso atender nossos idosos onde eles vivem, com seu problemas. Trabalhamos com a Associação Internacional de Gerontologia e definimos os 15 pontos capitais para o currículo mínimo do médico. O que ele deve aprender hoje para responder ao envelhecimento. Em 2025, serão 32 milhões com mais de 60 anos no Brasil, em 2050, serão 70 milhões. O acidente vascular cerebral ou derrame é um desgraça no Brasil, que tem um dos maiores índices do mundo. E que poderia ser prevenido como medidas simples como redução do sal na dieta e prática de atividade física. Mas, por exemplo, o idoso que mora em comunidades mais carentes não tem uma calçada para caminhar. Por outro lado, quando a doença já ocorreu, ele precisa de um lugar adequado para se tratar. E depois do tratamento vai precisar de fisioterapia, acompanhamento. Muitas vezes se torna incapaz e ainda terá de viver 15 anos a 20 anos com esse problema, com má qualidade de vida. Todos os profissionais de saúde deveriam estar mais familiarizados com anatomia, fisiologia, farmacologia, sinais e sintomas de doença na terceira idade. Um infarto em pessoa mais jovem causa dor. Já num idoso isso nem sempre ocorre. Outra doença comum é a depressão, que muitas vezes é confundida com mal de Alzheimer e não é tratada.
O Brasil tem um excelente Estatuto do Idoso no papel, mas na prática ainda não funciona? O que pode ser feito?
KALACHE - Já melhorou muito. Há dez anos, falar de envelhecimento não estava na pauta da mídia. Quando me especializei, na década de 70, eu não conseguia falar com ninguém sobre o assunto. Para melhorar a aplicação do estatuto é preciso sensibilizar as autoridades, os políticos. Eles querem dar prioridade a ações mais imediatas, como inaugurar uma ponte. Os políticos e dirigentes ainda não se deram conta da urgência do tema. Porém, o envelhecimento é um desafio de hoje, temos que andar rapidamente. Por exemplo, estamos tentando criar o Centro Internacional de Envelhecimento no Brasil, mas há mais dificuldades do que havia previsto. O principal objetivo do centro seria estimular políticas sustentáveis para o envelhecimento ativo. É o processo de otimizar as oportunidades de saúde, participação e segurança para que o cidadão tenha melhor qualidade de vida à medida que envelhece. É um processo, é continuo. E essas oportunidades estão ao longo da vida. Na saúde, o que se faz hoje, na infância, na adolescência, terá repercussão importante aos 78 anos. A saúde é a chave para participar ativamente da sociedade. Outra questão é a segurança para viver bem na velhice. A proposta do centro é estimular o debate com profissionaisde todas as áreas, não apenas saúde, mas arquitetos, advogados etc, realizar pesquisas e elaborar políticas públicas que poderão trazer o Brasil para o mesmo grau de evolução de países da Europa e dos Estados Unidos. E ele não será vinculado a uma única instituição. A idéia é fazer parcerias com profissionais que se dedicam à essa área, como a Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati, Uerj), UFRJ e Universidade Cândido Mendes, e no exterior, como The New York Academy of Medicine, para citar alguns exemplos.
O que aconteceu com o programa Sociedade Amiga do Idoso, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que teve como piloto o bairro de Copacabana e serve de modelo para outras cidades do mundo?
KALACHE - O programa está lento, mas existem intervenções pontuais. Copacabana serviu como piloto e foi aqui que desenvolvemos a metodologia adotada em 35 cidades para o projeto global cidade amiga do idoso. Isso é realidade e partiu daqui. Depois repetimos a pesquisa entrevistando idosos de Tóquio, Xangai, Londres, Melbourne, Nova York e outras cidades. Analisamos os relatórios e os dados foram usados para produzir um guia, lançado em 1º de outubro de 2007. E teve um grande impacto. Agora são centenas de cidades e nova reunião será realizada em setembro, em Montreal. Apesar de ter nascido em Copacabana, pouco foi feito aqui. O tema transporte é um dos mais importantes para esta população. No Brasil os ônibus brasileiros são feitos em chassi, com degraus altos. Em Nova York o sistema está sendo todo reformulado. Já existem ônibus nos quais o chassi inteiro desce, não apenas um degrau. O que é bom para o idoso é bom para todos. Eu entro mais facilmente com um embrulho, a mulher com bebê, a pessoa com necessidade, o gordo. Uma boa política de envelhecimento é uma boa política de transporte público. O idoso poderá socializar mais. Outra questão: o idoso gosta de caminhar, de andar, mas também precisa descansar, a cada 200 metros a 300 metros. Criar um mobiliário urbano adequado é importante. A construção de toaletes públicos é outra medida simples. Muitos idosos têm urgência urinária, e não saem de casa porque não encontram esse tipo de equipamento. Não é só a questão financeira, é preciso vontade política. Por aqui há poucas iniciativas. Agora o Estado do Rio Grande do Sul começa a tomar algumas iniciativas nesse sentido. Lá, em parceria com o governo, estamos realizando debates, fóruns para discutir e implantar medidas que melhorem a qualidade de vida do idoso. Existem necessidades comuns, mas cada comunidade tem suas diferenças. Na Região Sul ainda existem muitos idosos vivendo em populações agrícolas e isolados. Os filhos saíram de casa, eles vivem sozinhos em muitas vezes em imóveis que estão se deteriorando, sem poder aquisitivo. O governo convocou mutirões convocando idosos mais ativos, recém aposentados, como bombeiros, pedreiros e eletricistas, para reformarem essas casas, a partir de algum incentivo financeiro.
