10 de junho de 2010

Homens sexualmente ativos vivem mais

Plantão | Publicada em 21/01/2010 às 17h42m
O GLOBO

MASSACHUSETTS _ Homens que praticam pouco sexo apresentam maior risco para doenças cardiovasculares. É o que indica pesquisa publicada na "Revista Americana de Cardiologia" e coordenada por Susan A. Hall, do departamento de epidemiologia do New England Research Institutes. O estudo incluiu 1.165 homens, com idade média de 50 anos, sem história de doença cardiovascular (como problema cardíaco, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica) no início da análise. Dos participantes, 213 tinham disfunção erétil, e todos foram acompanhados por 16 anos, em média. Os pacientes que relataram atividade sexual uma vez por mês ou menos tinham um risco 45% maior de doenças cardiovasculares do que o grupo que mantinha atividade sexual duas vezes por semana ou mais. Estudos anteriores já demonstraram o vínculo entre a disfunção erétil e as doenças cardiovasculares, mas a nova investigação é a primeira a considerar a freqüência de atividade sexual e o risco cardíaco, independentemente da impotência sexual. Para os autores, a capacidade de ter relações sexuais pode ser um marcador para a saúde em geral. E dizem que, provavelmente, os homes ativos sexualmente têm relacionamentos íntimos, com parceiros regulares, o que ajuda a reduzir o estresse.

Homens que bebem moderadamente têm uma vida sexual mais satisfatória que os abstêmios

Publicada em 18/03/2010 às 09h16m
O Globo

RIO - Um estudo divulgado pelo Keogh Institute for Medical Research, na Austrália, mostra que a bebida, em vez de causar disfunções eréteis, pode ajudar a melhorar a vida sexual masculina. O segredo, no entanto, está em beber com moderação. A pesquisa feita com 1.580 homens mostra que aqueles que bebiam moderadamente (até 5 doses por semana) tinham uma vida sexual mais ativa e mais satisfatória do que os que não bebiam nunca ou aqueles que exageravam no fim de semana.
Segundo o médico Kew-Kim Chew, coordenador do estudo, a incidência de problemas de ereção era 30% menor naqueles que tinham o hábito de beber alguns drinques por semana. O pesquisador afirma que a bebida alcoólica em doses moderadas pode ajudar a desinibir e também pode melhorar a função circulatória, que está diretamente ligada aos problemas de ereção.
Leia também: Impotência é forte indicador de problemas cardíacos
Foram avaliados na pesquisa alcoólatras, homens que bebiam as doses recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, os abstêmios e aqueles que não bebiam nada durante a semana mas exageravam no sábado e no domingo. Os que tinham mais risco de disfunções eréteis eram os alcoólatras, seguido dos que exageravam no fim de semana.
Para Chew, a descoberta é animadora, já que mostra que beber moderamente pode trazer benefícios para a vida sexual. Também indica que homens com disfunções eréteis não precisam abandonar o álcool completamente.
- A vida sedentária e o cigarro têm mais impacto na disfunção erétil do que o álcool - acredita o pesquisador.

Estudo associa uso de Viagra a perda de audição

Publicada em 19/05/2010 às 09h21m
BBC

RIO - Um estudo da universidade do Alabama, nos Estados Unidos, descobriu que homens que usam Viagra e possivelmente outros remédios contra disfunção erétil, como Cialis e Levitra, têm duas vezes mais riscos de perda de audição em longo prazo.
Os resultados da análise de mais de 11,5 mil casos de homens com mais de 40 anos foram publicados na última edição da revista especializada Archives of Otolaryngology-Head and Neck Surgery, embora os autores destaquem que são inconclusivos.
- A partir dessas descobertas, parece que a advertência atual do governo (americano) sobre perda de audição e uso de medicamentos PDE-5i (inibidores da fosfodiesterase do tipo 5) é pertinente- afirmou o autor do estudo, Gerald McGwin. - Embora o estudo tenha limitações, é prudente que pacientes usando esses medicamentos sejam advertidos sobre sinais e sintomas de deficiência auditiva e incentivados a procurar atenção médica imediata para se prevenir contra danos potencialmente permanentes.
Advertência nos EUA
A advertência atual da Food and Drug Administration (FDA) foi feita em 2007, que regulamenta o uso de medicamentos nos Estados Unidos, após a divulgação de vários estudos que reforçavam a relação entre perda de audição e uso de drogas PDE-5i como o Viagra.
O estudo atual, segundo McGwin, é o primeiro epidemiológico a avaliar a relação entre o uso destas drogas e a perda de audição em longo prazo.
Os dados de 11.525 acima de 40 anos que afirmaram usar medicamentos PDE-5i foram recolhidos pelo governo entre 2003 e 2006.
De acordo com McGwin, a relação entre o uso de medicamentos e a perda de audição é mais evidente em homens que usam drogas à base de sildenafil (Viagra), do que tadalafil (Cialis) ou vardenafil (Levitra).
Em parte, isso pode se dever ao fato de que a amostra de homens usando as duas últimas drogas é menor.
Hipertensão pulmonar
McGwin afirma que os resultados mostram que há uma elevação na perda de audição entre os usuários de tadalafil e vardenafil, mas ela não é "estatisticamente relevante".
As drogas PDE-5i foram desenvolvidas inicialmente para tratar de hipertensão pulmonar, mas hoje são amplamente usadas em tratamentos de disfunção erétil.
- As medicações PDE-5i atuam em pacientes com disfunção erétil ao aumentar a circulação de sangue em certos tecidos do corpo. Existem hipóteses de que possam provocar um efeito semelhante em tecidos do ouvido, onde um aumento de circulação poderia potencialmente levar a danos na audição.
Entre as limitações do estudo, citadas pelo próprio autor, estão a amostragem limitada de usuários de tadalafil e vardenafil, a possível falta de precisão nas informações sobre a frequencia no uso do medicamento e pré-condições que poderiam contribuir para a perda de audição.
McGwin recomendou a realização de mais estudos sobre os riscos das PDE-5i.

