14 de abril de 2008

Homens impotentes têm a diabetes não diagnosticada.

Reuters, em Nova York - Folha On Line - 19/02/2002
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mmmmOs homens impotentes são mais propensos a apresentar diabetes não-diagnosticada e deveriam se submeter ao exame para verificar a taxa de açúcar no sangue, segundo pesquisadores britânicos."Se uma pessoa tiver disfunção erétil, ela deve suspeitar de diabete como causa subjacente", disse Krishnamurthy Sairam, do Hospital Kent & Sussex, um dos autores do estudo. "O exame de glicose sanguínea em jejum deveria ser o teste padrão para avaliar a ocorrência de diabete em homens que apresentam problemas de ereção."
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A equipe de Tom McNicholas, do Hospital Lister, em Stevenage, avaliou 129 pacientes que consultaram o departamento de urologia do hospital porque não conseguiam manter uma ereção. Geralmente, a diabetes e outras doenças crônicas que afetam os vasos sanguíneos, os nervos e os músculos lisos estão envolvidas no surgimento de impotência. Por isso, todos os participantes da pesquisa foram testados para diabete por meio de um exame de urina comum, que avalia a glicosúria -o excesso de açúcar na urina-, e por meio do teste para medir a glicose no sangue em jejum.No total, 22 dos 129 homens haviam recebido diagnóstico anterior de diabetes.
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O teste sanguíneo revelou que quase 5% dos outros 107 voluntários não sabiam ser portadores da doença metabólica, segundo as conclusões do trabalho, publicadas em edição recente do "British Journal of Urology". O exame que mede a quantidade de açúcar no sangue também verificou que outros 12% desses participantes tinham níveis anormais de glicose, o que poderia levar à diabete, caso não fossem tratados com dieta apropriada e exercício. Os pesquisadores constataram que o teste de urina falhou no diagnóstico de quatro em cada cinco homens com diabetes. "O exame de urina tem uma sensibilidade de apenas 20% -performance extremamente ruim para um teste diagnóstico", disse Sairam. "Medir a glicose na urina é um exame pouco sensível e pouco confiável para detectar diabete." Como os homens com disfunção erétil são cerca de quatro vezes mais propensos que a média à sofrer diabete não-diagnosticada, os cientistas concluíram que os médicos deveriam avaliar a presença da doença em todos os pacientes com impotência." A primeira consulta de um homem com disfunção erétil é a oportunidade ideal para fazer o teste de glicose em jejum e eliminar a possibilidade de ser diabete", afirmou Sairam. "Caso contrário, a diabete pode permanecer sem diagnóstico por vários anos."
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NOSSA OPINIÃO:
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Esse estudo mostra que a disfunção erétil costuma ser o primeiro sinal de diabetes em 12% dos homens. Esses pacientes, quando são medicados com Viagra ou similares para tratar a sua impotência, perdem a oportunidade de tratar uma doença muito mais grave e que vai complicar a sua saúde de uma forma muito mais ampla do que apenas a dificuldade de ereção. Pacientes diabéticos não tratados a tempo desenvolvem doenças vasculares e neurológicas irreversíveis.
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13 de abril de 2008

Barriga grande aumenta o risco de Impotência.

O Globo - 13/04/08 -
Excesso de gordura abdominal reduz o nível de testosterona.
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mmmmMais do que um problema estético, uma barriga saliente deixa o homem mais vulnerável a um de seus maiores fantasmas: a impotência sexual. Reunidos no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão, alguns dos principais urologistas do continente enfatizaram o papel da obesidade abdominal na predisposição para a disfunção erétil. Um estudo apresentado no congresso apontou o problema como fator número um da síndrome metabólica, conjunto de fatores considerado o maior inimigo da potencia sexual masculina, e também associada à maior chance de doenças cardiovasculares e diabetes.
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De acordo com os especialistas, a obesidade abdominal começa a ser um fator de risco para o homem quando a cintura é maior do que 94cm. O excesso de gordura na região esta diratamente ligada a quantidade de hormônio masculino no organismo, a testosterona. Segundo o inglês Ian Banks, presidente do Fórum Europeu de Saúde Masculina, existe uma relação direta entre o aumento do volume da gordura abdominal e a diminuição do nível de testosterona, sendo que a testosterona tem o poder de reduzir a gordura abdominal.
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Outras condições de risco que compõem a síndrome metabólica são a diabetes, a hipertensão arterial e o aumento do colesterol. Todos eles reduzem a quantidade de testosterona no organismo. Segundo o estudo, 64% dos pacientes com disfunção erétil apresentam um ou mais desses fatores de risco. Estima-se que 152 milhões de homens no mundo, ou 16% da população masculina entre 20 e 75 anos de idade, experimentam algum grau de disfunção erétil.
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As conclusões reforçam a tese de que o estilo de vida do homem é um importante desencadeador para a síndrome metabólica e, por conseqüência, para a disfunção erétil. Cigarro, estresse, sedentarismo e excesso de trabalho são os maiores vilões nessa questão. Daí a recomendação dos urologistas para que os homens comecem a tratar esses sintomas o quanto antes. Segundo o Dr. Banks, os homens demoram muito mais a procurar um medico do que a mulher. Em geral ele só vai quando a doença já esta adiantada, o que acaba prejudicando o tratamento da síndrome metabólica e da disfunção erétil.
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12 de abril de 2008

Comparação do uso diário do Vardenafil e o uso sob demanda na Disfunção Erétil.

