RIO — A revista americana on-line WebMD publicou uma série de dicas que podem esclarecer dúvidas e ajudar a melhorar a disposição de quem anda cansado para além do normal. Veja a seguir:
O que é bom para aliviar sua fadiga? Tirar várias sonecas ao longo do dia, caminhar por 30 minutos ou beber café?
Caminhar por 30 minutos. Atividade aerobica regular e moderada, como caminhar, é um bom modo de aliviar o cansaço. Cafeína pode lhe dar energia de imediato, mas não é uma solução. Se ingerida em excesso (e esta quantidade varia de pessoa para pessoa), ela pode fazê-lo ficar insone à noite e sonolento durante o dia. É por isso também que o melhor, em geral, é evitar as sonecas: pode ser que na hora de se deitar você não esteja cansado o suficiente para dormir se tiver descansado durante o dia.
É preciso ficar oito horas na cama, mesmo que não se durma todo esse tempo?
É melhor dormir, por exemplo, seis horas bem do que ficar mais tempo na cama se revirando para lá e para cá. Se você acordar e ainda for muito cedo, tente ler à meia-luz e volte para a cama se ficar sonolento. Mas não durma até mais tarde por isso, sob pena de ver seu horário de dormir ficar de pernas para o ar.
Se você decide parar de trabalhar porque está cansado demais, o que deve fazer a seguir?
É tentador ficar em casa, debaixo das cobertas, mas pode ser ainda melhor cumprir sua rotina normalmente. Por outro lado, se se sentir realmente mal, peça ajuda no trabalho. Você pode conversar com seu patrão sobre um horário mais flexível ou sobre trabalhar em casa; isso vai ajudá-lo a se recuperar ao mesmo tempo em que se mantém ativo. Se continuar a se sentir exausto, consulte seu médico.
Quando, mesmo exausto, você não consegue dormir à noite, o que deve fazer?
Não descanse na cama ao longo do dia, nem fique na cama até mais tarde de manhã. Tente manter uma rotina relaxante perto da hora de se deixar, tendo a certeza de que seu quarto está escuro e confortável o suficiente, evite fazer exercícios físicos até quatro horas antes de dormir e evite cafeína, álcool e refeições pesadas à noite.
A fadiga está sempre relacionada ao esforço demasiado?
Não. Pode ser que você não esteja dormindo bem à noite em consequência de males como depressão, mononucleose, anemia, problemas de tireoide ou no fígado e artrite reumatoide. Se você já tentou estabelecer uma rotina mais tranquila e mesmo assim não consegue dormir bem, procure seu médico.
Quando você está exausto, mas ainda há muito a fazer, como proceder? Mandar tudo às favas para descansar ou continuar executando suas tarefas?
O melhor é priorizar: faça primeiro o que for mais importante ou o que tem um prazo mais curto para ser feito. Assim, se você não conseguir fazer tudo, paciência. Você não ficará frustrado, porque ao menos o que era essencial foi feito. O resto fica para depois.
Você vai receber amigos em casa mas está totalmente sem energia. O que fazer?
Se você se sente cronicamente cansado, conte à sua família e a seus amigos o que está acontecendo. Eles poderão ajudar, ou, no mínimo, compreender se você estiver sem vontade de confraternizar. O importante é ouvir seu corpo: se ele estiver clamando por repouso, repouse.
Até ficar em casa lhe deixa cansado. Como proceder?
Tente simplicar sua rotina doméstica, deixando as coisas o mais organizadas e acessíveis possível. Vá de cômodo em cômodo — claro, quando estiver disposto o suficiente para isso, e certifique-se de que o você precisa está ao alcance da mão. Assim, quando precisar deles, você não perderá tempo e energia procurando-os ou precisando mexer em dezenas de outras coisas antes de pegar o que quer.
Açúcar dá energia?
Açúcar pode dar energia logo que é consumido, mas, assim que for digerido, você vai se sentir cansado de novo. Cafeína, álcool e junk food também contribuem para um estado geral de fadiga. A melhor dieta para dar disposição é a mais saudável possível.
Se você tem muito a fazer e está exausto, deve simplificar ou reduzir as tarefas?
Sim. Aprender a dizer não é importante quando você está combatendo o cansaço exagerado. Atenha-se às atividades mais importantes e mais agradáveis. Reveja suas prioridades.
O que você come interfere na sua energia?
Sim. Comida muito temperada, especialmente se ingerida perto da hora de dormir, pode afetar seu descanso, pois pode causar má digestão e azia. Alimentos ricos em fibras, como muitas frutas e vegetais, ajudam a absorver açúcar, que é necessário para que você se sinta bem (em porções moderadas, diga-se). As fibras ajudam inclusive equilibrar a energia, o que vai evitar que você sinta picos de vitalidade alternados com total exaustão. E beba bastante água: manter-se hidratado ajuda o organismo a funcionar bem.
Tarefas que exigem esforço físico, como muitas das domésticas, deixam-no exausto. E agora?
Divida sua atividade física em blocos de 15 ou 20 minutos, e, entre eles, relaxe. Desta forma, você se sentirá melhor e seu trabalho renderá melhor.
Às vezes, você esquece o que ia fazer. É grave?
É normal ficar um pouco esquecido quando se está fatigado. Procure se organizar recorrendo a calendários, listas, agenda, o que for melhor para você. Quando for ao médico, mencione estes episódios de esquecimento. E, se desconfiar de que eles estão sendo muito frequentes, adiante sua consulta.
Os remédios de que preciso me deixam cansado. Devo substituí-los?
Alguns medicamentos nos fazem ficar sonolentos, o que pode piorar a sensação de cansaço ao longo do dia. Mesmo se for este o caso, só deixe de tomar o remédio ou tente substituí-lo após conversar com seu médico.
Vitamina B, um copo de vinho, um café da manhã reforçado, comidas ricas em ômega-3 e ácidos graxos. Estas coisas ajudam a melhorar o cansaço?
Algumas mudanças na dieta pode realmente renovar as energias, entre elas passar a ingerir mais alimentos que são fonte de ômega-3 e ácidos graxos, como alguns frutos do mar, nozes e vegetais folhosos e verde-escuros. Alimentos que têm muita vitamina B, como ovos, carnes magras e laticínios também ajudam. E, sim, é importante começar o dia com um café da manhã que tenha proteínas e carboidratos. Álcool, por outro lado, pode deixar a pessoa sonolenta.
Desidratação, ou pouca hidratação, deixa a pessoa cansada?
Sim. Quando seu corpo recebe pouca água, ele não funciona bem. Mas não é qualquer líquido que hidrata: café e refrigerantes são bem menos eficientes do que água.
3 de maio de 2012
Gordura do bem: nutriente é indispensável para ganhar energia e melhorar rendimento.
Gorduras têm reputação ruim, mas nem todas na família desse nutriente fazem mal à saúde. Pelo contrário, algumas são essenciais às células, especialmente de quem se exercita com frequência. Sem elas, é difícil absorver certas vitaminas e produzir os hormônios sexuais, a testosterona e o estrogênio. Então o segredo é saber separar as boas das más, e, segundo pesquisadores reunidos na 12ª edição da Rio Sports Show e Sports Nutrition Convention, no Pier Mauá, no Rio, para não errar, é melhor optar pelas monoinsaturadas, como azeite e girassol, e poli-insaturadas, como salmão. Com elas, o corpo ganha mais energia.
Comer gorduras é tão importante quanto ingerir carboidratos e proteínas, destacam os nutricionistas. Elas têm funções importantes quando, por exemplo, alguém realiza atividade física, explica a nutricionista Renata Silvério, do Laboratório de Lípides do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, e que falou sobre o tema no Rio. Quanto mais gordura boa na dieta, maior a liberação do hormônio anabólico testosterona, que normalmente já acontece na prática de musculação, e isso favorece o ganho de massa muscular.
E as gorduras boas também atuam como protetoras do corpo. É fácil entender. O exercício físico estimula a produção de radicais livres (essas moléculas em excesso oxidam as células, acelerando o envelhecimento) e os lipídios são fonte de dois importantes antioxidantes: as vitaminas A e E. Outra ação benéfica de gorduras, como a do tipo ômega-3 (comum em peixes como salmão) é reduzir a inflamação decorrente da prática de exercício de alta intensidade, auxiliando a recuperação.
Renata explica que dietas muito pobres em gordura podem prejudicar o desempenho no dia a dia ou mesmo no treino físico, porque essa carência favorece à oxidação de carboidratos (glicose, glicogênio, reserva energética e presente, principalmente, no fígado e nos músculos), levando à exaustão precoce. E ainda os exercícios prolongados, de alta intensidade interferem no sistema imune, e os ácidos graxos ômega-3 nos protegem desse efeito.
Uma outra consequência da falta de gorduras na dieta é a deficiência das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Nas mulheres, pode ocorrer redução na concentração de hormônio estradiol, o que alteraria o ciclo menstrual. Então só falta saber quais são as gorduras boas. Tanto faz se a pessoa pratica ou não exercícios, a escolha é a mesma: as poli-insaturadas (dos tipos ômega-6 e ômega-3, encontradas em alimentos como nozes, castanhas, amêndoas, salmão, atum, linhaça dourada e óleos vegetais) e as monoinsaturadas (azeite de oliva, girassol, canola e abacate, por exemplo). Elas aumentam o bom colesterol (a fração HDL), reduzem o ruim (o LDL) e os triglicerídeos.
- Gorduras saturadas de alimentos de origem animal, como carnes, leite e derivados podem até ser consumidas, porém em pequenas quantidades - ensina Renata. - A recomendação de consumo diário de gorduras é de 20% a 30% do valor calórico total da dieta, e as saturadas devem constituir menos de 10%.
Mas as gorduras sozinhas não resolvem, e elas precisam estar acompanhadas de proteínas e carboidratos. E quem se exercita deve estar ainda mais atento a esta combinação, diz a nutricionista Cibele Crispim, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia e especialista em nutrição esportiva.
- Comer depois do treino é mais importante porque é a hora da recuperação, mas não se pode malhar em jejum, nem esquecer de comer algo em atividades acima de uma hora - explica Cibele.
Esse alerta é importante porque há quem acredite, erradamente, que malhar de estômago vazio queima gordura. Na verdade, esse hábito termina gastando mais músculo como fonte de energia. O certo é ingerir algo não pesado antes do treino:
- Quem gosta de treinar no final da tarde, por volta de 17h30m, pode comer um lanche com cereal, aveia, iogurte, queijo, duas horas antes. Se preferir comer 20 minutos antes, opte por alguma fonte de carboidrato, o nutriente que será usado como fonte de energia. Pode ser uma fruta, e banana é uma boa, barra de cereais, fatia de pão com geleia.
Para as pessoas que malham mais de uma hora, intercalando musculação e exercícios aeróbios, Cibele sugere durante o esforço uma bebida esportiva, do tipo isotônico, que fornece cerca de 30g de carboidratos e outros minerais, ou comer uma banana ou barrinha de cereais. Outra dica são os sachês de carboidratos em gel, mas não se pode esquecer de beber água, caso contrário forma-se um bolo no estômago.
- Chocolate não vale porque pode ter muito açúcar. No treino, o organismo está mais receptivo à glicose. Se o açúcar entra rapidamente na circulação, há o risco de hipoglicemia. Então tudo que for doce demais não interessa na hora do exercício - diz.
Depois da malhação, a refeição deve ser mais consistente, com fontes de carboidratos, proteínas e gorduras. É a janela de oportunidade para o músculo se recuperar. Aí vale usar arroz, frango, salada.
- Shakes proteicos e outros suplementos como creatina, só para pessoas que praticam atividade física em alta intensidade, e mesmo assim com orientação de nutricionista especializado em nutrição esportiva - alerta.
Comer gorduras é tão importante quanto ingerir carboidratos e proteínas, destacam os nutricionistas. Elas têm funções importantes quando, por exemplo, alguém realiza atividade física, explica a nutricionista Renata Silvério, do Laboratório de Lípides do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, e que falou sobre o tema no Rio. Quanto mais gordura boa na dieta, maior a liberação do hormônio anabólico testosterona, que normalmente já acontece na prática de musculação, e isso favorece o ganho de massa muscular.
E as gorduras boas também atuam como protetoras do corpo. É fácil entender. O exercício físico estimula a produção de radicais livres (essas moléculas em excesso oxidam as células, acelerando o envelhecimento) e os lipídios são fonte de dois importantes antioxidantes: as vitaminas A e E. Outra ação benéfica de gorduras, como a do tipo ômega-3 (comum em peixes como salmão) é reduzir a inflamação decorrente da prática de exercício de alta intensidade, auxiliando a recuperação.
Renata explica que dietas muito pobres em gordura podem prejudicar o desempenho no dia a dia ou mesmo no treino físico, porque essa carência favorece à oxidação de carboidratos (glicose, glicogênio, reserva energética e presente, principalmente, no fígado e nos músculos), levando à exaustão precoce. E ainda os exercícios prolongados, de alta intensidade interferem no sistema imune, e os ácidos graxos ômega-3 nos protegem desse efeito.
Uma outra consequência da falta de gorduras na dieta é a deficiência das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Nas mulheres, pode ocorrer redução na concentração de hormônio estradiol, o que alteraria o ciclo menstrual. Então só falta saber quais são as gorduras boas. Tanto faz se a pessoa pratica ou não exercícios, a escolha é a mesma: as poli-insaturadas (dos tipos ômega-6 e ômega-3, encontradas em alimentos como nozes, castanhas, amêndoas, salmão, atum, linhaça dourada e óleos vegetais) e as monoinsaturadas (azeite de oliva, girassol, canola e abacate, por exemplo). Elas aumentam o bom colesterol (a fração HDL), reduzem o ruim (o LDL) e os triglicerídeos.
- Gorduras saturadas de alimentos de origem animal, como carnes, leite e derivados podem até ser consumidas, porém em pequenas quantidades - ensina Renata. - A recomendação de consumo diário de gorduras é de 20% a 30% do valor calórico total da dieta, e as saturadas devem constituir menos de 10%.
Mas as gorduras sozinhas não resolvem, e elas precisam estar acompanhadas de proteínas e carboidratos. E quem se exercita deve estar ainda mais atento a esta combinação, diz a nutricionista Cibele Crispim, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia e especialista em nutrição esportiva.
- Comer depois do treino é mais importante porque é a hora da recuperação, mas não se pode malhar em jejum, nem esquecer de comer algo em atividades acima de uma hora - explica Cibele.
Esse alerta é importante porque há quem acredite, erradamente, que malhar de estômago vazio queima gordura. Na verdade, esse hábito termina gastando mais músculo como fonte de energia. O certo é ingerir algo não pesado antes do treino:
- Quem gosta de treinar no final da tarde, por volta de 17h30m, pode comer um lanche com cereal, aveia, iogurte, queijo, duas horas antes. Se preferir comer 20 minutos antes, opte por alguma fonte de carboidrato, o nutriente que será usado como fonte de energia. Pode ser uma fruta, e banana é uma boa, barra de cereais, fatia de pão com geleia.
