19 de maio de 2008

Sexo, remédios e........felicidade. - John P. Mullhall

Para o médico americano, não há nada de errado em um homem recorrer à química para melhorar o desempenho na cama. É bom até para elas. Basta ter critério
m
"Uma vida sexual prazerosa traz uma série de benefícios à saúde mental, cardiovascular e até imunológica. Vive-se mais e com mais alegria".
m
John P. Mulhall é um dos mais proeminentes urologistas dos Estados Unidos. Além de dirigir o departamento dessa especialidade no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, ele é professor da Weill Medical College of Cornell University, onde coordena o laboratório de pesquisas em medicina sexual. Nessa instituição, Mulhall dedica-se, juntamente com sua equipe, à realização de estudos clínicos para o desenvolvimento de tratamentos de disfunções como impotência e ejaculação precoce. Editor da revista Journal of Urology, seu nome é um dos mais citados nas publicações científicas sobre o tema. Mais de uma centena de artigos é de sua autoria. Nesta entrevista a VEJA, concedida de seu consultório, em Nova York, ele discorre sobre a relevância do sexo na manutenção da qualidade de vida, os distúrbios que afetam homens e mulheres nessa área e a contribuição dos remédios na felicidade geral quando se está na horizontal. "É uma pena que, apesar de todos os avanços obtidos, ainda haja muitos médicos e pacientes relutantes em tocar em assuntos relacionados à cama", diz Mulhall.
m
Veja – É possível ser completamente saudável e feliz sem uma vida sexual regular e satisfatória?
Mulhall – Não. Uma vida sexual prazerosa, em termos quantitativos e qualitativos, traz uma série de benefícios à saúde mental, cardiovascular e até imunológica. Vive-se mais e com mais alegria. As disfunções sexuais, por sua vez, contribuem para o surgimento de uma série de problemas físicos e psicológicos. Muitos casos de depressão e de dificuldades de relacionamento têm origem nelas. A disfunção erétil, por exemplo, pode ser o prenúncio de doenças como diabetes, esclerose múltipla, Parkinson e doença coronária, entre outras. A qualidade da vida sexual é um termômetro de bem-estar. Tanto que se tornou uma das medidas da qualidade de vida de uma pessoa, segundo a Organização Mundial de Saúde.
m
Veja – As pessoas mais velhas têm, hoje, uma vida sexual mais ativa?
Mulhall – Não gostamos de pensar em nossos pais ou nossos avós fazendo sexo, mas eles estão. Nos Estados Unidos, temos os chamados baby boomers, a geração pós-guerra que freqüentou a universidade nos anos 60. Esses homens e mulheres eram extremamente ativos do ponto de vista sexual na juventude e, de certa forma, continuam assim na velhice. Estima-se que cerca de 70% dos homens na faixa dos 70 anos pratiquem sexo e que 40% deles o façam pelo menos uma vez por semana. Os números estão num estudo publicado recentemente na revista The New England Journal of Medicine. Se esses homens tomam remédios para ter um melhor desempenho físico ao subir escadas, por que não lhes dar um medicamento capaz de proporcionar-lhes a melhor ereção possível? A principal reclamação deles é em relação à rigidez do pênis. Sem dúvida, os remédios anti-impotência os têm ajudado bastante a melhorar esse ponto.
m
Veja – Como está, em geral, o nível de satisfação de homens e mulheres com o sexo?
Mulhall – Baixo. Uma pesquisa da qual participei mostrou que boa parte das pessoas não está satisfeita com sua vida sexual. Para ser mais exato, um terço dos homens e um quarto das mulheres afirmaram fazer menos sexo do que gostariam. Esse dado se confirmou em um estudo mundial intitulado Global Better Sex Study, apresentado no Congresso Europeu de Urologia, no ano passado. Foram recolhidas informações de 12 500 pessoas, das quais a metade tinha mais de 40 anos. Além de muita gente reclamar de pouco sexo, no quesito rigidez da ereção apenas 38% dos homens disseram estar completamente satisfeitos com o seu desempenho e somente 36% das mulheres expressaram contentamento com a performance de seus parceiros.
.
Veja – Como o senhor interpreta esses resultados?
Mulhall – Não acho que os homens maduros queiram voltar a ter 18 anos. Mas, para eles, a qualidade da ereção imediatamente anterior é vital. Se, no último encontro amoroso, seu desempenho não foi assim tão bom, voltar à cama com uma mulher tende a transformar-se em fonte de preocupação – e, não raro, isso se traduz em frustração para ambos os lados. Um dos principais motivos que levam os homens a usar Viagra refere-se à qualidade da ereção, e não à falta dela. Com a idade, eles ainda fazem sexo, mas não com o mesmo entusiasmo de antes. Ou seja, a ereção dura menos e é menos rígida. Embora não haja nenhuma disfunção nisso, é claro que o fato está longe de ser motivo de comemoração. Por esse motivo, acho absolutamente legítimo recorrer a um remédio anti-impotência.
m
Veja – O senhor acha certo os jovens recorrerem a tais medicamentos somente para melhorar um desempenho que já é bom o suficiente?
Mulhall – Há vários homens na faixa dos 35 anos, completamente saudáveis, que usam remédios no início de um relacionamento, para mostrar às parceiras que são bons amantes. Se isso os torna mais confiantes, nenhum problema. A questão é não criar dependência psicológica. O ideal é que, afastada a insegurança inicial, se abandone o remédio.
m
Veja – Os homens estão mais preocupados em satisfazer as mulheres na cama?
Mulhall – Não, continuam mais preocupados com eles próprios. Veja, sou apenas um médico e não posso aqui fazer considerações de ordem psicológica. Mas, baseado em minha experiência clínica, noto que esse tipo de comportamento está mais associado à auto-estima masculina do que a relacionamentos menos afetivos. Inclusive porque, hoje, há muitos homens de 65 anos se casando com mulheres de 35 anos ou menos. O que eles querem antes de mais nada? Que a parceira perceba que, apesar da idade, o fogo não se extinguiu. Isso não quer dizer necessariamente que eles não se importam com a sua companheira. Até porque a preocupação com o próprio desempenho, na maioria das vezes, os torna mais aptos a dar mais prazer à mulher.
m
Veja – A ejaculação precoce ainda é o principal fantasma masculino?
Mulhall – Essa é a disfunção sexual mais comum entre homens de todas as idades – e, até o momento, as opções terapêuticas contra o problema são limitadas. Atualmente, os antidepressivos são o que há de mais efetivo para combater a ejaculação precoce. Mas, como se trata de uma medicação que deve ser tomada todos os dias, o índice de desistência do tratamento é alto. Além disso, mais da metade dos pacientes que apresentam esse distúrbio se recusa a tomar antidepressivos por causa do estigma associado a eles.
m
Veja – Não há nada de novo no horizonte?
Mulhall – Está em estudo uma substância chamada dapoxetina. Tecnicamente, trata-se de um inibidor do transporte de serotonina. Em vez de atuar nos receptores de serotonina no cérebro, como fazem os antidepressivos mais modernos, a dapoxetina atua num estágio anterior a esse processo, inibindo a proteína responsável pelo transporte do neurotransmissor. Se aprovado, o medicamento poderá ser tomado de uma a três horas antes do sexo – e sem o estigma de ser um antidepressivo.
m
Veja – Afinal de contas, a ejaculação precoce é um distúrbio de ordem fisiológica ou psicológica?
Mulhall – De acordo com as estimativas da Associação Americana de Urologia, de 20% a 34% dos homens de todas as idades sofrem de ejaculação precoce. É preciso, no entanto, separá-los em dois grupos. Há aqueles que sempre foram ejaculadores prematuros – dois terços – e os que adquiriram o distúrbio – o terço restante. Sabe-se que, no primeiro caso, há uma disfunção neurobiológica por trás da ejaculação precoce. Assim como na depressão, ocorre uma falha na comunicação dos neurotransmissores dopamina e serotonina. Entre os homens que adquiriram o distúrbio, a causa mais comum é a disfunção erétil. Dois terços dos que apresentam disfunção erétil vão desenvolver ejaculação precoce. Mas, ao contrário dos outros, esses são inteiramente curáveis. Uma vez tratada a disfunção erétil, o problema de ejaculação precoce desaparece.
m
Veja – De acordo com um estudo recente publicado no Journal of Sexual Medicine, os precoces levam 1,8 minuto ou menos para ejacular. A média entre os normais gira em torno de sete minutos. É correto estipular um tempo-padrão para a ejaculação?
Mulhall – Na verdade, esses números vieram de uma pesquisa feita por um grande laboratório que se baseou unicamente no que relatavam seus entrevistados. Era uma auto-avaliação, e não uma medição do tempo de fato. Aliás, essa auto-avaliação varia de país para país. Os alemães são os que afirmam ejacular em menos tempo e os sul-americanos, em mais tempo. Homens de certos países da América do Sul dizem levar até treze minutos. O dado interessante é que as respostas nunca batem com as das parceiras. Em qualquer latitude, eles tendem a superestimar o tempo entre o início da relação e a ejaculação.
m
Veja – A psicóloga americana Leonore Tiefer é uma crítica de longa data da medicalização da sexualidade. Para ela, a dor durante o ato sexual é a única disfunção que realmente existe. O que o senhor acha dessa opinião?
Mulhall – Acho Leonore muito inteligente. Mas ela tem uma relação demasiadamente atritada com a indústria farmacêutica. Leonore defende a tese de que as disfunções sexuais, em especial as femininas, são uma invenção dos fabricantes para vender remédios. A realidade, no entanto, é que não mais do que 20% das mulheres com problemas sexuais são candidatas a medicação. As outras 80% deveriam ser encaminhadas para algum tipo de terapia psicológica ou aconselhamento de casais.
m
Veja – Isso significa que as mulheres têm menos disfunções sexuais?
Mulhall – Depende de como se encara a questão. Há mulheres que, por exemplo, não têm boa lubrificação vaginal. Trata-se de uma disfunção ou de um fato biológico natural para uma mulher madura? Eu diria que, se o problema é motivo de estresse, então se transforma numa disfunção. Se não importa tanto, não é uma disfunção. Mas, no que se refere aos homens, a falta de ereção é determinante. Não há como não se incomodar com essa questão – e dificilmente dá para resolvê-la por meio de análise. Portanto, não é possível afirmar, como faz Leonore, que o arsenal medicamentoso criado para eles é apenas lixo comercial. O erro dela é se deixar cegar pela aversão que nutre pela indústria farmacêutica.
m
m

Vasectomia melhora a vida sexual, diz estudo.

