22 de junho de 2008

Cavernosometry: is it a dinosaur?

J Sex Med. 2008 Apr;5(4):760-4.
Vardi Y, Glina S, Mulhall JP, Menchini F, Munarriz R.
Department of Neuro-Urology, Rambam Medical Center, Haifa, Israel.
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INTRODUCTION: Is cavernosometry a useful tool in treating men with erectile dysfunction?
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METHODS: Five people with expertise and/or interest in the area of cavernosometry were asked to contribute their opinions.
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MAIN OUTCOME MEASURE: To provide food for thought, discussion, and possible further
research in a poorly discussed area of sexual medicine.
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RESULTS: While one urologist feels dynamic infusion cavernosography and cavernosometry seem to have found their place in history, another believes it is time to separate these tests and look at cavernosometry alone and its relevance to the use of duplex Doppler ultrasound, both useful tools in assessing surgical candidates. Three clinicians agree that cavernosography and cavernosometry have a role in specific cases, particularly before revascularization surgery.
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CONCLUSION: Cavernosometry may not be a useful tool for the average clinician treating erectile dysfunction, but serves a purpose for the specialist.
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NOSSA OPINIÃO:
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A cavernosometria e cavernosografia são dois exames destinados a avaliar como está a contenção e o esvaziamento do sangue dentro dos corpos cavernososo do pênis. Esses exames estão ultrapassados, e praticamente abandonados, pois os seus resultados não influenciam no tratamento a ser estabelecido ao paciente. Mesmo porque atualmente com o ultra som eco doppler obtém-se as mesmas informações, com mais detalhes, mais simplicidade e menor desconforto para os pacientes.
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21 de junho de 2008

Penile Traction Therapy for Treatment of Peyronie's Disease: A Single-Center Pilot Study

The Journal of Sexual Medicine
Volume 5 Issue 6 Page 1468-1473, June 2008
To cite this article: Laurence A. Levine MD, Mark Newell PhD, Frederick L. Taylor MD (2008) Penile Traction Therapy for Treatment of Peyronie's Disease: A Single-Center Pilot Study The Journal of Sexual Medicine 5 (6) , 1468–1473 doi:10.1111/j.1743-6109.2008.00814.x
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ABSTRACT
Introduction. Peyronie's disease (PD) is a fibrotic disorder of the penis whose etiopathophysiology remains unclear. At this time, there is no known reliable nonsurgical treatment. This study reviews our experience with external penile traction therapy to correct the deformity associated with this disorder.
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Aim. To evaluate prolonged external penile traction as a nonsurgical treatment for PD.
Methods. Ten men with PD completed this noncontrolled pilot study of traction therapy using the FastSize Penile Extender. Nearly all (90%) had failed prior medical therapy. Traction was applied as the only treatment for 2–8 hours/day for 6 months. All subjects underwent pre- and post-treatment physical examination including measurement of stretched flaccid penile length (SPL) and biothesiometry.
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Main Outcome Measures. Curvature and girth were measured during erection before and after treatment with dynamic duplex ultrasound. Assessment of erectile and sexual function was further assessed with the International Index of Erectile Function and Quality of Life Specific to Male Erection Difficulties (QOL-MED) questionnaires. At 3 and 6 months post-treatment, SPL was measured and subjective assessment of deformity by the patient was recorded.
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Results. Subjectively all men noted reduced curvature estimated at 10–40 degrees, increased penile length (1–2.5 cm) and enhanced girth in areas of indentation or narrowing. Objective measures demonstrated reduced curvature in all men from 10–45 degrees; average reduction for the group was 33% (51–34 degrees). SPL increased 0.5–2.0 cm and erect girth increased 0.5–1.0 cm with correction of hinge effect in four out of four men. International Index of Erectile Function-erectile function domain increased from 18.3–23.6 for the group. Changes in quality of life by QOL-MED were not found to be statistically significant in this small series. There were no adverse events including skin changes, ulcerations, hypoesthesia or diminished rigidity.
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Conclusion. Prolonged daily external penile traction therapy is a new approach for the nonsurgical treatment of PD. Further study appears warranted given the response noted in this pilot study.
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Levine LA, Newell M, and Taylor FL. Penile traction therapy for treatment of Peyronie's disease: A single-center pilot study. J Sex Med 2008;5:1468–1473.
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NOSSA OPINIÃO:
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A tração como método de correção da curvatura peniana pode ser tentada nos poucos casos onde não se recomenda a cirurgia. É um tratamento demorado, que pode levar de 6 a 24 meses, com resultados totalmente imprevisíveis. A cirurgia tem a vantagem de produzir resultado imediato, o que é um importante fator para quem busca por uma vida sexual tranquila e com o pênis retificado.
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18 de junho de 2008

Estudo sugere que suco de romã ajuda a tratar a impotência.

Publicada em 30/11/2007 às 09h31m - BBC
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Um estudo realizado por pesquisadores americanos sugere que tomar um copo de suco de romã diariamente pode ajudar no combate à impotência sexual masculina. De acordo com os cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, a fruta é rica em antioxidantes que estimulam o aumento da circulação sangüínea nos órgãos genitais do homem, facilitando a ereção.
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O estudo, publicado na revista científica Journal of Impotence Research, sugere que o romã funciona de forma semelhante ao conhecido remédio para disfunção erétil Viagra e, no futuro, pode se tornar uma alternativa natural ao medicamento. Os pesquisadores fizeram testes com 53 homens com disfunção erétil, que tomaram uma dose de 220 ml suco de romã diariamente durante quatro semanas.
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Ao fim das quatro semanas, os voluntários fizeram uma pausa de quinze dias e reiniciaram a experiência, mas com suco de outra fruta. Dos 53 homens testados, 47 disseram ter sentido melhoras em suas funções eréteis após terem tomado o suco de romã, enquanto 31 notaram que suas dificuldades de ereção haviam diminuído com suco de outra fruta.
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Os pesquisadores esclarecem que mais estudos serão necessários para provar a eficácia do romã.
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17 de junho de 2008

Andropausa: novos tratamentos podem reduzir efeitos colaterais da reposição hormonal.

Publicada em 15/05/2008 Ystatille Gomes - especial para O Globo Online
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Do mesmo jeito que a mulher tem o climatério, o homem também sofre alterações hormonais que podem interferir em seu ciclo de vida. A Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), conhecida popularmente como andropausa, atinge cerca de 20% dos homens e é responsável pela diminuição da testosterona, hormônio que, entre outras funções, gerencia o desempenho sexual. Não há como impedir essa queda, mas de acordo com o endocrinologista Lian Tock, do grupo de estudos da obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os novos tratamentos de reposição hormonal podem reduzir os efeitos colaterais.
- Antigamente, os métodos de reposição hormonal traziam maiores riscos de problemas hepáticos e aumento da próstata. Pessoas que tinham pré-disposição a câncer também podiam ter a doença desenvolvida através desses medicamentos. Hoje, os tratamentos não trazem todos esses efeitos e têm formas mais fáceis de aplicação - relata Tock.
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A novidade mais recente de reposição hormonal disponível no país é a injeção de aplicação trimestral que custa em torno de R$ 400 a dose. Há uma medicação nova, em forma de adesivo transdérmico, que, segundo os especialistas, também tem apresentado resultados eficazes, mas esta ainda não chegou ao Brasil. A reposição pode também ser feita por gel transdérmico de aplicação diária. O medicamento manipulado custa em torno de R$ 65,00 com duração de até um mês. Há também a administração via oral por comprimido que deve ser administrado duas vezes por dia. O preço vai até R$ 300. A medicação mais utilizada ainda são as injeções intramusculares feitas a cada 3 semanas, ao custo de R$ 10,00 por ampola.
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A alteração hormonal do homem começa a acontecer a partir dos 30 anos de idade. No entanto, as conseqüências da queda de testosterona são, geralmente, desencadeadas a partir dos 60. O urologista Eduardo José Andrade Lopes, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e autor do livro "Andropausa: deficiência andrógena do envelhecimento masculino" (ed. LPM), alerta que essas mudanças acontecem de forma lenta e sutil, ao contrário do que acontece com a mulher na menopausa.
- Muitos homens, após os 60 anos de idade, sofrem uma baixa na testosterona, que determina o que é chamado popularmente de andropausa, um quadro clínico sugestivo da menopausa da mulher. Mas a menopausa é abrupta e tem um sintoma específico, que é o fim da menstruação e infertilidade. No homem, a alteração hormonal acontece a partir dos 30 de forma lenta e progressiva, caindo em torno de 1,2% ng/ml ao ano e não provoca a esterilidade. Essa queda, por ser sutil, geralmente passa despercebida - diz Eduardo José.
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Vale alertar que essa alteração hormonal não acontece com todos os homens e não causa, necessariamente, infertilidade. Os que estão mais pré-dispostos a desenvolver um quadro clínico de DAEM são os que possuem uma herança genética e os que têm maus hábitos alimentares, como alimentação rica em gorduras, alto consumo de bebidas alcóolicas e o consumo de cigarros, principalmente entre aqueles que forem diabéticos ou hipertensos.
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O professor Eduardo José Andrade acrescenta que quanto mais ascendentes acima de 80 anos o homem estiver, melhor será a sua composição genética e sua resistência à deficiência hormonal. Os sintomas da popularmente conhecida andropausa são preocupantes, podendo incluir desde diminuição do apetite sexual até a osteoporose.
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A testosterona tem efeito psicotrópico e, por isso, é responsável pelo dinamismo e pelo humor. Quando o homem sofre a queda da taxa hormonal, ele se torna irritável e perde o desejo pelo sexo, pelo trabalho. Além dos efeitos psicológicos, podemos citar também a perda da força muscular e a desmineralização óssea - causadora da osteoporose -, devido a ação anabolizante da testosterona.
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15 de junho de 2008