Para as pessoas que malham mais de uma hora, intercalando musculação e exercícios aeróbios, Cibele sugere durante o esforço uma bebida esportiva, do tipo isotônico, que fornece cerca de 30g de carboidratos e outros minerais, ou comer uma banana ou barrinha de cereais. Outra dica são os sachês de carboidratos em gel, mas não se pode esquecer de beber água, caso contrário forma-se um bolo no estômago.
- Chocolate não vale porque pode ter muito açúcar. No treino, o organismo está mais receptivo à glicose. Se o açúcar entra rapidamente na circulação, há o risco de hipoglicemia. Então tudo que for doce demais não interessa na hora do exercício - diz.
Depois da malhação, a refeição deve ser mais consistente, com fontes de carboidratos, proteínas e gorduras. É a janela de oportunidade para o músculo se recuperar. Aí vale usar arroz, frango, salada.
- Shakes proteicos e outros suplementos como creatina, só para pessoas que praticam atividade física em alta intensidade, e mesmo assim com orientação de nutricionista especializado em nutrição esportiva - alerta.
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Óleo de peixe ajudaria a proteger contra o câncer
Os benefícios do óleo de peixe para a saúde têm sido divulgados há mais de 20 anos. Acredita-se que comer duas porções por semana de salmão e outros peixes ajuda a prevenir doenças do coração e poderia até aliviar sintomas de asma e doença intestinal, evitar o nascimento prematuro, impulsionar a memória e tratar a depressão. Agora, pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que os suplementos à base de óleo de peixe podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama, segundo reportagem no jornal britânico "Independent".
Estudos nutricionais anteriores sobre o tema foram considerados pouco consistentes porque, possivelmente, poucas pessoas atingiram a meta recomendada para o consumo de peixes oleosos. E tomar suplementos pode resultar em níveis maiores de ácidos graxos ômega-3 que trazem o benefício para a saúde, segundo médicos.
Numa pesquisa com 35 mil mulheres de meia idade que usaram esse tipo de suplemento regularmente ao longo de seis anos, os cientistas observaram que a incidência de câncer de mama foi reduzida em quase um terço (32%). E os dados publicados na revista "Cancer Epidemiology" podem incentivar o consumo desse tipo de produto, um mercado global estimado em US$ 2 bilhões em 2007 e que vem crescendo desde 2003. E o "Euromonitor", que publicou esses números, previu que a venda de óleo de peixe pode alcançar US$ 2,5 bilhões até 2012.
Os ácidos graxos ômega-3 nos óleos de peixe - o ácido eicosapentaenoico (EHA) e docosahexaenoico (DHA) - diminuem a inflamação arterial, uma das principais causas de doenças cardíacas. E as afirmações sobre os seus efeitos benéficos são cada vez mais frequentes nas últimas duas décadas. E a informação mais controversa é sobre o seu papel no desenvolvimento do cérebro.
Eles são essenciais para o cérebro em desenvolvimento, dizem especialistas, e um número crescente de pais têm oferecido aos seus filhos suplementos da substância na esperança de que isso vai aumentar a inteligência e capacidade de concentração nas crianças e adolescentes. Em 2006, Lord Winston, o apresentador de televisão, fez propaganda para a St Ivel Advance, um suplemento com ômega-3, vendido como o "leite inteligente".
Porém, outros cientistas têm sido críticos quanto aos efeitos do ômega-3. Estudos na Universidade de Teesside, em 2006, e na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, em 2010, não encontraram qualquer evidência de benefício na função cognitiva na população em geral ou pessoas idosas.
Emily White, do Fred Hutchinson Cancer Centre, em Seattle, em Washington, que liderou o estudo mais recente mostrando um efeito protetor contra o câncer, disse: "pode ser que a quantidade de ácidos graxos ômega-3 nos suplementos seja maior do que as pessoas conseguem a partir de sua dieta normal." No entanto, ela reforçou que os resultados eram preliminares:
- Sem estudos confirmando esse efeito, não devemos tirar conclusões sobre uma relação causal.
Um porta-voz da Food Standards Agency do Reino Unido disse: "recomendamos comer duas porções de peixe por semana, incluindo um dos peixes oleosos. Isso já foi demonstrado que ajuda a proteger contra doenças cardiovasculares. Não há evidência suficiente no momento para tirar conclusões definitivas sobre outros benefícios, como proteção contra o câncer ou melhora da função cognitiva.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/oleo-de-peixe-ajudaria-proteger-contra-cancer-2982263#ixzz1trTPXZqM
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Estudos nutricionais anteriores sobre o tema foram considerados pouco consistentes porque, possivelmente, poucas pessoas atingiram a meta recomendada para o consumo de peixes oleosos. E tomar suplementos pode resultar em níveis maiores de ácidos graxos ômega-3 que trazem o benefício para a saúde, segundo médicos.
Numa pesquisa com 35 mil mulheres de meia idade que usaram esse tipo de suplemento regularmente ao longo de seis anos, os cientistas observaram que a incidência de câncer de mama foi reduzida em quase um terço (32%). E os dados publicados na revista "Cancer Epidemiology" podem incentivar o consumo desse tipo de produto, um mercado global estimado em US$ 2 bilhões em 2007 e que vem crescendo desde 2003. E o "Euromonitor", que publicou esses números, previu que a venda de óleo de peixe pode alcançar US$ 2,5 bilhões até 2012.
Os ácidos graxos ômega-3 nos óleos de peixe - o ácido eicosapentaenoico (EHA) e docosahexaenoico (DHA) - diminuem a inflamação arterial, uma das principais causas de doenças cardíacas. E as afirmações sobre os seus efeitos benéficos são cada vez mais frequentes nas últimas duas décadas. E a informação mais controversa é sobre o seu papel no desenvolvimento do cérebro.
Eles são essenciais para o cérebro em desenvolvimento, dizem especialistas, e um número crescente de pais têm oferecido aos seus filhos suplementos da substância na esperança de que isso vai aumentar a inteligência e capacidade de concentração nas crianças e adolescentes. Em 2006, Lord Winston, o apresentador de televisão, fez propaganda para a St Ivel Advance, um suplemento com ômega-3, vendido como o "leite inteligente".
Porém, outros cientistas têm sido críticos quanto aos efeitos do ômega-3. Estudos na Universidade de Teesside, em 2006, e na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, em 2010, não encontraram qualquer evidência de benefício na função cognitiva na população em geral ou pessoas idosas.
Emily White, do Fred Hutchinson Cancer Centre, em Seattle, em Washington, que liderou o estudo mais recente mostrando um efeito protetor contra o câncer, disse: "pode ser que a quantidade de ácidos graxos ômega-3 nos suplementos seja maior do que as pessoas conseguem a partir de sua dieta normal." No entanto, ela reforçou que os resultados eram preliminares:
- Sem estudos confirmando esse efeito, não devemos tirar conclusões sobre uma relação causal.
Um porta-voz da Food Standards Agency do Reino Unido disse: "recomendamos comer duas porções de peixe por semana, incluindo um dos peixes oleosos. Isso já foi demonstrado que ajuda a proteger contra doenças cardiovasculares. Não há evidência suficiente no momento para tirar conclusões definitivas sobre outros benefícios, como proteção contra o câncer ou melhora da função cognitiva.
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Ômega 3 é capaz de regenerar neurônios, mostra pesquisa da Unifesp.
São Paulo - Um estudo realizado em ratos no laboratório da Disciplina de Neurologia Experimental da UNIFESP - e que integra uma das linhas de pesquisa do Instituto Nacional de Neurociência Translacional - verificou que o ômega 3 é capaz de regenerar neurônios. A pesquisa aponta para a possibilidade de, no futuro, se criar drogas que possibilitem a regeneração cerebral de pessoas com epilepsia e alguns tipos de demências.
Para a realização da pesquisa, 20 ratos adultos foram separados em quatro grupos distintos, com livre acesso a água e comida. Ao primeiro grupo, chamado de controle sadio, foi administrado placebo. Ao segundo, que também era composto por animais sadios, foi incluído em sua dieta ômega 3. Nos grupos 3 e 4, formados por ratos com crises de epilepsia, foi administrado placebo a um e, ao outro, o ômega 3. A quantidade do ácido graxo administrado aos ratos foi compatível com a quantidade de ingestão de peixes recomendada a seres humanos, que é de três vezes por semana.
Após 60 dias ininterruptos de tratamento, a análise do tecido cerebral dos ratos mostrou que o ômega 3 foi capaz não apenas de minimizar a morte de células cerebrais dos animais com epilepsia, como também capaz de regenerá-lo, com a formação de novos neurônios.
- Com a descoberta, é possível dizer que o cérebro é capaz de se regenerar, o que é extremamente importante, já que crises prolongadas de epilepsia podem lesionar os neurônios - explica o neurocientista Fúlvio Alexandre Scorza, chefe da disciplina e coordenador da pesquisa. De acordo com ele, apesar de ter sido estatisticamente não-significante, o mesmo foi verificado nos animais sadios que ingeriram o ácido graxo.
Primeira descoberta foi o fator de proteção
Em 2008, Scorza e sua equipe de pesquisadores já haviam verificado que esse ácido graxo - encontrado em maiores concentrações no salmão, no atum e na sardinha - ajudava a prevenir a morte neuronal em ratos com crises de epilepsia. Isso, graças ao seu potencial de aumentar a produção de proteínas que capturam a entrada do cálcio no neurônio e, conseqüentemente, diminui a morte dessas células.
- Observamos, também, que o ômega 3 agiu como antiinflamatório no tecido cerebral dos animais com processo inflamatório crônico por conta das crises epiléticas - explica.
Após os resultados encontrados, estudos sobre o efeito da adição do ômega 3 na dieta de crianças com epilepsia refratária - de difícil controle - estão sendo conduzidos por médicos da UNIFESP e da USP de Ribeirão Preto. Entretanto, segundo o pesquisador, o principal tratamento da doença ainda é medicamentoso e a adição do ácido graxo na alimentação desses pacientes é apenas coadjuvante para tentar minimizar as crises.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/omega-3-capaz-de-regenerar-neuronios-mostra-pesquisa-da-unifesp-3075186#ixzz1trT005Ja
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Para a realização da pesquisa, 20 ratos adultos foram separados em quatro grupos distintos, com livre acesso a água e comida. Ao primeiro grupo, chamado de controle sadio, foi administrado placebo. Ao segundo, que também era composto por animais sadios, foi incluído em sua dieta ômega 3. Nos grupos 3 e 4, formados por ratos com crises de epilepsia, foi administrado placebo a um e, ao outro, o ômega 3. A quantidade do ácido graxo administrado aos ratos foi compatível com a quantidade de ingestão de peixes recomendada a seres humanos, que é de três vezes por semana.
Após 60 dias ininterruptos de tratamento, a análise do tecido cerebral dos ratos mostrou que o ômega 3 foi capaz não apenas de minimizar a morte de células cerebrais dos animais com epilepsia, como também capaz de regenerá-lo, com a formação de novos neurônios.
- Com a descoberta, é possível dizer que o cérebro é capaz de se regenerar, o que é extremamente importante, já que crises prolongadas de epilepsia podem lesionar os neurônios - explica o neurocientista Fúlvio Alexandre Scorza, chefe da disciplina e coordenador da pesquisa. De acordo com ele, apesar de ter sido estatisticamente não-significante, o mesmo foi verificado nos animais sadios que ingeriram o ácido graxo.
Primeira descoberta foi o fator de proteção
Em 2008, Scorza e sua equipe de pesquisadores já haviam verificado que esse ácido graxo - encontrado em maiores concentrações no salmão, no atum e na sardinha - ajudava a prevenir a morte neuronal em ratos com crises de epilepsia. Isso, graças ao seu potencial de aumentar a produção de proteínas que capturam a entrada do cálcio no neurônio e, conseqüentemente, diminui a morte dessas células.
- Observamos, também, que o ômega 3 agiu como antiinflamatório no tecido cerebral dos animais com processo inflamatório crônico por conta das crises epiléticas - explica.
Após os resultados encontrados, estudos sobre o efeito da adição do ômega 3 na dieta de crianças com epilepsia refratária - de difícil controle - estão sendo conduzidos por médicos da UNIFESP e da USP de Ribeirão Preto. Entretanto, segundo o pesquisador, o principal tratamento da doença ainda é medicamentoso e a adição do ácido graxo na alimentação desses pacientes é apenas coadjuvante para tentar minimizar as crises.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/omega-3-capaz-de-regenerar-neuronios-mostra-pesquisa-da-unifesp-3075186#ixzz1trT005Ja
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Ômega 3 reduz nível de proteína relacionada ao mal de Alzheimer.
MINNEAPOLIS, EUA – A ingestão de alimentos ricos em ômega 3 como peixe, frango, molhos de salada e nozes pode estar associada a níveis menores da proteína beta-amiloide, relacionada a problemas de memória e ao Alzheimer, segundo um novo estudo publicado na edição desta quarta-feira da revista médica Neurology, da Academia Americana de Neurologia.
— Se ainda não é tão fácil medir os níveis de beta-amiloide no cérebro, com este tipo de estudo é relativamente fácil medi-lo no sangue, o que, num certo nível, tem a ver com sua quantidade no cérebro — disse o pesquisador Nikolaos Scarmeas.
Neste estudo, 1.219 pessoas com mais de 65 anos, sem doença mental, responderam sobre suas dietas durante cerca de um ano antes de fazer exame de sangue para testar os níveis de beta-amiloide. Os pesquisadores buscaram dez nutrientes específicos, incluindo ácidos graxos, ômegas 3 e 6, vitaminas C, D, E, B12, betacaroteno e ácido fólico.
O estudo constatou que quanto maior o nível de ômega-3, menor o de beta-amiloide. O consumo de um grama de ômega-3 por dia (o equivalente a metade de um filé de salmão por semana), mais que a média consumida pelos entrevistados, está associada a níveis de 20% a 30% menores de beta-amiloide.
— Se ainda não é tão fácil medir os níveis de beta-amiloide no cérebro, com este tipo de estudo é relativamente fácil medi-lo no sangue, o que, num certo nível, tem a ver com sua quantidade no cérebro — disse o pesquisador Nikolaos Scarmeas.
Neste estudo, 1.219 pessoas com mais de 65 anos, sem doença mental, responderam sobre suas dietas durante cerca de um ano antes de fazer exame de sangue para testar os níveis de beta-amiloide. Os pesquisadores buscaram dez nutrientes específicos, incluindo ácidos graxos, ômegas 3 e 6, vitaminas C, D, E, B12, betacaroteno e ácido fólico.
O estudo constatou que quanto maior o nível de ômega-3, menor o de beta-amiloide. O consumo de um grama de ômega-3 por dia (o equivalente a metade de um filé de salmão por semana), mais que a média consumida pelos entrevistados, está associada a níveis de 20% a 30% menores de beta-amiloide.
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Correr 1h por semana aumenta a expectativa de vida em 6 anos.
Copenhague - Correr uma hora por semana dos 20 aos 70 anos aumenta a expectativa de vida em cerca de seis anos. E aquela corridinha suave é melhor do que qualquer outro exercício, segundo estudo Copenhage City Heart, feito com 20 mil homens e mulheres de 20 a 93 anos.
