28 de março de 2011

Ginseng e açafrão são afrodisíacos naturais.

Tentando melhorar sua vida sexual? Então tente incluir ginseng e açafrão na sua dieta. Os dois ingredientes são ativadores de desempenho, de acordo com uma revisão científica de afrodisíacos naturais conduzida por pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá. Invista também no vinho e no chocolate, mas saiba que seus efeitos dependem de você estar bem psicologicamente.

- Afrodisíacos têm sido usados por milhares de anos em todo o mundo, mas a ciência por trás disso nunca foi bem entendida ou explicada claramente - disse o professor Massimo Marcone, responsável pelo estudo, ao lado do aluno de mestrado John Melnyk. - A nossa pesquisa é a análise científica mais completa realizada até agora. Nada tinha sido feito até então com este nível de detalhes.

John Melnyk diz que há uma demanda por produtos naturais que melhoram o desempenho sexual sem efeitos colaterais. Geralmente, problemas como disfunção erétil são tratados com drogas sintéticas, incluindo Viagra e Cialis. Mas essas substâncias podem provocar dores de cabeça, musculares, visão turva e ter perigosas interações com outros medicamentos. Eles também não aumentam a libido.

Os pesquisadores examinaram centenas de estudos sobre afrodisíacos consumidos normalmente para investigar os efeitos psicológicos e fisiológicos sobre o desempenho sexual. Eles descobriram que o ginseng, o açafrão e a ioimbina, substância natural das árvores yohimbe, encontradas na África Ocidental, melhoraram a função sexual em humanos.

Pessoas que participaram do estudo relataram aumento do desejo sexual após comerem muira puama, flor de uma planta brasileira, raiz de maca, uma planta da mostarda encontrada nos Andes, e chocolate. Este último, no entanto, não está relacionado a excitação ou satisfação sexual.

- Pode ser que algumas pessoas sintam os efeitos de alguns ingredientes do chocolate, principalmente a feniletilamina, que pode afetar os níveis de serotonina e endorfina no cérebro - disse Marcone.

O álcool aumenta o desejo, mas não a performance sexual.

- Ainda não há evidências suficientes para generalizar que o uso destas substâncias são afrodisíacos efetivos. Mais estudos clínicos são necessários para melhor entender os efeitos nos humanos.

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