Nova droga aumenta o desejo sexual em mulheres

Plantão | Publicada em 08/06/2010 às 13h16m
O Globo
RIO - O órgão que regula drogas e alimentos nos Estados Unidos, o FDA, está decidindo se aprova uma droga para aumentar o desejo sexual em mulheres. Este transtorno - chamado de desejo sexual hipoativo (DSH) - afeta pelo menos 35% da população brasileira, segundo estimativas de psiquiatras. O medicamento flibanserin foi desenvolvido originalmente como um antidepressivo, mas, segundo o laboratório alemão dono da patente, ele teria um impacto positivo na melhora da libido.
" Nos ensaios clínicos com o medicamento, muitas mulheres relataram que ele não funcionava bem como antidepressivo, mas informaram um efeito secundário "inesperado e positivo": um maior interesse sexual e experiências sexuais mais satisfatórias "
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Esse trastorno caracteriza-se pela diminuição do desejo sexual, ausências de fantasias eróticas, e está associado a forte angústia e dificuldades interperssoais. Os dados dos ensaios clínicos com o fármaco, apresentados na reunião anual do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas, mostraram que 100mg diários do medicamento "aumentaram significativamente o desejo sexual das pacientes e reduziu bastante a angústia associada à queixa". Assim como o Viagra - uma das pílulas usadas para tratar disfunção erétil - que foi criado originalmente para tratar a hipertensão e a angina, o efeito do flibanserin na libido feminina foi descoberto por acaso.
Nos ensaios clínicos com o medicamento, muitas mulheres relataram que ele não funcionava bem como antidepressivo, mas informaram um efeito secundário "inesperado e positivo": um maior interesse sexual e experiências sexuais mais satisfatórias. Então o laboratório Boehringer Ingelheim decidiu investigar a ação contra o DSH. E no mês passado a empresa solicitou ao FDA licença para sua comercialização nos Estados Unidos.
- O medicamento aumenta os níveis de serotonina, uma substância química que regula o humor, o ânimo, no cérebro - e ainda tem efeito na dopamina, outro neurotransmissor - diz Franklin Lowe, professor de urologia clínica da Universidade de Columbia e também ligado ao laboratório alemão.
Ele explica que a medida que a mulher envelhece há uma redução da libido. Há alguns anos isso não seria um grande problema porque os homens também sofriam com isso, mas com o lançamento de drogas para disfunção erétil hoje há um descompasso entre casais numa certa idade.
- O verdadeiro problema é esta desconexão entre o aumento do desejo sexual no homem e a falta de libido na mulher. O objetivo com este fármaco é tratar as mulheres que sentem angústia devido à falta de líbido e com relacionamentos em crise - comenta Lowe.
Porém nem todos os pesquisadores concordam que o DSH é um transtorno biológico que necessita de tratamento com medicamentos. Na opinião de Liz Canner, especialistas em trastornos sexuais femininos, trata-se de uma problema psicológico.
- Desde que o Viagra se mostrou eficaz a indústria tem buscado um similar para as mulheres. Mas esses vasodilatadores não funcionaram em mulheres. Depois tentaram usar testosterona para aumentar o desejo sexual no sexo feminino. Agora estão testando a combinação de serotonina e dopamina. Mas muitos das queixas de desejo sexual são causadas por problemas nas relações pessoais -afirma.
Lowe concorda que o desejo sexual está baseado numa combinação de fatores psicológicos, psicossociais, hormonais e interpersoais. Mas afirma que "o medicamento pode ajudar as mulheres que sofrem de alterações hormonais e ser uma ferramenta útil".
- Certamente ele não terá o mesmo impacto que o Viagra nos homens, porque nas mulheres o impulso sexual e todos os assuntos sexuais em geral são muito mais complexos - acrescenta o médico.

Melancia pode ser 'Viagra natural', afirma cientista

Plantão | Publicada em 01/07/2008 às 12h37m
BBC
A melancia pode ter um efeito semelhante ao Viagra, segundo um cientista da universidade de Texas A&M, nos Estados Unidos.
Bhimu Patil, diretor do Fruit and Vegetable Improvement Center (Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais) da universidade, afirma que a melancia tem ingredientes que produzem efeitos nos vasos sangüíneos semelhantes aos do Viagra e podem também aumentar a libido.
"Quanto mais nós estudamos a melancia, mais nós percebemos o quanto essa fruta é maravilhosa em fornecer fortificantes ao corpo humano", diz Patil em uma reportagem publicada no site de divulgação do Programa de Agricultura da Universidade, Agnews.
"Nós sempre soubemos que a melancia é boa para a saúde, mas a lista dos benefícios da fruta cresce a cada novo estudo."
Os ingredientes benéficos à saúde encontrados em frutas e legumes em geral são conhecidos como fitonutrientes. Na melancia, são encontrados fitonutrientes como o licopeno e o betacaroteno.
Mas o fitonutriente presente na melancia que tem atraído a atenção dos cientistas é a citrulina, que tem a habilidade de relaxar os vasos sangüíneos, da mesma forma que o Viagra o faz.
Quando a melancia é consumida, a citrulina é convertida em arginina por enzimas.
"A arginina estimula a produção de ácido nítrico, que relaxa os vasos, o mesmo efeito básico que o Viagra tem para tratar a impotência e até mesmo preveni-la", afirma Patil.
Os cientistas reconhecem que a impotência pode ser causada também por problemas psicológicos, mas afirmam que uma quantidade extra de ácido nítrico pode ajudar aqueles que precisam de um maior fluxo sangüíneo, o que também é útil no tratamento de problemas cardiovasculares.
"A melancia pode não ser tão direcionada ao órgão em questão como o Viagra, mas é uma ótima maneira de relaxar os vasos sangüíneas sem nenhum efeito colateral", afirma Patil.
A citrulina, precursora da arginina, é encontrada em maior concentração na casca da melancia do que na polpa. Como a casca não é normalmente ingerida, dois outros cientistas do Fruit and Vegetable Improvement Center tentam desenvolver novas variedades de melancia com maior concentração de citrulina na polpa.