Os pesquisadores descobriram que correr a passos lentos por uma ou duas horas por semana pode aumentar a expectativa de vida dos homens em 6,2 anos e, nas mulheres, em 5,6 anos, reduzindo os riscos de morte em 44%.
Além disso, eles acreditam que a corrida traz diversos benefícios ao coração, aumenta a oxigenação do corpo, diminui a pressão alta, previne a obesidade e aumenta a função cardíaca, entre outros benefícios. Para o médico Peter Schnohr, do hospital universitário Bispebjerg, na Dinamarca, até o bem-estar aumenta quando as pessoas estão na rua correndo porque interagem mais.
Os pesquisadores descobriram que correr a passos lentos por uma ou duas horas por semana pode aumentar a expectativa de vida dos homens em 6,2 anos e, nas mulheres, em 5,6 anos, reduzindo os riscos de morte em 44%.
Além disso, eles acreditam que a corrida traz diversos benefícios ao coração, aumenta a oxigenação do corpo, diminui a pressão alta, previne a obesidade e aumenta a função cardíaca, entre outros benefícios. Para o médico Peter Schnohr, do hospital universitário Bispebjerg, na Dinamarca, até o bem-estar aumenta quando as pessoas estão na rua correndo porque interagem mais.
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30 de abril de 2012
Envelhecimento: 1,1 milhão de brasileiros chegam aos 60 anos a cada ano.
0 SÃO PAULO - Brasil jovem, país do futuro. Construído ao longo das últimas décadas, esse retrato do imaginário brasileiro começa a ser rapidamente desconstruído pelos números e projeções do envelhecimento da população, sem que todos os níveis do poder público e a sociedade se deem conta do tamanho das mudanças que estão por vir. A cada ano, 1,1 milhão de brasileiros chegam aos 60 anos, fronteira para o início do envelhecimento. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) das Nações Unidas indicam que, daqui a 40 anos, a população idosa brasileira vai aumentar em 45 milhões de pessoas, das quais 15 milhões terão mais do que 80 anos. Atualmente, apenas 2,8 milhões de brasileiros já passaram da casa dos 80.É como se fosse uma Argentina inteira com mais de 60 anos. Ou um Chile com mais de 80. É preciso se acostumar com a ideia de que esta é uma sociedade que está envelhecendo - resume Paulo Saad, chefe da Divisão de População da Cepal (Celade/Cepal).
Essa mudança causa impacto nos sistemas de saúde e previdência e também nas próprias cidades. Nas grandes metrópoles, sequer o tempo de travessia de ruas nos semáforos é adequado aos pedestres, muito menos a quem se locomove de forma mais lenta que o normal.
O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno demográfico, mas também de longevidade. Com a redução da taxa de fecundidade e o nascimento de menos crianças, aumenta a proporção de adultos e idosos. Hoje, os idosos são 10,3% da população. Em 2050, serão 29%. Este é o efeito demográfico. A longevidade, por sua vez, pode ser explicada pelos avanços na medicina e por práticas associadas à qualidade de vida, como exercícios físicos e alimentação equilibrada. Segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas, em 1980, a esperança de vida dos brasileiros ao nascer era de 63,4 anos. Chega hoje a 74. Em 2050, alcançará quase 80 anos: 79,4.
- Morrer hoje antes de 74 anos é uma morte prematura. A sociedade já compreende que tem condições de viver bem até essa idade - afirma Dália Romero, pesquisadora do Laboratório de Informações em Saúde (LIS/ICICT/Fiocruz).
- O problema é que ninguém está acostumado a falar em morte prematura de idoso, é um preconceito e um desconhecimento - diz a especialista.
Dália acaba de desenvolver, numa parceria com o Ministério da Saúde, o Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento de Políticas do Idoso. O indicador, que será apresentado em outubro, dará às Prefeituras de todo o país condições de monitorar políticas e programas que contemplem a saúde do idoso.
A pesquisadora argumenta que é preciso melhorar o serviço de atenção básica à saúde do idoso, com campanhas específicas para a faixa etária. É possível viver mais, mas a meta é que esses anos além dos 60 sejam acompanhados de boa qualidade de vida. Em São Paulo, onde a população tem um perfil mais velho que o restante do país, uma pesquisa feita em 2008 mostrou que 5% das mortes de pessoas entre 60 e 74 anos estavam associadas ao tabagismo. Outras 29% foram provocadas a hipertensão e doenças associadas.
- Mortes por câncer na laringe e traqueia não seriam tantas se fossem feitos mais programas de vida saudável para a Terceira Idade. O acompanhamento da hipertensão, com campanhas específicas, poderia evitar mortes por insuficiência cardíaca - explica.
A mais conhecida das campanhas para idosos no Brasil é a vacinação contra a gripe. Para os especialistas, o país precisa urgentemente de novas campanhas de controle de doenças crônicas voltadas a este público.
Para se ter uma ideia do despreparo do país para cuidar da cada vez mais numerosa população idosa, as universidades brasileiras sequer formam geriatras em número suficiente para atender a demanda de pacientes, alerta Sílvia Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
- Temos hoje, no país inteiro, apenas 984 geriatras, muito aquém da necessidade. Apenas 50 médicos por ano se especializam nesta área. É preciso investir muito. Quando chegarmos a ter 5 mil geriatras já estaremos precisando de 15 mil. Faltam também pesquisas sobre o tratamento e medicamentos para idosos. O que é bom para o idoso europeu pode não ser para o nosso - diz a geriatra.
Num futuro cada vez mais próximo, o Brasil terá de gastar mais tempo e dinheiro para administrar o envelhecimento do que o restante do mundo. As projeções do Fundo de População das Nações Unidas indicam que o Brasil não só deixará de ser jovem, mas terá um perfil mais velho que o da maioria dos demais países. Os números desta inversão surpreendem. Em 1980, a média de idade no Brasil era de 20,4 anos, para uma média mundial de 23,9 anos. Neste momento, estamos dentro da média, de 29,2 anos. Daqui a 39 anos, a população brasileira terá em média 44,9 anos, seis a mais do que a do resto do mundo, estimada em 37,9 anos.
Brasil envelhece em 30 anos o que a Europa envelheceu em um século
Na avaliação dos especialistas, o Brasil está envelhecendo em 30 anos o que a Europa demorou um século. Por isso, tem de pensar e agir com mais rapidez. Solange Kanso, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), lembra que em 2040 o país terá 56,7 milhões de idosos. Em número absoluto, é mais que o dobro da quantia atual.
- Quem vai cuidar destas pessoas? - indaga Solange.
Segundo dados do Ipea, 15% dos idosos precisam de algum tipo de ajuda nas atividades cotidianas - comer, tomar banho, etc. Porém, apenas 30% das cidades brasileiras têm instituições de longa permanência, o nome novo dos antigos asilos. A maioria delas é privada. Na última década, surgiram pelo menos 90 instituições deste tipo por ano no Brasil, mas são privadas. Na avaliação de Solange, ou são muito caras ou muito ruins.
Na prática, a família é a principal responsável pelo cuidado com seus idosos. Se um idoso é deixado sozinho em casa, a família pode responder por abandono. O problema - mais um - é que as famílias também estão transformadas. Não há e não haverá tantos filhos para cuidar dos pais como antigamente. As mulheres, as "cuidadoras" por tradição, estão no mercado de trabalho, preocupadas em ganhar dinheiro.
- Se não houver políticas públicas para cuidado com
idosos, o Brasil terá pessoas idosas cuidando de idosos mais velhos ainda. Pessoas com 70, 80 anos estão cuidando de pessoas com 100, pois o grupo dos centenários também aumenta - diz Taís de Freitas Santos, representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil.
idosos, o Brasil terá pessoas idosas cuidando de idosos mais velhos ainda
O envelhecimento da população provocará ainda fortes impactos econômicos. Segundo o estudo Demografia Econômica das Transferências Intergeracionais, o aumento nos gastos com saúde em 2040, em função do envelhecimento, pode atingir três pontos percentuais do PIB em países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México.
Mudanças no mercado de trabalho são inevitáveis
Hoje, o valor da transferência de renda pública e privada para os idosos no Brasil é quase o dobro da transferência para crianças e jovens (os dois extremos de idade em que as pessoas são dependentes da população ativa).
- Qualquer governo moderno, independentemente de seu alinhamento político e ideológico, deve cuidar de seus idosos e garantir uma renda mínima para todos, a fim de diminuir o risco de pobreza nas idades avançadas. Não é razoável deixar os idosos completamente à sua sorte - diz Cássio Turra, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e um dos autores do estudo.
Para Turra, a definição de idoso não deve ser fixa no tempo e deve ser revista de acordo com o aumento do tempo de vida saudável e da longevidade.
- Obviamente, a mudança no conceito de idoso deve ser feita de forma gradual, a cada nova corte de nascimentos. Mas se esperarmos muito para começarmos este processo, teremos que fazer mudanças mais bruscas, penalizando algumas gerações - diz ele.
A mudança diz respeito também à iniciativa privada. Para Carlos Eugênio de Carvalho, demógrafo da Fundação Seade, responsável pelas pesquisas populacionais do governo de São Paulo, a nova estrutura da população obrigará a transformações profundas também no mercado de trabalho.
- O processo de envelhecimento não tem volta. Não haverá espaço para preconceito. As pessoas mais velhas terão de ser qualificadas para as inovações tecnológicas e a dinâmica do emprego será modificada. Haverá reflexos no lazer, no consumo e na mobilidade - prevê.
Essa mudança causa impacto nos sistemas de saúde e previdência e também nas próprias cidades. Nas grandes metrópoles, sequer o tempo de travessia de ruas nos semáforos é adequado aos pedestres, muito menos a quem se locomove de forma mais lenta que o normal.
O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno demográfico, mas também de longevidade. Com a redução da taxa de fecundidade e o nascimento de menos crianças, aumenta a proporção de adultos e idosos. Hoje, os idosos são 10,3% da população. Em 2050, serão 29%. Este é o efeito demográfico. A longevidade, por sua vez, pode ser explicada pelos avanços na medicina e por práticas associadas à qualidade de vida, como exercícios físicos e alimentação equilibrada. Segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas, em 1980, a esperança de vida dos brasileiros ao nascer era de 63,4 anos. Chega hoje a 74. Em 2050, alcançará quase 80 anos: 79,4.
- Morrer hoje antes de 74 anos é uma morte prematura. A sociedade já compreende que tem condições de viver bem até essa idade - afirma Dália Romero, pesquisadora do Laboratório de Informações em Saúde (LIS/ICICT/Fiocruz).
- O problema é que ninguém está acostumado a falar em morte prematura de idoso, é um preconceito e um desconhecimento - diz a especialista.
Dália acaba de desenvolver, numa parceria com o Ministério da Saúde, o Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento de Políticas do Idoso. O indicador, que será apresentado em outubro, dará às Prefeituras de todo o país condições de monitorar políticas e programas que contemplem a saúde do idoso.
A pesquisadora argumenta que é preciso melhorar o serviço de atenção básica à saúde do idoso, com campanhas específicas para a faixa etária. É possível viver mais, mas a meta é que esses anos além dos 60 sejam acompanhados de boa qualidade de vida. Em São Paulo, onde a população tem um perfil mais velho que o restante do país, uma pesquisa feita em 2008 mostrou que 5% das mortes de pessoas entre 60 e 74 anos estavam associadas ao tabagismo. Outras 29% foram provocadas a hipertensão e doenças associadas.
- Mortes por câncer na laringe e traqueia não seriam tantas se fossem feitos mais programas de vida saudável para a Terceira Idade. O acompanhamento da hipertensão, com campanhas específicas, poderia evitar mortes por insuficiência cardíaca - explica.
A mais conhecida das campanhas para idosos no Brasil é a vacinação contra a gripe. Para os especialistas, o país precisa urgentemente de novas campanhas de controle de doenças crônicas voltadas a este público.
Para se ter uma ideia do despreparo do país para cuidar da cada vez mais numerosa população idosa, as universidades brasileiras sequer formam geriatras em número suficiente para atender a demanda de pacientes, alerta Sílvia Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
- Temos hoje, no país inteiro, apenas 984 geriatras, muito aquém da necessidade. Apenas 50 médicos por ano se especializam nesta área. É preciso investir muito. Quando chegarmos a ter 5 mil geriatras já estaremos precisando de 15 mil. Faltam também pesquisas sobre o tratamento e medicamentos para idosos. O que é bom para o idoso europeu pode não ser para o nosso - diz a geriatra.
Num futuro cada vez mais próximo, o Brasil terá de gastar mais tempo e dinheiro para administrar o envelhecimento do que o restante do mundo. As projeções do Fundo de População das Nações Unidas indicam que o Brasil não só deixará de ser jovem, mas terá um perfil mais velho que o da maioria dos demais países. Os números desta inversão surpreendem. Em 1980, a média de idade no Brasil era de 20,4 anos, para uma média mundial de 23,9 anos. Neste momento, estamos dentro da média, de 29,2 anos. Daqui a 39 anos, a população brasileira terá em média 44,9 anos, seis a mais do que a do resto do mundo, estimada em 37,9 anos.
Brasil envelhece em 30 anos o que a Europa envelheceu em um século
Na avaliação dos especialistas, o Brasil está envelhecendo em 30 anos o que a Europa demorou um século. Por isso, tem de pensar e agir com mais rapidez. Solange Kanso, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), lembra que em 2040 o país terá 56,7 milhões de idosos. Em número absoluto, é mais que o dobro da quantia atual.
- Quem vai cuidar destas pessoas? - indaga Solange.
Segundo dados do Ipea, 15% dos idosos precisam de algum tipo de ajuda nas atividades cotidianas - comer, tomar banho, etc. Porém, apenas 30% das cidades brasileiras têm instituições de longa permanência, o nome novo dos antigos asilos. A maioria delas é privada. Na última década, surgiram pelo menos 90 instituições deste tipo por ano no Brasil, mas são privadas. Na avaliação de Solange, ou são muito caras ou muito ruins.
Na prática, a família é a principal responsável pelo cuidado com seus idosos. Se um idoso é deixado sozinho em casa, a família pode responder por abandono. O problema - mais um - é que as famílias também estão transformadas. Não há e não haverá tantos filhos para cuidar dos pais como antigamente. As mulheres, as "cuidadoras" por tradição, estão no mercado de trabalho, preocupadas em ganhar dinheiro.
- Se não houver políticas públicas para cuidado com
idosos, o Brasil terá pessoas idosas cuidando de idosos mais velhos ainda. Pessoas com 70, 80 anos estão cuidando de pessoas com 100, pois o grupo dos centenários também aumenta - diz Taís de Freitas Santos, representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil.
idosos, o Brasil terá pessoas idosas cuidando de idosos mais velhos ainda
O envelhecimento da população provocará ainda fortes impactos econômicos. Segundo o estudo Demografia Econômica das Transferências Intergeracionais, o aumento nos gastos com saúde em 2040, em função do envelhecimento, pode atingir três pontos percentuais do PIB em países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México.