Eur Urol. 2008 Mar 28; Zumbé J, Porst H; Klinikum Leverkusen, Leverkusen, Germany.
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mmmmOs medicamentos inibidores da fosofodiesterase 5 são os mais usados atualmente no tratamento da DE. Existe uma discussão se o uso diário desses medicamentos poderia beneficiar os pacientescom queixas leve-moderadas de DE. Esse estudo procurou comparar os resultados do uso diário contra o uso apenas no momento da relação sexual. Foram avaliados apenas homens com queixas leves ou moderadas de DE, que foram acompanhados durante 24 semanas de tratamento, seguidos por 24 semanas sem tratamento. Os pacientes foram separados em 2 grupos, sendo que um recebeu Vardenafila 10 mg por dia por 24 semanas e o outro grupo recebeu a mesma dose de Vardenafila sob demanda por 24 semanas. A avaliação dos 2 grupos foi feita através de um questionário para se medir o grau de satisfação com o tratamento. Após analise, verificou-se que o tratamento com doses diárias de Vardenafila não demonstrou uma melhora significativa da função sexual se comparado com o grupo que usou o Vardenafil sob demanda.
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10 de abril de 2008

'Barriguinha' ajuda a prever risco de doenças cardiovasculares e diabetes; e a Disfunção Erétil ! ! !

Método é mais confiável do que a simples medição do índice de massa corporal.Simples medição com fita métrica já ajuda a estimar gordura abdominal.
Luis Fernando Correia Especial para o G1
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A obesidade é um fator de risco conhecido para a ocorrência de doenças cardiovasculares e diabetes. A avaliação de obesidade é feita tradicionalmente através do cálculo do Índice de Massa Corporal, dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Porém, esse Indice não explicava porque certos individuos, que após o calculo não eram classificados como obesos, apresentavam quadros metabólicos com riscos cardiovasculares graves. As pesquisas cientificas apontaram para um novo marcador do risco cardiológico, o aumento de gordura intrabdominal, ou seja, entre as vísceras do interior do abdome.
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Durante muito tempo a gordura acumulada no corpo foi encarada como um mero depósito do excesso de energia ingerida e não utilizada. Na verdade, o tecido gorduroso pode ser visto como talvez a maior glândula de nosso corpo. Nele são produzidas inúmeras substâncias que têm efeito sobre o metabolismo e o sistema cardiovascular.
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A dificuldade estava em se conseguir avaliar a quantidade de gordura que existe dentro do abdome. A melhor maneira é através de uma tomografia computadorizada de abdome, o que torna o método inviável para utilização de maneira prática. Porém, ao se comparar as medidas por tomografia computadorizada com a circunferência do abdome medida com uma simples fita métrica, esse método se mostrou confiável. A partir desse ponto a medida de circunferência abdominal se tornou uma ferramenta poderosa para a previsão de risco de problemas cardiovasculares. E qual seria então a medida ideal para a circunferência do abdome, e como medi-la?
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A circunferência abdominal deve ser medida com a pessoa de pé entre a ultima costela e a borda do osso do quadril. A medida da circunferência abdominal que indica aumento de risco de problemas cardiovasculares é de 90 cm para os homens e de oitenta centímetros para as mulheres. Essas medidas são as adequadas para a população brasileira. Para populações de outros países existem outros parâmetros. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Dante Pazzanese de São Paulo constatou que 70% dos pacientes estavam com as medidas de circunferência abdominal acima dos limites ideais. Se suas medidas não estão ideais, basta um pouco de esforço. Para cada quilo de massa corporal perdido, a circunferência abdominal diminui em um centímetro. Método é mais confiável do que a simples medição do índice de massa corporal.Simples medição com fita métrica já ajuda a estimar gordura abdominal.
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NOSSA OPINIÃO:
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Os fatores de risco que podem causar doenças cardiovasculares como a obesidade, hipertensão, diabestes e aumento do colesterol, são os mesmos que causam a Síndrome Metabólica e a Disfunção Erétil. O mecanismo da ereção é extremamente delicado e sensível à esses fatores de risco, sendo que muitas vezes a perda da ereção é o primeiro sinal de que algo não vai bem com a saúde daquele homem.
Portanto, se voce começar a apresentar dificuldades de ereção e simplesmente tomar um Viagra para tratar a sua Disfunção Erétil, voce pode estar perdendo a chance de tratar algo muito mais grave e que pode até mesmo evoluir para o infarto agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral.
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O ronco como fator de risco para a disfunção erétil.

The Journal of Sexual Medicine, April 2008 - Vol. 5 Issue 4 Page 751-1028; Viktor Hanak, MD, Mayo Clinic—Pulmonary and Critical Care Medicine, Rochester, MN, USA.
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mmmmSabe-se que a apneia do sono está associada a dificuldades de ereção. Esse trabalho avaliou o ronco juntamente com 5 medidas de avaliação da função erétil. Para fazer esse trabalho, convocou-se um grupo de homens em Olmsted County, Minnesota que preencheram um questionário de avaliação da função sexual (libido, ereção, ejaculação, satisfação sexual e problemas sexuais) e outro de avaliação da qualidade do sono.
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Os 827 homens do estudo tinham atividade sexual regular e foram divididos em 3 grupos quanto ao ronco: ronco leve/nenhum (159 homens), ronco moderado (573 homens) e ronco importante (95 homens). A idade média foi de 64 anos. Após respondidos os questionários, observou-se que o item sobre a satisfação sexual foi o mais prejudicado no grupo de homens com queixa importante de ronco, se comparado com o grupo com queixas leves ou sem queixa. Os demais itens como ereção, ejaculação, libido e queixas sexuais, não variou muito dependendo do tipo de ronco. Esse trabalhou concluiu que existe uma relação entre a presença do ronco intenso e a uma diminuição da satisfação sexual desses homens.
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8 de abril de 2008

Viagra pode ajudar pós operatório de próstata, diz estudo.