Dois terços dos homens que realizaram procedimento disseram que libido aumentou.Se bem realizado, procedimento é mais seguro que pílula anticoncepcional.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo.
m
Os homens que pretendem planejar o tamanho da própria família com o uso da vasectomia já podem respirar aliviados: ao contrário dos temores populares, a cirurgia esterilizadora não prejudica a vida sexual masculina. Uma pesquisa realizada por médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que, na maioria dos pacientes, o desejo sexual e a satisfação dos homens até aumenta após a cirurgia.
m
"É um resultado importante para combater a falta de informação que existe em torno da vasectomia", declarou ao G1 o urologista Jorge Hallak, que orientou o estudo, realizado como dissertação de mestrado por um de seus alunos.
m
Para Hallak, a vasectomia pode ser um elemento valioso no novo programa de planejamento familiar anunciado recentemente pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Hallak elogia o plano de Temporão para aumentar o acesso a técnicas de planejamento familiar, mas diz que uma disseminação mais ampla da vasectomia ajudaria a tirar o fardo de adotar os procedimentos dos ombros das mulheres.
m
Uma das grandes barreiras a vencer é, como quase sempre, a da educação. "Muitos pacientes perguntam 'Doutor, será que vou ficar impotente? Será que vou deixar de ejacular', quando não há risco disso", esclarece o urologista. Para confirmar esse dado, os pesquisadores usaram um questionário validado internacionalmente para entender como a operação afetou a vida sexual dos pacientes.
m
"Trata-se de um índice internacional de função erétil, que mede coisas como a libido, a capacidade de ereção, a ejaculação e a satisfação sexual do paciente", explica Hallak. O resultado foi "amplamente favorável", segundo o urologista dos Hospital das Clínicas. Foram comparadas as respostas antes da vasectomia, três meses depois dela e seis meses depois dela. Dois terços dos pacientes relataram que tanto seu desejo quanto sua satisfação sexual aumentaram na vida pós-vasectomia.
m
Depois de conversas com os homens operados, Hallak atribui isso a um efeito de relaxamento psicológico que a técnica de controle da natalidade trouxe. "É algo que tira a preocupação do ato sexual", afirma o urologista. Ele lembra também que a ejaculação continua a ser idêntica, uma vez que os espermatozóides correspondem a apenas 5% do volume emitido no orgasmo masculino.
m
Dependendo da técnica utilizada, a vasectomia é um dos métodos mais seguros de planejamento familiar. Nela, os canais deferentes, que levam os espermatozóides até o fluido seminal, são removidos ou cortados e fechados. Em menos de 0,1% dos casos de cirurgias bem-feitas, ocorre a chamada recanalização, na qual microcanais voltam a levar uma pequena fração de espermatozóides para o esperma. O processo é um fenômeno natural do organismo.
m
Hallak alerta, no entanto, que é preciso seguir os bons princípios de técnica cirúrgica para que a vasectomia seja um sucesso. A cirurgia é simples, mas exige um certo grau de especialização, e é preferível que seja realizada apenas por urologistas ou cirurgiões com bastante prática. Do contrário, complicações afetando os testículos podem aparecer.
m
m

8 de maio de 2008

25 perguntas sobre ejaculação precoce que voce tem vergonha de fazer.