Erectile dysfunction as a harbinger for increased cardiometabolic risk

International Journal of Impotence Research (2008) 20, 236–242;
doi:10.1038/sj.ijir.3901634; published online 17 January 2008
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K L Billups, A J Bank, H Padma-Nathan, S D Katz and R A Williams
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In August 2003, the Minority Health Institute (MHI) convened an Expert Advisory Panel of cardiologists and urologists to design a new practice model algorithm that uses erectile dysfunction (ED) as a clinical tool for early identification of men with systemic vascular disease. The MHI algorithm noted ED as a marker for the presence of cardiovascular disease and suggested that ED may well be a cardiovascular risk equivalent warranting aggressive secondary prevention management strategies, even in the absence of other cardiac or peripheral vascular symptoms. The MHI algorithm stipulates that all men 25 years of age and older should be asked about ED as a routine part of the cardiovascular history during any office visit. The presence of ED should prompt an aggressive assessment for occult vascular disease; many men with erectile difficulty would benefit from early, aggressive management of cardiovascular risk factors with both lifestyle modification and pharmacotherapy to achieve optimal target goals under the existing treatment guidelines. Since publication of the algorithm in 2005, additional research studies have further supported the advisory panel recommendations.
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14 de junho de 2008

O cerco ao tumor de próstata.

VEJA - 20-06-2007
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O médico carioca Mario Eisenberger, radicado nos Estados Unidos desde 1973, é hoje um dos principais nomes por trás das recentes descobertas sobre detecção e tratamento do câncer de próstata. Eisenberger é professor de oncologia e urologia do Centro de Câncer da Universidade Johns Hopkins. Durante o Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, ele falou a VEJA.
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NOS ÚLTIMOS ANOS, A EFICÁCIA DO PSA, COMO INDICADOR DA PRESENÇA DE CÂNCER DE PRÓSTATA, COMEÇOU A SER QUESTIONADA PELA IMPRECISÃO DE SEUS RESULTADOS. QUAL É, AFINAL, A UTILIDADE DO PSA?
O exame tem um papel importante no acompanhamento da doença. Por meio dele, é possível monitorar a existência de metástases e a resposta do paciente ao tratamento. Mas o PSA não indica, por exemplo, quais os pacientes com risco de desenvolver tumores mais agressivos. Ele está longe de ser um marcador perfeito.
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QUAL É O GRANDE FATOR LIMITADOR DO PSA?
O PSA não é um marcador do câncer, mas um marcador da próstata. Os níveis de PSA refletem quanto desse antígeno está sendo produzido e lançado na corrente sanguínea. E, quanto maior a próstata, mais PSA é produzido. Isso causa uma enorme confusão, sobretudo entre os homens mais velhos com aumento benigno dessa glândula. Há ainda outros fatores, como inflamações ou infecções na próstata, que podem alterar as medições de PSA. Muitos pacientes com PSA normal (abaixo de 4.0) têm câncer. Em 20% deles, o PSA é menor do que 2,5. O inverso também é verdadeiro: muitos homens com PSA próximo de 10 não têm câncer nem serão diagnosticados com a doença ao longo da vida. O problema é que esses pacientes serão submetidos a biópsias desnecessárias. Além disso, em mais da metade dos homens diagnosticados com tumor, o câncer não causaria nenhum tipo de sintoma. O que acontece hoje é que muitas vezes curamos o paciente que não precisa e não curamos aquele que precisa.
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EM SE TRATANDO DE CÂNCER, NÃO É MELHOR PECAR PELO EXCESSO DO QUE PELA FALTA?
Não haveria problema com os excessos se o tratamento não tivesse efeitos adversos. No entanto, o tratamento radical, como a retirada da próstata, tem um impacto grande na qualidade de vida do paciente. O que se propõe atualmente é a observação ativa dos pacientes diagnosticados precocemente com câncer de próstata. Homens vítimas de tumores que se desenvolvem lentamente são monitorados com repetidas biópsias e exames de PSA. A escolha entre o tratamento curativo e a continuidade da observação é baseada na progressão da doença. Esse conceito é fruto da mudança de abordagem verificada nos últimos anos.
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O QUE ESTIMULOU ESSA MUDANÇA?
Os tumores diagnosticados atualmente tendem a ser muito menores e menos agressivos do que eram na década de 90, antes de o PSA se tornar rotina. Mas estimamos que entre 30% e 50% dos casos de câncer de próstata sejam tratados desnecessariamente. Não se vive para sempre. Imaginemos um câncer de progressão lenta: ele só iria causar algum problema quando o paciente chegasse aos 150 anos.
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COMO OS PACIENTES REAGEM À PROPOSTA DE APENAS OBSERVAREM A EVOLUÇÃO DO CÂNCER?
Para o médico, é algo lógico e sensato. Mas reconheço que é difícil para os pacientes saber que têm um câncer e, ainda assim, ter de esperar de seis meses a um ano para repetir os exames e biópsias de acompanhamento.
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POR CAUSA DA PRECOCIDADE NA DETECÇÃO DO CÂNCER DE PRÓSTATA, MUITOS ESPECIALISTAS ARGUMENTAM QUE O AUMENTO DA SOBREVIDA AO TUMOR, REGISTRADO NOS ÚLTIMOS ANOS, É SUPERESTIMADO. QUAL É SUA OPINIÃO A RESPEITO?
A sobrevida dos pacientes com câncer de próstata aumentou apenas na teoria, já que passamos a contar o tempo de sobrevivência ao tumor muito mais cedo. Não temos um grande estudo avaliando se a mortalidade caiu nos últimos trinta anos. Por isso, ainda não é possível falar em queda da mortalidade decorrente do mapeamento precoce do tumor. Em outras palavras, se existem menos homens morrendo de câncer de próstata hoje, ainda não sabemos. Dois estudos mundiais em andamento (um nos Estados Unidos e outro na Europa) têm por objetivo avaliar se as mortes de fato estão caindo. Eu acredito que a mortalidade deve ter caído, mas só esses trabalhos nos darão a resposta definitiva.
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A Revolução Azul

Dez anos depois do lançamento do Viagra, a impotência deixou de ser um fantasma masculino
Anna Paula Buchalla - VEJA - 19-03-2008
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Na história da sexualidade humana, ocorreram duas grandes revoluções químicas. A primeira delas foi o surgimento da pílula anticoncepcional, na década de 60, que liberou as mulheres do risco de uma gravidez indesejada. A segunda, a entrada do Viagra no mercado farmacêutico. Lançada há dez anos, a pílula azul livrou milhões de homens do fantasma da impotência e, com isso, promoveu mudanças radicais no comportamento sexual masculino – e feminino. Casais que davam por encerrados os prazeres do sexo reencontraram a felicidade das noites de amor. Além disso, a disfunção erétil deixou de ser um tabu nas conversas íntimas, entre amigos e nos consultórios médicos. Em sua edição de 1º de abril de 1998, sobre a aprovação do Viagra, VEJA estampou na capa a chamada "A pílula milagrosa". O adjetivo não foi um exagero. "Nós sempre esperamos pela pílula mágica contra a impotência e, com o Viagra, chegamos bem perto disso", disse o urologista David Ralph, do University College London, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.
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O remédio possibilita que 80% dos pacientes recuperem a potência sexual. Antes, o arsenal da medicina contra a disfunção erétil era muito restrito. E, diga-se, bastante desconfortável e constrangedor – injeções na base do pênis na hora H, supositórios na uretra, próteses e bombas a vácuo. Com a drageazinha azul, basta um gole d’água meia hora antes de ir para a cama acompanhado. O sucesso não poderia ser menos do que instantâneo e absoluto. No dia do lançamento, um urologista de Atlanta, nos Estados Unidos, assinou 300 prescrições de Viagra. Calcula-se que o primeiro medicamento antiimpotência já tenha sido indicado a mais de 35 milhões de homens de 125 países. Hoje, existem quatro concorrentes da pílula azul. No Brasil, o Cialis é o líder de vendas. O motivo: seu efeito dura 36 horas, contra as seis do Viagra.
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O Viagra salvou inúmeros casamentos, mas serviu de estopim para a dissolução de outros tantos. Homens mais velhos, animados com o novo fôlego sexual, passaram a buscar a companhia de mulheres mais jovens. "A coisa chegou a tal ponto que há mulheres que boicotam o uso do remédio por temer que o marido procure outra", diz o urologista Celso Gromatzky, do Hospital das Clínicas, de São Paulo. "Mas não são os remédios que acabam com um casamento. Se o relacionamento é saudável, o casal só tem a ganhar com eles." Há, por fim, o drama das mulheres que são, elas próprias, portadoras de alguma disfunção sexual e, por isso mesmo, não conseguem corresponder aos apetites renovados do companheiro.
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O impacto do Viagra vai além dos limites da cama. "Com os homens mais abertos para falar sobre seus problemas sexuais, está mais fácil fazer o diagnóstico de diabetes e de hipertensão. Esses distúrbios podem ter a disfunção erétil como sintoma", diz Gromatzky. Além disso, movidos pelos lucros estratosféricos proporcionados pelas vendas dos medicamentos antiimpotência, os laboratórios passaram a investir pesado no estudo de outros problemas sexuais que atormentam homens e mulheres. O Viagra motivou até a corrida pela criação de seu equivalente feminino, contra a frigidez. O capitalismo é mesmo um ótimo afrodisíaco.
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O resveratrol, encontrado no vinho tinto, retarda o envelhecimento.