mmmmUm estudo clínico, conduzido pelo urologista Harin Padma-Nathan, da Universidade da Califórnia, apontou a possibilidade de prevenção e cura de problemas de ereção. A pesquisa mostrou que o Viagra pode beneficiar pacientes que se submeteram à retirada total da próstata, possibilitando o retorno espontâneo das ereções, informou o laboratório Pfizer, que desenvolveu a molécula ativa Sildenafil.
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mmmmUm grupo recebeu doses diárias de Viagra por nove meses e outro, placebo. Todos haviam sido submetidos à prostatectomia radical com preservação bilateral dos feixes nervosos. Os autores concluí­ram que a utilização do medicamento resultou em retorno das ereções em 27% dos pacientes, mesmo após a interrupção do tratamento. "Apesar de o í­ndice parecer pequeno, representa um avanço considerável, tanto pela falta de opção para esses pacientes, quanto pela possibilidade de que eles passem a ter ereções mesmo sem a medicação", afirma o diretor-médico da Pfizer, Valdair Pinto. Os casos pós-operatórios de próstata são considerados de difí­cil resposta, afirma o laboratório.
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mmmmOs resultados positivos do medicamento já foram verificados em mais de 130 estudos clí­nicos, que constam em cerca de 2 mil publicações cientí­ficas, o que o torna um dos produtos mais testados na história da indústria farmacêutica.
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NOSSA OPINIÃO:
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Estudos patrocinados por laboratórios tendem a divulgar com destaque apenas os aspectos positivos dos seus produtos. Na prática não acredito que alguém teria condições de gastar R$ 24,00 por dia, só com esse medicamento, fora as outras despesas, por meses a fio, para preservar a sua ereção. Mais barato e mais prático é usar a medicação injetável intra cavernosa quando quiser ter as suas relações sexuais, se precisar.
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5 de abril de 2008

O exercício físico e as alterações do PSA.

Karin Marise Jaeger Anzoloch; Carlos daniel de Oliveira Jaeger; Walter José Koff. Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Trabalho apresentado no 31 Congr. Bras. Urologia, Salvador - BA, nov 2007.
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mmmmDesde sua descoberta e aplicabilidade como marcador tumoral há vinte anos, o PSA tornou-se uma ferramenta importante na detecção e acompanhamento dos pacientes com câncer de próstata (CaP). Recentemente passou-se a questionar a sua acurácia como marcador desta neoplasia. Enquanto marcadores mais eficazes não forem desenvolvidos, ganham importância as isoformas e a cinética do PSA e o interesse no seu comportamento biológico face às diversas situações do dia-dia. Parcela fisicamente ativa da população realiza periodicamente o teste do PSA e é submetida a testes ergométricos para avaliação cardiovascular. Não há consenso na literatura sobre as implicações do exercício nos níveis de PSA.
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mmmmEste estudo visa contribuir com o entendimento destas variáveis e se as mudanças ocorridas afetariam as recomendações para execução do exame.Foram analisados 44 homens não-atletas entre 50 e 69 anos com PSA>= 4 ng/mL, submetidos a biópsias trans-retais de próstata: 22 com diagnóstico de CaP, ainda não submetidos a tratamento, e 22 sem câncer de próstata (s/CaP). O fator em estudo foi o esforço físico máximo em esteira rolante, protocolo de rampa, com espiro-ergometria, certificando-se do nível de esforço atingido e seu efeito sobre os níveis de PSAtotal(PSAT) e livre (PSAL). Todos foram orientados a abster-se de esforço físico e ejaculação nas 72h que antecederam o teste. Foram coletadas amostras de sangue para dosagem doPSAT e PSAL em três momentos: Imediatamente antes, 1h e 24h após o término do teste. As variáveis foram submetidas à análise estatística comparando as médias de PSA nas três aferições. Houve aumento das médias de PSAT e PSAL após o esforço físico, com aproximação dos valores basais após 24h. A diferença foi mais evidente nos indivíduos mais idosos (acima de 70 anos) e no grupo sem câncer de próstata.
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mmmmO estudo demonstra que o exercício físico afeta o PSA, mais às custas de sua fração livre. Uma amostragem maior poderia encontrar significância nas alterações dos níveis de PSA total, o que poderia ter implicação clínica. Recomendamos aguardar 24h para dosar PSAT e PSAL após o esforço físico intenso.
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NOSSA OPINIÃO:
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A dosagem anual do PSA ajuda a determinar se o indivíduo tem ou não motivo para se preocupar com o câncer de próstata. As vezes recebemos exames de pacientes com aumento súbito do PSA, o que costuma gerar uma grande expectativa. Nesses casos é sempre bom avaliar a ocorrencia de exercicios fisicos nos dias que antecederam o exame de sangue para a dosagem do PSA. Se isso tiver ocorrido, o exame é descartado e um novo exame dever ser feito ao final de 2 semanas, que é o tempo necessário para o PSA se normalizar.
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4 de abril de 2008

Disfunção erétil, hipogonadismo e síndrome metabólica

17 March 2008 Division of Urology, Maimonides Medical Center, Columbia University, Brooklyn, NY, USA
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mmmmAté alguns anos atrás, acreditava-se que a testosterona poderia ser considerada um fator de risco para o maior índice de doenças cardiovasculares em homens, se comparado com as mulheres da mesma faixa etária. Atualmente sabe-se que a baixa de testosterona está associada com o aumento da obesidade visceral, com a síndrome metabólica, com a diabetes mellitus tipo 2, com as doenças cardiovasculares e com a disfunção erétil; doenças relacionadas com o processo de envelhecimento masculino. Já está comprovado que a terapia de reposição hormonal com testosterona não aumenta a incidência das doenças cardiovasculares, nem de infarto agudo do miocárdio, de acidente vascular encefálico ou de angina do coração. Melhorar a saúde sexual dos homens é uma forma de identificar e iniciar o tratamento dos fatores de risco dessas doenças potencialmente graves e letais como a diabetes, obesidade, hipertensão e hiperlipidemia.
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NOSSA OPINIÃO:
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Cada vez mais os autores reconhecem a importância de manter os níveis de testosterona próximo da normalidade em todas as idades como uma forma de evitar os fatores de risco que costumam ser responsáveis pelo aparecimento de milhões de casos de diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares no mundo inteiro. A terapia de reposição hormonal é capaz de afastar esses fatores de risco, podendo até mesmo de retardar o processo de envelhecimento dos homens, além de contribuir de maneira importantíssima para a melhora da qualidade de vida desses homens. Muitas vezes a disfunção erétil é o primeiro sinal de diabetes ou da síndrome metabólica. Se esses homens forem tratados apenas com a medicação oral do tipo Viagra, eles podem estar perdendo a chance de se tratarem de modo a evitar uma doença muito mais grave e que pode levar a complicações muito piores, consequência da baixa hormonal de testosterona sanguínea.
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3 de abril de 2008

A tração peniana como método de tratamento não cirúrgico da Doença de Peyronie.