Adaptado de MARCOS DÁVILA - da Folha de S.Paulo
m
mmmmPressa e prazer dificilmente dividem o mesmo lençol. Que o digam os 30% de homens do mundo inteiro que sofrem de ejaculação precoce. De olho neles, a indústria farmacêutica acena com mais uma pílula mágica: a dapoxetina, que está em fase final de avaliação pela FDA (agência que regula drogas e fármacos nos EUA). Se aprovada, essa nova droga, que é um antidepressivo de efeito de curto prazo (pode ser usado três horas antes da relação) poderá se transformar num blockbuster comparável ao Viagra, já que ainda não existe nenhum medicamento exclusivo para a ejaculação precoce. "A ejaculação precoce é um problema de saúde pública", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, realizado no ano passado pelo Projeto Sexualidade (ProSex), da USP. Na pesquisa, 25,8% dos brasileiros admitiram sofrer de ejaculação precoce. "Isso acaba com a auto-estima do homem e pode se transformar num problema de ereção". A seguir, o Equilíbrio responde 25 questões depois de consultar urologistas, psicoterapeutas, ginecologistas e sexólogos.
m
1) O que é ejaculação precoce?
É quando o homem chega ao ápice da relação antes, durante ou logo após a penetração, com o mínimo de estímulo sexual e sem ter desejado. Esse descontrole deve ser persistente, repetitivo e causar sofrimento acentuado ou dificuldade interpessoal.
m
2) É possível estabelecer um tempo mínimo para atingir o orgasmo?
A sigla IELT (intravaginal ejaculation latency time) que significa o tempo de permanência do pênis dentro na vagina, desde a entrada até a liberação do sêmen, aparece em muitas pesquisas sobre o tema. Um estudo publicado em julho deste ano no "Journal of Sexual Medicine" chegou a um IELT médio de 5,4 minutos, depois de avaliar durante um mês a vida sexual de 500 casais de cinco países. Outros pesquisadores afirmam que ejacular antes de um minuto após a penetração é o que caracteriza uma ejaculação precoce. Mas em 1,5 minuto a disfunção seria somente "provável". Após diversos estudos feitos nos anos 60 em um laboratório em San Francisco, no auge da revolução sexual, a dupla de pesquisadores norte-americanos Willian Masters e Virgínia Johnson, pioneiros da terapia sexual, chegou à conclusão que o ejaculador rápido é o homem que não consegue se controlar por um tempo suficiente para satisfazer sua companheira em pelo menos 50% dos atos sexuais. Se a parceira persistentemente não chega ao orgasmo por outras razões, que não a rapidez do processo, o conceito deixa de ser válido. Alguns anos depois, esse percentual foi elevado para 80%. "A contribuição de Masters e Johnson, em relação às teses do cronômetro, é justamente valorizar o potencial e o prazer da mulher. Porém, o tempo que a mulher leva para atingir orgasmo é muito variável. Até por razões de repressão cultural, a resposta sexual feminina foi sempre mais demorada: por volta de 10 a 15 minutos, segundo inúmeras pesquisas", afirmava o urologista Moacir Costa no livro "Quando o Sexo É Mais Rápido que o Prazer".
m
3) Existe diferença entre ejaculação rápida e precoce?
Não. São duas definições para o mesmo problema. Em 2002, um consenso internacional de disfunções sexuais realizado pela Issir (Sociedade Internacional para o Estudo da Sexualidade e da Impotência), em Paris, mudou a definição de "precoce" para "rápida". A psiquiatra Carmita Abdo, que participou do consenso, afirma que a mudança serviu para deixar a classificação mais objetiva na língua inglesa. "Em português, o termo precoce continua sendo mais apropriado", diz a psiquiatra.
m
4) A mulher pode colaborar com o tratamento?
Claro. A intimidade só ajuda nessas horas. Uma mulher compreensiva e disposta a ajudar é fundamental no sucesso do tratamento. Se o ato sexual for encarado mais como uma troca de afeto e menos como uma corrida pelo orgasmo, as chances de melhorar o prazer aumentam. Mulheres competitivas e dominadoras, no entanto, tendem a agravar a situação.
m
5) Existe cura para essa disfunção sexual?
Sim. Atualmente, o problema é tratado com psicoterapia, com farmacoterapia ou com uma combinação das duas. Há dois tipos de ejaculador precoce: o primário, que apresenta a disfunção desde o início da vida sexual, e o secundário, aquele que adquiriu o problema depois de ter tido relações satisfatórias por alguns anos. O tratamento medicamentoso nos casos secundários geralmente é mais
eficiente que nos primários. Mas os especialistas afirmam que a combinação entre as duas terapias costuma ter mais sucesso.
m
6) É possível tratar a ejaculação precoce com antidepressivos?Antidepressivos em baixas doses são muito utilizados para tratar esse tipo de disfunção. Segundo o urologista Abraham Morgentaler, a idéia original dessa indicação surgiu depois de analisar um efeito adverso bem conhecido dos antidepressivos: retardar o orgasmo. "Alguém inteligente teve a boa idéia de usar isso para quem tinha orgasmo rápido demais", afirma Morgentaler. Atualmente, são utilizados principalmente os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina), que apresentam menos efeitos adversos. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, os antidepressivos baixam a ansiedade, condensam as secreções e diminuem excitabilidade. É recomendado o uso combinado com a psicoterapia. O medicamento também contribui para que o paciente crie um vínculo maior com a terapia.
m
7) Tomar remédios contra disfunção erétil, como Viagra, tem algum efeito?
Alguns médicos recorrem a esse tipo de medicação como parte do tratamento, principalmente nos chamados pacientes secundários, que passaram a gozar rápido depois de terem experimentado uma vida sexual estável. O mecanismo de ação dessa categoria de medicação (inibidores da enzimafosfodiesterase 5, PDE5) ajuda a relaxar as células musculares lisas e aumentar o fluxo sangüíneo para o pênis. E esse tipo de remédio diminui bastante o intervalo entre uma ereção e segunda, o chamado período refratário. Isso ajudaria a inverter o efeito "bola de neve": uma relação insatisfatória baixa a auto-estima e a confiança do homem, aumentando a ansiedade e a chance de fracasso na próxima relação. "O remédio pode reverter esse ciclo vicioso. pois age diretamente na auto-estima do homem", afirma o urologista Joaquim Claro, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
m
8) Qual a origem do problema?
As causas fisiológicas são extremamente raras e controversas, principalmente quando se fala em hipersensibilidade da glande ou alto reflexo ejaculatório. Portanto os fatores emocionais e de condicionamento é que são realmente considerados pelos especialistas. "É como aprender a chutar com a esquerda e a direita", afirma a ginecologista e terapeuta sexual Jaqueline Brendler, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Ela afirma que, durante o "aprendizado sexual", o homem pode acabar se condicionado a gozar rápido. A iniciação sexual também é alvo de discussão. Muitos homens têm suas primeiras transas com prostitutas (que muitas vezes aceleram o ritmo da relação para acabar logo) ou em situações periclitantes (dentro de um carro, na casa dos pais da namorada). "Antigamente, gozar rápido era sinal de virilidade. De meio século para cá, a partir do momento em que a mulher passou a ter seu papel na relação, esse conceito começou a mudar. Os homens passaram a ter de acompanhar o ritmo da parceira e se tornaram mais frágeis, vulneráveis", afirma a psiquiatra Carmita Abdo. "Existem teorias ainda hipotéticas que apontam para predisposição genética e um distúrbio no receptor 5-HTT [responsável pela reabsorção da molécula de serotonina pelos neurônios]", afirma a psiquiatra. Muitos especialistas acreditam que, além de demonstrar pressa nas preliminares e antecipar a penetração, os "rapidinhos" também apresentam um grau de ansiedade elevado em outros setores da vida. E essa ansiedade é retroalimentada pela ejaculação precoce.
m
9) Pensar na conta do banco ou no enterro do cachorro ajuda a retardar a ejaculação?
Não. Para poder desenvolver o autocontrole, o homem tem de se concentrar no sexo e no que está acontecendo com o seu corpo. Identificar os estágios do próprio tesão é o primeiro passo para poder controlar a ejaculação. "Tenho pacientes que falam para a mulher se mexer o mínimo possível e pensam em outra coisa. Mas isso cria uma ansiedade ainda maior para a relação", afirma o urologista Celso Marzano, diretor do Isexp (Instituo Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática). Segundo ele, o tratamento da terapia sexual exercita o autorelaxamento para que seja possível conhecer a própria resposta sexual.
m
10) Uma ducha fria antes funciona?
Pode servir como forma de relaxamento, mas não tem efeito direto sobre o problema.
m
11) Vale tomar um drinque para relaxar?
A questão é delicada. Como o álcool é depressor do sistema nervoso central, é preciso mais estímulos para chegar ao orgasmo, mas uma dose a mais pode comprometer a ereção e arruinar a noite. Além disso, muitos ejaculadores precoces acabam dependentes do álcool para ter relações sexuais.
m
12) Qual o efeito de drogas como maconha ou cocaína?
Como o álcool, elas agem no sistema nervoso central, diminuindo a percepção erótica, e podem retardar a ejaculação nas primeiras vezes. Um erro na dosagem também pode causar a perda da ereção. Além disso, o uso abusivo dessas drogas, principalmente da cocaína, pode levar a uma disfunção erétil, além de causar outros problemas emocionais, físicos e sociais.
m
13) A aplicação de gel anestésico no pênis tem efeito?
Não. Nenhum estudo científico com esses produtos mostrou resultado. Além disso, o gel pode inibir o prazer da mulher pela anestesia do clitóris.
m
14) Anéis penianos vendidos em sex shops podem ser usados para retardar a ejaculação?
Esse tipo de recurso é altamente desaconselhado pelos especialistas. "Tem muita gente que se machuca com isso. É um perigo. Pode causar edema por vasoconstrição, levar a estreitamento da uretra e causar gangrena do pênis. Deveria ser proibido", afirma o urologista Joaquim Claro, da Unifesp.
m
15) Existe algum treino físico para melhorar o controle sobre a ejaculação?
A técnica mais famosa é a chamada "start-stop" (começa-pára). O homem deve se masturbar e interromper os movimentos quando perceber que está prestes a gozar. Deve ficar parado até que sensação premonitória da ejaculação desapareça e depois reiniciar os movimentos. Dessa forma, o homem passa a reconhecer os sinais que antecedem o gozo. Também pode ser feito com a ajuda da parceira. Muitos ejaculadores precoces, no entanto, têm um bom controle no momento da masturbação, mas, na hora da penetração, perdem a cabeça. Algumas posições da ioga também são úteis. Exercícios de respiração ajudam no relaxamento e no controle emocional, diminuindo os batimentos cardíacos. Há uma exercício próprio para treinar esse tipo de controle chamado "mulabanda", que consiste na contração e relaxamento dos esfíncters. É preciso fazer uma pressão como se a pessoa precisasse muito ir ao banheiro. Isso fortalece os músculos que fecham o ânus e a uretra, importantes no controle da ejaculação.
m
16) Segurar a vontade de urinar e controlar o jato de urina pode ajudar?
Saber controlar o jato de urina ajuda a fortalecer a musculatura envolvida no ato sexual, mas não resolve o problema e transar com a bexiga cheia gera apenas desconforto. "Na índia, há uma infinidade de técnicas. Uma delas é entrecortar o jato de urina várias vezes", afirma o professor de ioga e biólogo Anderson Allegro.
m
17) Jovens ejaculam mais rápido?
Por conta da falta de experiência, é normal que pessoas mais novas tenham menos controle desenvolvido, um nível maior de ansiedade em relação ao ato e a confiança reduzida quanto ao desempenho sexual. Quando o comportamento se prolonga por dois ou três anos com prática regular (de duas ou três vezes por mês) sem haver melhora na performance, é aconselhável uma avaliação terapêutica.
m
18) Existe diferença entre orgasmo e ejaculação para o homem?Fisiologicamente os dois devem coincidir, mas existem casos em que a ejaculação precede orgasmo e vice-versa. Não são sinônimos: orgasmo é o prazer máximo do ato sexual e ejaculação é a saída de sêmen pela uretra peniana.
m
19) Existe alguma posição sexual que favoreça ou não o controle da ejaculação?
Não há uma regra, mas facilita se a relação começar pela posição que seja menos excitante para o homem. Muitos especialistas defendem que a posição "papai mamãe" (o homem sobre a mulher) é a pior para os "rapidinhos" por dois motivos: possibilita contato maior dos corpos e é a posição mais comum, a que o homem já está mais habituado. A necessidade de mudar o "script" também é fundamental no trabalho de descondicionamento sexual. A mulher por cima, deixando os movimentos somente com o parceiro, é uma das primeiras indicadas nas terapias sexuais.
m
20) É possível fazer uma cirurgia para diminuir a sensibilidade do pênis?
Essa prática é totalmente condenada pela Sociedade Brasileira de Urologia. Não existe nenhuma comprovação científica dos resultados desse tipo de cirurgia. Chamada de neurotomia, consiste na secção e/ ou cauterização dos nervos penianos. O objetivo é reduzir a sensibilidade da glande como forma de controle da ejaculação, mas pode levar a um quadro parcial ou definitivo de falhas de ereção, dependendo da extensão da lesão nervosa.
m
21) Injeções no pênis para melhorar a ereção são recomendadas?
Sim. As injeções permitem que o homem se veja mantendo uma relação por 20,40, 60, 90 minutos, mesmo depois de ter ejaculado. Com isso ele se habitua com a penetração vaginal, coisa que ele não tinha antes, o que diminui a sua ansiedade, o que facilita o trabalho do psicólogo.
m
22) A ejaculação representa o fim da relação sexual?
"Para os inteligentes, não", afirma a ginecologista Jaqueline Brendler. "Mesmo depois da ejaculação, se o movimento sexual continuar, a mulher pode chegar ao orgasmo em questões de segundos."
m
23) O uso de preservativos ajuda ou atrapalha?
É relativo. Alguns ejaculadores precoces acreditam que a camisinha diminui a sensibilidade e, dessa forma, dá mais chances de segurar os impulsos; há quem use dois preservativos. Outros acham que a parada para a colocação do preservativo é o que atrapalha. Na pesquisa com 500 casais citada na primeira pergunta, o uso ou não de preservativos não teve influência nos resultados do tempo de permanência intravaginal sem ejacular.
m
24) Existe relação entre diabetes e ejaculação precoce?
Não. Após muitos anos de doença sem tratamento adequado, diabéticos podem apresentar comprometimento da enervação peniana, que interfere no mecanismo de ereção.
m
25) Se masturbar antes de sair com a garota resolve?
Essa técnica é muito difundida entre os "rapidinhos", principalmente entre os mais jovens; já virou até cena de filme de Hollywood, na comédia "Quem vai ficar com Mary?", dos irmãos Farrelly. A idéia de acalmar os ânimos antes do encontro pode ter algum sucesso momentaneamente, mas pode levar para um agravamento do quadro. Deve ser encarada somente como paliativo.
M
M
===================================================================
m
NOSSA OPINIÃO:
M
O tratamento da ejaculação precoce ainda é motivo de controvérsias. A grande maioria dos urologistas no mundo inteiro prefere usar os anti-depressivos, por ser um tratamento oral, consagrado pelos trabalhos, mesmo que estatisticamente os seus resultados sejam um fracasso monumental. Pode-se contar nos dedos de uma mão o número de pacientes que se consideraram curados da ejaculação precoce depois de meses ou anos do término do tratamento com os anti-depressivos. Quase nenhum paciente consegue manter essa medicação por mais do que 12 semanas, devido aos seus efeitos colaterais, alto custo e gradual retorno do problema. Através da terapia combinada médico-psicológica, ou seja, a orientação psicológica MAIS as injeções os pacientes se tornam capazes de manter uma longa relação sexual. Dessa forma, com a diminuição da ansiedade e a recuperação da auto-confiança, esses pacientes são orientados a reduzir progressivamente a dose da medicação injetável, de modo que em 8 a 12 semanas eles recebem alta com o controle ejaculatório totalmente reestabelecido. E o melhor, geralmente para sempre.
m
m