'Viagra mudou a forma como falamos de sexo', afirma farmacêutico que inventou a droga

Publicada em 05/09/2008 às 11h24m
Maria Vianna - O Globo Online*

SÃO PAULO - Quando foi contratado por um grande laboratório há 27 anos, o farmacêutico inglês Peter Ellis não sonhava em ser uma das principais peças do que muitos especialistas em sexualidade chamam de "nova revolução sexual". Conhecido como o pai do Viagra por ter coordenado o estudo que descobriu a droga, Ellis se tornou uma espécie de consultor sexual de amigos, de desconhecidos e até de celebridades. Descoberto por acaso, o medicamento tinha sido elaborado para tratar de angina e hipertensão, mas passou a ser pesquisado para impotência quando pacientes envolvidos no estudo começaram a relatar, felizes, o inesperado efeito colateral. Em visita a São Paulo, Peter Ellis conversou com o GLOBO ONLINE sobre a droga que hoje chama de 'diamante azul'. Para os mais curiosos: sim, o farmacêutico já testou e aprovou sua criação. (Leia mais: Símbolo da geração de novos medicamentos contra impotência completa dez anos)
" Já fui abordado por celebridades em jantares sofisticados, por desconhecidos na rua, todos acreditando que eu tenho a resposta para todo tipo de problema de ereção. "
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O que mudou na sua vida depois desta descoberta?
Sinto muita satisfação e orgulho de ter feito parte da equipe que desenvolveu um medicamento que se tornou símbolo de toda uma transformação na forma como as pessoas encaram o sexo, e fico realmente muito feliz de ver quantos já foram beneficiados e estão mais satisfeitos sexualmente e psicologicamente por causa desta invenção. Só para se ter uma idéia, hoje seis compridos de Viagra são consumidos mundialmente a cada segundo. Um fato interessante foi que, quando comecei a pesquisar a droga para a disfunção erétil, descobri que muitos dos meus amigos sofriam do problema. Era algo que eu realmente não queria saber, mas que também foi fundamental para percebermos o quanto a droga era necessária. Já fui abordado por celebridades em jantares sofisticados, por desconhecidos na rua, todos acreditando que eu tenho a resposta para todo tipo de problema de ereção. E, claro, já recebi incontáveis agradecimentos de esposas satisfeitas e casais que redescobriram a vida a dois.
Quando vamos ver um medicamento deste tipo para mulheres?
Há anos que a comunidade cientifica trabalha para criar medicamentos eficazes que tratem as disfunções sexuais femininas, mas sem muito sucesso. O que sabemos é que não temos como criar um "Viagra feminino" ou uma droga que tenha mecanismo similar, temos que criar um remédio novo. A manifestação do desejo e da excitação nas mulheres é diferente da dos homens. As mulheres têm, de fato, um mecanismo sexual muito mais complicado que o masculino. Elas podem se excitar, ficar lubrificadas e nunca atingir o orgasmo. Para a ciência, isto ainda é um desafio. Todos sabem que o Viagra já foi testado em mulheres e não se mostrou eficaz. A droga de fato aumenta o fluxo sangüíneo na região genital delas, mas o efeito, em termos de aumento de prazer, é praticamente nulo. Mulheres que tomam o medicamento e que dizem sentir mais prazer experimentam, na verdade, um efeito placebo. Mas a ciência ainda está longe de desenvolver uma droga que facilite ou aumente orgasmos femininos.
A droga está sempre em fase de testes para outras doenças. Por quê?
O mecanismo do medicamento, que foi inicialmente criado com outro objetivo, age como relaxante do sistema vascular e também bloqueia a ação de uma molécula que está ligada a outras condições físicas. A droga foi testada com sucesso em mulheres que têm um tipo de infertilidade causada pelo afinamento da parede uterina, mas foi reprovada em experimentos com mulheres grávidas com eclâmpsia. Alguns distúrbios pulmonares e neuropáticos também já foram tratados com certo resultado. Porém, não é tão eficaz no tratamento da depressão, principalmente em mulheres. Na ciência testam de tudo, já misturaram Viagra com água para ver se as plantas duravam mais tempo no vaso! (Leia mais: Viagra pode melhorar a vida sexual de mulheres deprimidas)
Como vê o uso recreativo da droga, principalmente por jovens?
Dizer que homens mais novos não têm problemas de ereção é uma avaliação equivocada. A disfunção erétil atinge todas as faixas etárias, mas na juventude ela está mais associada a problemas psicológicos, falta de confiança e pressão por ter uma boa performance na cama. Ainda existe um preconceito em torno da disfunção erétil, principalmente na juventude. A impotência ainda é um tema pouco discutido e muitos médicos ainda têm dificuldade de abordar a questão. Sou totalmente contra a auto medicação, mas também acredito na segurança do produto e não acho que ele traga riscos para a saúde.

Disfunção erétil pode sinalizar distúrbios como hipertensão, diabetes e depressão, afirma cardiologista

Plantão | Publicada em 03/09/2008 às 14h37m
Maria Vianna - O Globo Online*

SÃO PAULO - A dificuldade de ter ou manter uma ereção pode ser um dos primeiros indicadores de que há algo errado com a saúde. Doenças como a depressão, diabetes e pressão alta têm como um dos primeiros sintomas a impotência, afirma o cardiologista Marcelo Bertolami, diretor do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, em São Paulo. No Brasil, cerca de 40% dos homens tem problemas de ereção, número que aumenta a medida que a idade avança, mas poucos procuram um especialista para tratar corretamente do problema. Dados do instituto apontam que 64% destes homens acabam descobrindo que a disfunção erétil é causada por outro problema de saúde, principalmente os ligados a pressão, ao colesterol e ao acúmulo de gordura nas artérias.
- Nos casos de disfunção erétil, a transparência entre médico e paciente é ainda mais importante para que ele descubra se está com algum distúrbio grave em estágio inicial e que pode se manifestar de forma mais séria apenas daqui a anos. Em alguns casos, a mudança de hábitos sozinha já é o suficiente para reverter o quadro da disfunção - explica o cardiologista.
Ele lembra que os medicamentos contra a impotência podem ser úteis em muitas situações, mas que não devem ser a primeira opção no tratamento da disfunção erétil, já que eles podem mascarar outras condições.
- Um paciente que busca este tipo de medicamento sem fazer outros exames ou, pior, parte para a automedicação, está colocando a saúde em risco. Às vezes, o homem pode até conseguir a ereção, mas por causa de outra doença, não vai conseguir manter a relação sexual - diz Bertolami.
Alguns medicamentos para hipertensão, como diuréticos e betabloqueadores, e as estatinas, usadas para tratar o colesterol alto, podem causar disfunções eretéis. Nestes casos, explica o médico, os remédios contra impotência são um aliado. Os medicamentos para disfunção erétil são contra-indicados para quem toma remédios a base de nitratos, e também para quem tem arritmias cardíacas, pressão alta ou baixa.
- O homem precisa entender que não adianta apenas tomar um comprimido. Ele deve avaliar o estado de sua saúde e trabalhar para melhorar sua qualidade de vida. A disfunção erétil é sinal de que algo no organismo não vai bem e que costuma ter solução quando detectado em estágio inicial. É possível ter diabetes e cardiopatias, por exemplo, e ter uma boa vida sexual. Mas é claro que o quadro precisa estar sob controle - enfatiza.
Para melhorar a saúde sexual, o cardiologista recomenda uma dieta equilibrada, a prática regular de exercícios, não fumar e moderar a ingestão de alcool.
- Nos homens mais jovens, a disfunção erétil pode ser sinal de problemas cardíacos. Não é preciso ter uma idade avançada para se ter algum distúrbio no coração. O Brasil, infelizmente, está entre os países com maior incidëncia de infartos entre jovens - completa.