J Sex Med. 2008 Mar 21, Levine LA, Newell M, Taylor FL.
Department of Urology, Rush University Medical Center, Chicago, IL, USA.mmmm
mmmmA doença de Peyronie é uma alteração fibrótica do pênis, sendo ainda de causa incerta. Provoca um desvio do pênis que dificulta ou impede a penetração peniana no ato sexual. Ainda não existe um tratamento clinico (não cirúrgico) que seja confiável. Esse estudo avaliou a terapia com tração externa do pênis para corrigir a curvatura peniana que ocorre no Peyronie. Foram avaliados 10 homens com doença de Peyronie que não tiveram sucesso com o tratamento clinico.
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mmmmEsses pacientes usaram o método de tração por 2 a 8 horas por dia durante 6 meses. Todos os homens foram avaliados no seu comprimento peniano com o pênis flácido e tracionado, antes e depois do tratamento. Tanto a curvatura como o diâmetro do pênis foram avaliados por ultra som dinâmico duplex antes e depois do tratamento. A função erétil foi avaliada antes e depois pelo questionário de Índice Internacional de Função Erétil e de Qualidade de Vida Masculino (QOL-MED). O comprimento do pênis flácido esticado pelo paciente, foi avaliado aos 3 e 6 meses de tratamento.
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mmmmComo resultados, observou-se que todos os homens referiram melhora da curvatura peniana, com uma redução do ângulo de 10 a 40 graus, tendo o comprimento do pênis aumentado de 1 a 2,5cm e o diâmetro aumentado em áreas onde antes havia estreitamento do pênis. As medições feitas mostraram uma redução do ângulo de curvatura entre 10 e 45 graus, sendo que a redução média de 33% (entre 51 e 34 graus). O tamanho do pênis em flacidez tracionado pelos pacientes aumentou de 0,5 a 1cm. No questionário do Índice Internacional de Função Erétil, as média das repostas aumentou de 18,3 para 23,6. Do ponto de vista estatístico não chegou a haver uma melhora da qualidade de vida desses homens. Não se observou efeitos adversos, incluindo alterações da pele, ulcerações, alterações de sensibilidade do pênis ou alteração da qualidade das ereções nesses pacientes. O estudo conclui que o uso diário de tração peniana é uma nova abordagem terapêutica para o tratamento não cirúrgico da doença de Peyronie.
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NOSSA OPINIÃO:
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A cirurgia ainda é o melhor método de tratamento para a Doença de Peyronie. A cirurgia leva 40 minutos, não precisa de internação, o resultado é imediato e em 30 dias se reinicia a atividade sexual. Como desvantagem pode ocorrer um encurtamento peniano em média de 1 a 1,5cm do lado operado. A tração peniana para tratar a curvatura, é um método demorado e de resultado totalmente imprevisível. No entanto, esse trabalho comprova que a tração peniana é um método que pode ser válido no aumento do comprimento peniano.
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2 de abril de 2008

Ato sexual ideal dura de 3 a 13 minutos, diz estudo

Uma relação sexual satisfatória dura entre três e 13 minutos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Penn State, no Estado americano da Pensilvânia. A pesquisa contou com a participação de 50 integrantes americanos e canadenses da Sociedade de Pesquisa e Terapia Sexual, incluindo psicólogos, médicos, assistentes sociais, terapeutas familiares e enfermeiras. Todos os envolvidos recolheram dados de milhares de pacientes durante décadas.
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O estudo, publicado na revista Journal of Sexual Medicine, afirma que um ato sexual "adequado" dura entre três e sete minutos; um "desejável", de sete a 13 minutos; um "curto demais", de um a dois minutos; e um "muito longo", de dez a 30 minutos. "Infelizmente, a cultura popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais ". "A interpretação de um homem ou de uma mulher de seu funcionamento sexual, ou o de sua (seu) parceira (o) tem como base crenças pessoais fundamentadas, em parte, nas mensagens da sociedade", afirmaram os pesquisadores. "Infelizmente, a cultura popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais", acrescenta o estudo. "E muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que duram a noite toda", afirmam os autores da pesquisa.
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Pesquisas anteriores indicavam que uma grande porcentagem de homens e mulheres gostaria que a relação sexual durasse 30 minutos ou mais. "Esta parece ser uma situação propícia para decepção e insatisfação", afirmou um dos autores da pesquisa, Eric Corty, da Universidade Penn State. "Com essa pesquisa, esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando decepções e problemas sexuais", acrescentou o pesquisador.
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O estudo também poderá ajudar no tratamento de pessoas que já têm problemas sexuais. "Se um paciente está preocupado com a duração da relação, estas informações podem ajudar a afastar a preocupação com problemas físicos e fazer com que ele seja tratado, inicialmente, com aconselhamento, ao invés de remédios", disse Corty.
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1 de abril de 2008

O uso de Inibidores da PDE-5 (Viagra, etc) entre jovens saudáveis.