1 de maio de 2008

Ejaculação Precoce, o que é essa praga?

A definição clássica de ejaculação precoce diz que é a ejaculação involuntária que o homem tem antes do desejado e que ocorre de modo sistemático trazendo desconforto e insatisfação para o homem e para a sua parceira.
m
A ejaculação precoce não é uma “patologia”, pois não pode ser medida por nenhum exame de sangue ou quantificada por uma análise laboratorial, apesar de alguns centros clínicos (como o Chicago Medical Group) tentarem medir a sensibilidade do pênis com um “aparelho que mede a sensibilidade do pênis”. Esses aparelhos na verdade mostram o mesmo resultado para todo e qualquer paciente e para todo e qualquer objeto que seja submetido a análise.
m
A ejaculação precoce é semelhante à felicidade, uns referem tê-la enquanto outros não. Da mesma forma que uns prefeririam ser um pouco mais felizes, outros gostariam de ejacular um pouco menos rápido.

“E qual é o tempo normal?”, pergunta que escutamos diariamente na clínica? Normal é aquilo que satisfaz ao homem ou ao casal. Pode ser 1 segundo ou uma hora. Pode ser 5 minutos ou meia-hora. Depende do que cada homem ou cada casal considera adequado em se tratando de relação sexual. Responder qual o tempo ideal seria o mesmo que responder qual o carro ideal, ou qual a relação sexual ideal, ou qual o filho ideal? Cada um tem o seu ideal que ainda pode variar com determinada parceira ou em determinado local.
m
A ejaculação precoce pode acompanhar o homem desde o início da sua vida sexual, sendo primária ou aparecer depois disso, depois que o homem já teve várias relações com controle adequado da sua ejaculação, sendo então secundária.
m
Em geral os homens só procuram o médico após os 35-45 anos de idade. Isso porque, enquanto não apresentam dificuldade de conseguir uma segunda ereção eles valorizam essa segunda ereção, onde o controle da ejaculação é mais fácil.
Mas após os 35-45 anos quando a segunda ereção se torna mais difícil e ele passa a valorizar a primeira ereção mesmo, aí a ejaculação precoce começa a incomodar mais.
M
Em geral, os homens com EP se acomodam e se adaptam a essa condição. Eles sabem que estão numa situação de inferioridade em relação às mulheres, mas enquanto se sentirem capazes de fazê-las gozar, nem que seja através de masturbação, o problema está “resolvido”. O difícil é quando as mulheres passam a exigir uma penetração vaginal mais demorada.
M
Homens com EP acham que o prazer da mulher é mais importante que o seu próprio prazer, abrindo mão da sua satisfação pessoal para manter a relação com a esposa ou parceira.
m
Nesses casos os homens só procuram tratamento médico quando as mulheres demonstram insatisfação com a monotonia da relação que se mantém quase que exclusivamente através das longas praticas masturbatórias e das intermináveis preliminares.
M
Quem tem ejaculação precoce só se permite a penetração vaginal minutos antes do termino da relação, pois sabe que 1 a 2 minutos após a penetração aquela relação estará melancolicamente acabada e as desculpas estarão mentirosamente sendo ditas.
m
m

29 de abril de 2008

Obesidade, Dislipidemias e Disfunção erétil: relatório da subcomissão da Society of Sexual Medicine da América do Norte.

John Mulhall, MD,††Weill Medical College of Cornell University—Department of Urology, New York, NY, USA; Patrick Teloken, MS - J Sex Med 2006;3:778–786.
m
Graças a fatores como o sedentarismo e os hábitos alimentares modernos com elevados índices de gorduras saturadas, a obesidade e as disipidemias aparecem cada vez com mais frequência nos países ocidentais. Estudos de base populacional demonstram claramente que o aumento de peso, junto com o aumento das gorduras no sangue, mais a hipertensão arterial, a diabetes e o tabagismo, estão entre os principais fatores de risco para a aterosclerose arterial. E sabemos muito bem que tudo que faz mal ao coração, também faz mal ao pênis. Estudos mostram em vários trabalhos médicos, que o aumento do colesterol (hipercolesterolemia) e a aterosclerose são fatores de risco para as doenças cardiovasculares e para o desenvolvimento da disfunção erétil.
m
m

28 de abril de 2008

"Homens são muito focados no pênis", diz professor de Harvard.