Mudanças no mercado de trabalho são inevitáveis
Hoje, o valor da transferência de renda pública e privada para os idosos no Brasil é quase o dobro da transferência para crianças e jovens (os dois extremos de idade em que as pessoas são dependentes da população ativa).
- Qualquer governo moderno, independentemente de seu alinhamento político e ideológico, deve cuidar de seus idosos e garantir uma renda mínima para todos, a fim de diminuir o risco de pobreza nas idades avançadas. Não é razoável deixar os idosos completamente à sua sorte - diz Cássio Turra, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e um dos autores do estudo.
Para Turra, a definição de idoso não deve ser fixa no tempo e deve ser revista de acordo com o aumento do tempo de vida saudável e da longevidade.
- Obviamente, a mudança no conceito de idoso deve ser feita de forma gradual, a cada nova corte de nascimentos. Mas se esperarmos muito para começarmos este processo, teremos que fazer mudanças mais bruscas, penalizando algumas gerações - diz ele.
A mudança diz respeito também à iniciativa privada. Para Carlos Eugênio de Carvalho, demógrafo da Fundação Seade, responsável pelas pesquisas populacionais do governo de São Paulo, a nova estrutura da população obrigará a transformações profundas também no mercado de trabalho.
- O processo de envelhecimento não tem volta. Não haverá espaço para preconceito. As pessoas mais velhas terão de ser qualificadas para as inovações tecnológicas e a dinâmica do emprego será modificada. Haverá reflexos no lazer, no consumo e na mobilidade - prevê.
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Começando a musculação.
Médicos e preparador físico dão sugestões para os iniciantes na prática de exercícios
Envios por mail: 1 RIO - Atividade física, exercício e esporte são coisas distintas e às vezes confundidas no senso comum. Qualquer movimento que o corpo pode fazer é uma atividade física. Já exercício é a atividade física coordenada, planejada, geralmente com movimentos repetitivos. E esporte, na maioria das vezes, é a atividade física que envolve formas organizadas de exercício físico, envolvidas com competição. Antes de começar um exercício, é importante que englobe atividades aeróbicas, de fortalecimento muscular e alongamento. Leia abaixo as dicas de Cláudio Gil e Cláudio Domênico para uma vida saudável:
1- Trace metas realistas. A progressão no nível de dificuldade deverá ser lenta e gradativa. É comum ter vontade de parar uma sessão de exercícios logo nos primeiros minutos, mas o importante é resistir. Minutos depois, a tendência é que a sensação de desconforto e desânimo seja substituída pelo bem-estar.
2- Não adianta muito fazer exercícios por algumas semanas ou poucos meses e depois interrompê-los. O exercício físico deverá ser incorporado ao cotidiano, inclusive nos períodos de férias.
3- Siga atentamente as decisões de seu médico quando ele pede por exames complementares e laboratoriais. A maior parte das sociedades médicas recomenda que se faça pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos moderados, divididos em cinco sessões de 30 minutos, ou 75 minutos por semana de exercícios vigorosos, em que há alteração do fôlego, a ponto de ficar com dificuldades para conversar, por exemplo.
4- Caso lhe seja solicitado um teste de exercício — também conhecido como teste ergométrico — é melhor submeter-se ao teste cardiopulmonar de exercício, em que também são obtidas as informações sobre respiração.
5- Ao escolher uma atividade aeróbica, procure a mais prazerosa. Andar, pedalar, nadar, dançar são apenas algumas das opções. Ao fazer exercícios, não ignore os sintomas de dor, pois há chance de ser um sinal de que o exercício é feito de forma errada. Exercício bem feito não é para doer.
6- A respiração durante os exercícios físicos deve ser natural. De preferência, use a boca para inspirar ou soltar o ar. Deste modo, o ar não encontra muita resistência, e o corpo ganha o oxigênio necessário à atividade física. Ao realizar exercícios de musculação, lembre-se de inspirar ao fazer força e expirar ao relaxar.
7- Com o envelhecimento, vamos perdendo massa muscular, fenômeno que recebe o nome de sarcopenia, e ganhamos massa de gordura. Este é um dos motivos que nos leva a aumentar de peso. Os exercícios de musculação são fundamentais para atenuar esta perda muscular, principalmente na terceira idade.
8- Ao sair para realizar exercícios ao ar livre, não esqueça de roupa e tênis apropriados, uso de filtros solares, óculos com proteção contra raios ultravioletas e boné. Lembre-se de se hidratar depois de 30 minutos de atividades.
Envios por mail: 1 RIO - Atividade física, exercício e esporte são coisas distintas e às vezes confundidas no senso comum. Qualquer movimento que o corpo pode fazer é uma atividade física. Já exercício é a atividade física coordenada, planejada, geralmente com movimentos repetitivos. E esporte, na maioria das vezes, é a atividade física que envolve formas organizadas de exercício físico, envolvidas com competição. Antes de começar um exercício, é importante que englobe atividades aeróbicas, de fortalecimento muscular e alongamento. Leia abaixo as dicas de Cláudio Gil e Cláudio Domênico para uma vida saudável:
1- Trace metas realistas. A progressão no nível de dificuldade deverá ser lenta e gradativa. É comum ter vontade de parar uma sessão de exercícios logo nos primeiros minutos, mas o importante é resistir. Minutos depois, a tendência é que a sensação de desconforto e desânimo seja substituída pelo bem-estar.
2- Não adianta muito fazer exercícios por algumas semanas ou poucos meses e depois interrompê-los. O exercício físico deverá ser incorporado ao cotidiano, inclusive nos períodos de férias.
3- Siga atentamente as decisões de seu médico quando ele pede por exames complementares e laboratoriais. A maior parte das sociedades médicas recomenda que se faça pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos moderados, divididos em cinco sessões de 30 minutos, ou 75 minutos por semana de exercícios vigorosos, em que há alteração do fôlego, a ponto de ficar com dificuldades para conversar, por exemplo.
4- Caso lhe seja solicitado um teste de exercício — também conhecido como teste ergométrico — é melhor submeter-se ao teste cardiopulmonar de exercício, em que também são obtidas as informações sobre respiração.
5- Ao escolher uma atividade aeróbica, procure a mais prazerosa. Andar, pedalar, nadar, dançar são apenas algumas das opções. Ao fazer exercícios, não ignore os sintomas de dor, pois há chance de ser um sinal de que o exercício é feito de forma errada. Exercício bem feito não é para doer.
6- A respiração durante os exercícios físicos deve ser natural. De preferência, use a boca para inspirar ou soltar o ar. Deste modo, o ar não encontra muita resistência, e o corpo ganha o oxigênio necessário à atividade física. Ao realizar exercícios de musculação, lembre-se de inspirar ao fazer força e expirar ao relaxar.
7- Com o envelhecimento, vamos perdendo massa muscular, fenômeno que recebe o nome de sarcopenia, e ganhamos massa de gordura. Este é um dos motivos que nos leva a aumentar de peso. Os exercícios de musculação são fundamentais para atenuar esta perda muscular, principalmente na terceira idade.
8- Ao sair para realizar exercícios ao ar livre, não esqueça de roupa e tênis apropriados, uso de filtros solares, óculos com proteção contra raios ultravioletas e boné. Lembre-se de se hidratar depois de 30 minutos de atividades.
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Óleo de peixe previne envelhecimento precoce e protege pacientes depois do infarto.
CHICAGO - Uma dieta rica em ácido graxos ômega-3 parece ser a nova fonte da juventude. A hipótese foi levantada por cientistas americanos da Universidade da Califórnia, ao descobrirem que esse nutriente ajuda a proteger o DNA de pacientes cardíacos. Este efeito talvez explique porque o óleo de peixes como salmão, atum e sardinha é tão benéfico.
Estudos anteriores já demonstraram que esse nutriente é bom para o coração e o cérebro, prevenindo inúmeras doenças, até mesmo alguns tipos de cânceres. No estudo coordenado por Ramin Farzaneh-Far, publicado na revista da Associação Médica Americana, os autores concluíram que pacientes que sofrem infarto e consomem óleo de peixe rico em ômega 3 diminuem seu risco para um novo ataque cardíaco e outros problemas cardiovasculares.
- Ainda não está claro por que o óleo de peixe é bom para o coração. Para tentar saber isso, decidimos analisar um novo mecanismo pelo qual os ácidos graxos ômega-3 funcionam - disse Farzaneh-Far.
Os cientistas resolveram se concentrar no comprimento dos telômeros (espécie de marcadores da idade biológica) dos cromossomos. Quando as pontas dos telômeros se desgastam ou são reduzidas, pode ocorrer envelhecimento prematuro ou câncer. Farzaneh-Far e seus colegas mediram o comprimento dos telômeros nas células do sangue em 608 pacientes que tiveram um infarto, para saber se havia alguma relação entre os níveis de ácidos graxos ômega-3 e alteração no comprimento dos telômeros.
- Encontramos uma associação clara de que aumentar os níveis de ômega-3 diminui a taxa de envelhecimento biológico - disse Farzaneh-Far. - Os pacientes com os maiores níveis de ácidos graxos ômega-3 apresentaram telômeros maiores.
Uma explicação é que os ácidos graxos ômega-3 combatem o estresse oxidativo, uma reação química que ataca as células e os telômeros. Outra hipótese é que o ômega-3 aumente a produção da telomerase, uma enzima que prolonga e repara os telômeros danificados.
Nenhum dos pacientes tomou suplementos de óleo de peixe e não ficou clara qual foi a quantidade necessária para produzir o efeito protetor. O óleo de peixes de água profunda e fria é a principal fonte de ômega-3, mas esse tipo gordura também é encontrada na semente de linhaça e em algumas verduras.
Estudos anteriores já demonstraram que esse nutriente é bom para o coração e o cérebro, prevenindo inúmeras doenças, até mesmo alguns tipos de cânceres. No estudo coordenado por Ramin Farzaneh-Far, publicado na revista da Associação Médica Americana, os autores concluíram que pacientes que sofrem infarto e consomem óleo de peixe rico em ômega 3 diminuem seu risco para um novo ataque cardíaco e outros problemas cardiovasculares.
- Ainda não está claro por que o óleo de peixe é bom para o coração. Para tentar saber isso, decidimos analisar um novo mecanismo pelo qual os ácidos graxos ômega-3 funcionam - disse Farzaneh-Far.
Os cientistas resolveram se concentrar no comprimento dos telômeros (espécie de marcadores da idade biológica) dos cromossomos. Quando as pontas dos telômeros se desgastam ou são reduzidas, pode ocorrer envelhecimento prematuro ou câncer. Farzaneh-Far e seus colegas mediram o comprimento dos telômeros nas células do sangue em 608 pacientes que tiveram um infarto, para saber se havia alguma relação entre os níveis de ácidos graxos ômega-3 e alteração no comprimento dos telômeros.
- Encontramos uma associação clara de que aumentar os níveis de ômega-3 diminui a taxa de envelhecimento biológico - disse Farzaneh-Far. - Os pacientes com os maiores níveis de ácidos graxos ômega-3 apresentaram telômeros maiores.
Uma explicação é que os ácidos graxos ômega-3 combatem o estresse oxidativo, uma reação química que ataca as células e os telômeros. Outra hipótese é que o ômega-3 aumente a produção da telomerase, uma enzima que prolonga e repara os telômeros danificados.
Nenhum dos pacientes tomou suplementos de óleo de peixe e não ficou clara qual foi a quantidade necessária para produzir o efeito protetor. O óleo de peixes de água profunda e fria é a principal fonte de ômega-3, mas esse tipo gordura também é encontrada na semente de linhaça e em algumas verduras.
Pesqusadores ensinam quais são os melhores alimentos para retardar o envelhecimento.
RIO - Envelhecer é inevitável, mas dá para atrasar muito o relógio do tempo sem recorrer a uma fórmula da juventude. Na verdade, os ingredientes dela são bem conhecidos: os alimentos. O segredo é saber combiná-los para manter a pele e os cabelos jovens por muitos anos. Este foi um dos temas do congresso da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e também é discutido no recém lançado "A dieta da beleza" (Record), da nutricionista americana Lisa Drayer.
Genética, alterações hormonais, exposição em excesso à radiação utravioleta, estresse e hábito de fumar aceleram o envelhecimento, especialmente da pele. Mas o tipo de dieta tem um papel importante, reforça a dermatologista Solange Pistori Teixeira, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, que falou sobre o assunto no congresso da Abran.
- A falta de determinados nutrientes ou abuso de alguns contribuem para o aparecimento de rugas, manchas e perda de elasticidade. Recomendo um maior consumo de alimentos que ajudam a formar o colágeno, antioxidantes e líquidos. E o "Guia Alimentar Brasileiro" indica o uso diário de três porções de frutas e de legumes e verduras nas refeições diárias - ensina.
Confira as receitas com alimentos para retardar o envelhecimento e manter a beleza
Já a nutricionista Rosana Raele, da Clinderm, em São Paulo, lembra que a boa hidratação é essencial para retardar o envelhecimento. O conteúdo total de água no corpo é de 60% a 65% do peso, podendo variar nas mulheres. O organismo armazenar água. Portanto, a quantidade perdida a cada 24 horas deve ser reposta.
- Normalmente recomenda-se 40ml/kg ou até 1ml/kcal para adultos, podendo chegar a 1,5 ml/kcal em lactentes, ou seja, um consumo de 2 litros de líquidos por dia para uma mulher com 50kg até 2,8 litros para um homem com 70kg - diz. - Uma dica é compor com alimentos mais suculentos, como melancia, melão e pêra.
E lembra que uma alimentação rica em gorduras, carboidratos refinados, com poucas fibras, rica em açúcar simples e baixo consumo de líquidos, sem dúvida, contribui para precipitar o envelhecimento. A dica vale para todos os tipos de pele, mas para peles mais secas e ásperas alguns alimentos podem ajudar mais.
- Óleo de semente de abóbora e óleo de macadâmia, ricos em ácidos linoleico, oleico, palmítico, esteárico e fonte de vitamina E com ação antioxidante e ant-inflamatória, são nutrientes com capacidade de reter água, deixando a pele mais macia e hidratada - diz.
As especialitas até sugerem um cardápio contra rugas e manchas precoces. Para termos uma ideia vamos a um exemplo de cardápio incluindo os alimentos citados na questão anterior:
Café da manhã:
Mamão papaia com aveia
1 copo de suco de laranja
1 fatia de pão integral com queijo branco
Intervalo da manhã:
2 castanhas do Pará
Almoço:
Salada de agrião, rúcula com azeite salpicado com gérmen de trigo
Arroz integral com lentilhas
Carne magra
Brócolis refogados
Berinjela refogada
Suco de acerola
Lanche da tarde:
100 ml de açaí
Jantar:
Salada de folhas verdes, cevada, tomate e damasco picado
Arroz integral
Espinafre refogado
Peixe grelhado
Uvas
Genética, alterações hormonais, exposição em excesso à radiação utravioleta, estresse e hábito de fumar aceleram o envelhecimento, especialmente da pele. Mas o tipo de dieta tem um papel importante, reforça a dermatologista Solange Pistori Teixeira, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, que falou sobre o assunto no congresso da Abran.