Fernando Korkes, André Costa Matos. Fac. Medicina da Santa Casa de São Paulo. Trabalho apresentado no 31° Congresso Brasileiro de Urologia, Salvador, BA, nov.2007.
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mmmmO uso recreacional de inibidores de fosfodiesterase 5 tem sido mencionado na literatura e na mídia
em geral. Estudos associam esta forma de abuso de medicação à prática homossexual e principalmente associados a outras drogas ilícitas. O presente estudo tem como objetivo avaliar o uso de inibidoresde fosfodiesterase-5 entre jovens saudáveis. Foram interrogados 167 estudantes de medicina e médicos (idade média de 21±2, variando de 17-31 anos) sobre questões referentes à sexualidade e uso desta classe de medicações. O anonimato dos participantes foi assegurado. Dos homens interrogados, 100% negaram qualquer tipo de disfunção erétil, porém 9% referiram já ter utilizado algum tipo de inibidor de fosfodiesterase. Os medicamentos mais comumente utilizados foram sildenafil (n=11), seguido de tadalafil (n=7) e vardenafil (n=5).
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mmmmEm geral estes homens resolveram utilizá-los após comentários entre amigos e adquiriram a medicação em farmácias e sem receita médica. Em um terço dos casos, o medicamento foi fornecido por amigos ou representantes da indústria farmacêutica. Três quartos destes acreditam haver uma ação facilitadora destas medicações ao uso de preservativos, e em 65% dos casos a medicação foi utilizada em relações sexuais com parceiros ocasionais. O uso de bebida alcoólica concomitante foi mencionado por 71,4% dos entrevistados. Os inibidores de fosfodiesterase 5 são medicações inicialmente desenvolvidas para otratamento da disfunção erétil. No entanto, novas formas de uso têm se popularizado, e há um crescente conceito entre os jovens de utilização como um “otimizador de performance sexual”.
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Avaliação da Síndrome Metabólica em pacientes com e sem disfunção erétil diagnosticada.

JOAO PAULO ZAMBON; AMIR JAMIL KARAM JAMIL KARAM.
Trabalho apresentado no 31° Congresso Brasileiro de Urologia, Salvador - BA, nov-2007.
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INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica é caracterizada pelo aumento da resistência à insulina e hiperinsulinemia. Os componentes dessa síndrome são : diabetes mellitus tipo II , hipertensão arterial, obesidade e dislipidemia. Estes componentes são fatores de risco para doença cardiovascular e a disfunção sexual erétil (DSE) estando diretamente relacionada com as doenças cardiovasculares.
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OBJETIVO: avaliar a presença de síndrome metabólica em pacientes com e sem disfunção erétil que estão em programa de revisão continuada de saúde.
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MATERIAL E MÉTODO: No período de janeiro de 2005 a dezembro de 2006 foram selecionados 100 homens com disfunção erétil e 100 homens sem disfunção erétil , pareados de acordo com a idade. Fatores clínicos
como tabagismo , hipertensão , diabetes mellitus , índice de massa corpórea ( IMC ), índice cintura quadril( ICQ ) e frequênca cadíaca em repouso foram analisados e comparados nos 2 grupos. Os parâmetros laboratoriais analisados foram : colesterol total , HDL , LDL, glicemia de jejum e proteína C reativa. Os dados observados foram submetidos a análise estatística.
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RESULTADOS: Com relação aos parâmetros clínicos a presença de diabetes mellitus, hipertensão arterial , tabagismo e obesidade avaliada pelo ICQ foi mais frequente nos homens com DSE se comparados aos seus respectivos controles. Com relação aos parâmetros laboratoriais , somente a glicemia de jejum e a proteína C reativa apresentaram significância estatística. O colesterol total , HDL e LDL foram semelhantes nos 2 grupos.A síndrome meabólica esteve presente em 43/100 homens com DSE e em 27 / 100 homens sem DSE. De acordo com análise estatística esta variável apresentou significância estatística.
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CONCLUSÕES: Na amostra estudada, a síndrome metabólica apresentou-se mais fequente nos homens com DSE se comparados aos seus controles. A presença de DSE parece ser um fator de risco para a hiperinsulinemia e o aumento da resistência à insulina.
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LEIA MAIS SOBRE "SINDROME METABÓLICA" EM:
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30 de março de 2008

ESCALA DE SINTOMAS DE ENVELHECIMENTO MASCULINO

Heinemann LA, Saad F, Zimmermann T. The Aging Males’s Symptoms (AMS) scale: Health Qual Life Outcomes. 2003 May 1; 1(1):15.

Quais dos sintomas abaixo afetam você atualmente?

Marque ao lado de cada frase de 1 a 5 o grau de severidade para cada sintoma, sendo:
1- nenhum
2- pouco
3- moderado
4- grave
5- muito grave

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1- Mal estar generalizado (estado de saúde geral).
2- Dores nas articulações e dores musculares (na coluna, nas articulações, nos membros, nas costas).
3- Suor intenso (ondas de calor mesmo sem fazer esforço).
4- Alterações do sono (insônia, acorda com freqüência durante a noite, acorda muito cedo e cansado, sono agitado).
5- Está sempre cansado, sempre querendo dormir.
6- Irritabilidade (agressividade, mau humor).
7- Nervosismo (ansiedade excessiva, agitação, irritabilidade).
8- Medo (receio, pânico).
9- Esgotamento físico/diminuição da força ativa (diminuição geral da atividade, falta de vontade, sensação de estar rendendo menos, fazendo tudo por obrigação, desanimo).
10- Diminuição da força muscular (sensação de fraqueza).
11- Estado depressivo (falta de animo, falta de iniciativa).
12- Sensação de que o ponto culminante da vida já passou.
13- Sentimento de esgotamento emocional; sente que chegou ao “ponto mais baixo”.
14- Diminuição do crescimento da barba.
15- Diminuição do desempenho sexual (freqüência ou capacidade de ter relações sexuais).
16- Diminuição das ereções matinais.
17- Diminuição da vontade do desejo sexual (libido, ausência do prazer do sexo).

Avaliação:
17 a 26 = nenhum sintoma de envelhecimento masculino importante.
27 a 36 = poucos sintomas. Reposição hormonal discutível.
37 a 49 = moderados sintomas sendo recomendável avaliar reposição.
50 ou mais = graves sintomas indicando reposiçao hormonal.

De acordo com a sua pontuação, avalie junto ao seu médico a necessidade de se fazer a Terapia de Reposição Hormonal.
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O que é o P.S.A.?