FELIPE MAIA da Folha Online - 23-04-2008
m
Ao contrário do que prega a indústria de medicamentos, o uso de remédios como o Viagra, sozinho, não traz felicidade a homens e mulheres. Remédio eficiente para a disfunção erétil, o medicamento não pode ser utilizado para consertar relacionamentos ou atitudes, que também interferem, e muito, na vida sexual. A avaliação é do médico Abraham Morgentaler, professor associado de urologia da Universidade Harvard (EUA) e autor do livro "O Mito do Viagra" (Ediouro).
m
Para Morgentaler, os homens "são muito focados no pênis" e têm o mito de que manter o órgão ereto vai "resolver todos os problemas no relacionamento deles". Para ele, essa é uma visão errada do problema. "O que os homens precisam saber é que o remédio não os torna mais atraentes para as mulheres. Isso tem a ver com quem eles são e como tratam as pessoas", afirmou o especialista, em entrevista à Folha Online, por telefone, de Boston, nos Estados Unidos.
m
De acordo com o professor de Harvard, as mulheres estão mais interessadas em "carícias, mais beijos, palavras legais, atenção a outras partes do corpo delas".
Morgentaler reconhece que o remédio é eficiente para homens acima dos 40 anos, mas critica o uso por parte de jovens que não enfrentam esse tipo de problema. Apesar de não haver indícios de que o Viagra cause dependência, o médico afirma que o uso pode gerar danos psicológicos aos adolescentes. "Eu temo especialmente que os jovens fiquem viciados no Viagra do ponto de vista emocional, psicológico. Algo que eles sintam que precisam para "estarem bem". Confira abaixo a íntegra da entrevista.
m
Folha Online - Na sua opinião, qual é o maior mito existente sobre o Viagra?
Abraham Morgentaler - Os homens têm o mito de que ter um pênis ereto vai resolver todos os problemas no relacionamento deles. De um modo geral, o Viagra é um bom remédio, mas alguns homens o tomam, ou querem tomá-lo, por terem algum problema com a mulher ou a namorada. E se eles têm algum problema desse tipo, é comum que haja reflexos na cama, sexualmente. Aí eles pensam que, se o sexo ficar melhor, a relação vai melhorar também. Mas se o homem vai para casa bêbado toda noite, ou a mulher está brava porque ele não é legal com ela, o Viagra não vai ser a solução.
m
Folha Online - Muitos homens que não têm qualquer tipo de disfunção erétil e até jovens usam o Viagra sem necessidade. Para quem esse remédio realmente funciona?
Morgentaler - Diferentes grupos de pessoas tomam o Viagra. Para algumas pessoas, se elas têm realmente um problema físico com a ereção, mas estão em um relacionamento saudável, o Viagra pode ser muito efetivo e um remédio muito bom. Há um outro grupo que toma o remédio, mas não precisa. Muitos não tem nem certeza a respeito do que o Viagra pode fazer. Eles acham que o Viagra vai torná-los mais atraentes para as mulheres, amantes melhores, ou que a experiência do sexo vai ser melhor. Mas se o homem é saudável e tem menos de 40 anos de idade, há uma grande possibilidade de o Viagra não gerar praticamente nenhum efeito sobre ele, fisicamente. Mentalmente, pode tornar o homem mais confiante, se você [o homem que usa o remédio] acreditar que ele pode fazer isso.
m
Folha Online - Então, para o homem que não precisa, o Viagra não gera benefícios?
Morgentaler - Isso é verdade especialmente para os mais jovens. Para homens jovens, se tudo está normal, o Viagra não vai fazer nada. Eles podem ter uma ereção satisfatória, fazer sexo mais de uma vez [sem o remédio]. Mas para os mais velhos, depois dos 40 anos ou dos 60 anos, muitos vão notar que algo está diferente. Talvez [com o remédio] o pênis fique mais ereto, ou não exija tanto estímulo para isso. Muitos homens, mesmo os que não tem qualquer disfunção, dizem ter adquirido uma capacidade maior de ter uma segunda ereção. Há alguns pequenos benefícios para os mais velhos, mas quase nenhum para os jovens.
m
Folha Online - Então porque jovens e adolescentes se interessam por tomar o Viagra?
Morgentaler - Eles não sabem para que serve. A mitologia, a imagem do Viagra é que faz o homem melhor preparado para o sexo. Então se um garoto não tem muita experiência sexual, acaba achando que o remédio vai fazer com que ele tenha um desempenho melhor. Os caras se preocupam muito com sexo, de verdade, especialmente se eles não estão em um relacionamento longo, se estão apenas ficando com alguém. Eles sempre se preocupam se são bons o suficiente na cama, se o pênis é grande o suficiente, se eles estão fazendo a coisa certa. Honestamente, eu também já me preocupei com isso. É por isso que antigamente os homens queriam se casar com mulheres virgens: elas não tinham experiência e não podiam dizer 'Já tive melhores [relações sexuais] antes' [risos]. A realidade é que os homens sempre se preocuparam com isso e os mais jovens não sabem o que o Viagra pode fazer. Então eles tomam, acreditam que ele [o remédio] vai fazer com que eles fiquem melhores e têm esperança nisso.
m
Folha Online - Quais são os efeitos colaterais que esse tipo de remédio pode causar em um jovem que começa a fazer uso muito cedo?
Morgentaler - De uma forma geral, remédios como Viagra e o Cialis são muito seguros do ponto de vista físico. Mas o que é realmente preocupante é o fato de jovens estarem aprendendo a se relacionar sexualmente apenas quando estão sob o efeito do Viagra. Psicologicamente, eles podem acreditar que eles precisam tomar isso para sempre. Além disso, pode ser mais difícil no futuro, se eles encontrarem alguém que amem de verdade, que eles possam relaxar e ser eles mesmos sem o remédio.
m
Folha Online - O Viagra pode levar ao vício?
Morgentaler - Não há nada viciante fisicamente falando, mas eu temo especialmente que os jovens fiquem viciados no Viagra do ponto de vista emocional, psicológico. Algo que eles sintam que precisam para estarem bem.
m
Folha Online - Para mulheres, há algum efeito positivo?
Morgentaler - As evidências nos estudos não mostraram grandes benefícios para as mulheres. Mas, na minha visão, pode melhorar algo especialmente se elas tiverem algum problema com lubrificação na vagina. Porque o Viagra melhora a circulação de sangue na região e a lubrificação vem do fluxo de sangue. Nós precisamos de mais estudos para analisar isso, mas eu acho que o remédio pode gerar benefícios para algumas mulheres. De qualquer forma, é preciso que homens e mulheres entendam que o Viagra não vai aumentar o desejo por sexo. Não vai fazer com que alguém fique mais excitado. O que os homens precisam saber é que o remédio não os tornam mais atraentes para as mulheres. Isso tem a ver com quem eles são e como tratam as pessoas.
m
Folha Online - A Pfizer vende o remédio como uma grande revolução nessa área. O que, de fato, o Viagra trouxe de mudanças?
Morgentaler - Algumas coisas. O primeiro é que, não sei se no Brasil é muito diferente, mas nos Estados Unidos o Viagra fez com que ficasse muito mais fácil falar sobre sexo. Antes, os homens tinham muita vergonha de falar sobre problemas de ereção, não iam até o médico. Isso mudou: hoje há anúncios na televisão, em que até políticos falam sobre Viagra. De repente, os homens começaram a falar sobre o que acontece se eles tomassem, se eles devem tomá-lo. Além disso, ficou mais fácil para as mulheres falarem sobre isso. A segunda grande mudança foi o fato de termos pela primeira vez um remédio efetivo para isso em forma de pílula, algo muito mais atraente. Antes do Viagra nós tínhamos cirurgias para colocação de próteses e substâncias aplicadas no pênis por meio de agulhas. Não é tão bacana quanto uma pílula. A terceira coisa que mudou foi a imaginação do homem sobre o assunto, como eles pensam no sexo para o futuro. O que eu quero dizer é que tem muitos homens que tem 40, 50, 60 anos que não precisam de Viagra, que não tomam Viagra, mas estão muito felizes em saber que esse remédio existe. Porque esses homens estão pensando que, quando eles tiverem 80, 90, cem anos, ainda vão poder fazer sexo.
m
Folha Online - O sexo foi sempre tão importante na vida do homem? As pessoas pensam mais em sexo hoje?
Morgentaler - Sexo sempre foi importante. As pessoas compravam ervas, suplementos, para melhorar o desempenho, torná-las mais preparadas para o sexo. Mas agora nós vemos mais sexo na televisão, em revistas, na internet. Todos hoje têm acesso a todo tipo de informação sobre isso. E o Viagra ajudou nesse processo, a fazer com que o homem pense em sexo por mais tempo durante a vida.
m
Folha Online - Você acredita que hoje estejamos fazendo sexo melhor?
Morgentaler - Os homens provavelmente acham que estão mesmo fazendo sexo melhor [risos]. Para as mulheres, eu acho que elas querem que os homens prestem mais atenção a coisas que elas sempre quiseram, como mais atenção, carinho. O sexo não é só o pênis e esse é um dos problemas: os homens são muito focados nesse órgão e o Viagra faz com que eles pensem muito mais sobre ele, quando na verdade o que as mulheres querem são mais carícias, mais beijos, palavras legais, atenção a outras partes do corpo delas.
m
m

26 de abril de 2008

Sem necessidade, jovens tomam remédio para ereção.

LEANDRO FORTINOLETICIA DE CASTRO, da Folha de S.Paulo .
m
O jovem estudante de comunicação Evandro (nome fictício), 21, gosta de viver perigosamente. Sempre que cai na balada, mistura tudo o que vê pela frente: álcool, ecstasy e maconha. Há pouco tempo, depois de uma dessas noitadas, saiu acompanhado de duas pessoas. Era uma manhã de domingo. Ele parou numa farmácia, onde comprou uma caixa de um dos remédios para disfunção erétil que existem no mercado.
m
Apesar de trazer em sua caixa uma tarja em vermelho chamativo na qual está escrito "Venda sob prescrição médica", nada foi pedido a Evandro, cara de moleque, que pagou cerca de R$ 60 por dois comprimidos. "Decidi tomar porque tinha usado um monte de drogas e, para fazer o pipi funcionar, resolvi experimentar. Minha ereção permaneceu por pelo menos quatro horas", conta. m
Casos como o de Evandro, por mais assustadores que pareçam ser, têm aumentado nos últimos anos, conforme alertam psiquiatras e urologistas. "Um jovem que toma um remédio para disfunção erétil que não foi estudado nessa população está correndo riscos de efeitos adversos. A minha orientação é sempre de que os jovens não utilizem, porque não sabemos os riscos possíveis", afirma o urologista Fernando Almeida, da Unifesp. "No Brasil, o problema acontece porque nós não temos controle. Essa medicação só poderia ser vendida com receita."
m
Para a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do ProSex (Projeto Sexualidade) do Hospital das Clínicas, o principal risco para o jovem é o de dependência psicológica da droga. "Ele pode acreditar que não terá uma ereção sem o remédio." A médica observa três perfis de jovens usuários:
n
1) Indivíduos que gostam de experimentar tudo, inclusive drogas (como o Evandro).
2) Jovens competitivos que querem impressionar a parceira com a performance sexual.
3) Os inseguros e tímidos, com baixa auto-estima.
m
"No fundo, os três precisam de um acompanhamento psicoterápico", afirma Abdo. Portanto, para jovens saudáveis, sem problemas de ereção, esse tipo de remédio não traz benefícios. O efeito é muito mais psicológico do que real. "Quando o indivíduo tem ereções normais, a melhora após a ingestão de Viagra se dá mais por efeito psicológico do que pela ação efetiva da droga", diz o urologista João Afif.
m
O remédio é contra-indicado para quem sofre de doenças cardíacas. E muitos jovens não tem como saber isso, a menos que consultem um especialista. O jovem Marcelo se encaixa no perfil de quem usa para impressionar a parceira com uma heróica performance pós-balada. Carioca, tomou pela primeira vez no ano passado, por curiosidade. Ele ganhou metade de um comprimido de Viagra de um amigo. Hoje, toma "para dar conta de uma parceira diferente a cada dia da semana". Ele já leu a bula do remédio, sabe dos efeitos colaterais e não se preocupa com os riscos de dependência psicológica. "Não uso esse treco todo dia. É só para impressionar. Normalmente, nas duas ou três primeiras vezes com a menina."
m
Uma das justificativas de Marcelo para tomar remédios para disfunção erétil quase todo fim de semana é a sua "vida sexual extremamente ativa". "Saio com várias mulheres. Conheço pessoas na noite que topam ir para o motel na hora." Por isso, ele não se preocupa em misturar o medicamento com álcool. "Normalmente, eu bebo cerveja quando saio. Se eu achar que devo, mesmo depois de beber, eu tomo."
m
O uso do medicamento na balada, associado a altas doses de álcool de e outras drogas, como ecstasy e cocaína, também é comum e perigoso. "Há risco de interação medicamentosa, pois não se sabe exatamente a composição dessas drogas", diz a psiquiatra Sandra Scivoletto, chefe do Ambulatório de Adolescentes e Drogas da Fac. de Medicina da USP. Mas por trás de um garanhão como Marcelo se esconde um jovem tímido e inseguro. "O remédio dá uma segurança maior. Isso, de certa forma, mexe com a parceira, ela fica estimulada e quer você de novo. Aí começam as mentiras, né!?"
M
m
===================================================================
m
NOSSA OPINIÃO:
M
Os laboratórios farmacêuticos são empresas capitalistas e que precisam das doenças para vender as curas. Para os laboratórios, não interessa os motivos de quem compra os seus remédios, desde que comprem e cada vez mais. Algumas táticas são comumente usadas; a principal delas é publicar matérias em revistas e jornais, onde seus médicos, professores e palestrantes patrocinados divulgam estudos mostrando que o uso dos seus produtos garante a tranquilidade e a felicidade sexual dos seus usuários. Outra é patrocinar esses profissionais em congressos médicos para banalizarem o uso desses produtos, relatando benefícios quase sempre desnecessários e que desvirtuam a realidade dos fatos. Alguns trabalhos patrocinados já falam até mesmo no uso diário de medicamentos para ereção, seja para prevenir contra uma impotencia sexual, seja para tratar um prostatectomizado, seja para deixar os homens sempre prontos para ter uma ereção. Mais alguns anos se divulgará a idéia de que quem tiver uma ereção sem usar um medicamento, está doente e corre risco grave de saúde.
m
m