Má qualidade do sono está relacionada a problemas de ereção

.Enviado por Maria Clara Serra - 15.11.2009| 9h00m.Estudo revela que dormir mal leva à impotência


Dormir mal pode virar um pesadelo para os homens. Uma pesquisa revela que a má qualidade do sono está fortemente associada a problemas de impotência sexual. Segundo a biomédica Monica Levy Andersen, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a apneia — pequenas paradas respiratórias durante o sono — é um dos maiores riscos para as dificuldades de ereção. Só na cidade de São Paulo, são mais de 1,7 milhão de homens com o problema. Dos 449 homens, com idade entre 20 e 80 anos, que tiveram o sono monitorado em laboratório, 17% apresentaram impotência. Desses, 7% tinham idades entre 20 e 29 anos, 12% estavam na faixa de 40 a 49 anos, 22% entre 50 e 59 anos, e 63% tinham mais de 60 anos.

O estudo mostrou também que os distúrbios de sono mais comuns eram a diminuição do chamado sono REM (Rapid Eye Movement ou “movimento rápido dos olhos”).

— Os pacientes que sofriam de impotência despertavam mais durante a noite, apresentando sono fragmentado e diminuição do sono REM, fase onde acontecem a maioria dos sonhos e, no caso dos homens, as ereções involuntárias — explica Monica.

Os distúrbios do sono podem afetar diretamente as taxas hormonais e a disposição para atividades físicas, outros fatores que também influenciam na qualidade da ereção. Segundo Monica, homens que praticam exercícios pelo menos uma vez por semana desenvolvem um efeito protetor contra a impotência.

Sinais do problema

Estudos da Sociedade Brasileira do Sono revelam que um em cada três brasileiros sofre para dormir. E uma noite mal dormida pode levar não apenas ao cansaço, à sonolência e ao estresse, mas também causar doenças como diabetes, hipertensão e obesidade.

Muitas pessoas não sabem que sofrem de apneia. Mas quem vive cansado, tem sono durante o dia, pouca concentração, irritabilidade, mudanças de humor, dor de cabeça e ansiedade deve procurar um médico. Provavelmente, essa pessoa não dorme bem.

Como melhorar as suas noites

- Silêncio
Ruídos podem causar desconforto e interferir no sono, uma vez que ativam seu estado de alerta, fazendo com que o corpo não relaxe por completo.

- Luz
Um ambiente mais escuro ajuda o corpo a entrar no estado de repouso.

- Temperatura
A temperatura corporal varia ao longo do dia, atingindo o ponto mais baixo no início da manhã. Manter uma temperatura média no quarto evita que o corpo sofra com mudanças bruscas que levam a desconforto ou impossibilidade de dormir.

- Relaxe
Não leve trabalho ou estudos para a cama e desligue a TV pelo menos meio hora antes de domir. Mudanças de horários também podem atrapalhar. Um pouco de rotina ajuda nessas horas.

- Antes de dormir
Procure não beber líquidos com cafeína e comer chocolate após as 17h. Dê preferência a alimentos leves e procure não praticar exercícios pouco antes de deitar. Evite fumar e consumir bebidas alcoólicas, pois o tabaco favorece a insônia e o álcool pode piorar o ronco e a apneia, uma vez que relaxa a musculatura respiratória.

Homens sexualmente ativos vivem mais

Plantão | Publicada em 21/01/2010 às 17h42m
O GLOBO

MASSACHUSETTS _ Homens que praticam pouco sexo apresentam maior risco para doenças cardiovasculares. É o que indica pesquisa publicada na "Revista Americana de Cardiologia" e coordenada por Susan A. Hall, do departamento de epidemiologia do New England Research Institutes. O estudo incluiu 1.165 homens, com idade média de 50 anos, sem história de doença cardiovascular (como problema cardíaco, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica) no início da análise. Dos participantes, 213 tinham disfunção erétil, e todos foram acompanhados por 16 anos, em média. Os pacientes que relataram atividade sexual uma vez por mês ou menos tinham um risco 45% maior de doenças cardiovasculares do que o grupo que mantinha atividade sexual duas vezes por semana ou mais. Estudos anteriores já demonstraram o vínculo entre a disfunção erétil e as doenças cardiovasculares, mas a nova investigação é a primeira a considerar a freqüência de atividade sexual e o risco cardíaco, independentemente da impotência sexual. Para os autores, a capacidade de ter relações sexuais pode ser um marcador para a saúde em geral. E dizem que, provavelmente, os homes ativos sexualmente têm relacionamentos íntimos, com parceiros regulares, o que ajuda a reduzir o estresse.

Disfunção erétil está associada a maior risco de infarto

Plantão | Publicada em 01/06/2010 às 15h24m
O Globo

SÃO FRANCISCO - No maior estudo já realizado relacionando disfunção erétil e calcificação de artérias coronárias, médicos da Escola de Medicina do Mount Sinai descobriram que homens com impotência sexual correm um risco significativamente maior de apresentar alto grau de calcificação da artéria coronária, um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, como o infarto. A pesquisa foi apresentada esta semana no congressso da Associação Americana de Urologia, em São Francisco.
O estudo, intitulado "Disfunção erétil é um fator de risco independente para a presença de alto risco de calcificação de artéria coronária" avalou 1.119 homens, 327 dos quais tinham dificuldade de ereção. Depois de ajustes nos dados, os médicos observaram que o grupo com disfunção erétil apresentou uma probabilidade 54% maior de calcificação arterial. Um perigo semelhante ao de pacientes com antecedentes de hipertensão arterial e tabagismo.
Segundo o pesquisador Natan Bar-Chama, professor adjunto de urologia na Escola de Medicina do Mount Sinai, o estudo "mostra uma ligação indiscutível entre disfunção erétil e aterosclerose, e levanta a questão sobre quais exames devem ser realizados nesses pacientes para avaliar o risco cardiovascular". A idade média dos homens na pesquisa foi de 50,5 anos.