- A falta de determinados nutrientes ou abuso de alguns contribuem para o aparecimento de rugas, manchas e perda de elasticidade. Recomendo um maior consumo de alimentos que ajudam a formar o colágeno, antioxidantes e líquidos. E o "Guia Alimentar Brasileiro" indica o uso diário de três porções de frutas e de legumes e verduras nas refeições diárias - ensina.
Confira as receitas com alimentos para retardar o envelhecimento e manter a beleza
Já a nutricionista Rosana Raele, da Clinderm, em São Paulo, lembra que a boa hidratação é essencial para retardar o envelhecimento. O conteúdo total de água no corpo é de 60% a 65% do peso, podendo variar nas mulheres. O organismo armazenar água. Portanto, a quantidade perdida a cada 24 horas deve ser reposta.
- Normalmente recomenda-se 40ml/kg ou até 1ml/kcal para adultos, podendo chegar a 1,5 ml/kcal em lactentes, ou seja, um consumo de 2 litros de líquidos por dia para uma mulher com 50kg até 2,8 litros para um homem com 70kg - diz. - Uma dica é compor com alimentos mais suculentos, como melancia, melão e pêra.
E lembra que uma alimentação rica em gorduras, carboidratos refinados, com poucas fibras, rica em açúcar simples e baixo consumo de líquidos, sem dúvida, contribui para precipitar o envelhecimento. A dica vale para todos os tipos de pele, mas para peles mais secas e ásperas alguns alimentos podem ajudar mais.
- Óleo de semente de abóbora e óleo de macadâmia, ricos em ácidos linoleico, oleico, palmítico, esteárico e fonte de vitamina E com ação antioxidante e ant-inflamatória, são nutrientes com capacidade de reter água, deixando a pele mais macia e hidratada - diz.
As especialitas até sugerem um cardápio contra rugas e manchas precoces. Para termos uma ideia vamos a um exemplo de cardápio incluindo os alimentos citados na questão anterior:
Café da manhã:
Mamão papaia com aveia
1 copo de suco de laranja
1 fatia de pão integral com queijo branco
Intervalo da manhã:
2 castanhas do Pará
Almoço:
Salada de agrião, rúcula com azeite salpicado com gérmen de trigo
Arroz integral com lentilhas
Carne magra
Brócolis refogados
Berinjela refogada
Suco de acerola
Lanche da tarde:
100 ml de açaí
Jantar:
Salada de folhas verdes, cevada, tomate e damasco picado
Arroz integral
Espinafre refogado
Peixe grelhado
Uvas
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Cientistas preveem a cura do envelhecimento.
LONDRES (Reuters) - Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas da longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para "curar" o envelhecimento - extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
"Eu diria que temos uma chance de 50 por cento de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos", disse De Grey numa entrevista antes de proferir uma palestra no Britain's Royal Institution, uma academia britânica de ciências.
"E por 'decisivo' quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje", acrescentou.
De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma "manutenção" regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.
Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. "A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o danos molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico", explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de "Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível"), com sede na Califórnia.
Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.
Só no Japão já há mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.
Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.
As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de 20 mil dólares para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são "tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado". Ninguém levou a bolada.
O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de "pseudociência". Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens "existe em um meio termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar."
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas da longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para "curar" o envelhecimento - extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
"Eu diria que temos uma chance de 50 por cento de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos", disse De Grey numa entrevista antes de proferir uma palestra no Britain's Royal Institution, uma academia britânica de ciências.
"E por 'decisivo' quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje", acrescentou.
De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma "manutenção" regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.
Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. "A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o danos molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico", explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de "Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível"), com sede na Califórnia.
Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.
Só no Japão já há mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.
Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.
As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de 20 mil dólares para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são "tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado". Ninguém levou a bolada.
O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de "pseudociência". Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens "existe em um meio termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar."
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envelhecimento masculino
Alta no número de obesos em Curitiba acende alerta contra pressão alta
Doença atinge 30% dos brasileiros e pode provocar infarto e derrame.
Dados do Ministério da Saúde revelam que a proporção de pessoas acima do peso em Curitiba cresceu nos últimos seis anos. O percentual de obesos subiu de 12,3%, em 2006, para 16% em 2011. Com relação ao excesso de peso, houve um aumento de 7%, ou seja, 50% da população estão inseridos neste quadro. O número é maior que a média brasileira de 48,5%. O excesso de peso e a obesidade são vilões da boa forma e estão entre as principais causas da hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta.
A doença pode provocar sérias complicações, como infarto, derrame cerebral, insuficiência cardíaca e renal. O problema atinge 30% da população nacional, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. E por isso autoridades da área de saúde tentam alerta a população. Nesta quinta-feira (26), é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão.
Hipertensão atinge 30% da população brasileira (Foto: Michel Willian/SMCS/DIvulgação)
De acordo com o professor de Cardiologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Francisco Maia existe uma relação direta entre a obesidade e a hipertensão. "Pesquisas revelam que a redução de 10 kg já diminui a pressão arterial em consideravelmente", explicou.
Para ser considerado hipertenso, o indivíduo precisa manter a pressão arterial acima de 14/9, explica Maia. "É um inimigo silencioso. Muitas vezes as pessoas não têm nenhum sintoma", adverte o médico.
É o caso do procurador aposentado Osmar Rodrigues. Aos 40 anos, ele descobriu que tinha hipertensão. "Minha pressão chegou a 18/10. Mas, como não me trazia mal estar, não procurei tratamento", confessou. Hoje com 63 anos, Osmar se arrepende por não ter sido mais cuidadoso com sua saúde. "Não é aconselhável esperar como eu esperei. A doença agravou-se e agora tenho também diabetes e problemas no coração", contou. O procurador conseguiu controlar a pressão com uma mudança nos hábitos e com o auxilio de medicação. Ele incluiu caminhadas e aderiu a uma alimentação balanceada.
Mas nem sempre é fácil manter-se na linha. "Uma alimentação saudável exige certa disciplina. Não pode exagerar", contou o professor Orlando Frizanco. Em 2000, ele descobriu que era hipertenso e a notícia provocou uma transformação em seus hábitos. "Passei a comer nos horários certos, inclui a salada na dieta e evito gorduras ou frituras", exemplificou.
Para Everton Dombeck cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, o paciente precisa tomar consciência da gravidade da doença. "Hoje há muita informação. Todos sabem o que precisa ser feito para ter uma vida saudável, mas falta operacionalizar essa mudança de hábito", admitiu.
A obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o estresse, aliados a fatores genéticos são as principais causas de hipertensão. "Pessoas com elevados níveis de colesterol e diabéticos também têm mais probabilidade de desenvolver a doença", acrescentou.
Outro vilão é o sal, quando consumido em exagero. A quantidade não deve passar de três gramas diárias, que correspem a três colheres rasas de café.
A hipertensão não tem cura, por isso é preciso investir na prevenção, advertiu o cardiologista. "Quem não têm a doença deve medir a pressão a cada dez dias. Já os pacientes hipertensos precisam aferir de duas a três vezes por semana", relevou. Segundo ele, os jovens também devem realizar o exame a cada três meses.
Dados do Ministério da Saúde revelam que a proporção de pessoas acima do peso em Curitiba cresceu nos últimos seis anos. O percentual de obesos subiu de 12,3%, em 2006, para 16% em 2011. Com relação ao excesso de peso, houve um aumento de 7%, ou seja, 50% da população estão inseridos neste quadro. O número é maior que a média brasileira de 48,5%. O excesso de peso e a obesidade são vilões da boa forma e estão entre as principais causas da hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta.
A doença pode provocar sérias complicações, como infarto, derrame cerebral, insuficiência cardíaca e renal. O problema atinge 30% da população nacional, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. E por isso autoridades da área de saúde tentam alerta a população. Nesta quinta-feira (26), é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão.
Hipertensão atinge 30% da população brasileira (Foto: Michel Willian/SMCS/DIvulgação)
De acordo com o professor de Cardiologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Francisco Maia existe uma relação direta entre a obesidade e a hipertensão. "Pesquisas revelam que a redução de 10 kg já diminui a pressão arterial em consideravelmente", explicou.
Para ser considerado hipertenso, o indivíduo precisa manter a pressão arterial acima de 14/9, explica Maia. "É um inimigo silencioso. Muitas vezes as pessoas não têm nenhum sintoma", adverte o médico.
É o caso do procurador aposentado Osmar Rodrigues. Aos 40 anos, ele descobriu que tinha hipertensão. "Minha pressão chegou a 18/10. Mas, como não me trazia mal estar, não procurei tratamento", confessou. Hoje com 63 anos, Osmar se arrepende por não ter sido mais cuidadoso com sua saúde. "Não é aconselhável esperar como eu esperei. A doença agravou-se e agora tenho também diabetes e problemas no coração", contou. O procurador conseguiu controlar a pressão com uma mudança nos hábitos e com o auxilio de medicação. Ele incluiu caminhadas e aderiu a uma alimentação balanceada.
Mas nem sempre é fácil manter-se na linha. "Uma alimentação saudável exige certa disciplina. Não pode exagerar", contou o professor Orlando Frizanco. Em 2000, ele descobriu que era hipertenso e a notícia provocou uma transformação em seus hábitos. "Passei a comer nos horários certos, inclui a salada na dieta e evito gorduras ou frituras", exemplificou.
Para Everton Dombeck cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, o paciente precisa tomar consciência da gravidade da doença. "Hoje há muita informação. Todos sabem o que precisa ser feito para ter uma vida saudável, mas falta operacionalizar essa mudança de hábito", admitiu.
A obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o estresse, aliados a fatores genéticos são as principais causas de hipertensão. "Pessoas com elevados níveis de colesterol e diabéticos também têm mais probabilidade de desenvolver a doença", acrescentou.
Outro vilão é o sal, quando consumido em exagero. A quantidade não deve passar de três gramas diárias, que correspem a três colheres rasas de café.
A hipertensão não tem cura, por isso é preciso investir na prevenção, advertiu o cardiologista. "Quem não têm a doença deve medir a pressão a cada dez dias. Já os pacientes hipertensos precisam aferir de duas a três vezes por semana", relevou. Segundo ele, os jovens também devem realizar o exame a cada três meses.
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hipertensão arterial
Dieta saudável pode reduzir risco de câncer em pelo menos 40%, diz Inca
Frutas, legumes, verduras e cereais ajudam a evitar alterações celulares.
Pele, mama, próstata, pulmão, colo do útero, cólon e reto são mais comuns.
A incidência de câncer em uma pessoa depende de muitos fatores e hábitos de vida, como o tabagismo, o consumo de álcool e a alimentação.
Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, é importante para manter o bom funcionamento do organismo e, portanto, evitar alterações celulares.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma alimentação saudável pode reduzir o risco da doença em pelo menos 40%. As vitaminas, fibras e outras substâncias ajudam as defesas naturais do corpo a destruir agentes cancerígenos antes que eles causem danos graves às células.
Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais da formação de um tumor, como destacaram a oncologista Fernanda Capareli e o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui, novo consultor do programa.
O Inca define câncer como um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
O último informe do Inca projeta, para os próximos dois anos, 518.510 novos casos de câncer no Brasil, com maior incidência dos tipos de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto, e estômago no caso dos homens. Entres as mulheres, os mais frequentes são os tumores de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto, e tireoide.
Fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas pode criar compostos que aumentam o risco de câncer colorretal e de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopado, guisado, cozido ou assado.
As alterações celulares no estômago, cólon e reto também podem decorrer de uma alimentação pobre em fibras, com alto teor de gorduras e calorias, como as comidas fast food. A principal hipótese dos médicos para que isso aconteça é porque, sem a ingestão de fibras, o intestino funciona mais devagar. Por esse motivo, a mucosa fica mais tempo exposta aos agentes cancerígenos.
A ingestão de muita gordura pode alterar, ainda, os níveis de hormônios no sangue, elevando o risco de câncer de próstata e mama.
Gorduras saudáveis
Dê preferência às gorduras de origem vegetal, como o azeite e o óleo de soja, lembrando que eles não devem ser expostos a temperaturas muito altas. Essas opções são melhores que as gorduras de origem animal (manteiga, leite, banha de porco e gordura da carne) e algumas vegetais, como margarinas e gordura vegetal hidrogenada.
Além disso, não exagere nos defumados e churrascos, pois esses alimentos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado no cigarro, que tem ação cancerígena comprovada.
Prato colorido
O licopeno do tomate, que dá a coloração vermelha, é um potente anticancerígeno. Frutas e vegetais vermelhos e roxos, que contêm flavonoides ou resveratrol (presente na casca das uvas e no vinho), elevam a ação antioxidante e antitumoral.
As frutas alaranjadas e amarelas, por sua vez, têm carotenoides, que protegem o DNA contra a oxidação. A laranja apresenta ainda ácido ascórbico (vitamina C), monoterpenos e limonemos (compostos de óleos cítricos), que produzem ação antioxidante e diminuem a toxicidade de substâncias capazes de sofrer mutações.
Da mesma forma, o brócolis também tem ação anticancerígena. Na soja, as isoflavonas desempenham função antioxidante e antitumoral. E, nos peixes, o ômega 3 é um excelente antioxidante, que diminui a proliferação de células retais cancerígenas e reduz o risco da doença na laringe.
Pele, mama, próstata, pulmão, colo do útero, cólon e reto são mais comuns.
A incidência de câncer em uma pessoa depende de muitos fatores e hábitos de vida, como o tabagismo, o consumo de álcool e a alimentação.
Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, é importante para manter o bom funcionamento do organismo e, portanto, evitar alterações celulares.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma alimentação saudável pode reduzir o risco da doença em pelo menos 40%. As vitaminas, fibras e outras substâncias ajudam as defesas naturais do corpo a destruir agentes cancerígenos antes que eles causem danos graves às células.
Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais da formação de um tumor, como destacaram a oncologista Fernanda Capareli e o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui, novo consultor do programa.
O Inca define câncer como um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
O último informe do Inca projeta, para os próximos dois anos, 518.510 novos casos de câncer no Brasil, com maior incidência dos tipos de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto, e estômago no caso dos homens. Entres as mulheres, os mais frequentes são os tumores de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto, e tireoide.
Fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas pode criar compostos que aumentam o risco de câncer colorretal e de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopado, guisado, cozido ou assado.
As alterações celulares no estômago, cólon e reto também podem decorrer de uma alimentação pobre em fibras, com alto teor de gorduras e calorias, como as comidas fast food. A principal hipótese dos médicos para que isso aconteça é porque, sem a ingestão de fibras, o intestino funciona mais devagar. Por esse motivo, a mucosa fica mais tempo exposta aos agentes cancerígenos.
A ingestão de muita gordura pode alterar, ainda, os níveis de hormônios no sangue, elevando o risco de câncer de próstata e mama.
Gorduras saudáveis
Dê preferência às gorduras de origem vegetal, como o azeite e o óleo de soja, lembrando que eles não devem ser expostos a temperaturas muito altas. Essas opções são melhores que as gorduras de origem animal (manteiga, leite, banha de porco e gordura da carne) e algumas vegetais, como margarinas e gordura vegetal hidrogenada.