VEJA 11-06-2008
mmmmNenhuma bebida atrai tanto a atenção da medicina quanto o vinho tinto. Seu consumo está associado a uma série de benefícios à saúde. A mais recente descoberta sobre a bebida estende seus efeitos ao aumento da expectativa de vida – ao menos em ratos. Isso graças ao resveratrol, substância com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias encontrada na casca e nas sementes das uvas vermelhas. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica PLoS One, revelou que não são necessárias doses altas de resveratrol para que a substância tenha ação antienvelhecimento. "Em baixas quantidades e consumido a partir dos 40 anos, já é possível obter os benefícios antiidade", diz um dos autores do trabalho, o brasileiro Tomas Prolla. O processo pelo qual o resveratrol retarda o envelhecimento se dá pelos mesmos mecanismos da restrição calórica. Vários trabalhos (também em animais) já provaram que uma redução de 20% a 30% nas calorias consumidas diariamente aumenta em até 40% a longevidade – sem os efeitos mais perniciosos do envelhecimento. Em ambos os casos, há uma alteração num conjunto de centenas de genes envolvidos na degradação celular.
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A aposta da medicina no resveratrol é alta. Na semana passada, a gigante do setor farmacêutico GlaxoSmithKline pagou 720 milhões de dólares pelo laboratório Sirtris, que desenvolve medicamentos baseados em moléculas análogas à do resveratrol. O fundador do Sirtris, o médico David Sinclair, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que o resveratrol também age em outra frente antiidade: estimula a produção e o funcionamento de uma família de enzimas conhecidas como sirtuínas, que agem como guardiãs das células. Em quantidades elevadas, essas enzimas tornam-se mais eficientes no reparo do DNA e, assim, prolongam a vida das células. Beber vinho faz bem, mas, quando se fala em doses moderadas, não cabem aí subjetividades. O ideal são poucos copos por semana para todo mundo. "O consumo excessivo da bebida neutraliza seus benefícios. Adquire-se peso e, na pior das hipóteses, cirrose", diz o cardiologista Daniel Magnoni.
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Os benefícios atribuídos ao vinho
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bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbAntienvelhecimento:
mmO resveratrol é uma substância encontrada na casca da uva vermelha. O estudo mais recente indica que ela atua em um conjunto de genes associados ao envelhecimento. A substância retarda o processo de envelhecimento de vários tecidos, como o cerebral, o muscular e o cardíaco, em especial.
mmmmmmmmmmmmmmmCombate às doenças cardiovasculares:
mmO resveratrol aumenta o HDL, o bom colesterol, e diminui o LDL, o colesterol ruim. Além disso, a substância é um potente vasodilatador que, ao relaxar as artérias, melhora a circulação sanguínea
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmPrevenção do câncer:
mmEstudos em animais indicam que o resveratrol, por seus poderes antioxidantes, ao combater a ação dos radicais livres, preservaria as células de lesões que podem levar ao câncer
nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnCombate a dores articulares:
mmAtribui-se aos polifenóis, grupo do qual o resveratrol faz parte, capacidade analgésica – sobretudo em pacientes vítimas de artrite. A analgesia, ainda que baixa como mostram os estudos, deve-se às características antiinflamatórias da substância.
nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnPrevenção da doença de Alzheimer:
mmO resveratrol, sugerem os estudos em neurologia, evitaria o depósito no cérebro das placas de proteína tóxicas, que levam os neurônios à morte.
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13 de junho de 2008

Ejaculação precoce angustia homens do mundo todo, mas tem solução.

Publicada em 29/10/2007 às 07h30mMaria Vianna, especial para O Globo Online
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mmmmCerca de 30% dos homens têm algum grau de ejaculação precoce, e o problema pode ser causado por uma série de fatores. Ansiedade, estresse, uma nova parceira, expectativas exageradas em relação ao sexo, muito tempo em abstinência e insegurança são as causas mais comuns. Raramente, a ejaculação prematura é causada por algum problema físico, por isso os urologistas geralmente indicam um tratamento que tenha uma abordagem emocional.
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- A ejaculação rápida, ou precoce, é muito comum entre os homens, principalmente os mais jovens. Não existe um tempo certo para se ejacular, mas o homem deve procurar tratamento se a situação está deixando ele e a parceira frustrados na maioria das vezes em que fazem sexo. É importante lembrar que todo homem ejacula mais rápido do que o esperado uma vez ou outra, mas isso é normal e bastante comum. Nesse caso, não há com o que se preocupar - explica o urologista Marcelo Vieira, titular da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo.
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Mas, muitas vezes, o homem sofre em silêncio com problemas que seriam facilmente resolvidos após uma boa conversa com um especialista. Diferentemente das mulheres, que passam a consultar um ginecologista periodicamente quando entram na puberdade, os homens começam a se afastar dos cuidados médicos anuais na medida em que deixam a infância.
- Na maioria das vezes, o resultado é bom quando o paciente procura a terapia e começa a se conhecer melhor. Em muitos casos, o especialista pode recomendar um antidepressivo leve, que além de retardar a ejaculação, também diminui sintomas de nervosismo, angústia e ansiedade que atrapalham na hora do sexo. Existe um antidepressivo de dose única, que pode ser tomado algumas horas antes da relação e que alivia o problema. O importante é o homem saber que há solução e que nem ele nem a parceira precisam sofrer sozinhos por causa disso - diz o urologista.
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Brócolis reduz risco de câncer de próstata agressivo, diz estudo.

mmmmComer brócolis e couve-flor regularmente reduz o risco de um homem desenvolver formas agressivas de câncer de próstata, sugere uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada no Journal of the National Cancer Institute.
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Após um estudo que envolveu 1,3 mil voluntários, os cientistas chegaram à conclusão de que essas duas verduras são as que oferecem maior proteção contra tumores agressivos na próstata.
A equipe do National Cancer Institute dos Estados Unidos e do Cancer Care de Ontário, no Canadá, questionou pacientes diganosticados com a doença sobre os seus hábitos alimentares.
De uma forma geral, eles observaram que não havia associação entre a ingestão de frutas e verduras e um decréscimo no risco de um homem ter câncer de próstata.
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Por outro lado, eles notaram uma ligação entre um maior consumo de verduras de coloração verde escura e da família das crucíferas, especialmente o brócolis e a couve-flor - que pertencem a essa família, com a diminuição do risco de desenvolver tumores agressivos na próstata.
Uma porção semanal de couve-flor foi associada a uma queda de 52% no risco de desenvolver uma forma agressiva da doença; a mesma quantidade de brócolis levaria a uma queda de 45% nesse risco.
Dieta saudável
A ligação entre o consumo de verduras e a redução no risco de desenvolver câncer de próstata já havia sido demonstrada em outros estudos, mas ainda não haviam sido produzidos resultados consistentes. Além disso, muitos estudos não haviam analisado especificamente as formas mais letais da doença.
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Segundo os cientistas americanos e canadenses, o consumo de espinafre também pareceu estar associado a uma redução no risco de desenvolver câncer de próstata, mas a melhora não parece ter sido significativa para casos de câncer que se espalham para além da próstata. "O câncer agressivo de próstata é biologicamente virulento e está associado com prognósticos ruins. Se a associação que nós observamos se revelar causal, uma possível forma de reduzir o impacto dessa doença pode ser a prevenção primária por meio do aumento do consumo de brócolis, couve-flor e possivelmente espinafre", disse a responsável pelo estudo, Victoria Kirsch, do Cancer Care Ontario.
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Kirsch ressaltou, no entanto, que os homens que queiram prevenir o câncer não devem apenas comer brócolis e couve-flor, mas devem ter um estilo de vida mais saudável de forma geral.
Entidades ligadas à prevenção do câncer também alertaram para a necessidade de se manter uma dieta saudável e não atribuir importância excessiva a um alimento específico.
"Quando o assunto é comida, não há nenhuma 'superfruta' ou 'superverdura' em particular que vai proteger você do câncer"", disse Kat Arney, da britânica Cancer Research UK.
"Especialistas já provaram que a melhor forma de reduzir o seu risco de desenvolver vários tipos de câncer é comer uma dieta balanceada. Isso significa incluir pelo menos cinco porções diárias de uma variedade de fruta e verduras, incluindo brócolis e couve-flor."
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Idoso pega AIDS fora do casamento.