O que é melhor para idoso, ser cuidado em casa ou numa instituição?
KALACHE - Hoje ocorre a feminização do envelhecimento. Na faixa a partir dos 85 anos, dois terços da população é formada por mulheres, geralmente de baixa renda e há muito tempo viúvas. Muitas se casaram com homens mais velhos. A responsabilidade de cuidar de outro idoso geralmente é da mulher. O homem ainda participa pouco. Na faixa de 18 anos a 30 anos, a mulher é principal cuidadora de algum doente dentro de casa e dedica, em média, 18 minutos por dia do seu tempo nessa tarefa. Na faixa de 45 anos a 54 anos, ela gasta 150 minutos. De 65 anos a 74 anos, dedica 210 minutos do seu tempo. De 75 anos a 84 anos o tempo gasto é 310 minutos. Geralmente cuidam dos maridos ou dos próprios pais. Mesmo depois de 85 anos a mulher ainda passa 63 minutos em média cuidando de alguém, mais de três vezes a média das mais jovens. De maneira geral, a pessoa idosa quer envelhecer em casa, não quer ser institucionalizada, por melhor que seja a casa da repouso. É preciso repensar a sociedade para o homem ter participação mais ativa no cuidado, compartilhar mais. E que de alguma forma o poder público ajude para para que as pessoas possam envelhecer em casa. Isso depende também de investimento em atenção primária. Estudo em 2002 na Espanha, mostrou que apenas 12% das pessoas que cuidavam de idosos eram profissionais especializados. No Brasil ainda existe a figura da empregada doméstica, que também atua como cuidadora. Quase 90% eram familiares, amigos, vizinhos. Há estudos similares na Europa e nos Estados Unidos. Não há nenhum país do mundo com mais de 6% de idosos vivendo em instituições. Para a imensa maioria dos idosos, a institucionalização é o começo do fim, a pessoa fica deprimida, está mais sujeita a abusos, perde sua privacidade e sua autonomia para viver de acordo com suas próprias regras e os seus desejos. Mesmo lúcida ela não tem mais autonomia. Terá que seguir regras das instituição, comer na hora determinada, dividir um quarto, usar banheiro coletivo. São raros os lugares bons.
De que forma os avanços em medicina genética estão melhorando a qualidade de vida dos idosos?
KALACHE - Provavelmente, com os avanços científicos, como a medicina genética, as pessoas vão chegar mais facilmente aos 100 anos e com melhor qualidade de vida. Em vez de tratar, a pessoas será curada de doenças crônicas como Parkinson e Alzheimer. Mas para algumas pessoas esse aumento da expectativa de vida será uma perversidade porque continuarão com má qualidade de vida. Por isso estamos buscando intervenções que possam facilitar que a pessoa continue ativa e produtiva. De qualquer forma, envelhecer hoje é muito mais fácil do que há 40 anos a 50 anos. Mas não podemos esperar soluções de fora, temos que desenvolver nossas próprias. É preciso dar mais ênfase em direitos de idosos.
Antônio Marinho - O Globo
RIO - Em menos de 20 anos, o Brasil terá 18 milhões de idosos. Em 2025 serão 32 milhões. Apesar de a expectativa de vida ter aumentado, ainda há muito a fazer. Responsável durante 12 anos por programas de envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS), o doutor em saúde pública Alexandre Kalache, fundador do Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da London School of Hygiene and Tropical Medicine e consultor sênior da Academia de Medicina de Nova York, diz o que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Ele está no Brasil para participar do 13º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e defende o investimento em atenção primária e em práticas que levem ao que chama de "envelhecimento ativo".