O que é o P.S.A.?
O PSA (Prostate Specific Antigen, em Inglês), é uma glicoproteína produzida especificamente pelas células epiteliais da Próstata, e, em pequenas quantidades, por outras glândulas. Esta glicoproteína normalmente ajuda na mobilidade dos espermatozóides através da diluição do fluído seminal, no ato da ejaculação, facilitando assim, a liberação dos mesmos.
No tecido prostático são produzidas duas proteínas específicas, uma é a fosfatase ácida prostática e a outra, o PSA. Esta proteína, ou melhor glicoproteína, é aquela que se associa com o câncer de próstata. Não se encontra um aumento na produção da proteína com o estabelecimento do câncer, mas há uma saída maior da proteína para a corrente sangüínea através dos vasos e tecidos linfáticos que passam pela próstata.
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Qual o significado da elevação do nível do PSA livre?
A elevação do PSA-livre indica hiperplasia benigna da próstata. Se a elevação é do PSA-conjugado, é mais indicativo de câncer. Contudo, a medição habitual detecta tanto a forma livre como a forma conjugada do PSA. Para melhorar a sensibilidade do teste, estão desenvolvendo formas mais específicas para medir as duas categorias.
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Qual é a taxa do PSA que indica câncer?
O aumento da taxa do PSA em si não significa câncer. Uma elevação de PSA no sangue pode ser devido a uma infecção, a uma hipertrofia (crescimento) benigna da próstata ou ao traumatismo da mesma. O crescimento mais representativo da associação do PSA com câncer de próstata seria observar uma elevação, em relação à medição anterior, de 0,75 ng/ml ou maior durante um ano. Normalmente, um PSA acima de 4,0 deve sugerir uma preocupação maior em acompanhamento médico. Neste caso o homem deve ser submetido ao exame digital (toque retal) e uma ultra-sonografia transretal, e, dependendo do resultado, uma biopsia.
De fato, a taxa do PSA que indica a necessidade de uma biopsia ainda é um assunto polêmico. Um estudo americano recomenda biopsia com PSA acima de 2,5 ng/ml, em homens abaixo de 50 anos de idade, e com níveis de PSA acima de 4,0 ng/ml para homens com 50 ou mais anos de idade. Este nível é associado, porém, com um número considerável de falsos positivos (65%) e falsos negativos (20%), demonstrando um baixo poder de detecção entre câncer e hiperplasia da próstata.
De qualquer maneira, para uma maior prevenção do câncer de próstata, o estudo sugere que os homens devem fazer pelo menos um exame inicial de PSA no período entre os 40 e 45 anos de idade. Este câncer é mais freqüente em homens mais velhos, embora possa acometer os mais jovens. O importante, como para todo tipo de câncer, é detectar a doença em sua fase inicial e, até hoje, o exame do PSA parece ser a maneira mais eficaz de diagnóstico. Alguns estudos demonstram que o exame de PSA é mais efetivo que o exame digital.
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Qual seria a taxa normal do PSA no Sangue?
De fato, a taxa normal do PSA no sangue depende da idade do paciente. Com o avanço da idade, a taxa do PSA normal também tende a aumentar. As taxas ou intervalos da quantidade do PSA no sangue considerados normais podem ser vistos na tabela seguinte:
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Idade Níveis PSA(ng/ml)
De 40 a 49 anos 0,0 – 2,5
De 50 a 59 anos 0,0 – 3,5
De 60 a 69 anos 0,0 – 4,5
De 70 a 79 anos 0,0 – 6,5
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O nível do PSA no sangue deve ser acompanhado mesmo após a retirada da próstata por cirurgia. Um aumento no nível do PSA pode indicar que ainda persiste tecido maligno no organismo que precisa ser tratado.

29 de março de 2008

Revistas afetam imagem corporal de homens, diz estudo.

BBC - Plantão Publicada em 28/03/2008 às 10h37m
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Uma pesquisa britânica sugere que homens que lêem revistas masculinas podem ficar obsessivamente preocupados com sua imagem, exagerando nos exercícios e até tomando esteróides. O estudo da Universidade de Winchester, publicado na revista especializada Personality and Individual Differences, afirma que os homens jovens que lêem regularmente estas revistas têm mais probabilidade de se exercitarem em excesso.
"A mensagem nas principais revistas para homens jovens é de que é preciso desenvolver um físico musculoso para atrair uma parceira de qualidade", disse o pesquisador e psicólogo David Giles.
"Os leitores absorvem esta mensagem, que cria ansiedades a respeito da realidade de seus corpos e leva a tentativas cada vez mais desesperadas de modificá-lo", acrescentou.
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Gilles e a pesquisadora Jessica Close examinaram 161 homens com idades entre 18 e 36 anos para examinar a influência das revistas masculinas na imagem que tinham do próprio corpo e na vontade de desenvolver os músculos. Cada um dos voluntários indicou quais revistas liam ou compravam regularmente, entre as mais famosas da Grã-Bretanha, como Loaded e FHM. Os pesquisados também tinham que especificar se estavam em um relacionamento, dar informações sobre hábitos alimentares, programa de exercícios e atitude em relação à própria aparência.
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Ao analisar os resultados, os pesquisadores descobriram que os que liam estas revistas com mais regularidade pensavam em tomar esteróides ou usar suplementos energéticos ou proteína como parte de sua dieta, além de programas de exercícios para melhorar a aparência.
"Cada vez mais homens e mulheres desenvolvem suas idéias de como deve ser sua aparência a partir das imagens divulgadas na mídia", afirmou Giles. "O volume de conteúdo está crescendo e é uma armadilha principalmente para jovens, porque leva a obsessões a respeito de seus corpos", acrescentou.
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O estudo encontrou diferenças de atitude entre homens solteiros e homens que estavam em um relacionamento.
"O efeito era mais forte entre homens solteiros que entre aqueles estavam em um relacionamento. Isto sugere que homens que estão em um relacionamento são menos ansiosos em relação à sua imagem", disse Giles. "Mas também pode significar que eles simplesmente têm menos tempo para ir à academia quando têm uma parceira", acrescentou.
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A professora Naomi Fineberg, psiquiatra que lidera um serviço de tratamento para pessoas que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo, afirmou que homens e mulheres sofrem igualmente de transtornos relativos à imagem corporal.
"Não podemos afirmar com certeza se estas revistas podem estar causando isso, mas é possível que fatores culturais sejam importantes", afirmou.
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A Testosterona e o Câncer de Próstata.