Além disso, não exagere nos defumados e churrascos, pois esses alimentos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado no cigarro, que tem ação cancerígena comprovada.
Prato colorido
O licopeno do tomate, que dá a coloração vermelha, é um potente anticancerígeno. Frutas e vegetais vermelhos e roxos, que contêm flavonoides ou resveratrol (presente na casca das uvas e no vinho), elevam a ação antioxidante e antitumoral.
As frutas alaranjadas e amarelas, por sua vez, têm carotenoides, que protegem o DNA contra a oxidação. A laranja apresenta ainda ácido ascórbico (vitamina C), monoterpenos e limonemos (compostos de óleos cítricos), que produzem ação antioxidante e diminuem a toxicidade de substâncias capazes de sofrer mutações.
Da mesma forma, o brócolis também tem ação anticancerígena. Na soja, as isoflavonas desempenham função antioxidante e antitumoral. E, nos peixes, o ômega 3 é um excelente antioxidante, que diminui a proliferação de células retais cancerígenas e reduz o risco da doença na laringe.
Videogame promove envelhecimento mais saudável, diz pesquisa.
Experiência estimula inteligência, é fonte de exercício e diversão. Hábito muda rotina e cria desafios na vida do idoso.
O vídeogame vem se mostrando uma ferramenta valiosa para promover um envelhecimento mais sadio. Isso porque o hábito fornece estimulação cognitiva, é fonte de interação social, de exercício e de diversão.
Com isso, os idosos conseguem preencher mais suas vidas e serem mais independentes, de acordo com dois artigos publicados nesta terça-feira (24) na revista bimestral “Games for Health Journal”.
"Os idosos muitas vezes abandonam suas atividades ao longo da vida em troca de uma segurança e de um padrão imposto de velhice. (...) Mas os videogames oferecerem uma fuga da rotina. Todos estes benefícios podem melhorar o bem-estar de adultos idosos", afirma Bill Ferguson, o autor de um dos estudos.
As pesquisas ainda identificaram outros fatores que motivam o interesse dos idosos pelo jogo, além do aspecto social da experiência: o desafio que ela apresenta, a combinação de atividade cognitiva e física, e da possibilidade de obter capacidades específicas, como ganhar o jogo, por exemplo.
“Videogames oferecem uma boa alternativa às formas tradicionais de exercícios aeróbicos”, de acordo com a pesquisa, realizada em conjunto com a Universidade de Colônia, na Alemanha.
Depois de analisar idosos que passaram a jogar videogame com regularidade, a pesquisa concluiu que os jogos digitais foram importantes na mudança de comportamento, e os motivaram a cuidarem mais de si.
O vídeogame vem se mostrando uma ferramenta valiosa para promover um envelhecimento mais sadio. Isso porque o hábito fornece estimulação cognitiva, é fonte de interação social, de exercício e de diversão.
Com isso, os idosos conseguem preencher mais suas vidas e serem mais independentes, de acordo com dois artigos publicados nesta terça-feira (24) na revista bimestral “Games for Health Journal”.
"Os idosos muitas vezes abandonam suas atividades ao longo da vida em troca de uma segurança e de um padrão imposto de velhice. (...) Mas os videogames oferecerem uma fuga da rotina. Todos estes benefícios podem melhorar o bem-estar de adultos idosos", afirma Bill Ferguson, o autor de um dos estudos.
As pesquisas ainda identificaram outros fatores que motivam o interesse dos idosos pelo jogo, além do aspecto social da experiência: o desafio que ela apresenta, a combinação de atividade cognitiva e física, e da possibilidade de obter capacidades específicas, como ganhar o jogo, por exemplo.
“Videogames oferecem uma boa alternativa às formas tradicionais de exercícios aeróbicos”, de acordo com a pesquisa, realizada em conjunto com a Universidade de Colônia, na Alemanha.
Depois de analisar idosos que passaram a jogar videogame com regularidade, a pesquisa concluiu que os jogos digitais foram importantes na mudança de comportamento, e os motivaram a cuidarem mais de si.
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População de idosos
Em 50 anos, percentual de idosos mais que dobra no Brasil.
Em 1960, 3,3 milhões tinham mais de 60 anos; em 2010, eram 20,5 milhões.
G1 mostra evolução da pirâmide etária no Brasil em 1960, 2000 e 2010.
Ao longo dos últimos 50 anos, a população brasileira quase triplicou: passou de 70 milhões, em 1960, para 190,7 milhões, em 2010. O crescimento do número de idosos, no entanto, foi ainda maior. Em 1960, 3,3 milhões de brasileiros tinham 60 anos ou mais e representavam 4,7% da população. Em 2000, 14,5 milhões, ou 8,5% dos brasileiros, estavam nessa faixa etária. Na última década, o salto foi grande, e em 2010 a representação passou para 10,8% da população (20,5 milhões).
A comparação feita pelo G1 se baseia nos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1960, de 2000 e de 2010.
O envelhecimento da população é uma tendência tão evidente que até mesmo os critérios do IBGE mudaram. Em 1960, todas as pessoas com 70 anos ou mais eram colocadas na mesma categoria. Já nas pirâmides etárias de 2000 e 2010, as faixas etárias foram separadas a partir dos 70 de cinco em cinco anos até os 100 (no gráfico abaixo, os dados foram somados para que pudesse haver a comparação entre os três períodos).
"O Brasil ainda é um país com a maioria da população jovem, ainda temos elevado percentual de jovens no mercado de trabalho, mas temos que nos preparar para o envelhecimento da população, principalmente em relação à pressão sobre a Previdência. Entre as iniciativas válidas está a de apoiar a implementação de recursos com Previdência complementar. Precisamos pensar e criar mecanismos que tornem o sistema mais sustentável", diz Bárbara Cobo, pesquisadora de indicadores sociais do IBGE.
Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), concorda. "O país está se preparando para esse futuro, mas ainda há muito a ser feito", diz.
Recentemente, o Congresso aprovou um novo fundo complementar para o servidor público federal com o objetivo de reduzir o déficit da Previdência. O projeto ainda precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Há outro projeto em discussão no Congresso para mudar o fator previdenciário, instrumento que visa reduzir o valor do benefício de quem se aposenta antes dos 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres. Esse projeto pode aumentar os gastos do governo e, por conta disso, uma proposta que extinguiu o fator foi vetada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Número de imigrantes cresceu 86,7% em dez anos no Brasil, diz IBGE
23,9% dos brasileiros declaram ter alguma deficiência, diz IBGE
População indígena volta a crescer na zona rural em 2010, diz IBGE
Censo aponta 190,7 milhões de brasileiros em 2010
População brasileira deve atingir pico em 2030, diz Ipea
Segundo Bárbara, a maioria da população idosa do país está concentrada próxima a áreas urbanas. "São regiões com maior disponibilidade de serviços médicos qualificados e também uma rede social com atividades de lazer, culturais e religiosas que permitem maior envolvimento dessa faixa etária na sociedade", diz.
Um dos indicadores da mudança na pirâmide etária é a queda da taxa de fecundidade, publicada na última sexta-feira (27), entre outros dados do Censo Demográfico 2010. A queda tem feito com que o gráfico que separa os habitantes por idade fique cada vez menos triangular. Censo após censo, ele fica mais volumoso na parte central, que representa a população adulta, e começa a diminuir na base, onde ficam os mais novos.
O envelhecimento da população é uma tendência e grande parte dos países desenvolvidos já chegou nessa etapa"
Bárbara Cobo, pesquisadora do IBGE
"O envelhecimento da população é uma tendência e grande parte dos países desenvolvidos já chegou nessa etapa, decorrentes do maior desenvolvimento social e do aumento da expectativa de vida. Isso é fruto do avanço da medicina, de melhorias nas condições de saneamento nas cidades, da diminuição da taxa de fecundidade, dentre outros fatores", diz Bárbara Cobo, do IBGE.
Em 2010, cada brasileira tinha em média 1,9 filho. Foi a primeira vez que o número ficou abaixo do chamado nível de reposição – 2,1 por mulher –, que garante a reposição das gerações. Em outras palavras, a manutenção dessa tendência deve provocar a redução da população brasileira no futuro.
O número caiu 20,1% ao longo da última década. Em 2000, cada mulher tinha em média 2,38 filhos. Há 50 anos, a taxa de fecundidade era de 6,3 filhos por mulher - mais que o triplo do que é hoje.
"Nos próximos 30, 40 anos, essa tendência de envelhecimento da população brasileira é praticamente irreversível, a menos que a fecundidade volte a aumentar e a aumentar muito", acredita a pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Ipea. "Isso ocorre porque a taxa de fecundidade caiu muito desde os anos 90 e a taxa de mortalidade nas idades avançadas também diminuiu", explica.
Isso ocorre porque a taxa de fecundidade caiu muito desde os anos 90 e a taxa de mortalidade nas idades avançadas também diminuiu"
Ana Amélia Camarano, do Ipea
"Alguns países com aumento da população idosa começaram a criar políticas públicas de incentivo para as mulheres terem mais filhos. O ideal, para repor a população do país, seria que cada mulher tivesse dois filhos", aponta Bárbara.
Dados
Apesar do crescimento absoluto de mais de 20 milhões de pessoas entre 2000 e 2010, a quantidade de crianças diminuiu. Em 2000, 32,9 milhões de brasileiros tinham menos de 10 anos; em 2010, o número caiu para 28,7 milhões.
Dentre as faixas etárias separadas pelo IBGE, a mais povoada em 2010 era a que fica entre os 20 e os 24 anos – 17,2 milhões (9%) de brasileiros têm essas idades. Em 2000, a maior concentração era na faixa etária imediatamente abaixo – 17,9 milhões (10,6%) tinham entre 15 e 19 anos de idade. Há 50 anos, as crianças pequenas eram a parcela mais significativa da população – 11,1 milhões (15,8%) tinham entre 0 e 4 anos.
Mães mais velhas
Com os novos padrões, mudam também os hábitos. Os dados divulgados na sexta-feira mostram que a tendência é que as mulheres tenham filhos cada vez mais tarde. Em dez anos, aumentou o percentual de mulheres que se tornaram mães depois dos 30 anos. Em 2000, elas representavam 27,6% do total; em 2010, já eram 31,3%.
Enquanto isso, houve queda entre as mais novas. Os grupos de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos de idade, que tinham respectivamente 18,8% e 29,3% das mães em 2000, passaram a concentrar 17,7% e 27,0% do total em 2010.
Para Bárbara Cobo, o fato de as mulheres deixarem para ter filhos mais velhas não tem relação direta com o aumento da população idosa. "Não acho que a mulher pensa que, já que as pessoas estão vivendo mais, vou deixar para ter um filho mais tarde. A tendência decorre do avanço da mulher no mercado de trabalho e da implementação dos métodos anticoncepcionais desde a década de 70, que muitas vezes gera uma mudança de comportamento da mulher, que se preocupa em consolidar uma carreira estável primeiro."
G1 mostra evolução da pirâmide etária no Brasil em 1960, 2000 e 2010.
Ao longo dos últimos 50 anos, a população brasileira quase triplicou: passou de 70 milhões, em 1960, para 190,7 milhões, em 2010. O crescimento do número de idosos, no entanto, foi ainda maior. Em 1960, 3,3 milhões de brasileiros tinham 60 anos ou mais e representavam 4,7% da população. Em 2000, 14,5 milhões, ou 8,5% dos brasileiros, estavam nessa faixa etária. Na última década, o salto foi grande, e em 2010 a representação passou para 10,8% da população (20,5 milhões).
A comparação feita pelo G1 se baseia nos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1960, de 2000 e de 2010.
O envelhecimento da população é uma tendência tão evidente que até mesmo os critérios do IBGE mudaram. Em 1960, todas as pessoas com 70 anos ou mais eram colocadas na mesma categoria. Já nas pirâmides etárias de 2000 e 2010, as faixas etárias foram separadas a partir dos 70 de cinco em cinco anos até os 100 (no gráfico abaixo, os dados foram somados para que pudesse haver a comparação entre os três períodos).
"O Brasil ainda é um país com a maioria da população jovem, ainda temos elevado percentual de jovens no mercado de trabalho, mas temos que nos preparar para o envelhecimento da população, principalmente em relação à pressão sobre a Previdência. Entre as iniciativas válidas está a de apoiar a implementação de recursos com Previdência complementar. Precisamos pensar e criar mecanismos que tornem o sistema mais sustentável", diz Bárbara Cobo, pesquisadora de indicadores sociais do IBGE.
Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), concorda. "O país está se preparando para esse futuro, mas ainda há muito a ser feito", diz.
Recentemente, o Congresso aprovou um novo fundo complementar para o servidor público federal com o objetivo de reduzir o déficit da Previdência. O projeto ainda precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Há outro projeto em discussão no Congresso para mudar o fator previdenciário, instrumento que visa reduzir o valor do benefício de quem se aposenta antes dos 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres. Esse projeto pode aumentar os gastos do governo e, por conta disso, uma proposta que extinguiu o fator foi vetada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Número de imigrantes cresceu 86,7% em dez anos no Brasil, diz IBGE
23,9% dos brasileiros declaram ter alguma deficiência, diz IBGE
População indígena volta a crescer na zona rural em 2010, diz IBGE
Censo aponta 190,7 milhões de brasileiros em 2010
População brasileira deve atingir pico em 2030, diz Ipea
Segundo Bárbara, a maioria da população idosa do país está concentrada próxima a áreas urbanas. "São regiões com maior disponibilidade de serviços médicos qualificados e também uma rede social com atividades de lazer, culturais e religiosas que permitem maior envolvimento dessa faixa etária na sociedade", diz.
Um dos indicadores da mudança na pirâmide etária é a queda da taxa de fecundidade, publicada na última sexta-feira (27), entre outros dados do Censo Demográfico 2010. A queda tem feito com que o gráfico que separa os habitantes por idade fique cada vez menos triangular. Censo após censo, ele fica mais volumoso na parte central, que representa a população adulta, e começa a diminuir na base, onde ficam os mais novos.
O envelhecimento da população é uma tendência e grande parte dos países desenvolvidos já chegou nessa etapa"
Bárbara Cobo, pesquisadora do IBGE
"O envelhecimento da população é uma tendência e grande parte dos países desenvolvidos já chegou nessa etapa, decorrentes do maior desenvolvimento social e do aumento da expectativa de vida. Isso é fruto do avanço da medicina, de melhorias nas condições de saneamento nas cidades, da diminuição da taxa de fecundidade, dentre outros fatores", diz Bárbara Cobo, do IBGE.
Em 2010, cada brasileira tinha em média 1,9 filho. Foi a primeira vez que o número ficou abaixo do chamado nível de reposição – 2,1 por mulher –, que garante a reposição das gerações. Em outras palavras, a manutenção dessa tendência deve provocar a redução da população brasileira no futuro.
O número caiu 20,1% ao longo da última década. Em 2000, cada mulher tinha em média 2,38 filhos. Há 50 anos, a taxa de fecundidade era de 6,3 filhos por mulher - mais que o triplo do que é hoje.