O brasileiro está envelhecendo com melhor qualidade de vida?
KALACHE - Se compararmos com o envelhecimento do meu avô a diferença é enorme. Primeiro porque a expectativa de vida é mais alta. Quando nasci em 1945, em Copacabana, a esperança de vida de um brasileiro era de 43 anos. Hoje é de 73 anos, quase 74 anos. Só no meu tempo de vida ganhamos 30 anos. Isso é um recorde. Poucos países conseguiram este salto num período tão curto. Eu nasci numa maternidade (a Arnaldo de Moraes) que não existe mais. O mesmo prédio se tornou virtualmente um hospital geriátrico. Copacabana é um exemplo excelente do que está acontecendo e acontecerá no país. Hoje temos mais idosos proporcionalmente neste bairro do que na Suécia e no Japão. Isso tem muito a ver com a urbanização do bairro. Por um lado, os idosos que têm acesso ou dinheiro hoje contam com facilidades que antes não sonhavam, como serviços de saúde e avanços tecnológicos que no meu tempo de estudante de medicina, no final da década de 60, eram ficção científica, mesmo um marcapasso ou a cirurgia aberta de coração, ou um tratamento catarata. E ainda as drogas para controlar diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares; a evolução do tratamento de câncer. Tudo isso melhorou a qualidade de vida. Idosos que antes seriam incapacitados, hoje convivem com problemas crônicos. Porém, o envelhecimento no Brasil ainda é um reflexo do que acontece no país. Há muita desigualdade. Por exemplo, decidir fazer dieta saudável não depende apenas de acesso à informação, mas também de poder aquisitivo. Mesmo em Copacabana isso fica evidente. De um lado idosos em comunidades carentes e do outro idosos de classe média. O primeiro grupo está envelhecendo pior, sem acesso ao sistema de saúde e sem vida social.
O Brasil envelheceu antes de enriquecer. Até que ponto isso foi ruim?
KALACHE - Um aspecto positivo é a aposentadoria não contributiva, de grande interesse internacional, que está tirando da miséria mais de oito milhões de beneficiários e cerca de quatro vezes esse número quando somamos seus familiares. São mais de dois mil municípios que têm hoje suas economias gravitando em torno dessas pensões. E esta política é viável e economicamente possível e difundida. São pessoas que trabalharam a vida toda e não contribuíram para o seguro social, como donas de casa, trabalhadores rurais etc. Pela primeira vez contam com uma renda regular todo mês. Se o Brasil não tivesse nos anos mais recentes experimentado um desenvolvimento econômico, isso talvez ficasse insustentável. E isso pesa muito menos para a economia do que a pensão de funcionários públicos que geralmente se aposentam cedo e com valores mais altos.
Os profissionais de saúde estão preparados para lidar com a terceira idade?
KALACHE - São absolutamente despreparados para lidar com idosos. Não vamos conseguir oferecer serviço geriátrico para 18 milhões de idosos. Primeiro, não é a resposta, não queremos tornar o envelhecimento um problema médico. Mas precisamos treinar todos os profissionais de saúde para lidar melhor com essa população. Geralmente eles sabem tudo de criança, de gestante, mas não sabem nada sobre terceira idade. E é a maioria de seus pacientes. Eles saem das faculdades sem adquirir conhecimentos para lidar com os idosos. A grande resposta para o envelhecimento é a atenção primária na saúde, para evitar a hospitalização e a institucionalização, opções muito mais caras. É preciso atender nossos idosos onde eles vivem, com seu problemas. Trabalhamos com a Associação Internacional de Gerontologia e definimos os 15 pontos capitais para o currículo mínimo do médico. O que ele deve aprender hoje para responder ao envelhecimento. Em 2025, serão 32 milhões com mais de 60 anos no Brasil, em 2050, serão 70 milhões. O acidente vascular cerebral ou derrame é um desgraça no Brasil, que tem um dos maiores índices do mundo. E que poderia ser prevenido como medidas simples como redução do sal na dieta e prática de atividade física. Mas, por exemplo, o idoso que mora em comunidades mais carentes não tem uma calçada para caminhar. Por outro lado, quando a doença já ocorreu, ele precisa de um lugar adequado para se tratar. E depois do tratamento vai precisar de fisioterapia, acompanhamento. Muitas vezes se torna incapaz e ainda terá de viver 15 anos a 20 anos com esse problema, com má qualidade de vida. Todos os profissionais de saúde deveriam estar mais familiarizados com anatomia, fisiologia, farmacologia, sinais e sintomas de doença na terceira idade. Um infarto em pessoa mais jovem causa dor. Já num idoso isso nem sempre ocorre. Outra doença comum é a depressão, que muitas vezes é confundida com mal de Alzheimer e não é tratada.