Cientistas criam pomada contra impotência masculina

Publicada em 28/04/2009 às 11h12m
BBC

Cientistas do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, desenvolveram uma pomada para tratar impotência de forma localizada.
Os cientistas desenvolveram nano-partículas capazes de liberar óxido nítrico - substância que ajuda na biologia da ereção e relaxa as células musculares do pênis - de forma contínua.
" Este é um conceito muito interessante que tem potencial de ter impacto sobre muitas condições, inclusive disfunções eréteis "
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A pomada, aplicada localmente, foi testada com sucesso em animais e os resultados foram apresentados na reunião anual da Associação Urológica Americana.
Os cientistas aplicaram a pomada em sete ratos geneticamente modificados para ter disfunções eréteis. Cinco deles apresentaram uma ereção visível. Em média, a ereção foi alcançada em 65 minutos.
"Este é um conceito muito interessante que tem potencial de ter impacto sobre muitas condições, inclusive disfunções eréteis, se puder ser levado dos laboratórios animais para as clínicas", disse o médico Ira D. Sharlip, porta-voz da Associação Urológica Americana.
"Ainda falta observar se os efeitos da tecnologia de nano-partículas são locais ou sistêmicos", completou.
Segundo os cientistas, por ser de uso localizado, a pomada pode usar uma dose mais baixa de óxido nítrico e evitar os efeitos colaterais causados pela absorção sistêmica da substância, como no caso de uma pílula.
Vários comprimidos usados em tratamentos contra disfunções eréteis podem tem efeitos colaterais. O Viagra, por exemplo, pode piovocar dor de cabeça, vermelhidão no rosto e dor de estômago.
Segundo a Pfizer, fabricante do produto, mais da metade dos homens de 40 anos de idade podem enfrentar problemas para alcançar ou manter uma ereção.

Sexo com freqüência reduz risco de impotência

Publicada em 07/07/2008 às 17h23m
Reuters
Nova York - Médicos finlandeses têm uma nova e simples recomendação para prevenir a impotência: fazer sexo e fazer com freqüência. Um estudo com quase mil idosos, publicado no "American Journal of Medicine", durante cinco anos mostrou que aqueles que tinham atividade sexual regular apresentavam menos chances de ter disfunção erétil. Aliás, quanto mais eles faziam sexo, menor era o risco de terem o problema. Para os pesquisadores, isso significa que é importante incentivar os homens a fazerem sexo na terceira idade. (Vote: Com que freqüência você faz sexo? )
Leia mais: Dez anos de Viagra
Comer brócolis previne câncer de próstata
A pesquisa incluiu 989 homens com idades entre 55 e 75 anos. Em média, os que relataram fazer sexo menos que uma vez por semana tinham duas vezes mais chances de apresentar disfunção erétil nos cinco anos seguintes do que os que faziam sexo semanalmente. E mais: em comparação com os que faziam sexo três ou mais vezes por semana, o risco de impotência era quadruplicado.
Atividade física
Segundo Juha Koskimaki, coordenador do estudo, uma série de fatores contribuem para a disfunção erétil, como diabetes e doença cardíaca. Mas, mesmo levando essas limitações em conta, a atividade sexual em si está ligada ao problema.
- É o caso de usar ou perder - brinca o pesquisador, explicando que a atividade sexual regular pode até ser encarada como exercício físico.
Mas esta não é a única explicação. A disfunção erétil é provocada pela má vascularização do pênis. O sexo frequênte pode ajudar a manter os níveis normais de fluxo sangüíneo nos tecidos responsáveis pela ereção.

Impotência é forte indicador de ataques cardíacos, diz estudo

Plantão | Publicada em 16/03/2010 às 08h51m
BBC

Um estudo alemão revelou que impotência sexual é um forte sinal em pacientes de alto risco de que estes podem estar perto de sofrer um ataque cardíaco.
A pesquisa da Universidade do Sarre, na Alemanha, concluiu que entre os homens portadores de doenças cardíacas, aqueles que também apresentam quadros de impotência sexual têm o dobro de chance de sofrerem um ataque cardíaco.
Segundo o estudo, a probabilidade dos portadores de disfunção erétil sofrerem um derrame cerebral é 10% maior do que a dos demais pacientes cardíacos, enquanto que a possibilidade de precisarem ser hospitalizados por insuficiência cardíaca é 20% superior.
Os cientistas alemães acompanharam 1519 homens de 13 países diferentes que já possuíam alguma doença cardíaca. Os participantes foram perguntados sobre uma possível disfunção erétil no início da pesquisa, depois de dois anos e após cinco anos.
O grupo concluiu que a disfunção erétil é "um potente indicador" de mortes relacionadas a problemas cardíacos, como "infarto do miocárdio, derrame cerebral, e insuficiência cardíaca".
Para os autores do estudo, homens que estão tratando problemas de disfunção erétil deveriam fazer exames para saber se sofrem ou tem propensão a problemas cardíacos.
"Esses homens estão sendo tratados por disfunção erétil, mas não pela doença cardiovascular fundamental. Um grupo inteiro de homens está sendo posto em risco", disse Michael Böhm, um dos autores do estudo.
A pesquisa explica que a impotência sexual está ligada ao fluxo inadequado de sangue nas artérias penianas.
Portanto, para muitos homens, a dificuldade constante de se atingir uma ereção pode ser um sinal prévio de que suas artérias estão tornando-se mais estreitas.
Com base nisso, os autores da pesquisa defendem que os médicos deveriam indagar seus pacientes com mais de 40 anos sobre sua vida sexual, pois esses homens dificilmente tomam a iniciativa de relatar esse tipo de problema.

Ultrassom para a próstata

As ultrassonografias da próstata devem aumentar em 20% no Brasil, passando de 78 mil exames para 110 mil por ano. A meta foi anunciada ontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em Brasília. Ela faz parte de uma nova política de saúde destinada ao homem, que pretende tratar também de outros procedimentos urológicos e trabalhar melhor a questão do planejamento familiar.