25 de abril de 2008

Mulheres traem por vingança e colocam culpa no parceiro, dizem especialistas.

RIO - Quando o assunto é traição, cada casal deve definir o que é permitido e o que é proibido no relacionamento. Afinal, se para alguns uma troca de olhares com alguém que não seja o parceiro já soa como um alerta, para outros, 'escapulidas' eventuais não significam que você esteja traindo seu par. Na última semana, leitores do Globo Online opinaram na enquete 'Para você, o que caracteriza uma traição?'. Convidados para analisar as respostas, a antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mirian Goldenberg, autora de Infiel (ed. Record), e o psicólogo evolutivo Jorge Nogueira, especialista em ciúme, observaram que enquanto os homens se preocupam mais com a questão física, as mulheres não admitem a traição emocional.
m
De acordo com dados do Projeto Sexualidade (Prosex), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, cerca de 60% dos homens já foram infiéis em uma relação, assim como 40% das mulheres. As estatísticas batem com as da antropóloga Mirian Goldenberg, que conduziu uma pesquisa com quase dois mil cariocas e, desses, cerca de 60% dos homens e 47% das mulheres já haviam traído seus parceiros. " As mulheres querem ser as únicas, as mais especiais, insubstituíveis aos olhos do parceiro (Mirian Goldenberg) "
- A traição se dá desde o pensamento de um desejo por uma outra pessoa, até o desrespeito pelo parceiro dentro de um relacionamento. É lamentável que muitos ainda não saibam dizer acabou, fim, sem antes experimentar o sabor da traição - opina a leitora Carla Valéria Marins da Rosa.
m
Já a leitora Michelle Araújo condena os envolvimentos amorosos, mas não considera os envolvimentos apenas sexuais como um problema. Para Valéria dos Santos Pinho e Eduardo Amaro Ayres, a traição é o equivalente a mentira. O leitor Pedro Curiango faz sua análise:
- Qualquer dicionário explica que traição é a 'quebra de fidelidade prometida e empenhada '. Não creio que se possa realmente recuperar-se de uma traição. É como vidro: quebrou, está quebrado. Você continuaria confiando num sócio que lhe roubou? Sempre estará "com o pé atrás" com esta pessoa, ou, como dizem os mineiros, passará a 'confiar desconfiando', ou seja, viverá um inferno em vida. A traição, no caso amoroso, é o roubo daquela cumplicidade que existe entre parceiros. Mulheres querem ser as únicas, diz antropóloga.
m
Para Mirian Goldenberg, a diferença entre homens e mulheres na hora de julgar uma traição é que elas não toleram a idéia de não serem insubstituíveis. Já os homens conseguem separar melhor o sexo do amor e, por isso mesmo, acabam vendo a traição feminina como algo muito mais grave ao entenderem que, no caso delas, pode ter havido mais do que só sexo. Por outro lado, acabam relevando sua própria infidelidade.
- As mulheres querem ser as únicas, as mais especiais, insubstituíveis aos olhos do parceiro. Para elas, a traição dói justamente porque percebem que não são tudo isso que imaginaram. Hoje elas falam mais da traição e também traem mais, mas quando elas traem, costumam culpar o parceiro ou tomar esta atitude por vingança. As relações hoje são mais igualitárias: ou os dois traem, ou os dois são infiéis. Atualmente, vejo que os homens se sentem ameaçados porque, para terem um relacionamento bacana, precisam ser fiéis - acredita a antropóloga.
m
O psicólogo Jorge Nogueira concorda, lembrando que a mulher se incomoda muito mais com o fator "paixão" do que com a relação física. " A mulher tem medo de ver o parceiro apaixonado por outra. A traição, aos olhos femininos, vai sempre muito além do sexo (Jorge Nogueira) "
- A mulher tem medo de ver o parceiro apaixonado por outra. A traição, aos olhos femininos, vai sempre muito além do sexo - avalia.
m
Traição pode ser novo ponto de partida. Nogueira enfatiza que, em qualquer relação, há a possibilidade de traição, e lembra que a infidelidade também pode ser um momento importante no relacionamento, principalmente se as coisas não vão bem entre o casal.
- A infidelidade pode ser o ponto de partida para o casal que decidiu ficar junto se conhecer melhor. É um bom momento para a pessoa pensar nas seguintes questões: quem sou eu? Que tipo de casal nós formamos? Que tipo de relação queremos ter? É claro que superar a raiva, a mágoa e a vontade de vingança não é fácil, mas é possível.
m
m

Exercícios aeróbicos ajudam a manter a longevidade.

Reuters - NEW YORK -
m
Manter a prática de exercícios durante a meia idade e postergá-la durante a vida pode retardar o processo de envelhecimento por mais de uma década e prolongar uma vida independente, de acordo com um novo estudo sobre a aptidão aeróbica e a dependência na velhice.
m
Há vinte anos, o Dr. R.J Shepard, da Universidade de Toronto, e seus colegas, levantaram a hipótese de que a capacidade aeróbica adequada é o fator chave para ajudar os idosos a manter uma alta qualidade de vida e a viver sem depender de terceiros. No estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, Shepard analisou os dados mais recentes sobre o assunto.
m
" A atividade aeróbica regular pode resolver muitos problemas tanto de perda funcional como de doenças crônicas (R.J Shepard) "
Segundo Shephard, o exercício aeróbico regular melhora a capacidade do corpo de absorver oxigênio e utilizá-lo, mas a potência aeróbica máxima de um indivíduo reduz-se à medida que ele envelhece. De acordo com Shephard, estudos sobre a resposta a treinamentos aeróbicos em pessoas mais velhas mostraram que exercícios físicos, especialmente aqueles mais intensos e de maior duração, podem melhorar a potência aeróbica. Na verdade, sete estudos sobre este tipo de exercício concluíram que a potência aeróbica pode aumentar em quase 25% - o que equivaleria a retardar em até 12 anos a perda de aptidão física.
m
Baseado nesta revisão, Shephard concluiu que os idosos que praticam treinamentos aeróbicos progressivos podem manter sua independência por mais tempo, por desacelerar a perda de aptidão aeróbica, própria do envelhecimento.
m
Entre outras vantagens dos exercícios aeróbicos estão a redução do risco de desenvolver doenças graves, a recuperação mais rápida após lesões ou doenças, e a redução do risco de quedas, devido à manutenção da força muscular, do equilíbrio e da coordenação. - Ainda é preciso esclarecer a importância das deteriorações na aptidão em relação a outros potenciais causas de dependência, mas, a partir do ponto de vista da prática, a atividade aeróbica regular pode resolver muitos problemas tanto de perda funcional como de doenças crônicas - disse Shepard
m
m

23 de abril de 2008

A obesidade e a disfunção sexual.

Int J Impot Res. 10 Abril 2008 - Esposito K, Giugliano F - Divisão de Doenças Metabólicas, Departamento de Geriatria e Doenças Metabólicas da Universidade de Nápoles SUN, Nápoles, Itália.
m
A obesidade tornou-se um problema de saúde pública mundial, atingindo proporções epidêmicas. O excesso de peso pode reduzir a esperança de vida em ate 7 anos a menos aos 40 anos de idade. A obesidade atualmente é o sexto fator de risco mais importante para a ocorrência de doenças em todo o mundo. O sobrepeso e a obesidade podem aumentar o risco de disfunção erétil (DE) em 30 a 90 % em comparação com indivíduos de peso normal; e junto com o risco de DE, vem maior incidência de aumento do colesterol e da hipertensão arterial. Estes fatores mais a intolerância a insulina com a diabetes, compõem as características da síndrome metabólica. As mudanças dos hábitos alimentares seguida da perda de peso, mais alterações do estilo de vida com a introdução de exercícios físicos regulares, são as melhores formas de reduzir as causas principais para a DE, alem de reduzir também os riscos de doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. E isso é valido tanto para os homens de qualquer idade, como também para as mulheres.
m
,

20 de abril de 2008

Estudo liga depressão a níveis baixos de testosterona em idosos.