O Brasil tem um excelente Estatuto do Idoso no papel, mas na prática ainda não funciona? O que pode ser feito?
KALACHE - Já melhorou muito. Há dez anos, falar de envelhecimento não estava na pauta da mídia. Quando me especializei, na década de 70, eu não conseguia falar com ninguém sobre o assunto. Para melhorar a aplicação do estatuto é preciso sensibilizar as autoridades, os políticos. Eles querem dar prioridade a ações mais imediatas, como inaugurar uma ponte. Os políticos e dirigentes ainda não se deram conta da urgência do tema. Porém, o envelhecimento é um desafio de hoje, temos que andar rapidamente. Por exemplo, estamos tentando criar o Centro Internacional de Envelhecimento no Brasil, mas há mais dificuldades do que havia previsto. O principal objetivo do centro seria estimular políticas sustentáveis para o envelhecimento ativo. É o processo de otimizar as oportunidades de saúde, participação e segurança para que o cidadão tenha melhor qualidade de vida à medida que envelhece. É um processo, é continuo. E essas oportunidades estão ao longo da vida. Na saúde, o que se faz hoje, na infância, na adolescência, terá repercussão importante aos 78 anos. A saúde é a chave para participar ativamente da sociedade. Outra questão é a segurança para viver bem na velhice. A proposta do centro é estimular o debate com profissionaisde todas as áreas, não apenas saúde, mas arquitetos, advogados etc, realizar pesquisas e elaborar políticas públicas que poderão trazer o Brasil para o mesmo grau de evolução de países da Europa e dos Estados Unidos. E ele não será vinculado a uma única instituição. A idéia é fazer parcerias com profissionais que se dedicam à essa área, como a Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati, Uerj), UFRJ e Universidade Cândido Mendes, e no exterior, como The New York Academy of Medicine, para citar alguns exemplos.
O que aconteceu com o programa Sociedade Amiga do Idoso, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que teve como piloto o bairro de Copacabana e serve de modelo para outras cidades do mundo?
KALACHE - O programa está lento, mas existem intervenções pontuais. Copacabana serviu como piloto e foi aqui que desenvolvemos a metodologia adotada em 35 cidades para o projeto global cidade amiga do idoso. Isso é realidade e partiu daqui. Depois repetimos a pesquisa entrevistando idosos de Tóquio, Xangai, Londres, Melbourne, Nova York e outras cidades. Analisamos os relatórios e os dados foram usados para produzir um guia, lançado em 1º de outubro de 2007. E teve um grande impacto. Agora são centenas de cidades e nova reunião será realizada em setembro, em Montreal. Apesar de ter nascido em Copacabana, pouco foi feito aqui. O tema transporte é um dos mais importantes para esta população. No Brasil os ônibus brasileiros são feitos em chassi, com degraus altos. Em Nova York o sistema está sendo todo reformulado. Já existem ônibus nos quais o chassi inteiro desce, não apenas um degrau. O que é bom para o idoso é bom para todos. Eu entro mais facilmente com um embrulho, a mulher com bebê, a pessoa com necessidade, o gordo. Uma boa política de envelhecimento é uma boa política de transporte público. O idoso poderá socializar mais. Outra questão: o idoso gosta de caminhar, de andar, mas também precisa descansar, a cada 200 metros a 300 metros. Criar um mobiliário urbano adequado é importante. A construção de toaletes públicos é outra medida simples. Muitos idosos têm urgência urinária, e não saem de casa porque não encontram esse tipo de equipamento. Não é só a questão financeira, é preciso vontade política. Por aqui há poucas iniciativas. Agora o Estado do Rio Grande do Sul começa a tomar algumas iniciativas nesse sentido. Lá, em parceria com o governo, estamos realizando debates, fóruns para discutir e implantar medidas que melhorem a qualidade de vida do idoso. Existem necessidades comuns, mas cada comunidade tem suas diferenças. Na Região Sul ainda existem muitos idosos vivendo em populações agrícolas e isolados. Os filhos saíram de casa, eles vivem sozinhos em muitas vezes em imóveis que estão se deteriorando, sem poder aquisitivo. O governo convocou mutirões convocando idosos mais ativos, recém aposentados, como bombeiros, pedreiros e eletricistas, para reformarem essas casas, a partir de algum incentivo financeiro.