Para isso, o governo federal quer levar pelo menos 2,5 milhões de homens ao médico uma vez por ano, no mínimo. O foco da política são os homens com idades entre 20 e 59 anos. Ao todo, devem ser investidos R$ 613,2 milhões até 2011.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) já vem alertando há anos para o crescente problema do câncer de próstata. Sua taxa de mortalidade passou de 6,3 para 13,9, entre os anos de 1979 e 2006. Isso representa um aumento de 120%. Só neste ano, estima o instituto, 49.530 homens devem desenvolver a doença. O número representa uma proporção de 52 casos para cada 100 mil homens.

O número de cirurgias para tratar doenças do trato genital masculino irão aumentar em 10% ao ano, passando de 100 mil, em 2008, para 110 mil, em 2009, alcançando 121 mil até 2010. De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa vai ampliar o acesso ao tratamento, por exemplo, do câncer de pênis – tumor relacionado às baixas condições socioeconômicas e à má higiene íntima.

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indica que pelo menos mil homens tenham o pênis amputado todos os anos no Brasil por causa da doença.

Outras cirurgias também terão o valor aumentado — entre elas, a de circuncisão. Conhecida como postectomia, ela consiste na retirada da pele do prepúcio que envolve a glande do pênis. O procedimento é indicado para homens que tenham fimose. Segundo o ministério, a cirurgia está relacionada à prevenção de câncer no órgão e de doenças sexualmente transmissíveis.

O governo federal pretende ainda aumentar em 148% o valor do repasse para a vasectomia realizada em ambulatórios e em 20% o montante destinado ao procedimento com necessidade de internação. A me
ta do Ministério da Saúde é passar de 35 mil para 50 mil vasectomias anuais realizadas em ambulatórios, em 2010.

De acordo com o ministério, o número de homens que fazem vasectomia caiu pouco mais de 7%. O ministro José Gomes Temporão pretende reverter este quadro.

Polêmica na prevenção do câncer de próstata

Publicada em 04/10/2009 às 09h54m
O Globo

Novos estudos divulgados na última semana reacenderam a polêmica sobre a prevenção e o diagnóstico de câncer de próstata, mostra reportagem de Antônio Marinho no GLOBO deste domingo. Segundo as pesquisas, duas delas publicadas na revista "British Medical Journal" (BMJ), não existem provas convincentes de que o rastreamento com dosagem de PSA no sangue (o antígeno específico da próstata, um marcador da doença) reduza o índice de mortes pelo câncer. Outro artigo, na revista "Arquivos de Medicina Interna", da Associação Americana de Medicina, afirma que os homens não participam das decisões a respeito desse assunto e são desinformados sobre os riscos e benefícios de exames como toque retal e PSA. Para os autores dos artigos, é preciso discutir mais com os pacientes os critérios para diagnosticar a doença.
" Exames não mostraram, até o momento, sucesso em reduzir a mortalidade "
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Já no ano passado, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) dissera não existir base sólida científica para recomendar o toque retal e o PSA. Para o instituto, esses exames não mostraram, até o momento, sucesso em reduzir a mortalidade, ou seja, não vale a pena recomendá-los como uma política de saúde pública para homens sem sintomas. E levam a muitas cirurgias desnecessárias, com prejuízos financeiros e à qualidade de vida. É o que pensa a maioria dos países. Isso porque o toque retal só detecta tumores em fase avançada e não se tem certeza do impacto do PSA na diminuição do número de óbitos. Diante dos novos estudos, o Inca mantém sua posição, a mesma da OMS.
Nos Estados Unidos, a maioria dos homens acima de 50 anos faz PSA. Porém, especialistas afirmam que esta prática é controversa, devido às incertezas dos benefícios e aos conhecidos riscos dos tratamentos. A decisão a respeito de submeter ao screening, dizem os pesquisadores, deveria levar em conta a opinião dos pacientes, algo que nem sempre acontece.
Nos estudos na "BMJ", os autores comentam que o teste de PSA não pode, por exemplo, identificar um tumor letal. Num deles, pesquisadores suecos da Universidade de Umea usaram os resultados dos testes de PSA de 540 homens diagnosticados com câncer de próstata investigados anos antes do diagnóstico e de um grupo de 1.034 saudáveis. Eles descobriram que o teste de PSA não foi decisivo como método de triagem. No outro, cientistas americanos de diversos centros, incluindo as universidades de Harvard e Boston, chegaram à mesma conclusão, e citam o excesso de falsos positivos. Nessa edição a revista britânica publicou um editorial que não aconselha o PSA.
" Nenhum país do mundo indica toque retal como método de triagem "
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Também um estudo, mês passado, na revista do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, confirmou que o rastreamento de rotina para câncer de próstata resultou em mais de um milhão de americanos diagnosticados com tumores que poderiam não ter evoluído. A conclusão é que é necessário investigar melhor biomarcadores para detectar a doença antes de indicá-los.
Na revisão de exames de PSA, pesquisadores americanos afirmam que os dados sobre danos e benefícios desses exames ainda são insuficientes para sustentar a triagem populacional. Acrescentam que os custos financeiros e psicológicos de resultados falso-positivos, o excesso de diagnósticos e de tratamentos de próstata devem ser avaliados com maior precisão. Todas as opções implicam algum dano, como incontinência e disfunção erétil.
O Inca segue o que recomendam os artigos indexados. O que não significa que o paciente deve deixar de discutir com o seu médico a necessidade dos testes.
- Uma coisa é a consulta com seu médico, no qual ele sugere ou não o PSA, o toque retal e biópsia. Outra é aplicar isso como política pública, como se faz com a mamografia e o exame de Papanicolau. Nenhum país do mundo indica toque retal como método de triagem populacional. Ele faz parte do exame físico - diz José Eduardo Couto Castro, coordenador geral de assistência do Inca.
No Brasil, o número de casos novos de câncer de próstata é de 49.530 (estimativa de 2008, segundo o Inca). Depois dos tumores de pele, ele é o mais comum em todas as regiões do país entre os homens.