mmmmUm levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que 80% dos homens com mais de 60 anos de idade contraíram a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) em relacionamentos extraconjugais. A infidelidade ajudou a empurrar o HIV para dentro do casamento, infectando também as esposas.
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A pesquisa, feita com um grupo de cem pacientes do Ambulatório de Aids do Idoso do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, mostra que 75% das mulheres pegaram a doença do marido. Colaboram para o alto porcentual de contágios dentro do casamento na terceira idade a retomada das atividades profissionais, sociais e sexuais dos idosos. Some-se a isso remédios contra a impotência, falta de informação sobre como prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e preconceito. "É no 'inofensivo' baile da terceira idade que eles estão se infectando. Portanto, as campanhas de prevenção precisam mirar nesse público também", afirma o médico Jean Gorinchteyn, coordenador do ambulatório. Segundo Gorinchteyn, os idosos associam o uso da camisinha à prevenção apenas da gravidez. "Como isso não é mais preocupação, eles deixam o preservativo de lado", diz. "Além de faltar conhecimento, eles muitas vezes ignoram o risco de contrair HIV." Existe ainda uma visão de que é possível prever, pela aparência, quem tem a doença. "Quem vê cara não vê aids", disse o médico.
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Para a ginecologista Carolina Ambrogini, do Ambulatório do Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os homens idosos temem perder a ereção ao usar camisinha, enquanto as mulheres sentem vergonha de pedir o uso ao parceiro. "Não fez parte da criação deles. Eles se sentem imunes ao risco", afirma Carolina. "Se já é difícil conscientizar o adolescente, que cresceu ouvindo que deve usar camisinha, imagine a terceira idade. Remédios, como o popular Viagra, aumentam a possibilidade de sexo na terceira idade, principalmente para os homens. "Os medicamentos encorajam os idosos a terem mais relações", afirma Gorinchteyn. "Quanto mais relações desprotegidas, maior a chance de se contaminar." Para o médico, a vinculação, apesar de indireta, merece atenção. "Se usar Viagra e preservativo, não tem problema nenhum, mas se dissociar um do outro, a chance de se infectar é muito maior."Na mesma idade em que os homens recuperam o vigor para o sexo com auxílio da indústria farmacêutica, as mulheres sofrem com os efeitos da menopausa.
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Segundo a ginecologista da Unifesp, pode haver um descompasso de desejos sexuais entre marido e mulher. "Por questões hormonais, muitas mulheres sentem menos vontade de fazer sexo na menopausa", diz. "Isso torna menos freqüentes as relações sexuais com o marido, o que pode servir de motivo para a infidelidade masculina.""Os homens não são tão impactados pela idade e continuam com desejo sexual", diz Gorinchteyn. "Se não encontram no ambiente doméstico, procuram uma parceira na rua." Segundo o médico, homens com mais de 60 anos relatam estar há até dez anos sem sexo em casa, mas transam uma ou duas vezes por mês fora do casamento. "As relações extraconjugais são desprotegidas", afirma o médico. "Quando eles, eventualmente, fazem sexo com as esposas, as contagiam com o HIV."
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Aumento em dez anos (de 1996 a 2006), dobrou a incidência de AIDS entre pessoas com mais de 60 anos. Segundo dados do Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, passou de 441 para 1.113 o número de idosos infectados a cada ano - um aumento de 152%. Em 2007, já havia 11.110 idosos soropositivos. Entre as mulheres da faixa etária, os casos registrados a cada ano quase quadruplicaram (289%) no período, pulando de 114 para 444. Hoje já são 3.702 idosas infectadas. As ocorrências entre os homens aumentaram 105%, de 327 para 669, em um total de 7.408 casos.
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12 de junho de 2008

Prostate; For Men, Relief in Sight

By GERALD SECOR COUZENS - To The New York Times
Published: May 13, 2008
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MEN, the joke goes, spend the first half of their lives making money and the second making water. That is because after age 50 many men face an embarrassing problem called B.P.H., for benign prostatic hyperplasia. This slowly progressive enlargement of the prostate can make urination difficult or painful and send men trudging to the bathroom many times during the day and night.
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Though bothersome, B.P.H. is not life threatening. Nor does it lead to cancer. When left untreated, however, B.P.H. can lead to serious health problems for some.
''My father used to be up 10 times a night and said it wasn't a problem for him,'' said Dr. Franklin C. Lowe, professor of urology at Columbia University College of Physicians and Surgeons. ''However, he developed urinary tract infections annually because of his B.P.H. and almost died from sepsis one year. Surprisingly, his case is not unique.''
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Many doctors are now urging men to become proactive earlier to prevent chronic problems in the future. Bladder stones, infections and bladder or kidney damage can arise and sometimes require surgery. Urological experts are beginning to rethink treatments, too, based on symptoms and how much a man is bothered by them.
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''There is a big difference between having the symptoms and being bothered by the symptoms,'' said Dr. Kevin T. McVary, professor of urology at the Feinberg School of Medicine at Northwestern University. ''Some men go to the bathroom several times a night, get right back to sleep and are not bothered,'' he said. Watchful waiting, or monitoring symptoms while holding off on medical or surgical treatments, is a reasonable plan for these men, he added. But for patients who have trouble getting back to sleep, ''there are many effective options, and patients almost always end up with less bothersome symptoms once they choose to do something,'' he said.
Although no drug offers a cure, ''many men can be managed nicely with medical therapy,'' Dr. Lowe said. The latest thinking is that combination therapy -- taking both of the two main types of B.P.H. drugs -- achieves maximum benefit. Alpha blockers like Flomax, Uroxatral, Hytrin and Cardura relax muscle fibers in the bladder and prostate. Other drugs like Proscar and Avodart, called 5-alpha-reductase inhibitors, shrink the prostate over 9 to 18 months. Once the drugs are stopped, however, symptoms typically recur. Researchers are also exploring the use of erectile dysfunction drugs for men with erection problems and B.P.H. as well as the antiwrinkle drug Botox.
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There are also minimally invasive B.P.H. therapies that use heat, ultrasound, microwaves, low-frequency radio waves or lasers to hollow out the prostate's core and relieve the pressure on the urethra that is reducing urine flow. These outpatient procedures have a long-lasting effect, although many men need an additional procedure within five years, and some even sooner.
''I tell patients, If you have to go through one procedure for your prostate, make sure it is one that will give long-lasting results,'' Dr. Lowe said. He recommends the transurethral resection of the prostate. This ''gold standard'' surgery, performed under anesthesia, involves removing excess prostate tissue with an instrument inserted through the penis. It can offer relief for 10 years or more.
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Robert H. Getzenberg, professor of urology at the Johns Hopkins Brady Urological Institute in Baltimore, notes that many men with B.P.H. are surprised to find that their urinary symptoms persist even after cancer surgery to remove the prostate. ''People used to think that B.P.H. was just a disease of the prostate, and that's not entirely true,'' he said. ''That's because the prostate is only one component of B.P.H. The bladder, as we have found out, is another.''
Over time, he adds, the bladder may respond to changes in urinary patterns and pressure by becoming thicker and less resilient. When that occurs, a man feels as if he has to urinate more often, and the prostate problem has become a bladder issue.
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Dr. Getzenberg believes there is more than one type of B.P.H., and that each requires different treatment. ''There is the common B.P.H. found in most men as they age,'' he said. ''Urinary symptoms are mild and less likely to lead to bladder and other urinary tract damage.'' A more severe form of B.P.H. is not always benign. ''It's highly symptomatic and has increased risk of damage to the bladder,'' he added.
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Genetic tests may eventually give men answers that will lead to better treatment of their condition. ''If we can differentiate men into different groups, we can treat this disease more efficiently and effectively,'' Dr. Getzenberg said. ''This will allow us to intervene much earlier in the disease process.''
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Homens que fazem exercícios físicos têm 83% menos risco de impotência.

Efeito ocorre com a queima de 4 mil quilocalorias por semana. Estudo acompanhou 674 homens de idades entre 45 e 60 anos.
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Os homens que "queimam" pelo menos 4 mil quilocalorias (kcal) por semana através de exercícios físicos reduzem em 83% o risco de sofrer problemas de impotência, segundo um estudo de cientistas austríacos.

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A pesquisa, feita por uma equipe austríaca sob a direção do urologista Christian Kratzik, foi publicada pela revista "European Urology".

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O estudo se baseia em exames urológicos e hormonais realizados com 674 homens de idades entre 45 e 60 anos, que se submeteram também a um questionário sobre sua atividade sexual e esportiva.

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Leia mais em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18359146?ordinalpos=2&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum

Câncer de próstata em idosos pode ser tratado de forma menos agressiva.

Taxa de mortalidade quando tumor aparece após os 70 anos é baixa.Conclusão é de estudo feito com mais de 9 mil pessoas nos EUA.
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Estudos mostram que tumores de próstata diagnosticados após os 70 anos de idade podem ser acompanhados com segurança. Esses foram os resultados de uma pesquisa apresentada em Washington, Estados Unidos, durante um encontro cientifico de especialistas sobre a doença.
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Os pesquisadores do Instituto do Câncer de Nova Jersey acompanharam mais de 9 mil homens idosos com câncer de próstata restrito a glândula e observaram que somente 3% a 7% dos pacientes morriam em dez anos. Esse resultado entra em conflito direto com os efeitos colaterais do tratamento habitualmente agressivo dos tumores malignos. O diagnóstico do câncer da próstata pode ser feito precocemente através da dosagem de uma substância no sangue, o Antígeno Prostático Especifico ou PSA. Os níveis de PSA sobem tão cedo quanto 13 anos antes de o homem começar a sentir os sintomas do crescimento da glândula. Na maioria dos indivíduos atingidos esse tumor cresce de maneira lenta e sem progressão para outras regiões do corpo. A dificuldade ainda está em se saber qual paciente pode ser acometido por uma tumoração que cresça de maneira mais rápida e que se espalhe no organismo.
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A doença maligna da próstata atinge, anualmente, segundo os especialistas, mais de 700 mil homens, causando cerca de 250 mil mortes. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o câncer de próstata matou 10.214 homens, a metade desses na região Sudeste. Diante desses dados e dos resultados do estudo recentemente apresentado, surge a necessidade de que, além do diagnóstico, o tratamento seja iniciado de forma precoce nos homens com menos de 70 anos. A partir dessa idade, a opção de se fazer uma vigilância cuidadosa, se as condições permitirem, pode ser discutida entre o medico e seu paciente.
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11 de junho de 2008