O que é melhor para idoso, ser cuidado em casa ou numa instituição?
KALACHE - Hoje ocorre a feminização do envelhecimento. Na faixa a partir dos 85 anos, dois terços da população é formada por mulheres, geralmente de baixa renda e há muito tempo viúvas. Muitas se casaram com homens mais velhos. A responsabilidade de cuidar de outro idoso geralmente é da mulher. O homem ainda participa pouco. Na faixa de 18 anos a 30 anos, a mulher é principal cuidadora de algum doente dentro de casa e dedica, em média, 18 minutos por dia do seu tempo nessa tarefa. Na faixa de 45 anos a 54 anos, ela gasta 150 minutos. De 65 anos a 74 anos, dedica 210 minutos do seu tempo. De 75 anos a 84 anos o tempo gasto é 310 minutos. Geralmente cuidam dos maridos ou dos próprios pais. Mesmo depois de 85 anos a mulher ainda passa 63 minutos em média cuidando de alguém, mais de três vezes a média das mais jovens. De maneira geral, a pessoa idosa quer envelhecer em casa, não quer ser institucionalizada, por melhor que seja a casa da repouso. É preciso repensar a sociedade para o homem ter participação mais ativa no cuidado, compartilhar mais. E que de alguma forma o poder público ajude para para que as pessoas possam envelhecer em casa. Isso depende também de investimento em atenção primária. Estudo em 2002 na Espanha, mostrou que apenas 12% das pessoas que cuidavam de idosos eram profissionais especializados. No Brasil ainda existe a figura da empregada doméstica, que também atua como cuidadora. Quase 90% eram familiares, amigos, vizinhos. Há estudos similares na Europa e nos Estados Unidos. Não há nenhum país do mundo com mais de 6% de idosos vivendo em instituições. Para a imensa maioria dos idosos, a institucionalização é o começo do fim, a pessoa fica deprimida, está mais sujeita a abusos, perde sua privacidade e sua autonomia para viver de acordo com suas próprias regras e os seus desejos. Mesmo lúcida ela não tem mais autonomia. Terá que seguir regras das instituição, comer na hora determinada, dividir um quarto, usar banheiro coletivo. São raros os lugares bons.
De que forma os avanços em medicina genética estão melhorando a qualidade de vida dos idosos?
KALACHE - Provavelmente, com os avanços científicos, como a medicina genética, as pessoas vão chegar mais facilmente aos 100 anos e com melhor qualidade de vida. Em vez de tratar, a pessoas será curada de doenças crônicas como Parkinson e Alzheimer. Mas para algumas pessoas esse aumento da expectativa de vida será uma perversidade porque continuarão com má qualidade de vida. Por isso estamos buscando intervenções que possam facilitar que a pessoa continue ativa e produtiva. De qualquer forma, envelhecer hoje é muito mais fácil do que há 40 anos a 50 anos. Mas não podemos esperar soluções de fora, temos que desenvolver nossas próprias. É preciso dar mais ênfase em direitos de idosos.
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Entrevista,
envelhecimento masculino
Estatinas retardam envelhecimento de artérias, diz estudo
Plantão | Publicada em 29/09/2008 às 06h37m
BBC
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sugere que o uso de estatinas, substâncias utilizadas no combate ao colesterol, podem retardar o envelhecimento das artérias.
As artérias dos pacientes que sofrem de doenças cardíacas envelhecem em uma progressão mais acelerada do que o resto do corpo.
Isso acontece porque as doenças podem danificar o DNA das células que protegem as paredes das artérias, limitando sua habilidade de limpar os depósitos de gordura.
Segundo o estudo, publicado na revista científica Circulation Research, as estatinas estimulam a produção de uma proteína chamada NBS-1, capaz de detectar os danos no DNA das células arteriais e acelerar sua recuperação, atrasando dessa forma seu envelhecimento.
"É uma descoberta interessante descobrir que as estatinas não apenas reduzem o colesterol, mas estimulam o kit de recuperação do DNA das células, atrasando o envelhecimento das artérias", disse Martin Bennett, que coordenou o estudo.
Funções
As células do corpo humano são capazes de se dividir apenas um número limitado de vezes. Nos pacientes com doenças cardíacas, as células arteriais se dividem entre sete e 13 vezes mais vezes do que o normal - o que resulta em um envelhecimento precoce das artérias.