Vírus pode ser causa de câncer de próstata, diz estudo

Plantão | Publicada em 07/09/2009 às 17h03m
Reuters/Brasil Online

WASHINGTON (Reuters) - Um vírus conhecido por causar leucemia e tumores em animais e encontrado em alguns tumores de próstata pode ser uma causa do câncer de próstata, disseram pesquisadores norte-americanos nesta segunda-feira.
Eles encontraram o vírus da leucemia murina xenotrópica, ou XMRV, em 27 por cento dos tumores de próstata em humanos analisados, especialmente tumores agressivos.
As descobertas, relatadas em publicação da Academia Nacional de Ciências, podem proporcionar maneiras de se identificar melhor os tumores de próstata perigosos e fabricar drogas ou vacinas para tratar e até prevenir o câncer de próstata.
"Nossa análise de 233 casos de câncer de próstata e 101 casos benignos mostrou uma associação da infecção por XMRV com o câncer de próstata, especialmente com tumores mais agressivos", escreveu a equipe da Dra. Ila Singh, das Universidades de Utah e Columbia em Nova York.
Recentemente se descobriu que os vírus causam alguns tipos de câncer, notadamente o papilomavírus ou HPV que causa câncer cervical e alguns casos de cânceres peniano, anal, da cabeça e do pescoço.
Alguns laboratórios fabricam vacinas para evitar infecções de HPV.
O mercado de vacinas para prevenir o câncer de próstata ou para aprimorar medicamentos para tratá-lo pode ser enorme.
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens depois do câncer de pulmão e mata 254 mil homens por ano em todo o mundo.

Exame de câncer de próstata 'dá falso positivo para 12,5%'

Publicada em 12/01/2010 às 14h14m
BBC

Um em oito homens submetidos a testes para câncer da próstata apresentam resultados positivos quando na verdade não estão sofrendo da doença, segundo um estudo europeu publicado na revista científica britânica British Journal of Cancer.
O falso resultado positivo leva a procedimentos invasivos, como biópsias, e também, possivelmente, a tratamentos desnecessários.
O teste usado é o PSA, sigla inglesa para Antígeno Prostático Específico. Ele mede a presença do antígeno, uma proteína secretada pela próstata. Grandes quantidades da proteína podem estar associadas ao câncer da próstata.
" Não acho que testes rotineiros devam ser recomendados até que se saiba mais sobre os efeitos adversos e os custos dos testes "
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A entidade beneficente britânica Câncer Research UK, que promove pesquisas sobre o câncer, disse que os pacientes deveriam discutir os aspectos positivos e negativos do teste com o médico.
Estudo
Em março de 2009, resultados iniciais do European Randomised Study of Screening for Prostate Cancer - um estudo sobre programas para detecção do câncer da próstata que está sendo realizado em sete países europeus - mostraram que o número de mortes provocadas pela doença poderia ser reduzido em 20%.
Porém, resultados mais recentes lançaram dúvidas sobre os benefícios dos testes a longo prazo, indicando que alguns homens podem acabar sendo "supertratados", ou seja, recebendo tratamento para um câncer que se desenvolve tão lentamente que jamais causaria problemas durante a vida do paciente.
Agora, dados da parte finlandesa do estudo europeu mostram que para cada oito homens testados, um acabou obtendo um falso positivo, mesmo quando seu teste acusou índices altos de PSA.
Os homens que tiveram testes positivos e depois descobriram que não tinham câncer se mostraram duas vezes mais inclinados a não aceitar testes futuros, mesmo correndo riscos de desenvolver a doença mais tarde.
'Efeito adverso'
Os pesquisadores disseram que são necessárias mais pesquisas para tornar os testes mais precisos e auxiliar na identificação daqueles que têm mais chances de apresentar um resultado positivo verdadeiro.
O responsável pelo estudo, Tuomas Kilpelainen, disse: "Não acho que testes rotineiros devam ser recomendados até que se saiba mais sobre os efeitos adversos e os custos dos testes".
"Se um homem tem sintomas no trato urinário e se preocupa se tem câncer na próstata, a coisa mais importante é consultar um clínico geral ou um urologista".
A diretora dos programas de testes para câncer do NHS - o sistema nacional de saúde britânico - Julietta Patnick disse que se por um lado o estudo europeu revelou, pela primeira vez, que os testes PSA podem salvar vidas, o estudo também mostrou que"48 homens precisam ser tratados para que uma vida seja salva".
"Falsos positivos são um problema para qualquer programa de testes e o estudo finlandês é muito útil no entendimento do seu desempenho no contexto do câncer da próstata".
O médico Peter Johnson, da Cancer Research UK, disse que os testes têm aspectos positivos e negativos.
"Por essa razão, é importante que homens com idades acima dos 50 e 60 anos conversem com seus médicos sobre os prós e contras do teste PSA e só façam o teste se sentirem que é a coisa certa para eles".

Americanos desenvolvem vacina contra câncer de próstata avançado

Plantão | Publicada em 29/04/2010 às 17h45m
Antônio Marinho, com agências de notícias

RIO - O órgão que controla drogas e alimentos nos Estados Unidos, o FDA, aprovou uma vacina para tratar câncer de próstata em casos avançados. O medicamento Provenge, da empresa americana Dendreon, é uma nova opção para pacientes com poucas chances de controle da doença, segundo Karen Midthun, diretora interina do Centro de Avaliação e Investigação Biológica do FDA. Diferentemente das vacinas tradicionais que previnem doenças, a Provenge ataca o câncer de próstata estimulando o sistema imune do corpo para que lute com as células malignas. Nesse caso, são retirados glóbulos brancos do paciente e eles são tratados em laboratório com uma proteína geneticamente modificada para torná-los mais potentes contra o tumor. Depois são reintroduzidos no sangue. A Provenge está indicada em homens que não respondem ao tratamento hormonal.
Na opinião do urologista Ronaldo Damião, professor titular de urologia da Faculdade de Ciências Médicas do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Uerj, que acaba de participar do Congresso Europeu de Urologia, em Barcelona, o foco em discussão em câncer de próstata é a quimioprevenção.
- Vacinas estão sempre em desenvolvimento para prevenir doenças infecciosas ou para despertar respostas imunológicas em quem é portador de doenças crônicas como câncer. O fato de o FDA ter aprovado uma pesquisa desta natureza, entre tantas que existem, não significa muito. O câncer de próstata com metástase ainda é um doença fatal e continuará a ser por muito tempo - diz.
Ele acrescenta que frequentemente são descobertas novas drogas que prolongam um pouco a vida e que amenizam o sofrimento, mas em casos em que a doença invadiu outros órgãos a morte é inevitável.
- Às vezes o paciente morre de outra doença, como problema cardíaco, mas, na verdade, nessas situações ele não conseguiu sobreviver para morrer em consequência do tumor de próstata avançado - comenta Damião.
Mas, segundo pesquisadores, na investigação clínica em fase 3 (IMPACT) com a vacina, na qual participaram 512 homens com a doença, ela reduziu o risco de mortalidade em 22,5% em comparação com um placebo, e a sobrevida foi prolongada em quatro meses, em média. Na opinião de médicos americanos, como Nina Bhardwaj, do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York, e Christopher Logothetis, da Universidade do Texas, trata-se de um grande passo no tratamento do câncer de próstata porque é a primeira terapia deste tipo a ser aprovada. A vacina será testada primeiramente em 50 hospitais e clínicas nos Estados Unidos.