Lula critica 'machões' que evitam exame de prevenção do câncer de próstata

mmmmOO presidente Lula criticou "machões" que, segundo ele, não têm coragem de fazer o exame retal para prevenção do câncer de próstata. Depois de observar que não falaria de saúde porque sua experiência é de torneiro mecânico, Lula disse que os homens precisam perder a "maldita mania" de não deixar que ninguém bote as mãos neles, caso contrário serão "virados do avesso" em cama de hospital.
- O homem tem a maldita mania de achar que ninguém pode botar a mão nele. Ele é todo machão, mas quando ele tem 50 anos e pega um câncer de próstata, esse mesmo homem que tinha medo do toque, é virado do avesso. Aí fica que nem farrapo em cima da cama à mercê de todo o mundo - disse Lula, para a platéia que acompanhava o seu discurso às gargalhadas.
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O presidente participou nesta terça-feira da inauguração do centro hospital Ouro Verde, em Campinas. Ao mesmo tempo em que lembrava da "coragem" das mulheres que são submetidas periodicamente a exames ginecológicos, Lula seguiu o raciocínio dizendo que muitos brasileiros estão encontrando desculpas para evitar o exame retal.
- Tem alguns homens que dizem: agora tem o PSA, tem a máquina que passa nada barriga e vê. Gente, nada substitui o toque - disse ele, também aos risos, sem fazer qualquer referência se já havia feito algum exame de prevenção contra o câncer de próstata.
O PSA é um exame de sangue que mede níveis de uma substância relacionada a alterações presentes na próstata.
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Ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, Lula também fez recomendações para o bem estar físico dos brasileiros. Recomendou caminhadas e alimentação balanceada.
- Tem gente que só pensa em andar quando a barriga está maior que o resto do corpo. Tem que caminhar para ter uma pressão controlada. Acontece que muita gente diz que não tem tempo (para caminhar), mas perde duas horas bebendo cerveja no bar, vendo TV ou jogando conversa fora - disse ele, lembrando que, ao lado da mulher, Marisa Letícia, tem feito caminhadas diárias desde que virou presidente.
- Hoje sou um homem altamente saudável. Quer dizer, tenho uns probleminhas, mas não posso dizer agora - comentou o presidente. - Como tenho mais de 60 anos, estou mais perto do céu.
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10 de junho de 2008

Médicos espanhóis fazem reconstrução completa de pênis.

Microcirurgia possibilita recuperação da sensibilidade do membro.
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Uma equipe multidisciplinar de médicos especialistas espanhóis conseguiu realizar a reconstrução completa de um pênis, após vários anos de preparação. A microcirurgia, considerada "inovadora", não somente recupera o pênis esteticamente, como também possibilita a recuperação de todas as funções fisiológicas, inclusive a capacidade de urinar de pé, ejacular e ter orgasmos.
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O grupo, formado por urologistas, andrologistas e cirurgiões da Fundación Puigvert e do Hospital de Sant Pau, em Barcelona, vinha analisando a possibilidade de realizar uma intervenção deste tipo, mas estavam aguardando o candidato adequado. O escolhido foi um imigrante senegalês de 26 anos que teve o órgão amputado na Costa do Marfim. Ele teria sido selecionado pois teve o pênis amputado com um corte de facão e não teve os testículos removidos pelos agressores. "Quando ele veio nos pedir ajuda, em janeiro deste ano, nos demos conta de que ele era a pessoa que estávamos procurando e propusemos a operação sem custo nenhum", disse à BBC Mundo Eduard Ruiz Castañe, diretor de Andrologia da Fundación Puigvert.
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Segundo Castañe, o êxito da operação se deve ao grupo de especialistas que participou da cirurgia, que incluiu uma união vascular, além de nervosa. A reconstrução do membro foi feita com tecido subcutâneo do antebraço do paciente, região do corpo com características similares a do pênis. O nervos que foram unidos à parte amputada e que garantem a sensibilidade do membro, também foram retirados do antebraço. A cirurgia demorou dez horas e incluiu também a reconstrução da glande. O médico explica que, além das semelhanças com o pênis, "normalmente se utiliza a área do antebraço para esse tipo de procedimento porque ali é a região do corpo do homem com menos pêlos". Castañe explica que, no caso do paciente, foi feita uma depilação a laser antes da cirurgia para garantir que a região estaria completamente sem pêlos. A região do antebraço extraída para a reconstrução do pênis foi substituída por tecidos de um músculo.
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O paciente, que está se recuperando da cirurgia, deve esperar seis meses para começar a desfrutar da sensibilidade do novo membro, que pode variar entre 30% e 90%. Assim que a sensibilidade for recuperada, os especialistas poderão colocar uma prótese hidráulica para que o paciente possa ter uma vida sexual plena, com penetrações e ereções. Segundo Castañe, apesar de ainda estar em recuperação, o paciente já está mais animado. Ele conta que, antes da operação, o jovem era introvertido e demonstrava sinais de depressão. "Fizemos com que o paciente voltasse a ficar contente", conta. O médico afirma ainda que, apesar de a equipe que realizou a cirurgia não ter um psicólogo, ele não descarta a possibilidade de incluir um especialista deste gênero no grupo.
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Os especialistas afirmam que pretendem continuar a realizar operações deste tipo, mas querem trabalhar com casos que tenham características mais relacionadas com os espanhóis. Segundo eles, a primeira cirurgia foi feita com um paciente considerado "perfeito" para a operação para que a equipe obtivesse melhores resultados. Um desafio diferente seria, por exemplo, a reconstrução completa do pênis de um paciente que tenha perdido o órgão como conseqüência de um câncer. "Estes casos seriam possivelmente mais complexos, porque os pacientes seriam homens com mais idade e um estado de saúde mais precário", disse Castañe. "Esperamos que os resultados tenham tanto êxito". Outro passo na evolução desse tipo de intervenção cirúrgica seria fazer com que o pênis de uma mulher transexual tivesse sensibilidade depois de uma operação de mudança de sexo. "O que está claro é que, para poder evoluir, esse mesmo grupo deve continuar a realizar esse tipo de intervenção", concluiu o especialista.
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19 de maio de 2008