As células das artérias mais "envelhecidas" não funcionam tão bem quanto a daquelas mais jovens. Por isso, são menos capazes de combater a ruptura dos depósitos de gordura, chamados de placas arterioscleróticas, o que pode bloquear as artérias e causar ataques cardíacos e derrames.
De acordo com o estudo, ao aumentar os níveis da proteína NBS-1, as estatinas aceleram a recuperação do DNA das células, aumentando o tempo de vida das artérias e prevenindo seu envelhecimento prematuro.
"Os principais fatores de risco que causam as doenças cardíacas - pressão alta, diabetes, colesterol alto, fumo, falta de exercício - aceleram um processo de envelhecimento comum, que é irreversível. Reduzir os riscos com algumas mudanças de estilo de vida pode ajudar a prevenir esse envelhecimento - e descobrimos que as estatinas podem contribuir nesse processo", afirmou Bennett.
Segundo o pesquisador, se as estatinas forem capazes de agir da mesma forma em outras células, talvez possam proteger os tecidos normais dos danos causados no DNA como parte da quimioterapia ou radioterapia em pacientes com câncer, "potencialmente reduzindo os efeitos colaterais".
Para o diretor médico da Fundação Britânica do Coração, Peter Weissberg, "níveis altos de colesterol no sangue induzem um ciclo repetitivo de danos e recuperação nas paredes arteriais que resulta em ataques cardíacos se o mecanismo de recuperação não é adequado".
"As estatinas protegem contra ataques cardíacos ao reduzir os níveis de colesterol e os conseqüentes danos às paredes arteriais. Essa pesquisa demonstrou que as substâncias podem ainda aprimorar os mecanismos de recuperação naturais das artérias", concluiu Weissberg.
BBC
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sugere que o uso de estatinas, substâncias utilizadas no combate ao colesterol, podem retardar o envelhecimento das artérias.
As artérias dos pacientes que sofrem de doenças cardíacas envelhecem em uma progressão mais acelerada do que o resto do corpo.
Isso acontece porque as doenças podem danificar o DNA das células que protegem as paredes das artérias, limitando sua habilidade de limpar os depósitos de gordura.
Segundo o estudo, publicado na revista científica Circulation Research, as estatinas estimulam a produção de uma proteína chamada NBS-1, capaz de detectar os danos no DNA das células arteriais e acelerar sua recuperação, atrasando dessa forma seu envelhecimento.
"É uma descoberta interessante descobrir que as estatinas não apenas reduzem o colesterol, mas estimulam o kit de recuperação do DNA das células, atrasando o envelhecimento das artérias", disse Martin Bennett, que coordenou o estudo.
Funções
As células do corpo humano são capazes de se dividir apenas um número limitado de vezes. Nos pacientes com doenças cardíacas, as células arteriais se dividem entre sete e 13 vezes mais vezes do que o normal - o que resulta em um envelhecimento precoce das artérias.
As células das artérias mais "envelhecidas" não funcionam tão bem quanto a daquelas mais jovens. Por isso, são menos capazes de combater a ruptura dos depósitos de gordura, chamados de placas arterioscleróticas, o que pode bloquear as artérias e causar ataques cardíacos e derrames.
De acordo com o estudo, ao aumentar os níveis da proteína NBS-1, as estatinas aceleram a recuperação do DNA das células, aumentando o tempo de vida das artérias e prevenindo seu envelhecimento prematuro.
"Os principais fatores de risco que causam as doenças cardíacas - pressão alta, diabetes, colesterol alto, fumo, falta de exercício - aceleram um processo de envelhecimento comum, que é irreversível. Reduzir os riscos com algumas mudanças de estilo de vida pode ajudar a prevenir esse envelhecimento - e descobrimos que as estatinas podem contribuir nesse processo", afirmou Bennett.
Segundo o pesquisador, se as estatinas forem capazes de agir da mesma forma em outras células, talvez possam proteger os tecidos normais dos danos causados no DNA como parte da quimioterapia ou radioterapia em pacientes com câncer, "potencialmente reduzindo os efeitos colaterais".
Para o diretor médico da Fundação Britânica do Coração, Peter Weissberg, "níveis altos de colesterol no sangue induzem um ciclo repetitivo de danos e recuperação nas paredes arteriais que resulta em ataques cardíacos se o mecanismo de recuperação não é adequado".
"As estatinas protegem contra ataques cardíacos ao reduzir os níveis de colesterol e os conseqüentes danos às paredes arteriais. Essa pesquisa demonstrou que as substâncias podem ainda aprimorar os mecanismos de recuperação naturais das artérias", concluiu Weissberg.