mmmmA diminuição da testosterona ocorre no processo natural de envelhecimento masculino, sendo que a queda é de 1% ao ano após os 45 anos de idade. A testosterona participa de vários processos metabólicos e não apenas na função sexual. 95% da testosterona é produzida pelos testículos e 5% pelas glândulas supra-renais. Na sua diminuição perdemos massa muscular, massa óssea, ocorre uma diminuição da libido e da qualidade das ereções, há maior irritabilidade e perda do bom humor, anemia, perda da disposição para o trabalho e para as atividades físicas, aumento da gordura abdominal e outras alterações.
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mmmmA reposição de testosterona ainda é vista com algumas reservas, pois até poucos anos ainda pensava-se que pudesse provocar o câncer de próstata. Por mais que alguns trabalhos médicos tentem provar, até hoje ainda não se conseguiu estabelecer uma relação entre o câncer de próstata e a reposição de testosterona. O que reforça a certeza de que a testosterona não causa o câncer de próstata é que à medida que o homem envelhece, diminui a sua testosterona e aumenta a incidência do câncer de próstata. Os trabalhos que tentam estabelecer a relação entre a reposição hormonal de testosterona e o câncer de próstata verificam que, em media, somente 1% desses homens evolui para o câncer, sendo que essa taxa é similar àquela que se verifica na população em geral.
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mmmmTrabalhos mais recentes demonstram até que os indivíduos com dosagens baixas de testosterona, quando desenvolvem câncer de próstata, ele tem um comportamento mais agressivo do que nos homens que tem taxa de testosterona normal. Até o momento, não existem dados comprovando que a reposição hormonal de testosterona cause o câncer de próstata. No entanto, os homens com indicação de reporem o seu hormônio, antes de iniciar o seu tratamento, devem fazer uma avaliação do seu PSA, dos níveis de hormônio sexuais no sangue (LH, FSH, prolactina e testosterona), a historia urológica e o toque retal. Essas avaliações devem se repetir ao menos uma vez por anos, ou com maior freqüência dependendo de cada caso.

26 de março de 2008

O Indice de Massa Corporal na meia idade e o risco de Doença de Alzheimer.

Curr Alzheimer Res. 2007 Apr;4(2):103-9. Whitmer RA, Gunderson EP. Kaiser Permanente Division of Research, Etiology and Prevention, 2000 Broadway, Oakland, CA 94612, USA.
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Ter uma barriga avantajada na meia-idade aparentemente aumenta bastante o risco de desenvolver o mal de Alzheimer ou outra forma de demência décadas depois, disseram pesquisadores nesta quarta-feira, 26/03/08. Eles monitoraram, ao longo de uma média de 36 anos, 6.583 pessoas com idades de 40 a 45 anos no início do estudo, quando foram tomadas suas medidas abdominais. Quase 16 por cento deles acabaram desenvolvendo algum tipo de demência, inclusive o mal de Alzheimer, ao chegarem à faixa dos 70 anos. A probabilidade triplicava para as pessoas que estavam entre as 20 por cento com barrigas maiores, em comparação aos que estavam no grupo dos 20 por cento com a menor barriga. A dimensão da barriga se mostrou um indicador melhor do que simplesmente o índice de massa corporal (indicador de obesidade), segundo os pesquisadores. "Se você tem duas pessoas que estão ambas 4,5 quilos acima do peso, e uma tem (o peso extra) no meio do corpo, e outra em torno dos quadris, a pessoa que o carrega no meio do corpo precisa saber que está sob maior risco", disse Rachel Whitmer, cientista da Divisão de Pesquisa Kaiser Permanente, de Oakland, Califórnia, responsável pelo estudo.
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Já se sabia que o excesso de barriga em pessoas de meia-idade aumenta a propensão a diabete, derrame e ataque cardíaco. Segundo os pesquisadores, essa é a primeira vez que se estabelece uma ligação com o risco de demência, mesmo que a pessoa esteja dentro do seu peso normal. "Estamos de certa forma começando a entender os efeitos clínicos desses subprodutos da gordura", disse Whitmer. "Mas há evidências em nível molecular, em modelos animais e em estudos populacionais de que a gordura abdominal pode ter um efeito negativo sobre o cérebro." De acordo com Whitmer, a medição do abdome de idosos pode não ser um indicador tão preciso porque com a idade as pessoas naturalmente tendem a perder massa muscular e óssea e a acumular gordura na barriga.

24 de março de 2008

Estudo epidemiológico sobre a prevalência de disfunção erétil entre os urologistas brasileiros.