"Nos próximos 30, 40 anos, essa tendência de envelhecimento da população brasileira é praticamente irreversível, a menos que a fecundidade volte a aumentar e a aumentar muito", acredita a pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Ipea. "Isso ocorre porque a taxa de fecundidade caiu muito desde os anos 90 e a taxa de mortalidade nas idades avançadas também diminuiu", explica.
Isso ocorre porque a taxa de fecundidade caiu muito desde os anos 90 e a taxa de mortalidade nas idades avançadas também diminuiu"
Ana Amélia Camarano, do Ipea
"Alguns países com aumento da população idosa começaram a criar políticas públicas de incentivo para as mulheres terem mais filhos. O ideal, para repor a população do país, seria que cada mulher tivesse dois filhos", aponta Bárbara.
Dados
Apesar do crescimento absoluto de mais de 20 milhões de pessoas entre 2000 e 2010, a quantidade de crianças diminuiu. Em 2000, 32,9 milhões de brasileiros tinham menos de 10 anos; em 2010, o número caiu para 28,7 milhões.
Dentre as faixas etárias separadas pelo IBGE, a mais povoada em 2010 era a que fica entre os 20 e os 24 anos – 17,2 milhões (9%) de brasileiros têm essas idades. Em 2000, a maior concentração era na faixa etária imediatamente abaixo – 17,9 milhões (10,6%) tinham entre 15 e 19 anos de idade. Há 50 anos, as crianças pequenas eram a parcela mais significativa da população – 11,1 milhões (15,8%) tinham entre 0 e 4 anos.
Mães mais velhas
Com os novos padrões, mudam também os hábitos. Os dados divulgados na sexta-feira mostram que a tendência é que as mulheres tenham filhos cada vez mais tarde. Em dez anos, aumentou o percentual de mulheres que se tornaram mães depois dos 30 anos. Em 2000, elas representavam 27,6% do total; em 2010, já eram 31,3%.
Enquanto isso, houve queda entre as mais novas. Os grupos de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos de idade, que tinham respectivamente 18,8% e 29,3% das mães em 2000, passaram a concentrar 17,7% e 27,0% do total em 2010.
Para Bárbara Cobo, o fato de as mulheres deixarem para ter filhos mais velhas não tem relação direta com o aumento da população idosa. "Não acho que a mulher pensa que, já que as pessoas estão vivendo mais, vou deixar para ter um filho mais tarde. A tendência decorre do avanço da mulher no mercado de trabalho e da implementação dos métodos anticoncepcionais desde a década de 70, que muitas vezes gera uma mudança de comportamento da mulher, que se preocupa em consolidar uma carreira estável primeiro."
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População de idosos
29 de abril de 2012
Exercícios regulares para deixar o cérebro em forma.
Neuropsiquiatra de Harvard mostra como atividades físicas nos tornam mais inteligentes
Os exercícios nos deixam mais inteligentes. Quem afirma é o neuropsiquiatra John Ratey, professor da Harvard Medical School e autor do livro “Corpo ativo, mente desperta” (Editora Objetiva). Em entrevista ao GLOBO, ele diz que os exercícios são mais importantes que qualquer remédio para as funções cerebrais:
— Fabricamos novas células cerebrais todos os dias e os exercícios ajudam mais que qualquer outra atividade.
O GLOBO: O que atraiu seu interesse para esta área?
JOHN RATEY: Inicialmente os exercícios eram vistos como menos potentes que as drogas antidepressivas, mas hoje sabemos que são tão bons quanto e, em alguns casos, até melhores que os remédios. Sempre fui um atleta e percebi em mim a importância dos exercícios para manter meu cérebro, humor e motivação nos melhores níveis.
Como os exercícios melhoram as funções cerebrais?
RATEY: Os exercícios regulam ansiedade e níveis de estresse, além de otimizar o aprendizado de três maneiras: melhoram os sistemas de atenção, a memória, a capacidade de aprendizado e a habilidade de perseverar e superar as frustrações que o processo de aprendizado eventualmente produz; criam o ambiente certo para nossas cem bilhões de células nervosas, fabricando mais neurotransmissores e receptores para registrar novas informações; e promovem o surgimento de novas células no cérebro, um processo chamado neurogênese.
Então a atividade física regular também nos deixa mais inteligentes?
RATEY: Sim. O exercício otimiza as chances de aprendizado ao nos deixar mais prontos para aprender, ao fazer com que o cérebro esteja preparado para se desenvolver e talvez até adicionando novas células nervosas às áreas envolvidas com a memória e o aprendizado. Mas é especialmente importante por aumentar a liberação do fator neurotrófico BNDF, um verdadeiro fertilizante para o cérebro por encorajar nossas células nervosas a crescerem, que é a maneira como aprendemos.
Os exercícios estão ganhando respeito como uma opção de tratamento?
RATEY: As pessoas estão gradualmente reconhecendo o fato de que a atividade física é uma terapia auxiliar útil para desordens mentais e médicas. Hoje o primeiro tratamento para a depressão ou a ansiedade são exercícios regulares. Há dez anos a Câmara dos Comuns do Reino Unido disse que os exercícios deveriam ser o tratamento primário para a depressão, então eles estão na mente das pessoas e começando a ter aceitação na comunidade médica.
Os exercícios também podem aliviar o estresse?
RATEY: Sim, tanto em termos de diminuir a resposta a situações de estresse quanto aumentando a resistência ao estresse. À medida em que a pessoa melhora o condicionamento, é preciso uma ameaça maior para disparar seu alarme de estresse, pois a atividade física muda a neuroquímica do cérebro, assim como trabalha no nível celular para proteger as próprias células do estresse.
Quais são os melhores exercícios?
RATEY: É muito bom juntar artes marciais com dança, como na brasileira capoeira. A questão é aumentar os batimentos cardíacos e mantê-los altos por um tempo, adicionando complexidade e coordenação que vão desafiar mais áreas do cérebro, estimulando a liberação de fatores neurotróficos e desenvolvimento. Outras atividades que ganharam popularidade, como a ioga, também ajudam a desafiar o corpo e a mente, provocando mudanças magníficas no cérebro.
Os exercícios nos deixam mais inteligentes. Quem afirma é o neuropsiquiatra John Ratey, professor da Harvard Medical School e autor do livro “Corpo ativo, mente desperta” (Editora Objetiva). Em entrevista ao GLOBO, ele diz que os exercícios são mais importantes que qualquer remédio para as funções cerebrais:
— Fabricamos novas células cerebrais todos os dias e os exercícios ajudam mais que qualquer outra atividade.
O GLOBO: O que atraiu seu interesse para esta área?
JOHN RATEY: Inicialmente os exercícios eram vistos como menos potentes que as drogas antidepressivas, mas hoje sabemos que são tão bons quanto e, em alguns casos, até melhores que os remédios. Sempre fui um atleta e percebi em mim a importância dos exercícios para manter meu cérebro, humor e motivação nos melhores níveis.
Como os exercícios melhoram as funções cerebrais?
RATEY: Os exercícios regulam ansiedade e níveis de estresse, além de otimizar o aprendizado de três maneiras: melhoram os sistemas de atenção, a memória, a capacidade de aprendizado e a habilidade de perseverar e superar as frustrações que o processo de aprendizado eventualmente produz; criam o ambiente certo para nossas cem bilhões de células nervosas, fabricando mais neurotransmissores e receptores para registrar novas informações; e promovem o surgimento de novas células no cérebro, um processo chamado neurogênese.
Então a atividade física regular também nos deixa mais inteligentes?
RATEY: Sim. O exercício otimiza as chances de aprendizado ao nos deixar mais prontos para aprender, ao fazer com que o cérebro esteja preparado para se desenvolver e talvez até adicionando novas células nervosas às áreas envolvidas com a memória e o aprendizado. Mas é especialmente importante por aumentar a liberação do fator neurotrófico BNDF, um verdadeiro fertilizante para o cérebro por encorajar nossas células nervosas a crescerem, que é a maneira como aprendemos.
Os exercícios estão ganhando respeito como uma opção de tratamento?
RATEY: As pessoas estão gradualmente reconhecendo o fato de que a atividade física é uma terapia auxiliar útil para desordens mentais e médicas. Hoje o primeiro tratamento para a depressão ou a ansiedade são exercícios regulares. Há dez anos a Câmara dos Comuns do Reino Unido disse que os exercícios deveriam ser o tratamento primário para a depressão, então eles estão na mente das pessoas e começando a ter aceitação na comunidade médica.
Os exercícios também podem aliviar o estresse?
RATEY: Sim, tanto em termos de diminuir a resposta a situações de estresse quanto aumentando a resistência ao estresse. À medida em que a pessoa melhora o condicionamento, é preciso uma ameaça maior para disparar seu alarme de estresse, pois a atividade física muda a neuroquímica do cérebro, assim como trabalha no nível celular para proteger as próprias células do estresse.
Quais são os melhores exercícios?
RATEY: É muito bom juntar artes marciais com dança, como na brasileira capoeira. A questão é aumentar os batimentos cardíacos e mantê-los altos por um tempo, adicionando complexidade e coordenação que vão desafiar mais áreas do cérebro, estimulando a liberação de fatores neurotróficos e desenvolvimento. Outras atividades que ganharam popularidade, como a ioga, também ajudam a desafiar o corpo e a mente, provocando mudanças magníficas no cérebro.
28 de abril de 2012
Andar lento pode prever Alzheimer em pessoas acima de 60 anos, diz estudo
Pesquisa reforça ligação entre performance física, demência e infarto; especialistas pedem mais estudos para esclarecer razões e fatores envolvidos.
A velocidade com que um indivíduo caminha pode dar pistas sobre a probabilidade do aparecimento de demência em um período mais avançado da vida, afirma um estudo conduzido por pesquisadores americanos.
Ainda segundo a equipe, as chances de um derrame também podem ser indicadas pela firmeza da empunhadura.
O estudo segue o caminho de outras pesquisas que também indicaram conclusões semelhantes.
Uma pesquisa publicada em 2009 no 'British Medical Journal' observou uma "forte associação" entre caminhar lentamente e morrer de ataque cardíaco ou outros problemas cardíacos.
Mais recentemente, outro artigo no "Journal of the American Medical Association" sugeriu uma relação entre caminhar mais rápido após os 65 anos de idade e viver mais.
Na última pesquisa, coordenada pela especialista Erica Camargo, do Boston Medical Center, os pesquisadores registraram imagens do cérebro, a velocidade da caminhada e a firmeza da empunhadura de 2.410 pessoas com idade média de 62 anos de idade.
Ao cabo de onze anos, 34 haviam desenvolvido demência e 79 haviam tido um derrame.
Segundo os pesquisadores, as velocidades mais baixas de caminhada estavam relacionadas a um maior risco de demência, enquanto uma empunhadura mais forte coincidiu com chances mais baixas de derrame.
Camargo indicou que o estudo pode servir de base para testes simples para prever o risco de demência ou derrame, que podem ser feitos por médicos no próprio consultório.
"Precisamos de mais estudos para entender por que isto acontece, e para saber se alguma doença preexistente pode ter causado a lentidão da caminhada ou a diminuição da força física", afirmou.
Reações
As conclusões foram apresentadas no encontro anual da Academia de Neurologia e ainda precisam ser publicada sob o selo de uma revista acadêmica, após a revisão da comunidade científica.
O estudo foi bem recebido por dois especialistas britânicos ouvidos pela BBC. Entretanto, ambos enfatizaram a necessidade de mais estudos para encontrar uma explicação para estas relações.
"Antes que as pessoas comecem a prestar atenção em um apertar de mãos ou a velocidade de cruzar a rua, precisamos de outras pesquisas para entender as razões e os fatores envolvidos", disse Anne Corbett, diretora de Pesquisas da organização britânica Alzheimer Society.
"A boa notícia é que há muitas que podem ser feitas para evitar o risco de desenvolver demência: adotar uma dieta equilibrada, não fumar, manter o peso, se exercitar regularmente e checar regularmente a pressão sanguínea o nível de colesterol."
Para Sharlin Ahmed, diretor da organização Stroke Association, para o estudo de ataques cardíacos, se trata de um "estudo interessante", mas ainda são necessários mais dados.
"Cerca de um terço das pessoas que sofrem derrame ficam com algum tipo de sequela física, incluindo fraqueza nas mãos e dificuldades de andar. Mas é a primeira vez que vimos uma pesquisa que analisa a presença de sintomas relacionados antes de um ataque", afirmou.
"É um estudo interessante, mas precisamos de mais pesquisas antes de concluir que a força de uma empunhadura ou a velocidade de uma caminhada possam determinar os riscos de derrame."
A velocidade com que um indivíduo caminha pode dar pistas sobre a probabilidade do aparecimento de demência em um período mais avançado da vida, afirma um estudo conduzido por pesquisadores americanos.
Ainda segundo a equipe, as chances de um derrame também podem ser indicadas pela firmeza da empunhadura.
O estudo segue o caminho de outras pesquisas que também indicaram conclusões semelhantes.
Uma pesquisa publicada em 2009 no 'British Medical Journal' observou uma "forte associação" entre caminhar lentamente e morrer de ataque cardíaco ou outros problemas cardíacos.
Mais recentemente, outro artigo no "Journal of the American Medical Association" sugeriu uma relação entre caminhar mais rápido após os 65 anos de idade e viver mais.
Na última pesquisa, coordenada pela especialista Erica Camargo, do Boston Medical Center, os pesquisadores registraram imagens do cérebro, a velocidade da caminhada e a firmeza da empunhadura de 2.410 pessoas com idade média de 62 anos de idade.
Ao cabo de onze anos, 34 haviam desenvolvido demência e 79 haviam tido um derrame.
Segundo os pesquisadores, as velocidades mais baixas de caminhada estavam relacionadas a um maior risco de demência, enquanto uma empunhadura mais forte coincidiu com chances mais baixas de derrame.
Camargo indicou que o estudo pode servir de base para testes simples para prever o risco de demência ou derrame, que podem ser feitos por médicos no próprio consultório.
"Precisamos de mais estudos para entender por que isto acontece, e para saber se alguma doença preexistente pode ter causado a lentidão da caminhada ou a diminuição da força física", afirmou.
Reações
As conclusões foram apresentadas no encontro anual da Academia de Neurologia e ainda precisam ser publicada sob o selo de uma revista acadêmica, após a revisão da comunidade científica.
O estudo foi bem recebido por dois especialistas britânicos ouvidos pela BBC. Entretanto, ambos enfatizaram a necessidade de mais estudos para encontrar uma explicação para estas relações.
"Antes que as pessoas comecem a prestar atenção em um apertar de mãos ou a velocidade de cruzar a rua, precisamos de outras pesquisas para entender as razões e os fatores envolvidos", disse Anne Corbett, diretora de Pesquisas da organização britânica Alzheimer Society.
"A boa notícia é que há muitas que podem ser feitas para evitar o risco de desenvolver demência: adotar uma dieta equilibrada, não fumar, manter o peso, se exercitar regularmente e checar regularmente a pressão sanguínea o nível de colesterol."
Para Sharlin Ahmed, diretor da organização Stroke Association, para o estudo de ataques cardíacos, se trata de um "estudo interessante", mas ainda são necessários mais dados.