Sexo, remédios e........felicidade. - John P. Mullhall

Para o médico americano, não há nada de errado em um homem recorrer à química para melhorar o desempenho na cama. É bom até para elas. Basta ter critério
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"Uma vida sexual prazerosa traz uma série de benefícios à saúde mental, cardiovascular e até imunológica. Vive-se mais e com mais alegria".
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John P. Mulhall é um dos mais proeminentes urologistas dos Estados Unidos. Além de dirigir o departamento dessa especialidade no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, ele é professor da Weill Medical College of Cornell University, onde coordena o laboratório de pesquisas em medicina sexual. Nessa instituição, Mulhall dedica-se, juntamente com sua equipe, à realização de estudos clínicos para o desenvolvimento de tratamentos de disfunções como impotência e ejaculação precoce. Editor da revista Journal of Urology, seu nome é um dos mais citados nas publicações científicas sobre o tema. Mais de uma centena de artigos é de sua autoria. Nesta entrevista a VEJA, concedida de seu consultório, em Nova York, ele discorre sobre a relevância do sexo na manutenção da qualidade de vida, os distúrbios que afetam homens e mulheres nessa área e a contribuição dos remédios na felicidade geral quando se está na horizontal. "É uma pena que, apesar de todos os avanços obtidos, ainda haja muitos médicos e pacientes relutantes em tocar em assuntos relacionados à cama", diz Mulhall.
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Veja – É possível ser completamente saudável e feliz sem uma vida sexual regular e satisfatória?
Mulhall – Não. Uma vida sexual prazerosa, em termos quantitativos e qualitativos, traz uma série de benefícios à saúde mental, cardiovascular e até imunológica. Vive-se mais e com mais alegria. As disfunções sexuais, por sua vez, contribuem para o surgimento de uma série de problemas físicos e psicológicos. Muitos casos de depressão e de dificuldades de relacionamento têm origem nelas. A disfunção erétil, por exemplo, pode ser o prenúncio de doenças como diabetes, esclerose múltipla, Parkinson e doença coronária, entre outras. A qualidade da vida sexual é um termômetro de bem-estar. Tanto que se tornou uma das medidas da qualidade de vida de uma pessoa, segundo a Organização Mundial de Saúde.
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Veja – As pessoas mais velhas têm, hoje, uma vida sexual mais ativa?
Mulhall – Não gostamos de pensar em nossos pais ou nossos avós fazendo sexo, mas eles estão. Nos Estados Unidos, temos os chamados baby boomers, a geração pós-guerra que freqüentou a universidade nos anos 60. Esses homens e mulheres eram extremamente ativos do ponto de vista sexual na juventude e, de certa forma, continuam assim na velhice. Estima-se que cerca de 70% dos homens na faixa dos 70 anos pratiquem sexo e que 40% deles o façam pelo menos uma vez por semana. Os números estão num estudo publicado recentemente na revista The New England Journal of Medicine. Se esses homens tomam remédios para ter um melhor desempenho físico ao subir escadas, por que não lhes dar um medicamento capaz de proporcionar-lhes a melhor ereção possível? A principal reclamação deles é em relação à rigidez do pênis. Sem dúvida, os remédios anti-impotência os têm ajudado bastante a melhorar esse ponto.
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Veja – Como está, em geral, o nível de satisfação de homens e mulheres com o sexo?
Mulhall – Baixo. Uma pesquisa da qual participei mostrou que boa parte das pessoas não está satisfeita com sua vida sexual. Para ser mais exato, um terço dos homens e um quarto das mulheres afirmaram fazer menos sexo do que gostariam. Esse dado se confirmou em um estudo mundial intitulado Global Better Sex Study, apresentado no Congresso Europeu de Urologia, no ano passado. Foram recolhidas informações de 12 500 pessoas, das quais a metade tinha mais de 40 anos. Além de muita gente reclamar de pouco sexo, no quesito rigidez da ereção apenas 38% dos homens disseram estar completamente satisfeitos com o seu desempenho e somente 36% das mulheres expressaram contentamento com a performance de seus parceiros.
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Veja – Como o senhor interpreta esses resultados?
Mulhall – Não acho que os homens maduros queiram voltar a ter 18 anos. Mas, para eles, a qualidade da ereção imediatamente anterior é vital. Se, no último encontro amoroso, seu desempenho não foi assim tão bom, voltar à cama com uma mulher tende a transformar-se em fonte de preocupação – e, não raro, isso se traduz em frustração para ambos os lados. Um dos principais motivos que levam os homens a usar Viagra refere-se à qualidade da ereção, e não à falta dela. Com a idade, eles ainda fazem sexo, mas não com o mesmo entusiasmo de antes. Ou seja, a ereção dura menos e é menos rígida. Embora não haja nenhuma disfunção nisso, é claro que o fato está longe de ser motivo de comemoração. Por esse motivo, acho absolutamente legítimo recorrer a um remédio anti-impotência.
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Veja – O senhor acha certo os jovens recorrerem a tais medicamentos somente para melhorar um desempenho que já é bom o suficiente?
Mulhall – Há vários homens na faixa dos 35 anos, completamente saudáveis, que usam remédios no início de um relacionamento, para mostrar às parceiras que são bons amantes. Se isso os torna mais confiantes, nenhum problema. A questão é não criar dependência psicológica. O ideal é que, afastada a insegurança inicial, se abandone o remédio.
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Veja – Os homens estão mais preocupados em satisfazer as mulheres na cama?
Mulhall – Não, continuam mais preocupados com eles próprios. Veja, sou apenas um médico e não posso aqui fazer considerações de ordem psicológica. Mas, baseado em minha experiência clínica, noto que esse tipo de comportamento está mais associado à auto-estima masculina do que a relacionamentos menos afetivos. Inclusive porque, hoje, há muitos homens de 65 anos se casando com mulheres de 35 anos ou menos. O que eles querem antes de mais nada? Que a parceira perceba que, apesar da idade, o fogo não se extinguiu. Isso não quer dizer necessariamente que eles não se importam com a sua companheira. Até porque a preocupação com o próprio desempenho, na maioria das vezes, os torna mais aptos a dar mais prazer à mulher.
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Veja – A ejaculação precoce ainda é o principal fantasma masculino?
Mulhall – Essa é a disfunção sexual mais comum entre homens de todas as idades – e, até o momento, as opções terapêuticas contra o problema são limitadas. Atualmente, os antidepressivos são o que há de mais efetivo para combater a ejaculação precoce. Mas, como se trata de uma medicação que deve ser tomada todos os dias, o índice de desistência do tratamento é alto. Além disso, mais da metade dos pacientes que apresentam esse distúrbio se recusa a tomar antidepressivos por causa do estigma associado a eles.
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Veja – Não há nada de novo no horizonte?
Mulhall – Está em estudo uma substância chamada dapoxetina. Tecnicamente, trata-se de um inibidor do transporte de serotonina. Em vez de atuar nos receptores de serotonina no cérebro, como fazem os antidepressivos mais modernos, a dapoxetina atua num estágio anterior a esse processo, inibindo a proteína responsável pelo transporte do neurotransmissor. Se aprovado, o medicamento poderá ser tomado de uma a três horas antes do sexo – e sem o estigma de ser um antidepressivo.
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Veja – Afinal de contas, a ejaculação precoce é um distúrbio de ordem fisiológica ou psicológica?
Mulhall – De acordo com as estimativas da Associação Americana de Urologia, de 20% a 34% dos homens de todas as idades sofrem de ejaculação precoce. É preciso, no entanto, separá-los em dois grupos. Há aqueles que sempre foram ejaculadores prematuros – dois terços – e os que adquiriram o distúrbio – o terço restante. Sabe-se que, no primeiro caso, há uma disfunção neurobiológica por trás da ejaculação precoce. Assim como na depressão, ocorre uma falha na comunicação dos neurotransmissores dopamina e serotonina. Entre os homens que adquiriram o distúrbio, a causa mais comum é a disfunção erétil. Dois terços dos que apresentam disfunção erétil vão desenvolver ejaculação precoce. Mas, ao contrário dos outros, esses são inteiramente curáveis. Uma vez tratada a disfunção erétil, o problema de ejaculação precoce desaparece.
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Veja – De acordo com um estudo recente publicado no Journal of Sexual Medicine, os precoces levam 1,8 minuto ou menos para ejacular. A média entre os normais gira em torno de sete minutos. É correto estipular um tempo-padrão para a ejaculação?
Mulhall – Na verdade, esses números vieram de uma pesquisa feita por um grande laboratório que se baseou unicamente no que relatavam seus entrevistados. Era uma auto-avaliação, e não uma medição do tempo de fato. Aliás, essa auto-avaliação varia de país para país. Os alemães são os que afirmam ejacular em menos tempo e os sul-americanos, em mais tempo. Homens de certos países da América do Sul dizem levar até treze minutos. O dado interessante é que as respostas nunca batem com as das parceiras. Em qualquer latitude, eles tendem a superestimar o tempo entre o início da relação e a ejaculação.
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Veja – A psicóloga americana Leonore Tiefer é uma crítica de longa data da medicalização da sexualidade. Para ela, a dor durante o ato sexual é a única disfunção que realmente existe. O que o senhor acha dessa opinião?
Mulhall – Acho Leonore muito inteligente. Mas ela tem uma relação demasiadamente atritada com a indústria farmacêutica. Leonore defende a tese de que as disfunções sexuais, em especial as femininas, são uma invenção dos fabricantes para vender remédios. A realidade, no entanto, é que não mais do que 20% das mulheres com problemas sexuais são candidatas a medicação. As outras 80% deveriam ser encaminhadas para algum tipo de terapia psicológica ou aconselhamento de casais.
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Veja – Isso significa que as mulheres têm menos disfunções sexuais?
Mulhall – Depende de como se encara a questão. Há mulheres que, por exemplo, não têm boa lubrificação vaginal. Trata-se de uma disfunção ou de um fato biológico natural para uma mulher madura? Eu diria que, se o problema é motivo de estresse, então se transforma numa disfunção. Se não importa tanto, não é uma disfunção. Mas, no que se refere aos homens, a falta de ereção é determinante. Não há como não se incomodar com essa questão – e dificilmente dá para resolvê-la por meio de análise. Portanto, não é possível afirmar, como faz Leonore, que o arsenal medicamentoso criado para eles é apenas lixo comercial. O erro dela é se deixar cegar pela aversão que nutre pela indústria farmacêutica.
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Vasectomia melhora a vida sexual, diz estudo.

Dois terços dos homens que realizaram procedimento disseram que libido aumentou.Se bem realizado, procedimento é mais seguro que pílula anticoncepcional.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo.
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Os homens que pretendem planejar o tamanho da própria família com o uso da vasectomia já podem respirar aliviados: ao contrário dos temores populares, a cirurgia esterilizadora não prejudica a vida sexual masculina. Uma pesquisa realizada por médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que, na maioria dos pacientes, o desejo sexual e a satisfação dos homens até aumenta após a cirurgia.
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"É um resultado importante para combater a falta de informação que existe em torno da vasectomia", declarou ao G1 o urologista Jorge Hallak, que orientou o estudo, realizado como dissertação de mestrado por um de seus alunos.
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Para Hallak, a vasectomia pode ser um elemento valioso no novo programa de planejamento familiar anunciado recentemente pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Hallak elogia o plano de Temporão para aumentar o acesso a técnicas de planejamento familiar, mas diz que uma disseminação mais ampla da vasectomia ajudaria a tirar o fardo de adotar os procedimentos dos ombros das mulheres.
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Uma das grandes barreiras a vencer é, como quase sempre, a da educação. "Muitos pacientes perguntam 'Doutor, será que vou ficar impotente? Será que vou deixar de ejacular', quando não há risco disso", esclarece o urologista. Para confirmar esse dado, os pesquisadores usaram um questionário validado internacionalmente para entender como a operação afetou a vida sexual dos pacientes.
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"Trata-se de um índice internacional de função erétil, que mede coisas como a libido, a capacidade de ereção, a ejaculação e a satisfação sexual do paciente", explica Hallak. O resultado foi "amplamente favorável", segundo o urologista dos Hospital das Clínicas. Foram comparadas as respostas antes da vasectomia, três meses depois dela e seis meses depois dela. Dois terços dos pacientes relataram que tanto seu desejo quanto sua satisfação sexual aumentaram na vida pós-vasectomia.
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Depois de conversas com os homens operados, Hallak atribui isso a um efeito de relaxamento psicológico que a técnica de controle da natalidade trouxe. "É algo que tira a preocupação do ato sexual", afirma o urologista. Ele lembra também que a ejaculação continua a ser idêntica, uma vez que os espermatozóides correspondem a apenas 5% do volume emitido no orgasmo masculino.
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Dependendo da técnica utilizada, a vasectomia é um dos métodos mais seguros de planejamento familiar. Nela, os canais deferentes, que levam os espermatozóides até o fluido seminal, são removidos ou cortados e fechados. Em menos de 0,1% dos casos de cirurgias bem-feitas, ocorre a chamada recanalização, na qual microcanais voltam a levar uma pequena fração de espermatozóides para o esperma. O processo é um fenômeno natural do organismo.
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Hallak alerta, no entanto, que é preciso seguir os bons princípios de técnica cirúrgica para que a vasectomia seja um sucesso. A cirurgia é simples, mas exige um certo grau de especialização, e é preferível que seja realizada apenas por urologistas ou cirurgiões com bastante prática. Do contrário, complicações afetando os testículos podem aparecer.
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8 de maio de 2008

25 perguntas sobre ejaculação precoce que voce tem vergonha de fazer.