DANILO BORGES MATIAS; FERNANDO PINHEIRO RAMALHO.HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SÃO JOSÉ. Apresentado no 31° Congresso Brasileiro de Urologia-Nov/07.
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INTRODUÇÃO: No Brasil, um estudo sobre disfunção erétil (DE) sugere que sua prevalênciaem homens com 40 a 70 anos, é de 48,8%, com 26,6% de disfunção mínima, 18,3%de moderada e3,9% de completa. Varias sao as condições clínicas consistentemente associadas
à DE.
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OBJETIVO:Avaliar o grau de prevalência de disfunção erétil e dos fatores determinantes doauto-uso deinibidores da enzima PDE-5 na população de urologistas brasileiros.
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MATERIAIS E MÉTODOS: De um total de 2960 urologistas foram aleatoriamente selecionados, 600 urologistas para participarem do presente estudo. Foram enviados, questionários com resposta
não-identificada com perguntas sobredados gerais como idade, estado civil, idade de início do uso dos inibidores de PDE5,conhecimento da parceria quanto ao uso da medicação e freqüência deste uso. Foi anexado um IIEF para que se fizesse a classificação do grau de disfunção erétil se fosse o caso, medicamento de escolha e o motivo da escolha.
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RESULTADOS: Foram obtidas 39 respostas, com 6,5% das cartas e e-mails enviados. As idades variavam entre 27 e 76 anos, média de 49,34 anos. Trinta (88,24%) dos urologistas eram casados. Oito (29,63%) tinham DE leve, 1 (3,7%) moderada e 1 (3,7%) grave. O uso destes inibidores foi variável de acordo com a idade. Dezessete (62,96%) urologistas utilizaram iPDE-5 por motivo recreacional e 12 (30,77%) não os utilizam. A utilização dos iPDE-5 foi semanal em 4 (14,81%) 1 urologista o utiliza quinzenalmente e a grande maioria, 20(74,07%)urologistas, o utilizam ocasionalmente. Quatorze (53,85%) das parceiras desconhecem o uso dosinibidores da PDE-5. A preferencia entre o grupo pesquisado e de 22,22% para Sildenafila, 38,88%para Tadalafila e 38,88% Vardenafila. Efeito mais duradouro,
menor efeito colateral e facilidade de obtenção gratuita foram os principais motivos da escolha, perfazendo, respectivamente, 21,42%,28,57 % e 32,14% das respostas.
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CONCLUSÃO: Em outro questionario encaminhado a classe urologicano Brasil, foram encontrados indices de resposta acima de 10%. O indice de respostas encontradoneste trabalho ficou, portanto, abaixo do esperado. Em um estudo anterior, foi identificado que
a maioria dos urologistas brasileiros NÃO se sente a vontade em abordar temas referentes a sexualdade com os seus pacientes.

23 de março de 2008

A circuncisão como método preventivo de HIV em homens em Rakai.

Lancet. 2007 Feb 24;369(9562):657-66. Gray RH, Kigozi G, Serwadda D, Johns Hopkins University, Bloomberg School of Public Health, Baltimore.
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mmmO objetivo desse trabalho foi mostrar que a circuncisão diminui o risco de homens contraírem o vírus HIV, e ao mesmo tempo avaliar o efeito da circuncisão sobre a incidência do HIV entre os homens. Foram avaliados 4996 homens circuncisados, HIV negativos, com idades entre 15 e 49 anos, moradores da zona rural de Rakai, Uganda. Esses homens foram divididos em 2 grupos: os que fizeram a circuncisão no começo do estudo (2474 homens) e que só fizeram a circuncisão 2 anos depois (2522 homens). As entrevistas, exames físicos e testes com HIV foram feitos aos 6, 12 e 24 meses. Entre os homens circuncisados, a taxa de infecção pelo HIV foi de 0,66% ao ano e entre os não circuncisados a taxa foi de 1,33% ao ano. O estudo conclui que a circuncisão reduz em 60% a taxa de infecção de HIV entre os homens, sendo indicada como meio eficaz de prevenção da doença.
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NOSSA OPINIÃO:
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O prepúcio longo contém uma grande área de epitélio não queratinizado, que é um tecido bastante susceptível de penetração do vírus HIV através de pequenos ferimentos, mais comuns nessa região do pênis, durante as relações sexuais. Além disso, o prepucio longo retém maior quantidade de secreção cervicovaginal e que aí permanecem por mais tempo do que pênis de homens circuncisados, favorecendo infecções. Outras doenças sexualmente transmissíveis também se aproveitam do prepúcio para infectar os homens. Uma observação que costumo fazer para os nossos pacientes é que o modo de contaminação de doenças venéreas é idêntica ao modo de contaminação pelo vírus HIV.
A falta de cuidado que se deixa de tomar durante as relações sexuais suspeitas pode tanto levar a uma doença venérea como a AIDS.

22 de março de 2008

A circuncisão (postectomia) afeta a sexualidade dos homens operados?

BJU Int. 2008 Jan;101(1):Kigozi G,Watya S.Rakai Health Sciences Program, Entebbe, Uganda.mmm
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mmmO objetivo desse trabalho foi investigar a relação entre a circuncisão masculina adulta e a satisfação sexual. Foram avaliados 4456 homens sexualmente ativos e experientes, HIV negativos, com idades entre 15 e 49 anos. 2210 homens foram escolhidos de forma aleatória para serem circuncisados e 2246 foram circuncisados mais tardiamente, após 2 anos. Esses homens foram acompanhados aos 6, 12, e 24 meses com entrevistas e exames físicos, questionando-se sobre o desejo sexual, a satisfação e a função erétil. Observou-se que não houve diferenças entre os 2 grupos nos quesitos satisfação sexual. No quesito função erétil a queixa registrada foi de 2% nos 2 grupos (operados e não operados). Após 6 meses de observação, a dificuldade de penetração vaginal foi referida por 98,6% dos homens operados e 99,4% dos não operados. Após 2 anos, não se observou diferença entre os operados e não operados na satisfação sexual.
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Outro trabalho (J Urol. 2002 Nov;168(5):2134; Collins S, Upshaw J. Department of Urology, Louisiana State University School of Medicine, New Orleans, Louisiana, USA) feito com 15 homens acompanhados por 13 meses, não mostrou alterações do desejo sexual, da qualidade da ereção, da ejaculação e nem na média da satisfação sexual, concluindo que a circuncisão não comprova ter efeito negativo sobre a atividade sexual de homens ativos que tenham passado por essa cirurgia.
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NOSSA OPINIÃO:
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Da mesma forma como existem trabalhos mostrando as vantagens da circuncisão, existem outros trabalhos que tentam provar o contrário. Em geral, costumo recomendar a circuncisão (postectomia) para os nossos pacientes quando existe queixas de dor ou dificuldade em exteriorizar a glande, quando ocorrem ferimentos de repetição no freio ou no prepúcio às relações sexuais, ou quando existe uma dificuldade em se manter a higiene local fazendo com que ocorram infecções (bálamo postites) de repetição (duas ou mais por ano).
Desconheço algum homem que atribua a sua dificuldade sexual com a ausencia do prepúcio retirado na cirurgia de postectomia. Nunca alguém voltou pra reclamar.
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