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envelhecimento masculino
Pesquisa associa obesidade a câncer de próstata
VEJA - 22 de agosto de 2008
Uma pesquisa americana concluiu que o uso de estatina - fármacos usados para reduzir as taxas de colesterol - por homens obesos agrava os riscos de câncer de próstata. O uso do medicamento por esse grupo foi associado com um aumento de 50% nas chances de desenvolver a doença. Entre aqueles que usavam estatina há cinco anos ou mais, o risco subiu 80%.
Os pesquisadores do Centro de Pesquisas do Câncer de Fred Hutchinson, em Seattle, acompanharam 1.001 pacientes com câncer de próstata, diagnosticados entre 2002 e 2005. Eles tiveram seus dados comparados com outros 942 homens da mesma faixa etária, mas livres da doença.
No geral, não foi encontrada relação entre o câncer e o uso corrente ou passado da estatina, diz o estudo, publicado no American Journal of Epidemiology. 'Nós também não encontramos evidência de que o uso de estatina esteja ligado ao desenvolvimento de subtipos mais agressivos de câncer de próstata', disse a pesquisadora Janet L. Stanford em entrevista a Reuters Health.
Os cientistas tampouco associaram a doença à duração do tratamento com estatina. No entanto, concluiu-se que a incidência da doença é maior entre os homens com índice de massa corporal superior a 30 e que usam ou usaram por um longo período as estatinas.
Uma pesquisa americana concluiu que o uso de estatina - fármacos usados para reduzir as taxas de colesterol - por homens obesos agrava os riscos de câncer de próstata. O uso do medicamento por esse grupo foi associado com um aumento de 50% nas chances de desenvolver a doença. Entre aqueles que usavam estatina há cinco anos ou mais, o risco subiu 80%.
Os pesquisadores do Centro de Pesquisas do Câncer de Fred Hutchinson, em Seattle, acompanharam 1.001 pacientes com câncer de próstata, diagnosticados entre 2002 e 2005. Eles tiveram seus dados comparados com outros 942 homens da mesma faixa etária, mas livres da doença.
No geral, não foi encontrada relação entre o câncer e o uso corrente ou passado da estatina, diz o estudo, publicado no American Journal of Epidemiology. 'Nós também não encontramos evidência de que o uso de estatina esteja ligado ao desenvolvimento de subtipos mais agressivos de câncer de próstata', disse a pesquisadora Janet L. Stanford em entrevista a Reuters Health.
Os cientistas tampouco associaram a doença à duração do tratamento com estatina. No entanto, concluiu-se que a incidência da doença é maior entre os homens com índice de massa corporal superior a 30 e que usam ou usaram por um longo período as estatinas.
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câncer de próstata
Vírus pode causar câncer de próstata
VEJA - 7 de setembro de 2009
Um vírus conhecido por causar leucemia em camundongos e diversos tumores em animais agora é apontado com um possível causado do câncer de próstata em humanos, de acordo com uma pesquisa americana revelada nesta segunda-feira.
Os cientistas encontraram em 27% dos tumores de próstata analisados o vírus da leucemia murina xenotrópica, ou XMRV. "Nossa análise de 233 casos de câncer de próstata e 101 casos benignos mostrou uma associação da infecção por XMRV com o câncer de próstata, especialmente com tumores mais agressivos", explica a equipe conjunta das Universidades de Utah e Columbia.
As descobertas, publicadas pelo jornal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, podem proporcionar maneiras de identificar melhor os tumores de próstata perigosos, além de contribuiu para a fabricação de novos remédios e, até mesmo, vacinas contra a doença.
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens depois do câncer de pulmão e mata 254.000 pacientes por ano em todo o mundo.
Um vírus conhecido por causar leucemia em camundongos e diversos tumores em animais agora é apontado com um possível causado do câncer de próstata em humanos, de acordo com uma pesquisa americana revelada nesta segunda-feira.
Os cientistas encontraram em 27% dos tumores de próstata analisados o vírus da leucemia murina xenotrópica, ou XMRV. "Nossa análise de 233 casos de câncer de próstata e 101 casos benignos mostrou uma associação da infecção por XMRV com o câncer de próstata, especialmente com tumores mais agressivos", explica a equipe conjunta das Universidades de Utah e Columbia.
As descobertas, publicadas pelo jornal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, podem proporcionar maneiras de identificar melhor os tumores de próstata perigosos, além de contribuiu para a fabricação de novos remédios e, até mesmo, vacinas contra a doença.