"Cerca de um terço das pessoas que sofrem derrame ficam com algum tipo de sequela física, incluindo fraqueza nas mãos e dificuldades de andar. Mas é a primeira vez que vimos uma pesquisa que analisa a presença de sintomas relacionados antes de um ataque", afirmou.
"É um estudo interessante, mas precisamos de mais pesquisas antes de concluir que a força de uma empunhadura ou a velocidade de uma caminhada possam determinar os riscos de derrame."
Minha mãe casou com outro cara e disse: esse é o seu pai.
WASHINGTON - Na entrevista veiculada às 23h desta sexta-feira do Brasil pela rede americana de TV NBC, o menino Sean Goldman afirma à apresentadora Meredith Vieira, do "Dateline", que sua mãe, Brunna Bianchi, disse a ele, após casar, que o advogado João Lins e Silva era o seu pai:
— Minha mãe casou com outro cara e disse: esse é seu pai - afirmou o menino. — Eu sabia que ele não era meu pai, mas eu não dizia nada, porque eu não queria deixar ninguém zangado.
O programa é entremeado com imagens de arquivo, que recontam a história do menino e da batalha judicial por sua guarda, e declarações do pai, também em entrevista a Meredith Vieira. A cada etapa da história de Sean o programa volta à entrevista com o garoto, que responde sobre determinado tópico. A versão da família brasileira foi mencionada no programa, que utiliza linguagem e música bastante emocionais.
Respondendo a muitas perguntas de forma curta e direta, Sean disse que, nos anos que ficou no Brasil, ninguém lhe disse que seu pai, David Goldman, estava tentando vê-lo, inclusive com viagens ao Brasil. Perguntado por Meredith Vieira se tinha conhecimento à época da batalha do pai, respondeu:
— Nenhuma ideia.
A apresentou insistiu, indagando se ninguém no Brasil havia contado para ele:
— Não - respondeu o menino.
Sean se disse confuso com a ausência do pai na temporada que passou no Brasil. Perguntado se entendia o que ocorria, respondeu:
— Não, do que eu me lembro eu estava confuso. O que está acontecendo? Cadê meu pai?
Indagado se ficou zangado à época com o pai, Sean negou:
— Não zangado, eu estava confuso. Porque... cadê meu pai?
O menino diz à apresentadora que "não, nunca" esqueceu David Goldman:
— É uma grande parte da sua vida quando você é uma criança, seu pai. Você quer seu pai.
Ele disse que o reencontro com o pai, no início de 2009, na casa onde vivia, após quatro anos e meio, quando brincaram na piscina, foi um momento de "muita felicidade" e que os sentimentos "ressurgiram" quando o viu:
— Como alegria. Eu só o encontrei, alegria, e eu estava feliz, realmente feliz.
Hoje vivendo com David em Nova Jersey, Sean diz que o pai é um modelo para ele:
— Meu pai, ele é um guia. Eu não sei como explicar, é simplesmente este vínculo, de que ele está ali.
"Quero ficar mais velho para voltar" ao Brasil, diz o menino Sean
Na entrevista, o menino disse que voltar ao Brasil para visitar a família faz parte de seus planos, mas que só fará a viagem quando ficar mais velho. Para Sean, que completará em breve 12 anos, quando tiver 16 ou 18 anos ele terá mais condições de lidar emocionalmente com a situação.
— Talvez algum dia eu visite (a família brasileira), mas eu quero ficar mais velho antes de eu voltar lá. Porque eu posso lidar mais (com a situação) - disse Sean, dizendo que tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos há pessoas que se importam com ele.
O garoto afirmou que não pensa muita em sua avó, Silvana Bianchi, como uma forma de se proteger. Perguntado se pensa na avó, respondeu:
— Na verdade, não, porque eu fico triste. E ninguém gosta de ficar triste.
O pai do menino, David Goldman, afirmou em entrevista ao mesmo programa que se Sean manifestar interesse em encontrar a avó, dirá a ele para ligar para Silvana, que eles tentarão encontrar uma forma de fazer o encontro acontecer. Ele garantiu que encoraja o filho a ligar para a família brasileira.
David Goldman contou no programa que Sean ainda frequenta sessões de terapia e que passou por um teste no ano passado. O pai viajou por alguns dias no verão e o deixou com os avós maternos, quando ficou claro, segundo David, que o garoto ainda se recupera de um trauma.
— Na quarta noite, ele acordou após pesadelos de que estava sendo perseguido no Brasil (...). Era um teste pelo qual ele tinha que passar.
No início do programa, a apresentadora disse a Sean que o pai havia lhe contado que ele tinha tido problemas com Matemática, mas que hoje era um estudante de primeira linha. O menino respondeu:
— Assim é a vida, superar desafios.
Ele afirmou que fica triste às vezes com o fato de sua mãe, Bruna Bianchi, ter morrido em 2008, mas que tenta se acostumar à situação. Segundo o pai do garoto, Sean faz referências de vez em quando à mãe, como por exemplo lembrar que ela gostava de determinada música. Ele garantiu que mantém viva a memória de Bruna na vida do filho, por exemplo mencionando ocasionalmente um restaurante que ela gostava de frequentar.
No texto lido pela apresentadora enquanto imagens de Sean com Bruna eram veiculadas, Meredith Vieira disse que a morte da mãe é um dos assuntos nos quais Sean hesita falar. Em seguida, ela perguntou diretamente ao menino se ele fala de Bruna com o pai:
— Às vezes eu fico triste, porque toda criança que tenha um pai ou mãe que já morreu fica triste de vez em quando. Mas, você sabe, eu tento viver com isso.
Adiante, ele brinca. Indagado se o seu maior desafio no retorno aos Estados Unidos foi retomar o inglês, Sean respondeu:
— Na verdade, não - disse ele. — Acho que o maior desafio foi voltar a ficar em forma. Já perdi uns 13,5 a 18 quilos (em dois anos e meio).
— Minha mãe casou com outro cara e disse: esse é seu pai - afirmou o menino. — Eu sabia que ele não era meu pai, mas eu não dizia nada, porque eu não queria deixar ninguém zangado.
O programa é entremeado com imagens de arquivo, que recontam a história do menino e da batalha judicial por sua guarda, e declarações do pai, também em entrevista a Meredith Vieira. A cada etapa da história de Sean o programa volta à entrevista com o garoto, que responde sobre determinado tópico. A versão da família brasileira foi mencionada no programa, que utiliza linguagem e música bastante emocionais.
Respondendo a muitas perguntas de forma curta e direta, Sean disse que, nos anos que ficou no Brasil, ninguém lhe disse que seu pai, David Goldman, estava tentando vê-lo, inclusive com viagens ao Brasil. Perguntado por Meredith Vieira se tinha conhecimento à época da batalha do pai, respondeu:
— Nenhuma ideia.
A apresentou insistiu, indagando se ninguém no Brasil havia contado para ele:
— Não - respondeu o menino.
Sean se disse confuso com a ausência do pai na temporada que passou no Brasil. Perguntado se entendia o que ocorria, respondeu:
— Não, do que eu me lembro eu estava confuso. O que está acontecendo? Cadê meu pai?
Indagado se ficou zangado à época com o pai, Sean negou:
— Não zangado, eu estava confuso. Porque... cadê meu pai?
O menino diz à apresentadora que "não, nunca" esqueceu David Goldman:
— É uma grande parte da sua vida quando você é uma criança, seu pai. Você quer seu pai.
Ele disse que o reencontro com o pai, no início de 2009, na casa onde vivia, após quatro anos e meio, quando brincaram na piscina, foi um momento de "muita felicidade" e que os sentimentos "ressurgiram" quando o viu:
— Como alegria. Eu só o encontrei, alegria, e eu estava feliz, realmente feliz.
Hoje vivendo com David em Nova Jersey, Sean diz que o pai é um modelo para ele:
— Meu pai, ele é um guia. Eu não sei como explicar, é simplesmente este vínculo, de que ele está ali.
"Quero ficar mais velho para voltar" ao Brasil, diz o menino Sean
Na entrevista, o menino disse que voltar ao Brasil para visitar a família faz parte de seus planos, mas que só fará a viagem quando ficar mais velho. Para Sean, que completará em breve 12 anos, quando tiver 16 ou 18 anos ele terá mais condições de lidar emocionalmente com a situação.
— Talvez algum dia eu visite (a família brasileira), mas eu quero ficar mais velho antes de eu voltar lá. Porque eu posso lidar mais (com a situação) - disse Sean, dizendo que tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos há pessoas que se importam com ele.
O garoto afirmou que não pensa muita em sua avó, Silvana Bianchi, como uma forma de se proteger. Perguntado se pensa na avó, respondeu:
— Na verdade, não, porque eu fico triste. E ninguém gosta de ficar triste.
O pai do menino, David Goldman, afirmou em entrevista ao mesmo programa que se Sean manifestar interesse em encontrar a avó, dirá a ele para ligar para Silvana, que eles tentarão encontrar uma forma de fazer o encontro acontecer. Ele garantiu que encoraja o filho a ligar para a família brasileira.
David Goldman contou no programa que Sean ainda frequenta sessões de terapia e que passou por um teste no ano passado. O pai viajou por alguns dias no verão e o deixou com os avós maternos, quando ficou claro, segundo David, que o garoto ainda se recupera de um trauma.
— Na quarta noite, ele acordou após pesadelos de que estava sendo perseguido no Brasil (...). Era um teste pelo qual ele tinha que passar.
No início do programa, a apresentadora disse a Sean que o pai havia lhe contado que ele tinha tido problemas com Matemática, mas que hoje era um estudante de primeira linha. O menino respondeu:
— Assim é a vida, superar desafios.
Ele afirmou que fica triste às vezes com o fato de sua mãe, Bruna Bianchi, ter morrido em 2008, mas que tenta se acostumar à situação. Segundo o pai do garoto, Sean faz referências de vez em quando à mãe, como por exemplo lembrar que ela gostava de determinada música. Ele garantiu que mantém viva a memória de Bruna na vida do filho, por exemplo mencionando ocasionalmente um restaurante que ela gostava de frequentar.
No texto lido pela apresentadora enquanto imagens de Sean com Bruna eram veiculadas, Meredith Vieira disse que a morte da mãe é um dos assuntos nos quais Sean hesita falar. Em seguida, ela perguntou diretamente ao menino se ele fala de Bruna com o pai:
— Às vezes eu fico triste, porque toda criança que tenha um pai ou mãe que já morreu fica triste de vez em quando. Mas, você sabe, eu tento viver com isso.
Adiante, ele brinca. Indagado se o seu maior desafio no retorno aos Estados Unidos foi retomar o inglês, Sean respondeu:
— Na verdade, não - disse ele. — Acho que o maior desafio foi voltar a ficar em forma. Já perdi uns 13,5 a 18 quilos (em dois anos e meio).
27 de abril de 2012
Mais da metade de pessoas acima de 50 anos tem pressão alta.
RIO — Mais da metade das pessoas com mais de 50 anos sofre de hipertensão, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, pelo Ministério da Saúde. E o Rio é a capital com maior frequência da doença: 29,8%.
Segundo o Vigitel 2011 (levantamento Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta no país. O diagnóstico em mulheres (25,4%) é mais comum do que entre os homens (19,5%). Entre 18 e 24 anos, 5,4% da população disse ser hipertensa. Aos 55 anos a proporção é 10 vezes maior, atingindo mais da metade da população (50,5%) estudada. A partir dos 65 anos, a doença atinge 59,7% dos brasileiros. A maior frequência de diagnóstico em mulheres ocorre em todas as faixas etárias.
A capital com menor proporção de pessoas com hipertensão arterial é Palmas (12,9%), enquanto a maior frequência foi encontrada no Rio de Janeiro (29,8%), onde é maior a proporção de idosos.
Segundo o Vigitel 2011 (levantamento Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta no país. O diagnóstico em mulheres (25,4%) é mais comum do que entre os homens (19,5%). Entre 18 e 24 anos, 5,4% da população disse ser hipertensa. Aos 55 anos a proporção é 10 vezes maior, atingindo mais da metade da população (50,5%) estudada. A partir dos 65 anos, a doença atinge 59,7% dos brasileiros. A maior frequência de diagnóstico em mulheres ocorre em todas as faixas etárias.
A capital com menor proporção de pessoas com hipertensão arterial é Palmas (12,9%), enquanto a maior frequência foi encontrada no Rio de Janeiro (29,8%), onde é maior a proporção de idosos.
24 de abril de 2012
Em 2030, homens viverão tanto quanto as mulheres.
Num futuro breve — para ser mais exato, em 2030 — os homens terão a mesma expectativa de vida que as mulheres. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido mostram que, apesar da expectativa de vida crescer para os dois gêneros, o crescimento entre o sexo masculino nos últimos 20 anos foi maior.
Se a tendência for mantida, os dois sexos alcançarão a expectativa de 87 anos em 2030. Os pesquisadores enumeraram algumas razões para a aproximação. Entre elas, a redução nas taxas de tabagismo entre os homens — que começaram a diminuir a partir da década de 70.
Outro fator positivo foi a mudança no tipo de trabalho masculino. A redução de mão de obra em minas de carvão é um exemplo. O comportamento dos homens atualmente é melhor. As chances de sobrevier a problemas de saúde, como um ataque cardíaco, são maiores hoje que há algumas décadas. Ao contrário das mulheres, em que ocorreu um aumento de número de fumantes e nos índices de câncer.
Os dados britânicos não podem ser generalizados para o mundo. Em alguns países, como a Rússia, as mulheres possuem larga vantagem — na década de 90 chegou a 13 anos —, enquanto na África subsariana, ambos os sexos têm quase a mesma expectativa. No Brasil, os dados do último Censo do IBGE (2010), a expectativa masculina era de 69,7 anos para homens e 77,3 para mulheres — 7,59 anos de diferença. Em 2000, a diferença era de 7,63. Na Inglaterra, a maior diferença foi de 5,7 anos, em 1970.
Se a tendência for mantida, os dois sexos alcançarão a expectativa de 87 anos em 2030. Os pesquisadores enumeraram algumas razões para a aproximação. Entre elas, a redução nas taxas de tabagismo entre os homens — que começaram a diminuir a partir da década de 70.
Outro fator positivo foi a mudança no tipo de trabalho masculino. A redução de mão de obra em minas de carvão é um exemplo. O comportamento dos homens atualmente é melhor. As chances de sobrevier a problemas de saúde, como um ataque cardíaco, são maiores hoje que há algumas décadas. Ao contrário das mulheres, em que ocorreu um aumento de número de fumantes e nos índices de câncer.
Os dados britânicos não podem ser generalizados para o mundo. Em alguns países, como a Rússia, as mulheres possuem larga vantagem — na década de 90 chegou a 13 anos —, enquanto na África subsariana, ambos os sexos têm quase a mesma expectativa. No Brasil, os dados do último Censo do IBGE (2010), a expectativa masculina era de 69,7 anos para homens e 77,3 para mulheres — 7,59 anos de diferença. Em 2000, a diferença era de 7,63. Na Inglaterra, a maior diferença foi de 5,7 anos, em 1970.
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