Baixos níveis do hormônio masculino podem alterar transmissores no cérebro.
Da BBC Brasil - BBC
)
mmmm
- Baixos níveis do hormônio testosterona podem estar ligados à depressão em homens de idade avançada, apontou um estudo realizado por pesquisadores australianos. A equipe, da University of Western Austrália, avaliou cerca de 4 mil homens, com idade entre 71 e 89 anos. Durante o estudo, os especialistas colheram amostras de sangue - para avaliar a quantidade do hormônio - e aplicaram um questionário para investigar o estilo de vida e tendência para depressão entre os voluntários. Os pesquisadores concluíram que 203 participantes (5,1% do total) apresentaram baixos níveis de testosterona no sangue e acusaram um quadro de depressão.
m
Na avaliação dos especialistas, esses voluntários apresentaram três vezes mais chances de desenvolver depressão do que os que tinham o hormônio em níveis mais elevados. Segundo o estudo, publicado na revista especializada Archives of General Psychiatry, mulheres têm mais chances de ter depressão do que os homens até os 65 anos, idade a partir da qual a diferença entre os gêneros "quase desaparece por completo" nesse aspecto. Os pesquisadores disseram que os níveis de testosterona diminuem com a idade mas não souberam explicar a ligação entre os baixos níveis do hormônio e a depressão em 5,1% dos participantes. Eles acreditam, no entanto, que a baixa produção do hormônio altera os níveis de neurotransmissores ou hormônios no cérebro. "Agora são necessários novos testes para determinar se a aplicação de um suplemento de testosterona em homens mais velhos será capaz de combater os sinais de depressão", afirmou Osvaldo P. Almeida, coordenador do estudo.
m
A testosterona é um hormônio é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrado em ambos os sexos, a testosterona é produzida em grandes quantidades pelos homens.
m
m
=================================================================
m
NOSSA OPINIÃO:
M
As mulheres também produzem testosterona. Sabe-se que 5% da testosterona dos homens é produzida pela glandula supra-renal e as mulheres também produzem esse hormonio masculino na mesma proporção. Mulheres com tumor dessa glandula têm características mascullinas exacerbadas como voz mais grossa, maior quantidade de pêlos, agressividade e musculatura mais desenvolvida.
m
m

19 de abril de 2008

Níveis de testosterona estão associados a problemas de ejaculação.

Níveis de testosterona estão associados a problemas de ejaculação.
J Sex Med. 2007 Apr 9 Corona G, Jannini EA - Andrology Unit, Department of Clinical Physiopathology, University of Florence, Florence, Italy.
m
mmmm
Ainda não está bem esclarecido o papel da testosterona na função ejaculatória. Esse trabalho procurou avaliar a relação entre a testosterona e o hipogonadismo, no controle do reflexo ejaculatório, tanto para ejaculação precoce, como na ejaculação retardada e na ejaculação normal.
mForam avaliados 2437 homens com idade média de 51,9 anos com disfunção sexual que foram submetidos a análise dos níveis hormonais, dados bioquímicos do exame de sangue, alem de uma entrevista estruturada sobre disfunção erétil. Definiu-se como hipogonadismo (baixa função testicular) taxas de testosterona abaixo de 10,4 nmol/L. Entre os pacientes estudados, 714 (26%) tinham queixa de ejaculação precoce e 121 (4,5%) referiam ter ejaculação retardada. A ejaculação precoce foi mais freqüente entre os homens mais jovens (25-40 anos) com maiores taxas de testosterona. E inversamente, entre os mais velhos (55-70 anos), com menores taxas de testosterona as queixas de ejaculação retardada foram mais frequentes. Dessa forma os indivíduos com ejaculação precoce mostraram menores taxas de hipogonadismo (testosterona normal) e homens com ejaculação retardada mostraram maiores taxas de hipogonadismo (diminuição da testosterona).
l
Esse trabalho conclui que as taxas de testosterona mais baixas parecem facilitar o controle do reflexo ejaculatório. Homens jovens, que têm taxas mais elevadas de testosterona, têm maior propensão a sofrerem de ejaculação precoce. A terapia de reposição hormonal de testosterona poderia ajudar a reverter as queixas de ejaculação retardada entre os homens de mais idade.
m
m

18 de abril de 2008

"Anorexia Sexual": 40% dos casais italianos não mantêm relações.

Da AnsaEm Roma
m
mmmm
Cerca de 40% dos casais italianos não mantêm relações sexuais, principalmente por causa do desinteresse do homem, segundo aponta um relatório preparado para o IX Congresso da Federação Européia de Sexologia, que será aberto no próximo domingo em Roma. O relatório indica que nos últimos dez anos a diminuição do desejo sexual dos casais triplicou entre os homens, que são os principais responsáveis pela multiplicação do que a sexóloga Chiara Simonelli define como "casais anoréxicos" os quais já representam 40% do total. São casais de relação consolidada, casados ou não, geralmente com filhos e formados por parceiros com pouco mais de 40 anos de idade.
m
Nesses casos, são os homens que com mais freqüência se retiram da vida sexual conjugal, refugiando-se na prostituição ou em formas de sexualidade vinculadas com a Internet. As mulheres, por sua vez, sentem-se culpadas em um primeiro momento e em seguida recorrem ao adultério como alternativa para uma vida sexual ativa, segundo indica a especialista. A pesquisadora Simonelli afirma que esse tipo de "casal anoréxico" está em constante aumento, enquanto os 30% dos casais que afirmam ter relações regulares e satisfatórias estão diminuindo, embora de maneira menos marcada. Segundo Giorgio Franco, pesquisador da Universidade La Sapienza, a crise dos valores chega ainda na juventude masculina. "Já a partir da adolescência, (os homens) estão informados e se sentem emancipados em relação a sua sexualidade, mas depois entre os 25 e os 35 anos, demonstram ser incapazes de enfrentar a sexualidade do dia-a-dia", afirma o especialista.
m
m

15 de abril de 2008

Testosterona estimula ganho dos corretores na bolsa.

Hormônio masculino parece ajudar na hora de fazer boas apostas. Substância encorajaria auto-confiança e disposição para arriscar.
b
Quando os corretores da bolsa têm um elevado nível de testosterona, principal hormônio sexual masculino, têm mais tendência a assumir riscos e obtêm maiores ganhos, revelaram pesquisadores britânicos cujo trabalho foi divulgado nesta segunda-feira (14-04-08) nos Estados Unidos.
n
Os cientistas acompanharam 17 corretores da 'City' de Londres durante oito dias de trabalho consecutivos e mediram seus níveis de testosterona duas vezes por dia, às 11h da manhã, em plena atividade da bolsa, e às 16h, ao final da sessão, tomando amostras de sua saliva. A cada vez que mediam o nível de testosterona eram registradas também as perdas e os ganhos. Comparando os dados recolhidos, os pesquisadores determinaram que os ganhos obtidos eram muito maiores que a média diária quando os corretores tinham níveis de testosterona muito mais elevados.
m
Baseando-se em estudos anteriores, estes cientistas acreditam que este fenômeno seria explicado pelo fato de que a testosterona aumenta a confiança em si mesmo e o gosto pelo risco. A testosterona é um hormônio determinante para o comportamento sexual e a competitividade, já que atua sobre a agressividade. Este hormônio aumenta em um atleta antes de uma competição e segue aumentando em caso de vitória, mas diminui em caso de derrota.
m
"O aumento dos níveis de testosterona e de cortisol predispõem os corretores a tomar riscos", observou o doutor John Coates da Universidade de Cambridge, co-autor deste trabalho e ex-corretor de bolsa. "No entanto, se a testosterona se tornar excessiva no organismo, como pode ocorrer facilmente em situações de bolhas especulativas, o gosto pelo risco pode se tornar obsessivo", acrescentou.
m
"Na atual crise do crédito, os investidores poderão sentir náuseas, produto de um excesso crônico de cortisol que os une em um estado psicológico de desesperança", segundo este pesquisador. "Quando ocorre uma situação deste tipo, os bancos centrais podem baixar as taxas de juros o máximo possível sem conseguir persuadir os corretores a comprar ativos de risco", explicaram os autores. Em uma situação econômica deste tipo, "é necessário levar em conta não somente a racionalidade dos atores, mas também seu estado fisiológico e psicológico” consideraram. O estudo foi divulgado nos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) de 14 de abril.
m
m

14 de abril de 2008

Metade dos homens britânicos trocaria sexo por TV de plasma.

Publicada em 08/02/2008 às 12h55m - Reuters/Brasil Online

LONDRES -
Quase metade dos homens britânicos desistiria do sexo por seis meses em troca de uma TV de plasma de 50 polegadas, informou uma pesquisa nesta sexta-feira. A varejista elétrica Comet ouviu 2 mil homens e perguntou a eles se haveria algo do qual desistiriam por uma televisão gigante, um dos mais novos "itens obrigatórios" para os consumidores.
A companhia descobriu que 47% dos homens parariam de fazer sexo por meio ano, em comparação a apenas um terço das mulheres.
- Parece que o tamanho importa mais para os homens do que para as mulheres - disse a empresa.
Um quarto dos entrevistados afirmou que pararia de fumar, e quase o mesmo número de entrevistados abdicaria do chocolate.
n
n

Homens impotentes têm a diabetes não diagnosticada.