Adaptado de MARCOS DÁVILA - da Folha de S.Paulo
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mmmmPressa e prazer dificilmente dividem o mesmo lençol. Que o digam os 30% de homens do mundo inteiro que sofrem de ejaculação precoce. De olho neles, a indústria farmacêutica acena com mais uma pílula mágica: a dapoxetina, que está em fase final de avaliação pela FDA (agência que regula drogas e fármacos nos EUA). Se aprovada, essa nova droga, que é um antidepressivo de efeito de curto prazo (pode ser usado três horas antes da relação) poderá se transformar num blockbuster comparável ao Viagra, já que ainda não existe nenhum medicamento exclusivo para a ejaculação precoce. "A ejaculação precoce é um problema de saúde pública", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, realizado no ano passado pelo Projeto Sexualidade (ProSex), da USP. Na pesquisa, 25,8% dos brasileiros admitiram sofrer de ejaculação precoce. "Isso acaba com a auto-estima do homem e pode se transformar num problema de ereção". A seguir, o Equilíbrio responde 25 questões depois de consultar urologistas, psicoterapeutas, ginecologistas e sexólogos.
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1) O que é ejaculação precoce?
É quando o homem chega ao ápice da relação antes, durante ou logo após a penetração, com o mínimo de estímulo sexual e sem ter desejado. Esse descontrole deve ser persistente, repetitivo e causar sofrimento acentuado ou dificuldade interpessoal.
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2) É possível estabelecer um tempo mínimo para atingir o orgasmo?
A sigla IELT (intravaginal ejaculation latency time) que significa o tempo de permanência do pênis dentro na vagina, desde a entrada até a liberação do sêmen, aparece em muitas pesquisas sobre o tema. Um estudo publicado em julho deste ano no "Journal of Sexual Medicine" chegou a um IELT médio de 5,4 minutos, depois de avaliar durante um mês a vida sexual de 500 casais de cinco países. Outros pesquisadores afirmam que ejacular antes de um minuto após a penetração é o que caracteriza uma ejaculação precoce. Mas em 1,5 minuto a disfunção seria somente "provável". Após diversos estudos feitos nos anos 60 em um laboratório em San Francisco, no auge da revolução sexual, a dupla de pesquisadores norte-americanos Willian Masters e Virgínia Johnson, pioneiros da terapia sexual, chegou à conclusão que o ejaculador rápido é o homem que não consegue se controlar por um tempo suficiente para satisfazer sua companheira em pelo menos 50% dos atos sexuais. Se a parceira persistentemente não chega ao orgasmo por outras razões, que não a rapidez do processo, o conceito deixa de ser válido. Alguns anos depois, esse percentual foi elevado para 80%. "A contribuição de Masters e Johnson, em relação às teses do cronômetro, é justamente valorizar o potencial e o prazer da mulher. Porém, o tempo que a mulher leva para atingir orgasmo é muito variável. Até por razões de repressão cultural, a resposta sexual feminina foi sempre mais demorada: por volta de 10 a 15 minutos, segundo inúmeras pesquisas", afirmava o urologista Moacir Costa no livro "Quando o Sexo É Mais Rápido que o Prazer".
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3) Existe diferença entre ejaculação rápida e precoce?
Não. São duas definições para o mesmo problema. Em 2002, um consenso internacional de disfunções sexuais realizado pela Issir (Sociedade Internacional para o Estudo da Sexualidade e da Impotência), em Paris, mudou a definição de "precoce" para "rápida". A psiquiatra Carmita Abdo, que participou do consenso, afirma que a mudança serviu para deixar a classificação mais objetiva na língua inglesa. "Em português, o termo precoce continua sendo mais apropriado", diz a psiquiatra.
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4) A mulher pode colaborar com o tratamento?
Claro. A intimidade só ajuda nessas horas. Uma mulher compreensiva e disposta a ajudar é fundamental no sucesso do tratamento. Se o ato sexual for encarado mais como uma troca de afeto e menos como uma corrida pelo orgasmo, as chances de melhorar o prazer aumentam. Mulheres competitivas e dominadoras, no entanto, tendem a agravar a situação.
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5) Existe cura para essa disfunção sexual?
Sim. Atualmente, o problema é tratado com psicoterapia, com farmacoterapia ou com uma combinação das duas. Há dois tipos de ejaculador precoce: o primário, que apresenta a disfunção desde o início da vida sexual, e o secundário, aquele que adquiriu o problema depois de ter tido relações satisfatórias por alguns anos. O tratamento medicamentoso nos casos secundários geralmente é mais
eficiente que nos primários. Mas os especialistas afirmam que a combinação entre as duas terapias costuma ter mais sucesso.
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6) É possível tratar a ejaculação precoce com antidepressivos?Antidepressivos em baixas doses são muito utilizados para tratar esse tipo de disfunção. Segundo o urologista Abraham Morgentaler, a idéia original dessa indicação surgiu depois de analisar um efeito adverso bem conhecido dos antidepressivos: retardar o orgasmo. "Alguém inteligente teve a boa idéia de usar isso para quem tinha orgasmo rápido demais", afirma Morgentaler. Atualmente, são utilizados principalmente os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina), que apresentam menos efeitos adversos. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, os antidepressivos baixam a ansiedade, condensam as secreções e diminuem excitabilidade. É recomendado o uso combinado com a psicoterapia. O medicamento também contribui para que o paciente crie um vínculo maior com a terapia.
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7) Tomar remédios contra disfunção erétil, como Viagra, tem algum efeito?
Alguns médicos recorrem a esse tipo de medicação como parte do tratamento, principalmente nos chamados pacientes secundários, que passaram a gozar rápido depois de terem experimentado uma vida sexual estável. O mecanismo de ação dessa categoria de medicação (inibidores da enzimafosfodiesterase 5, PDE5) ajuda a relaxar as células musculares lisas e aumentar o fluxo sangüíneo para o pênis. E esse tipo de remédio diminui bastante o intervalo entre uma ereção e segunda, o chamado período refratário. Isso ajudaria a inverter o efeito "bola de neve": uma relação insatisfatória baixa a auto-estima e a confiança do homem, aumentando a ansiedade e a chance de fracasso na próxima relação. "O remédio pode reverter esse ciclo vicioso. pois age diretamente na auto-estima do homem", afirma o urologista Joaquim Claro, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
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8) Qual a origem do problema?
As causas fisiológicas são extremamente raras e controversas, principalmente quando se fala em hipersensibilidade da glande ou alto reflexo ejaculatório. Portanto os fatores emocionais e de condicionamento é que são realmente considerados pelos especialistas. "É como aprender a chutar com a esquerda e a direita", afirma a ginecologista e terapeuta sexual Jaqueline Brendler, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Ela afirma que, durante o "aprendizado sexual", o homem pode acabar se condicionado a gozar rápido. A iniciação sexual também é alvo de discussão. Muitos homens têm suas primeiras transas com prostitutas (que muitas vezes aceleram o ritmo da relação para acabar logo) ou em situações periclitantes (dentro de um carro, na casa dos pais da namorada). "Antigamente, gozar rápido era sinal de virilidade. De meio século para cá, a partir do momento em que a mulher passou a ter seu papel na relação, esse conceito começou a mudar. Os homens passaram a ter de acompanhar o ritmo da parceira e se tornaram mais frágeis, vulneráveis", afirma a psiquiatra Carmita Abdo. "Existem teorias ainda hipotéticas que apontam para predisposição genética e um distúrbio no receptor 5-HTT [responsável pela reabsorção da molécula de serotonina pelos neurônios]", afirma a psiquiatra. Muitos especialistas acreditam que, além de demonstrar pressa nas preliminares e antecipar a penetração, os "rapidinhos" também apresentam um grau de ansiedade elevado em outros setores da vida. E essa ansiedade é retroalimentada pela ejaculação precoce.
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9) Pensar na conta do banco ou no enterro do cachorro ajuda a retardar a ejaculação?
Não. Para poder desenvolver o autocontrole, o homem tem de se concentrar no sexo e no que está acontecendo com o seu corpo. Identificar os estágios do próprio tesão é o primeiro passo para poder controlar a ejaculação. "Tenho pacientes que falam para a mulher se mexer o mínimo possível e pensam em outra coisa. Mas isso cria uma ansiedade ainda maior para a relação", afirma o urologista Celso Marzano, diretor do Isexp (Instituo Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática). Segundo ele, o tratamento da terapia sexual exercita o autorelaxamento para que seja possível conhecer a própria resposta sexual.
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10) Uma ducha fria antes funciona?
Pode servir como forma de relaxamento, mas não tem efeito direto sobre o problema.
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11) Vale tomar um drinque para relaxar?
A questão é delicada. Como o álcool é depressor do sistema nervoso central, é preciso mais estímulos para chegar ao orgasmo, mas uma dose a mais pode comprometer a ereção e arruinar a noite. Além disso, muitos ejaculadores precoces acabam dependentes do álcool para ter relações sexuais.
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12) Qual o efeito de drogas como maconha ou cocaína?
Como o álcool, elas agem no sistema nervoso central, diminuindo a percepção erótica, e podem retardar a ejaculação nas primeiras vezes. Um erro na dosagem também pode causar a perda da ereção. Além disso, o uso abusivo dessas drogas, principalmente da cocaína, pode levar a uma disfunção erétil, além de causar outros problemas emocionais, físicos e sociais.
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13) A aplicação de gel anestésico no pênis tem efeito?
Não. Nenhum estudo científico com esses produtos mostrou resultado. Além disso, o gel pode inibir o prazer da mulher pela anestesia do clitóris.
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14) Anéis penianos vendidos em sex shops podem ser usados para retardar a ejaculação?
Esse tipo de recurso é altamente desaconselhado pelos especialistas. "Tem muita gente que se machuca com isso. É um perigo. Pode causar edema por vasoconstrição, levar a estreitamento da uretra e causar gangrena do pênis. Deveria ser proibido", afirma o urologista Joaquim Claro, da Unifesp.
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15) Existe algum treino físico para melhorar o controle sobre a ejaculação?
A técnica mais famosa é a chamada "start-stop" (começa-pára). O homem deve se masturbar e interromper os movimentos quando perceber que está prestes a gozar. Deve ficar parado até que sensação premonitória da ejaculação desapareça e depois reiniciar os movimentos. Dessa forma, o homem passa a reconhecer os sinais que antecedem o gozo. Também pode ser feito com a ajuda da parceira. Muitos ejaculadores precoces, no entanto, têm um bom controle no momento da masturbação, mas, na hora da penetração, perdem a cabeça. Algumas posições da ioga também são úteis. Exercícios de respiração ajudam no relaxamento e no controle emocional, diminuindo os batimentos cardíacos. Há uma exercício próprio para treinar esse tipo de controle chamado "mulabanda", que consiste na contração e relaxamento dos esfíncters. É preciso fazer uma pressão como se a pessoa precisasse muito ir ao banheiro. Isso fortalece os músculos que fecham o ânus e a uretra, importantes no controle da ejaculação.
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16) Segurar a vontade de urinar e controlar o jato de urina pode ajudar?
Saber controlar o jato de urina ajuda a fortalecer a musculatura envolvida no ato sexual, mas não resolve o problema e transar com a bexiga cheia gera apenas desconforto. "Na índia, há uma infinidade de técnicas. Uma delas é entrecortar o jato de urina várias vezes", afirma o professor de ioga e biólogo Anderson Allegro.
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17) Jovens ejaculam mais rápido?
Por conta da falta de experiência, é normal que pessoas mais novas tenham menos controle desenvolvido, um nível maior de ansiedade em relação ao ato e a confiança reduzida quanto ao desempenho sexual. Quando o comportamento se prolonga por dois ou três anos com prática regular (de duas ou três vezes por mês) sem haver melhora na performance, é aconselhável uma avaliação terapêutica.
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18) Existe diferença entre orgasmo e ejaculação para o homem?Fisiologicamente os dois devem coincidir, mas existem casos em que a ejaculação precede orgasmo e vice-versa. Não são sinônimos: orgasmo é o prazer máximo do ato sexual e ejaculação é a saída de sêmen pela uretra peniana.
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19) Existe alguma posição sexual que favoreça ou não o controle da ejaculação?
Não há uma regra, mas facilita se a relação começar pela posição que seja menos excitante para o homem. Muitos especialistas defendem que a posição "papai mamãe" (o homem sobre a mulher) é a pior para os "rapidinhos" por dois motivos: possibilita contato maior dos corpos e é a posição mais comum, a que o homem já está mais habituado. A necessidade de mudar o "script" também é fundamental no trabalho de descondicionamento sexual. A mulher por cima, deixando os movimentos somente com o parceiro, é uma das primeiras indicadas nas terapias sexuais.
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20) É possível fazer uma cirurgia para diminuir a sensibilidade do pênis?
Essa prática é totalmente condenada pela Sociedade Brasileira de Urologia. Não existe nenhuma comprovação científica dos resultados desse tipo de cirurgia. Chamada de neurotomia, consiste na secção e/ ou cauterização dos nervos penianos. O objetivo é reduzir a sensibilidade da glande como forma de controle da ejaculação, mas pode levar a um quadro parcial ou definitivo de falhas de ereção, dependendo da extensão da lesão nervosa.
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21) Injeções no pênis para melhorar a ereção são recomendadas?
Sim. As injeções permitem que o homem se veja mantendo uma relação por 20,40, 60, 90 minutos, mesmo depois de ter ejaculado. Com isso ele se habitua com a penetração vaginal, coisa que ele não tinha antes, o que diminui a sua ansiedade, o que facilita o trabalho do psicólogo.
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22) A ejaculação representa o fim da relação sexual?
"Para os inteligentes, não", afirma a ginecologista Jaqueline Brendler. "Mesmo depois da ejaculação, se o movimento sexual continuar, a mulher pode chegar ao orgasmo em questões de segundos."
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23) O uso de preservativos ajuda ou atrapalha?
É relativo. Alguns ejaculadores precoces acreditam que a camisinha diminui a sensibilidade e, dessa forma, dá mais chances de segurar os impulsos; há quem use dois preservativos. Outros acham que a parada para a colocação do preservativo é o que atrapalha. Na pesquisa com 500 casais citada na primeira pergunta, o uso ou não de preservativos não teve influência nos resultados do tempo de permanência intravaginal sem ejacular.
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24) Existe relação entre diabetes e ejaculação precoce?
Não. Após muitos anos de doença sem tratamento adequado, diabéticos podem apresentar comprometimento da enervação peniana, que interfere no mecanismo de ereção.
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25) Se masturbar antes de sair com a garota resolve?
Essa técnica é muito difundida entre os "rapidinhos", principalmente entre os mais jovens; já virou até cena de filme de Hollywood, na comédia "Quem vai ficar com Mary?", dos irmãos Farrelly. A idéia de acalmar os ânimos antes do encontro pode ter algum sucesso momentaneamente, mas pode levar para um agravamento do quadro. Deve ser encarada somente como paliativo.
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NOSSA OPINIÃO:
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O tratamento da ejaculação precoce ainda é motivo de controvérsias. A grande maioria dos urologistas no mundo inteiro prefere usar os anti-depressivos, por ser um tratamento oral, consagrado pelos trabalhos, mesmo que estatisticamente os seus resultados sejam um fracasso monumental. Pode-se contar nos dedos de uma mão o número de pacientes que se consideraram curados da ejaculação precoce depois de meses ou anos do término do tratamento com os anti-depressivos. Quase nenhum paciente consegue manter essa medicação por mais do que 12 semanas, devido aos seus efeitos colaterais, alto custo e gradual retorno do problema. Através da terapia combinada médico-psicológica, ou seja, a orientação psicológica MAIS as injeções os pacientes se tornam capazes de manter uma longa relação sexual. Dessa forma, com a diminuição da ansiedade e a recuperação da auto-confiança, esses pacientes são orientados a reduzir progressivamente a dose da medicação injetável, de modo que em 8 a 12 semanas eles recebem alta com o controle ejaculatório totalmente reestabelecido. E o melhor, geralmente para sempre.
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1 de maio de 2008