Homens associam câncer de próstata à perda da virilidade

Pesquisa da USP com 52 pacientes mostra que doença é associada à disfunção erétil
10 de junho de 2010 | 16h 45

SÃO PAULO - Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostra que homens maduros associam o câncer de próstata à perda da virilidade e da identidade masculina, o que gera grande sofrimento emocional e familiar.

O trabalho aponta que as campanhas sobre saúde masculina, além de informarem o público e incentivarem o diagnóstico precoce, devem evidenciar as possibilidades de tratamento e cura. O estudo foi realizado pela psicóloga Ana Cristina Almeida Vieira, com orientação do professor Marcos Francisco Dall’Oglio, da FMUSP.

Participaram da pesquisa 52 pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma (câncer) de próstata e encaminhados para tratamento cirúrgico(prostatectomia radical). "Os pacientes foram avaliados antes do evento cirúrgico e após no mínimo seis meses da realização de cirurgia.

Foram submetidos à entrevista psicológica semidirigida e escala SF-36(Short-Form Health Survey, na sigla em inglês)", afirma a psicóloga. "As entrevistas buscaram verificar as representações e fantasias relacionadas à saúde e à doença, vida afetivo-relacional e vida sexual."

A média de idade dos homens pesquisados era de 66 anos. O mais novo tinha 43 anos e o mais velho 77. "Entre os pacientes, 94% declararam ter vida sexual ativa", ressalta Ana Vieira. Antes da cirurgia, o estudo verificou que há muita desinformação sobre o câncer de próstata, o que é agravado pelo fato de a doença ser assintomática quando em fase inicial. "O câncer é associado à disfunção erétil e a cirurgia é vista como um obstáculo para a vida sexual".

O diagnóstico leva a um sofrimento emocional importante, com dificuldades para manter relacionamento afetivo e sexual, vida profissional e outras atividades cotidianas. "Há um grande temor entre os homens da perda de sua identidade masculina e da própria vida", ressalta a pesquisadora. "Poucos pacientes tem informações sobre os recursos para tratar o câncer de próstata e as sequelas decorrentes do próprio tratamento, como eventuais problemas na função erétil."

Emocional

A avaliação da qualidade de vida realizada por intermédio da escala SF-36 não detectou diferença significativa em relação à época do diagnóstico. "Porém, a entrevista psicológica sinalizou que a qualidade de vida se altera desde o momento do diagnóstico e que tais mudanças se relacionam às questões do gênero masculino", conta a psicóloga.

Durante a pesquisa, verificou-se que 60% dos pacientes já apresentavam disfunção erétil antes do diagnóstico de câncer de próstata. "Mesmo assim, eles não apresentavam queixas significativas dos efeitos em sua vida sexual", afirma Ana Vieira.

De acordo com a psicóloga, os resultados da pesquisa comprovam o que já era observado no atendimento dos pacientes com câncer de próstata. "As conclusões do estudo reforçam a necessidade de um atendimento multidisciplinar que permita o diagnóstico e o tratamento precoce, o que aumenta as chances de cura", aponta.

"Além dos aspectos informativos, qualquer abordagem sobre saúde masculina e câncer de próstata deve considerar questões de gênero, ou seja, as representações do masculino constitutivas da identidade masculina", acrescenta Ana Vieira.

A psicóloga lembra que o câncer de próstata é a quarta causa de morte de homens com mais de 50 anos no Brasil. "Isso se deve ao fato de muitas pessoas não buscarem diagnóstico, inclusive por receio de se submeter ao exame de toque."

3 de fevereiro de 2010

Banho de sol aumenta libido masculina, sugere estudo.

G1-03-02-10

Um estudo feito por pesquisadores na Áustria sugeriu que o banho de sol pode aumentar a libido masculina pois a vitamina D produzida eleva a concentração de testosterona no sangue. Especialistas advertem que exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele. Boa parte da vitamina D é sintetizada pela pele ao ser exposta à luz do sol e o restante é proveniente dos alimentos.

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Estudo avaliou 2.299 homens

O estudo, divulgado na revista "Clinical Endocrinology", incluiu 2.299 homens e constatou que os homens tinham uma concentração menor tanto da vitamina quanto do hormônio durante o inverno e uma concentração mais alta no auge do verão. A testosterona pode ter um impacto sobre a libido e os níveis de energia do homem. Ela também tem funções essenciais tanto em homens quanto em mulheres, mantendo a força muscular e a densidade óssea.

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Suplementos
Winfried Marz e seus colegas que participaram do estudo disseram que os cientistas deveriam agora verificar se suplementos de vitamina D têm o mesmo efeito sobre a testosterona.
"Os homens que cuidam para que o seu organismo tenha um suprimento de vitamina D suficiente estão fazendo algo bom para os seus níveis de testosterona e sua libido, além de outras coisas", afirmou Ad Brand, do Sunlight Research Forum. O fórum, sediado na Holanda, foi criado para divulgar as descobertas científicas a respeito dos efeitos do sol sobre a saúde.
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Mas especialistas em câncer advertem que exposição excessiva ao sol é prejudicial à saúde.
"Nós sabemos que, em termos médicos, nós podemos aumentar a libido e o bem-estar geral dos homens com baixa concentração de testosterona através de uma terapia de reposição hormonal", afirmou Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield. "Mas isso é dentro de um conjunto determinado de circunstâncias clínicas em que a produção de testosterona é baixa."
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Jessica Harris, da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, também advertiu contra a exposição excessiva ao sol: "As pessoas também podem aumentar sua concentração de vitamina D comendo mais alimentos como peixes oleosos, tais como salmão, truta ou cavala."