Reuters, em Nova York - Folha On Line - 19/02/2002
m
mmmmOs homens impotentes são mais propensos a apresentar diabetes não-diagnosticada e deveriam se submeter ao exame para verificar a taxa de açúcar no sangue, segundo pesquisadores britânicos."Se uma pessoa tiver disfunção erétil, ela deve suspeitar de diabete como causa subjacente", disse Krishnamurthy Sairam, do Hospital Kent & Sussex, um dos autores do estudo. "O exame de glicose sanguínea em jejum deveria ser o teste padrão para avaliar a ocorrência de diabete em homens que apresentam problemas de ereção."
m
A equipe de Tom McNicholas, do Hospital Lister, em Stevenage, avaliou 129 pacientes que consultaram o departamento de urologia do hospital porque não conseguiam manter uma ereção. Geralmente, a diabetes e outras doenças crônicas que afetam os vasos sanguíneos, os nervos e os músculos lisos estão envolvidas no surgimento de impotência. Por isso, todos os participantes da pesquisa foram testados para diabete por meio de um exame de urina comum, que avalia a glicosúria -o excesso de açúcar na urina-, e por meio do teste para medir a glicose no sangue em jejum.No total, 22 dos 129 homens haviam recebido diagnóstico anterior de diabetes.
m
O teste sanguíneo revelou que quase 5% dos outros 107 voluntários não sabiam ser portadores da doença metabólica, segundo as conclusões do trabalho, publicadas em edição recente do "British Journal of Urology". O exame que mede a quantidade de açúcar no sangue também verificou que outros 12% desses participantes tinham níveis anormais de glicose, o que poderia levar à diabete, caso não fossem tratados com dieta apropriada e exercício. Os pesquisadores constataram que o teste de urina falhou no diagnóstico de quatro em cada cinco homens com diabetes. "O exame de urina tem uma sensibilidade de apenas 20% -performance extremamente ruim para um teste diagnóstico", disse Sairam. "Medir a glicose na urina é um exame pouco sensível e pouco confiável para detectar diabete." Como os homens com disfunção erétil são cerca de quatro vezes mais propensos que a média à sofrer diabete não-diagnosticada, os cientistas concluíram que os médicos deveriam avaliar a presença da doença em todos os pacientes com impotência." A primeira consulta de um homem com disfunção erétil é a oportunidade ideal para fazer o teste de glicose em jejum e eliminar a possibilidade de ser diabete", afirmou Sairam. "Caso contrário, a diabete pode permanecer sem diagnóstico por vários anos."
m
m
==================================================================
m
NOSSA OPINIÃO:
m
Esse estudo mostra que a disfunção erétil costuma ser o primeiro sinal de diabetes em 12% dos homens. Esses pacientes, quando são medicados com Viagra ou similares para tratar a sua impotência, perdem a oportunidade de tratar uma doença muito mais grave e que vai complicar a sua saúde de uma forma muito mais ampla do que apenas a dificuldade de ereção. Pacientes diabéticos não tratados a tempo desenvolvem doenças vasculares e neurológicas irreversíveis.
m
m

13 de abril de 2008

Barriga grande aumenta o risco de Impotência.

O Globo - 13/04/08 -
Excesso de gordura abdominal reduz o nível de testosterona.
m
mmmmMais do que um problema estético, uma barriga saliente deixa o homem mais vulnerável a um de seus maiores fantasmas: a impotência sexual. Reunidos no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão, alguns dos principais urologistas do continente enfatizaram o papel da obesidade abdominal na predisposição para a disfunção erétil. Um estudo apresentado no congresso apontou o problema como fator número um da síndrome metabólica, conjunto de fatores considerado o maior inimigo da potencia sexual masculina, e também associada à maior chance de doenças cardiovasculares e diabetes.
m
De acordo com os especialistas, a obesidade abdominal começa a ser um fator de risco para o homem quando a cintura é maior do que 94cm. O excesso de gordura na região esta diratamente ligada a quantidade de hormônio masculino no organismo, a testosterona. Segundo o inglês Ian Banks, presidente do Fórum Europeu de Saúde Masculina, existe uma relação direta entre o aumento do volume da gordura abdominal e a diminuição do nível de testosterona, sendo que a testosterona tem o poder de reduzir a gordura abdominal.
m
Outras condições de risco que compõem a síndrome metabólica são a diabetes, a hipertensão arterial e o aumento do colesterol. Todos eles reduzem a quantidade de testosterona no organismo. Segundo o estudo, 64% dos pacientes com disfunção erétil apresentam um ou mais desses fatores de risco. Estima-se que 152 milhões de homens no mundo, ou 16% da população masculina entre 20 e 75 anos de idade, experimentam algum grau de disfunção erétil.
m
As conclusões reforçam a tese de que o estilo de vida do homem é um importante desencadeador para a síndrome metabólica e, por conseqüência, para a disfunção erétil. Cigarro, estresse, sedentarismo e excesso de trabalho são os maiores vilões nessa questão. Daí a recomendação dos urologistas para que os homens comecem a tratar esses sintomas o quanto antes. Segundo o Dr. Banks, os homens demoram muito mais a procurar um medico do que a mulher. Em geral ele só vai quando a doença já esta adiantada, o que acaba prejudicando o tratamento da síndrome metabólica e da disfunção erétil.
m
m

12 de abril de 2008

Comparação do uso diário do Vardenafil e o uso sob demanda na Disfunção Erétil.

Eur Urol. 2008 Mar 28; Zumbé J, Porst H; Klinikum Leverkusen, Leverkusen, Germany.
m
mmmmOs medicamentos inibidores da fosofodiesterase 5 são os mais usados atualmente no tratamento da DE. Existe uma discussão se o uso diário desses medicamentos poderia beneficiar os pacientescom queixas leve-moderadas de DE. Esse estudo procurou comparar os resultados do uso diário contra o uso apenas no momento da relação sexual. Foram avaliados apenas homens com queixas leves ou moderadas de DE, que foram acompanhados durante 24 semanas de tratamento, seguidos por 24 semanas sem tratamento. Os pacientes foram separados em 2 grupos, sendo que um recebeu Vardenafila 10 mg por dia por 24 semanas e o outro grupo recebeu a mesma dose de Vardenafila sob demanda por 24 semanas. A avaliação dos 2 grupos foi feita através de um questionário para se medir o grau de satisfação com o tratamento. Após analise, verificou-se que o tratamento com doses diárias de Vardenafila não demonstrou uma melhora significativa da função sexual se comparado com o grupo que usou o Vardenafil sob demanda.
m
m

10 de abril de 2008

'Barriguinha' ajuda a prever risco de doenças cardiovasculares e diabetes; e a Disfunção Erétil ! ! !

Método é mais confiável do que a simples medição do índice de massa corporal.Simples medição com fita métrica já ajuda a estimar gordura abdominal.
Luis Fernando Correia Especial para o G1
m
mmmm
A obesidade é um fator de risco conhecido para a ocorrência de doenças cardiovasculares e diabetes. A avaliação de obesidade é feita tradicionalmente através do cálculo do Índice de Massa Corporal, dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Porém, esse Indice não explicava porque certos individuos, que após o calculo não eram classificados como obesos, apresentavam quadros metabólicos com riscos cardiovasculares graves. As pesquisas cientificas apontaram para um novo marcador do risco cardiológico, o aumento de gordura intrabdominal, ou seja, entre as vísceras do interior do abdome.
m
Durante muito tempo a gordura acumulada no corpo foi encarada como um mero depósito do excesso de energia ingerida e não utilizada. Na verdade, o tecido gorduroso pode ser visto como talvez a maior glândula de nosso corpo. Nele são produzidas inúmeras substâncias que têm efeito sobre o metabolismo e o sistema cardiovascular.
M
A dificuldade estava em se conseguir avaliar a quantidade de gordura que existe dentro do abdome. A melhor maneira é através de uma tomografia computadorizada de abdome, o que torna o método inviável para utilização de maneira prática. Porém, ao se comparar as medidas por tomografia computadorizada com a circunferência do abdome medida com uma simples fita métrica, esse método se mostrou confiável. A partir desse ponto a medida de circunferência abdominal se tornou uma ferramenta poderosa para a previsão de risco de problemas cardiovasculares. E qual seria então a medida ideal para a circunferência do abdome, e como medi-la?
k
A circunferência abdominal deve ser medida com a pessoa de pé entre a ultima costela e a borda do osso do quadril. A medida da circunferência abdominal que indica aumento de risco de problemas cardiovasculares é de 90 cm para os homens e de oitenta centímetros para as mulheres. Essas medidas são as adequadas para a população brasileira. Para populações de outros países existem outros parâmetros. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Dante Pazzanese de São Paulo constatou que 70% dos pacientes estavam com as medidas de circunferência abdominal acima dos limites ideais. Se suas medidas não estão ideais, basta um pouco de esforço. Para cada quilo de massa corporal perdido, a circunferência abdominal diminui em um centímetro. Método é mais confiável do que a simples medição do índice de massa corporal.Simples medição com fita métrica já ajuda a estimar gordura abdominal.
m
m
==================================================================
m
NOSSA OPINIÃO:
m
Os fatores de risco que podem causar doenças cardiovasculares como a obesidade, hipertensão, diabestes e aumento do colesterol, são os mesmos que causam a Síndrome Metabólica e a Disfunção Erétil. O mecanismo da ereção é extremamente delicado e sensível à esses fatores de risco, sendo que muitas vezes a perda da ereção é o primeiro sinal de que algo não vai bem com a saúde daquele homem.
Portanto, se voce começar a apresentar dificuldades de ereção e simplesmente tomar um Viagra para tratar a sua Disfunção Erétil, voce pode estar perdendo a chance de tratar algo muito mais grave e que pode até mesmo evoluir para o infarto agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral.
m
m