Ejaculação Precoce, o que é essa praga?

A definição clássica de ejaculação precoce diz que é a ejaculação involuntária que o homem tem antes do desejado e que ocorre de modo sistemático trazendo desconforto e insatisfação para o homem e para a sua parceira.
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A ejaculação precoce não é uma “patologia”, pois não pode ser medida por nenhum exame de sangue ou quantificada por uma análise laboratorial, apesar de alguns centros clínicos (como o Chicago Medical Group) tentarem medir a sensibilidade do pênis com um “aparelho que mede a sensibilidade do pênis”. Esses aparelhos na verdade mostram o mesmo resultado para todo e qualquer paciente e para todo e qualquer objeto que seja submetido a análise.
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A ejaculação precoce é semelhante à felicidade, uns referem tê-la enquanto outros não. Da mesma forma que uns prefeririam ser um pouco mais felizes, outros gostariam de ejacular um pouco menos rápido.

“E qual é o tempo normal?”, pergunta que escutamos diariamente na clínica? Normal é aquilo que satisfaz ao homem ou ao casal. Pode ser 1 segundo ou uma hora. Pode ser 5 minutos ou meia-hora. Depende do que cada homem ou cada casal considera adequado em se tratando de relação sexual. Responder qual o tempo ideal seria o mesmo que responder qual o carro ideal, ou qual a relação sexual ideal, ou qual o filho ideal? Cada um tem o seu ideal que ainda pode variar com determinada parceira ou em determinado local.
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A ejaculação precoce pode acompanhar o homem desde o início da sua vida sexual, sendo primária ou aparecer depois disso, depois que o homem já teve várias relações com controle adequado da sua ejaculação, sendo então secundária.
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Em geral os homens só procuram o médico após os 35-45 anos de idade. Isso porque, enquanto não apresentam dificuldade de conseguir uma segunda ereção eles valorizam essa segunda ereção, onde o controle da ejaculação é mais fácil.
Mas após os 35-45 anos quando a segunda ereção se torna mais difícil e ele passa a valorizar a primeira ereção mesmo, aí a ejaculação precoce começa a incomodar mais.
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Em geral, os homens com EP se acomodam e se adaptam a essa condição. Eles sabem que estão numa situação de inferioridade em relação às mulheres, mas enquanto se sentirem capazes de fazê-las gozar, nem que seja através de masturbação, o problema está “resolvido”. O difícil é quando as mulheres passam a exigir uma penetração vaginal mais demorada.
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Homens com EP acham que o prazer da mulher é mais importante que o seu próprio prazer, abrindo mão da sua satisfação pessoal para manter a relação com a esposa ou parceira.
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Nesses casos os homens só procuram tratamento médico quando as mulheres demonstram insatisfação com a monotonia da relação que se mantém quase que exclusivamente através das longas praticas masturbatórias e das intermináveis preliminares.
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Quem tem ejaculação precoce só se permite a penetração vaginal minutos antes do termino da relação, pois sabe que 1 a 2 minutos após a penetração aquela relação estará melancolicamente acabada e as desculpas estarão mentirosamente sendo ditas.
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