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens depois do câncer de pulmão e mata 254.000 pacientes por ano em todo o mundo.
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câncer de próstata
Aprovada nos Estados Unidos a primeira vacina contra tumor de próstata
VEJA - 29 de abril de 2010
O primeiro tratamento contra o câncer de próstata que usa o sistema imunológico para combater a doença recebeu hoje aprovação do governo norte-americano, oferecendo uma importante alternativa para tratamentos mais intensivos como a quimioterapia.
A vacina Provenge, da Dendreon Corp., prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores. O remédio é chamado de "vacina", embora trate a doença em vez de preveni-la. Os médicos vêm tentando desenvolver esse tipo de terapia há décadas e a Provenge é a primeira a conseguir a aprovação da a agência que regula alimentos e remédios no país, o FDA.
"A grande notícia é que é o primeiro tratamento de imunoterapia a conseguir aprovação, e eu acho que dentro de cinco a dez anos imunoterapias serão uma grande parte do tratamento contra o câncer", disse o doutor Phil Kantoff, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber, que ajudou a realizar os estudos para a Provenge.
Vacinas experimentais para tratar outros tipos de câncer - incluindo o câncer de pele melanoma e o neuroblastoma, que atinge crianças - já estão no último estágio de desenvolvimento.
Atualmente, os médicos tratam câncer com a remoção cirúrgica dos tumores, com quimioterapia ou com radiação. A Provenge oferece uma quarta opção, ao fazer com que o próprio mecanismo de defesa do corpo aja contra a doença. A droga será usada para tratar câncer de próstata que se espalhou por outras partes do corpo e que não responde à terapia hormonal.
Especialistas médicos saudaram a aprovação como um marco importante, mas destacaram que o remédio será um acréscimo às práticas atuais, não uma substituição. "Este é apenas um passo num novo caminho para tratar os pacientes", afirmou o doutor Simon Hall, chefe de urologia do Hospital Mt. Sinai. "Temos de fazê-los entender que esta não é a cura, que é muito variável."
Estudos da empresa mostraram que a administração da Provenge acrescenta quatro meses de vida a homens com estágio avançado de câncer de próstata. Isso pode parecer pouco, mais é mais do que os três meses conquistados pelo Taxotere, o único quimioterápico aprovado para homens nesta situação. Os médicos esperam que o benefício seja ainda maior se o medicamento for ministrado quando a doença estiver menos avançada.
O primeiro tratamento contra o câncer de próstata que usa o sistema imunológico para combater a doença recebeu hoje aprovação do governo norte-americano, oferecendo uma importante alternativa para tratamentos mais intensivos como a quimioterapia.
A vacina Provenge, da Dendreon Corp., prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores. O remédio é chamado de "vacina", embora trate a doença em vez de preveni-la. Os médicos vêm tentando desenvolver esse tipo de terapia há décadas e a Provenge é a primeira a conseguir a aprovação da a agência que regula alimentos e remédios no país, o FDA.
"A grande notícia é que é o primeiro tratamento de imunoterapia a conseguir aprovação, e eu acho que dentro de cinco a dez anos imunoterapias serão uma grande parte do tratamento contra o câncer", disse o doutor Phil Kantoff, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber, que ajudou a realizar os estudos para a Provenge.
Vacinas experimentais para tratar outros tipos de câncer - incluindo o câncer de pele melanoma e o neuroblastoma, que atinge crianças - já estão no último estágio de desenvolvimento.
Atualmente, os médicos tratam câncer com a remoção cirúrgica dos tumores, com quimioterapia ou com radiação. A Provenge oferece uma quarta opção, ao fazer com que o próprio mecanismo de defesa do corpo aja contra a doença. A droga será usada para tratar câncer de próstata que se espalhou por outras partes do corpo e que não responde à terapia hormonal.
Especialistas médicos saudaram a aprovação como um marco importante, mas destacaram que o remédio será um acréscimo às práticas atuais, não uma substituição. "Este é apenas um passo num novo caminho para tratar os pacientes", afirmou o doutor Simon Hall, chefe de urologia do Hospital Mt. Sinai. "Temos de fazê-los entender que esta não é a cura, que é muito variável."
Estudos da empresa mostraram que a administração da Provenge acrescenta quatro meses de vida a homens com estágio avançado de câncer de próstata. Isso pode parecer pouco, mais é mais do que os três meses conquistados pelo Taxotere, o único quimioterápico aprovado para homens nesta situação. Os médicos esperam que o benefício seja ainda maior se o medicamento for ministrado quando a doença estiver menos avançada.
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